Buscar

Direito Penal - 2

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 4 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

alfaconcursos.com.br 
 
MUDE SUA VIDA! 
1 
 
SUMÁRIO 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE, ANTERIORIDADE E RESERVA LEGAL ..................................................................... 2 
SUJEITOS DO CRIME ...................................................................................................................................... 3 
 
 
https://www.alfaconcursos.com.br/
alfaconcursos.com.br 
 
MUDE SUA VIDA! 
2 
 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE, ANTERIORIDADE E RESERVA LEGAL 
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena 
sem prévia cominação legal 
Somente haverá crime quando existir perfeita correspondência entre a conduta 
praticada e a previsão legal (Reserva Legal), que não pode ser vaga, deve ser específica. Exige-
se que a lei esteja em vigor no momento da prática da infração penal (Anterioridade). 
Fundamento Constitucional: Art. 5º, XXXIX. 
Princípio: Nullum crimem, nulla poena sine praevia lege. 
O artigo 1º traz insculpidos em seu bojo três princípios fundamentais, ou seja, o princípio da 
legalidade, da anterioridade de lei e o princípio da reserva legal. 
O princípio da legalidade diz que somente por meio de lei em sentido formal (lei 
propriamente dita) pode prever crimes e cominar penas. Contudo, o conceito do princípio da 
legalidade é muito amplo e comporta, de acordo com a Constituição Federal, várias espécies 
de lei. 
O princípio da reserva legal é um desdobramento do princípio da legalidade e diz que 
somente lei em sentido formal estrito pode prever crimes. Quando falamos de lei em sentido 
estrito, quer dizer que estamos delimitando para que somente a lei ordinária preveja crimes e 
comine penas. Dessa forma, somente lei ordinária na prática pode legislar sobre matéria 
penal. 
Devemos nos atentar, pois não é possível previsão de crimes por meio de leis em sentido 
material, como são os casos das medidas provisórias com força de lei (MP) e os atos 
administrativos, como são os casos de portarias, decretos etc. 
O princípio da legalidade e reserva legal, também pressupõe que toda infração penal 
para estar completa obrigatoriamente deve estar revestida do preceito primário (a conduta) e do 
preceito secundário (a pena). Assim, quando o Artigo 121 prevê em seu caput: ‘‘Matar alguém 
(conduta) pena: 6 a 20 anos (a pena) esta descrevendo um crime completo sobre todos os prismas 
do artigo primeiro do CP’’. 
As normas penais incriminadoras não são proibitivas e sim descritivas. Por exemplo, o 
Art. 121 - Matar alguém, no Código Penal, não proíbe, ou seja, não matar. Ele descreve uma 
conduta, que, se cometida, possuirá uma sanção (punição). 
 
 
1. (ALFACON) O princípio da anterioridade da lei penal é sintetizado pela expressão “não 
há crime sem lei que o defina”. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Gabarito: Errado 
Comentário: Típica questão de texto de lei em que a interpretação é 
imprescindível, pois não sintetiza somente pela expressão dada, e sim “não há 
crime sem lei anterior que o defina, não há pena sem prévia cominação legal”! 
 
https://www.alfaconcursos.com.br/
alfaconcursos.com.br 
 
MUDE SUA VIDA! 
3 
 
SUJEITOS DO CRIME 
Temos duas figuras distintas quando falamos de crime: 
• Sujeito ativo: Aquele que pratica o crime. Qualquer pessoa que tenha capacidade 
normal e esteja sob as regras do Código Penal poderá cometer crime, inclusive a 
pessoa jurídica, que pode ser sujeito ativo de crimes contra o meio ambiente. 
• Sujeito passivo: Qualquer pessoa que a lei determine poderá se enquadrar como 
vítima de um crime. As pessoas jurídicas somente poderão estar aqui presentes 
se o crime com elas for compatível, como é o caso de furto e difamação, mas 
veremos esses tópicos mais detalhadamente à frente. 
JURISPRUDÊNCIA ATUAL 
INFORMATIVO 566 STJ: É possível a responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos 
ambientais independentemente da responsabilização concomitante da pessoa física que agia em 
seu nome. A jurisprudência não mais adota a chamada teoria da "dupla imputação". 
2. (ALFACON) Podemos afirmar que a pessoa jurídica pode ser sujeito de ação nas esferas 
administrativa, civil e penal. Isso se dá quando a conduta lesiva afeta o meio ambiente e 
seja cometida pelo seu representante legal. Dessa forma, afirma o STJ que somente pode 
ser punida a pessoa jurídica se ocorrer a chamada dupla imputação, ou seja, a pessoa 
jurídica tem que ser punida juntamente com seu representante legal. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Gabarito: Errado 
Comentário: O STJ decidiu se curvar à posição fixada pelo STF sobre o tema, 
posição primeiramente adotada pela Quinta Turma da Corte e, depois, assumida 
também pela Sexta Turma, a definir uma uniformização e consolidação no 
tratamento do tema pelo STJ. A mudança jurisprudencial foi noticiada no 
Informativo 566 e no canal comunicativo do site do STJ em 12/04/2016: Para o 
STJ, a dupla imputação em crimes ambientais não é obrigatória. Empresas, 
associações e organizações que cometerem crimes ambientais podem ser rés em 
processo penal, sem a necessidade de dupla imputação (empresa e diretor), 
segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A interpretação dos 
ministros do STJ decorre do artigo 225, §3º, da Constituição Federal, que não 
condiciona a responsabilização penal da pessoa jurídica à simultânea persecução 
penal da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa. Na prática, uma 
organização empresarial pode ser ré em processo penal sem que figure como 
corréu um dos dirigentes ou controladores da referida empresa. Assim, atualmente, 
tem-se que há uma uniformidade na jurisprudência quanto à desnecessidade de 
aplicação da teoria da dupla imputação para fins de responsabilização penal da 
pessoa jurídica por crimes ambientais. 
EXERCÍCIOS 
1. É legítima a criação de tipos penais por meio de decreto. 
Certo ( ) Errado ( ) 
https://www.alfaconcursos.com.br/
alfaconcursos.com.br 
 
MUDE SUA VIDA! 
4 
 
2. O princípio da reserva legal aplica-se, de forma absoluta, às normas penais 
incriminadoras, excluindo-se de sua incidência as normas penais não incriminadoras. 
Certo ( ) Errado ( ) 
3. O princípio da legalidade não permite a edição de lei incriminadora por meio de 
medida provisória. 
Certo ( ) Errado ( ) 
4. Quando um fato cometido antes da vigência da lei que o define como delito não puder 
ser alcançado pela norma penal, trata-se do princípio da legalidade. 
Certo ( ) Errado ( ) 
GABARITO 
1. ERRADO 
2. CERTO 
3. CERTO 
4. ERRADO 
https://www.alfaconcursos.com.br/

Continue navegando