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Módulo XV - Dor Abdominal, Diarreia, Vômito e Icterícia (DA, D, V & I)

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Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
UNIME 2020.1 
 
 
Dor abdominal, 
Diarreia, vômito 
e icterícia 
 
 
 
 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
Objetivos 
Problema 1 - Intermediária 
1. Descrever a propedêutica do trato gastrointestinal com enfoque no caso e nos sinais de alarme para síndromes dispépticas 
2. Discorrer a fase gástrica e esofágica da fisiologia do trato gastro intestinal 
3. Explanar os diagnósticos diferenciais e sindrômicos das principais síndromes dispépticas bem como os exames para 
diagnóstico e justificando seu uso no caso clínico. 
4. Elucidar a farmacologia do hidróxido de alumínio (antiácido), ranitidina (bloqueador do receptor de H2 da histamina) e 
dipirona, seus usos clínicos nas síndromes dispépticas e o uso no caso 
Problema 1 – Fechamento 
1. Explanar a etiologia, fisiopatologia e tipos das úlceras, DRGE e gastrite bem como a interpretação dos exames necessários 
para investigação no caso. 
2. Descrever a conduta terapêutica indicada no caso (cuidado integral) 
3. Elucidar a farmacologia do inibidor de bomba de prótons 
Problema 2 – Intermediária 
1. Descrever a histologia e anatomia do Fígado, Pâncreas e vias biliares 
2. Elucidar o metabolismo da bilirrubina desde a produção até a excreção 
3. Explanar as principais síndromes ictéricas fazendo o diagnóstico diferencial com o caso bem como seus achados 
semiotecnicos e exames complementares. 
Problema 2 – Fechamento 
1. Elucidar a fisiopatologia da colelitíase, colecistite e pancreatite aguda litiásica. 
2. Explanar o fluxograma que deve ser realizado para a paciente com síndrome ictérica. 
3. Discorrer acerca do tratamento integral da paciente. 
Problema 3 – Intermediária 
1. Elucidar acerca da diarreia identificando-a como síndrome bem como a classificação do paciente dentro da síndrome 
diarreica 
2. Discorrer a fisiopatologia da diarreia crônica bem como da obstipação intestinal 
3. Explanar os possíveis diagnóstico diferenciais da diarreia levando em conta a classificação de cada uma bem como o 
manejo de investigação do paciente do caso 
Problema 3 – Fechamento 
1. Elucidar a fisiopatologia da Síndrome do Intestino Irritável (SII) bem como o diagnóstico (critérios de ROMA IV) 
2. Explanar o plano terapêutico integral para SII 
3. Discorrer a importância da equipe multidisciplinar e influência dos aspectos psicossociais na síndrome diante de uma 
abordagem terapêutica ineficaz anteriormente aplicada no caso de Sra. Victoria 
Problema 4 – Intermediária 
1. Explanar os principais diagnósticos sindrômicos de abdome agudo relacionados com o caso bem como os principais 
diagnósticos diferenciais 
2. Descrever a semiotécnica relacionada ao caso. 
3. Discutir os exames complementares para a paciente 
Problema 4 – Fechamento 
1. Explanar a fisiopatologia e diagnóstico para apendicite aguda 
2. Elucidar a importância do diagnóstico precoce e possíveis complicações de um diagnóstico tardio de apendicite 
3. Abordar a conduta terapêutica integral para o paciente com apendicite aguda 
Problema 5 – INTERMEDIÁRIA 
1. Descrever a fisiopatologia envolvida no ato do vomito e os tipos de vômitos 
2. Classificar os tipos obstrução intestinal de intestino delgado e cólon bem como sua etiologia. 
3. Discorrer os principais diagnósticos sindrômicos de obstrução correlacionando com os sintomas do caso 
4. Definir a conduta diagnóstica e terapêutica clínica inicial para o caso 
Problema 5 – Fechamento 
1. Discorrer acerca dos fatores de risco e fisiopatologia do adenocarcinoma colorretal, bem como métodos de rastreamento e 
tratamento clínico-cirúrgico 
2. Citar os principais tipos de câncer que acometem o TGI 
3. Elucidar a farmacologia dos antieméticos 
4. Explanar os direitos do paciente oncológico e as formas assistência multiprofissional (comunicação) para o paciente 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira – Dor Abdominal, Diarreia, Vômito e Icterícia – Problema 1 – Intermediária 
