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IST - Infecções sexualmente transmissíveis

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DOENÇA SINAIS E SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO 
SÍFILIS 
(Treponema pallidum) 
(Cancro duro – lesão 1ªria) 
 
 
 
Devido ao cenário 
epidemiológico atual 
recomenda-se tratamento 
imediato após apenas um 
teste positivo para sífilis 
(teste treponêmico ou não 
treponêmico) para as 
seguintes situações 
(independemente da 
presença se sinais e 
sintomas de sífilis): 
• Gestantes. 
• Vítimas de violência 
sexual. 
• Pessoas com chance de 
perda de seguimento (que 
não retornarão ao 
serviço). 
• Pessoas com sinais/ 
sintomas de sífilis 1ªria ou 
2ªria. 
 
Sífilis recente (< 2 anos): 
• 1ªria: úlcera rica em 
treponemas, geralmente única e 
indolor, com borda bem 
definida e regular, bem 
endurecida e fundo limpo que 
ocorre no local de entrada da 
bactéria (pênis, vulva, vagina, 
colo uterino, ânus, boca etc) 
denominada “CANCRO 
DURO”. A lesão primária é 
acompanhada de 
LINFADENOPATIA 
REGIONAL (acometendo 
linfonodos localizados 
próximos ao cancro duro). O 
desaparecimento independe do 
tto. 
• 2ªria: ocorre, geralmente, após 
a cicatrização do cancro. 
Caracteriza-se por LESÕES 
MUCO-CUTÂNEAS 
(roséolas que progridem para 
uma apresentação eritemo-
acastanhada, localizadas no 
tronco e raiz dos membros, 
atingindo, caracteristicamente, 
a região plantar e palmar, com 
colarinho de escamação e, em 
geral, não pruriginosa. A 
sintomatologia também 
desaparece independente do tto. 
• Latente recente: período (< 2 
anos de infecção) em que não se 
observa nenhum sinal ou 
sintoma e o diagnóstico faz-se 
exclusivamente pela 
reatividade dos testes 
(treponêmico e não-
treponêmico). 
 
Sífilis tardia (> 2 anos): 
• 3ªria: nela, a inflamação 
causada pela sífilis provoca 
destruição tecidual, 
acometendo o SN e o SCV. 
Verifica-se a formação de 
GOMAS SIFILÍTICAS 
(tumorações com tendência a 
liquefação) na pele, mucosas, 
ossos etc. As lesões podem 
causar desfiguração, 
incapacidade e até morte. 
• Latente tardia: período (>2 
anos de infecção) em que não se 
observa nenhum sinal ou 
sintoma e o diagnóstico faz-se 
exclusivamente pela 
reatividade dos testes 
(treponêmico e não-
treponêmico). 
• EXAME EM CAMPO 
ESCURO (exame direto): 
realiza a detecção do T. pallidum 
em amostras coletadas 
diretamente das lesões. Tem alta 
sensibilidade e especificidade, 
no entanto, requer exsudato 
seroso das lesões ativas (ou seja, 
não pode ser realizado em sífilis 
latente). 
• Testes imunológicos: são os 
mais utilizados na prática clínica 
e podem ser realizados tanto na 
fase sintomática quanto na fase 
de latência. Podem ser divididos 
em testes treponêmicos e não-
treponêmicos... 
• TESTES TREPONÊMICOS 
(teste rápido, FTA-Abs, TPHA): 
detectam anticorpos específicos 
produzidos contra o T. pallidum. 
São os primeiros a se tornarem 
reagentes e, em 85% dos casos, 
permanecem reagentes por toda 
a vida, mesmo após o TTO, e por 
isso não são indicados para 
monitoramento da resposta ao 
tratamento. 
• T. NÃO TREPONÊMICOS 
(VDRL, RPR): detectam 
anticorpos anticardiolipina não 
específicos para os antígenos do 
T. pallidum. Permitem a análise 
quantitativa e qualitativa, sendo 
utilizados para o monitoramento 
da resposta ao tratamento e 
controle da cura. A queda 
adequada dos títulos é indicativo 
de sucesso do TTO. 
*Pessoas com títulos baixos 
(≤1:4) em t. não-treponêmicos, 
sem registro de tratamento e sem 
data de infecção conhecida, são 
consideradas como portadoras 
de sífilis latente tardia, devendo 
ser tratadas! 
 
Diagnóstico de sífilis: teste 
treponêmico reagente + teste 
não-treponêmico reagente = 
diagnóstico confirmado (ou 
cicatriz imunológica – TTO 
anterior c/ documentação de 
queda da titulação em pelo 
menos 2 diluições – ex. 1:16 para 
≤ 1:4 após TTO). 
 
