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REGULAÇÃO DA PRESSÃO A CURTO E LONGO PRAZO- COMPLETO

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reflexo como resposta efetora para o sistema cardiovascular. 
 
 
 BEATRIZ GURGEL- MEDICINA - UFMS CPTL 
REGULAÇÃO DA PRESSÃO A CURTO E LONGO PRAZO  
de potássio dependentes de ATP fazendo 
com que o potássio saia da célula, 
causando relaxamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CURTO PRAZO 
 
 
Esses mecanismos de controle rápido, são passíveis de sofrer adaptação, por conta disso são efetivos 
somente em curto e médio prazo. 
 
 
 
 
BARORRECEPTOR 
 
O reflexo barorreceptor o mecanismo neural da pressão arterial considerado um dos mais importantes. 
Lembrando que os mecanismos neurais são mecanismos de regulação a curto prazo em um reflexo 
que tem a característica de regular a pressão arterial de momento a momento ou a cada batimento 
cardíaco. 
 
 
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Os barorreceptores estão no arco aórtico e no seio carotídeo, e são vias de aferência, dos níveis de 
pressão detectados. Elas são encaminhadas para o SNC para centro regulatórios. 
Como resultado da integração, teremos respostas eferentes, principalmente para o coração, vasos 
sanguíneos e rins. Esse eferentes são basicamente os ramos do sistema nervoso autonômico, então 
nós temos a inervação simpática e parassimpática no coração. Temos também a inervação simpática 
dos vasos sanguíneos e no rim. 
Lembrando que o débito cardíaco é o VS x FC. Por isso a regulação ocorre no coração e nos vasos, 
levando à um bom resultado na diminuição da PA. 
 
Qualquer variação na pressão arterial sendo detectada pelos barorreceptores que estão localizados no 
arco aórtico e no seio carotídeo, são levadas para centros de controle cardiovascular localizados 
principalmente aí no bulbo. De lá os neurônios simpáticos os neurônios parassimpáticos vão inervar 
principalmente o nodo sinoatrial, regulando a frequência de despolarização do marca-passo cardíaco, 
enquanto que o neurônio simpático inerva tanto o nodo sinoatrial como os ventrículos. 
 
 
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O músculo cardíaco e vasos sanguíneos embora a gente já saiba que existem inervações do 
parassimpático no músculo cardíaco, de forma geral, a principal atuação do parassimpático é na 
frequência de disparo do nodo sinoatrial. 
Lembrando que nós não possuímos inervação parassimpática em vasos sanguíneos, então alterações 
na resistência vascular são resultado de variações na eferência simpática, enquanto a gente tem um 
balanço entre simpático e parassimpático no débito cardíaco por mexer na contratilidade e frequência de 
disparo do nodo sinoatrial. 
 
Nós temos como um dos principais mecanismos do controle reflexo da pressão, tendo origem no 
sensores, que são denominados de mecanorreceptores, estão localizados no arco aórtico, na bifurcação 
do seio carotídeo e também temos nos átrios ventrículos e vasos pulmonares. 
Esses mecanorreceptores são sensíveis pela variação na distensão e deformações, estimulando-os de 
forma a iniciar uma resposta reflexa. 
 
Os mecanorreceptores que estão localizados na curvatura da aorta, logo na sua saída do ventrículo 
esquerdo e na bifurcação entre as artérias carótidas interna e externa, que é a região do seio carotídeo, 
são chamados de barorreceptores. 
Existem dois tipos: a principal diferença é na localização no sistema cardiovascular em uma região de 
maior ou de menor pressão e também a intensidade, e a rapidez com que eles respondem à alterações. 
Os barorreceptores arteriais estão localizados em regiões de alta pressão arterial no arco aórtico e no 
seio carotídeo e são ativados quando ocorre um aumento rápido e intenso da pressão nas artérias. 
Esses receptores fazem parte do barorreflexo e são constituídos de terminações nervosas livres 
sensoriais que estão localizadas na camada adventícia. 
Quando ocorre a sístole cardíaca, a deformação desses receptores por deformação mecânica por uma 
variação na pressão arterial é esses receptores que são terminações nervosas livres despolarizam-se e 
essa informação vai ser encaminhada para o sistema nervoso central para ser integrada. 
 E por onde essa informação trafega? Depende de qual barorreceptor estivermos falando. 
Os barorreceptores localizados no seio carotídeo quando despolarizados, caminha uma informação para 
o sistema nervoso central, principalmente via nervo glossofaríngeo, enquanto os barorreceptores 
aórticos, essa informação é enviada para o sistema nervoso central para ser integrada a principalmente 
via nervo vago. 
 
Os barorreceptores arteriais são terminações nervosas livres que são caracterizados por fibras axonais 
sem bainha de mielina e que são capazes de adentrar a camada média dos vasos sanguíneos. 
O mecanismo que condiciona essa transmissão mecânica elétrica, é o grau de distensão das paredes 
desses vasos, em um potencial mecanismo envolvido que está relacionado com canais iônicos que são 
permeáveis a cátions, no caso o sódio e o cálcio, que se abrem pela variação na pressão arterial. 
Esses canais são pertencentes a família e dos canais epiteliais de sódio, e presentes nas terminações 
nervosas, logo quando ocorre a distensão da parede dos vasos sanguíneos, esses canais são ativados, 
os cátions entram na célula e ao adentrar causam uma alteração de voltagem da membrana. 
 
Eles são proporcionais ao grau de distensão dos vasos sanguíneos, logo quanto maior a PA, maior a 
distensão e a alteração no potencial de membrana, criando uma alteração no potencial de ação. A cada 
 
 
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sístole temos um disparo da atividade dos barorreceptores, resultando na passagem de potencial de 
ação indo em direção ao SNC. 
Corpúsculo carotídeo estão localizados no gânglio petroso. 
 
 
 
É muito importante saber que eles funcionam dentro de uma faixa de PA, que se estende de 40mmHg 
ate 180 mmHg, quando à frequência de disparo é máxima. Logo não é só à PA, mas também a 
magnitude do pulso de pressão (diferença entre sistolica e diastolica). Sendo assim, eles apresentam 
uma faixa ótima de trabalho, que é em torno de 93 mmHg. Outro ponto importante, é a capacidade de 
adaptação aos diferentes níveis de pressão, caso esse novo nível de pressão seja mantido à longo 
prazo. Portanto a via reflexa efetora é ativada, por meio do SNA. 
Se a PA se mantém elevada por 2-3 dias, a frequência de disparo dos barorreceptores começa a cair e 
os mecanorreceptores consideram esse novo nível de pressão como se fosse a normal e fisiológica. 
Logo, perde-se a capacidade de ajuste, pois a resposta eferente é resultado do aumento da atividade 
barorreceptora, e se eles disparam como pressão basal, teremos prejuízos na resposta efetora. 
Portanto, eles não são responsáveis pela alteração da PA à longo prazo, mas sim ajustes rápidos. 
 
 
O que aconteceria com a PA se tirássemos os barorreceptores?? Ela teria uma grande variabilidade 
(oscilação) e os ajustes rápidos seriam comprometidos, por não ter a aferência reflexa, o que afetaria a 
 
 
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perfusão dos tecidos. Logo, a função essencial é manter os níveis de PA em