FISIOLOGIA GASTROINTESTINAL 
DEGLUTIÇÃO 
FASE ORAL 
Composição Química da Saliva: 99,5% de água e 0,5% de solutos. 
× Água: fornece um meio para a dissolução de alimentos, de modo que eles possam ser provados pelos receptores 
gustativos e de modo que as reações digestórias possam ter início. 
× Solutos: 
o Íons: incluindo o sódio, o potássio, o cloreto, o bicarbonato e o fosfato. 
 Íons cloreto: ativam a amilase salivar, uma enzima que inicia a degradação do amido na boca. 
 Íons bicarbonato e fosfato: tamponam alimentos ácidos que entram na boca, de modo que a saliva é 
apenas ligeiramente ácida (pH entre 6,35 e 6,85). 
o Gases dissolvidos e substâncias orgânicas: incluindo a ureia e ácido úrico, o muco, a imunoglobulina A, 
enzima bacteriolítica lisozima e a amilase salivar, uma enzima digestória que atua sobre o amido. 
 Muco: lubrifica o alimento para que ele possa ser movimentado facilmente na boca, modelado em 
uma bola e deglutido. 
 Imunoglobulina A (IgA): impede a ligação de microrganismos, de modo que eles não são capazes de 
penetrar o epitélio. 
 Enzima lisozima: mata as bactérias; no entanto, estas substâncias não estão presentes em quantidades 
suficientes para eliminar todas as bactérias da boca. 
 Ureia e ácido úrico: promovem a resposta das glândulas salivares que ajudam a remover moléculas 
residuais do corpo 
A secreção de saliva, a chamada salivação, é controlada pela divisão autônoma do sistema nervoso. 
Normalmente, a estimulação parassimpática promove a secreção contínua de uma 
quantidade moderada de saliva, o que mantém as túnicas mucosas úmidas e lubrifica os 
movimentos da língua e dos lábios durante a fala. A saliva é então engolida e ajuda a umedecer 
o esôfago. Eventualmente, a maior parte dos componentes da saliva é reabsorvida, o que impede 
a perda de líquidos. 
A estimulação simpática domina durante o estresse, resultando em ressecamento da boca. Se o 
corpo fica desidratado, as glândulas salivares param de secretar saliva para conservar a água; o 
ressecamento da boca resultante contribui para a sensação de sede. Beber não só restaura a 
homeostasia da água corporal, mas também umedece a boca. A sensação e o sabor dos alimentos 
também são potentes estimuladores das secreções das glândulas salivares. 
Produtos químicos nos alimentos estimulam os receptores nas papilas gustativas, e os impulsos são transmitidos das papilas 
gustativas para dois núcleos salivares no tronco encefálico (núcleos salivatório superior e salivatório inferior). Os impulsos 
parassimpáticos que retornam pelas fibras dos nervos facial (VII) e glossofaríngeo (IX) estimulam a secreção de saliva. A saliva 
continua sendo intensamente secretada durante algum tempo depois que o alimento é ingerido; esse fluxo de saliva lava a boca 
e dilui e isola os restos de produtos químicos irritantes. Cheirar, ver, ouvir ou pensar em alimentos também p odem estimular 
a secreção de saliva. 
Digestão Mecânica E Química Oral 
× Digestão mecânica: resulta da mastigação, em que o alimento é manipulado pela língua, triturado pelos dentes e 
misturado com saliva. Como resultado, a comida é reduzida a uma massa macia flexível, facilmente engolida, chamada 
bolo alimentar. As moléculas de alimento começam a se dissolver na água da saliva, uma atividade importante porque 
as enzimas podem reagir com as moléculas do alimento apenas em um meio líquido. 
× Digestão química: duas enzimas, a amilase salivar e a lipase lingual, contribuem: 
o Amilase salivar: é secretada pelas glândulas salivares, inicia a degradação do amido. A função da amilase 
salivar é começar a digestão do amido pela fragmentação do amido em moléculas menores. Mesmo que o 
alimento normalmente seja deglutido muito rapidamente para que todos os amidos sejam fragmentados na 
cavidade oral, a amilase salivar no alimento ingerido continua agindo sobre os amidos por aproximadamente 
1 h, tempo em que os ácidos do estômago a inativam. 
o Lipase lingual: é secretada pelas glândulas linguais na língua. Esta enzima torna-se ativa no ambiente ácido 
do

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