- Solicitar teste rápido (TR). 
- Se TR reagente, realiza-se o 
teste não-treponêmico. 
- Se o teste não-treponêmico for 
não reagente, realizar teste 
treponêmico com metodologia 
diferente do primeiro e 
considerar seu resultado para o 
diagnóstico. 
 
Sífilis 1ªria, 2ªria e latente 
recente (< 2 anos): 
• Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, dose 
única (1,2 milhão UI em 
cada glúteo). 
• Alternativa – doxiciclina 
(exceto para gestantes). 
• Teste não-treponêmico 
trimestral (gestantes – 
mensal). 
 
Sífilis 3ªria, latente tardia 
(>2 anos) ou latente com 
duração ignorada: 
• Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI (1,2 milhão 
UI em cada glúteo), IM, 
semanal, por 3 semanas. 
Dose total: 7,2 milhões UI, 
IM. 
• Alternativa – doxiciclina. 
• Teste não-treponêmico 
trimestral (gestantes – 
mensal). 
 
RESPOSTA IMUNOLÓ- 
GICA ADEQUADA: 
• Teste não-treponêmico não 
reagente. 
• Queda na titulação em 2 
diluições em até 6 meses 
(sífilis recente) ou em até 12 
meses (sífilis tardia); (ex: 
1:32 → 1:8). 
 
CRITÉRIOS DE RETRA-
TAMENTO: 
• Ausência de redução da 
titulação em 2 diluições no 
intervalo de 6 meses 
(recente, 1ªria ou 2ªria) ou 12 
meses (tardia) após o TTO 
adequado; ou, 
• Aumento da titulação em 2 
diluições (ex. 1:16 → 1:64); 
ou, 
• Persistência ou recorrência 
de sinais ou sintomas 
clínicos. 
• Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI (1,2 milhão 
UI em cada glúteo), IM, 
semanal, por 3 semanas. 
 
Neurossífilis: 
• Benzilpenicilina procaína/ 
potássica, 18-24 milhões UI 
por dia, IV, por 14 dias. 
• Alternativa – ceftriaxona 
IV. 
• Exame de LCR de 6/6 
meses até a normalização. 
 
 
DOENÇA SINAIS E SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO 
HERPES GENITAL 
(HSV-2 – predomínio nas 
lesões genitais/HSV-1 – 
predomínio nas lesões 
perorais) 
 
 
 
• Primo-infecção: em geral é mais severa, caracterizada pelo 
surgimento de lesões eritemato-papulosas de 1-3mm, que 
rapidamente evoluem para VESÍCULAS DOLOROSAS e de 
localização variável na região genital. Na maioria das vezes é 
acompanhada de sintomas gerais (febre, mal-estar, mialgia e 
disúria). A LINFADENOMEGALIA INGUINAL DOLOROSA 
BILATERAL está presente em 50% dos casos. Nas mulheres, 
quando há acometimento do colo do útero, é comum corrimento 
vaginal. Nos homens, o acometimento da uretra pode provocar 
corrimento uretral e raramente é acompanhado de lesões 
extragenitais. O quadro pode durar de 2-3 semanas. Após a infecção 
genital, o HSV entra em estado de latência. 
• Surtos recidivantes: ocorrem por reativação viral, que se deve a 
quadros infecciosos, exposição a radiação UV, traumatismos 
locais, menstruação, estresse físico ou emocional, 
antibioticoterapia prolongada e/ou imunodeficiência. A 
recorrência tende a ser na mesma localização da lesão inicial e de 
manifestações clínicas menos intensas, podendo ser precedida por 
sintomas prodrômicos característicos. As lesões têm regressão 
espontânea em 7-10 dias com ou sem cicatriz e, a tendência é que 
os surtos se tornem cada vez menos intensos e menos frequentes 
com o passar do tempo. 
• Assintomática: muitas pessoas que adquirem a infecção por HSV 
nunca desenvolverão manifestações; cerca de 13-37% das infecções 
são sintomáticas. 
• Aciclovir VO. 
• Em imunossuprimidos: 
Aciclovir EV. 
• O tratamento local pode ser 
realizado com compressas de 
solução fisiológica ou 
degermante em solução 
aquosa, para higienização 
das lesões. 
• Analgésicos orais podem 
ser utilizados, se necessário. 
CANCROIDE 
(Cancro mole) 
(Haemophilus ducreyi) 
 
Lesões dolorosas, geralmente 
múltiplas e devidas à AUTO 
INOCULAÇÃO. A borda é 
irregular, com contornos 
eritemato-edematosos e fundo 
irregular, recoberto por 
exsudato necrótico, amarelado, 
com odor fétido e que, quando 
removido, revela tecido de 
granulação com sangramento 
fácil. Em 30-50% dos pacientes 
a bactéria atinge os 
LINFONODOS INGUINO-
CRURAIS (UNILATERAIS). 
• Microscopia de material corado 
pela técnica de coloração de 
Gram. 
• Azitromicina VO (dose 
úníca).

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