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RESUMÃO DE DIREITOS HUMANOS- COLETÂNEA DAS AULAS DO 9 PERÍODO

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RESUMÃO DE DIREITOS HUMANOS 
COLETÂNEAS DAS AULAS UNIBRASIL- 9 PERÍODO 
1. COMITE CONTRA A TORTURA 
Composição: 10 especialistas/ peritos que exercerão suas funções a título pessoal e 
serão eleitos pelos Estados Partes. 
 
Atribuições: Os Estados Partes devem submeter ao Comitê relatórios sobre as 
medidas adotadas, o Comitê ainda recebe informes de organizações não 
governamentais que apresentam o chamado “relatório sombra” (shadow report) que 
informa a situação dos direitos protegidos naquele país. 
O Comitê de Direitos Humanos elabora as chamadas “Observações Gerais” ou 
“Comentários Gerais”, que contêm a interpretação do Comitê sobre como alcançar o 
fim da tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes. 
Atualmente, há duas observações gerais, sendo a última emitida em 2007, que 
considera a proibição da tortura norma de jus cogens. 
Caso o comitê receba informações que indiquem, que a tortura é praticada 
sistematicamente no território de um Estado Parte, este será chamado para cooperar 
no exame da informações, o Comitê pode designar membros para procederem a uma 
investigação confidencial, que poderá incluir visita ao território desde que o Estado 
parte concorde. 
 
A comunicação interestatal: prevista no art. 21, ocorre quando um Estado acusa 
outro de não cumprir as obrigações da convenção. 
 
Petição individual: prevista no art. 22, traz a possibilidade de reconhecimento, pelos 
Estados, da competência do Comitê para receber petições individuais (comunicações 
enviadas por pessoas sob sua jurisdição, ou em nome delas, que aleguem ser vítimas 
de violação, por um Estado Parte, das disposições da Convenção). O Comitê não 
poderá receber comunicação anônima, ou que constitua abuso de direito, ou que seja 
incompatível com as disposições da Convenção. As petições individuais serão 
analisadas pelo Comitê à luz de todas as informações a ele submetidas pela pessoa 
interessada, ou em nome dela, e pelo Estado Parte interessado. 
 
O Protocolo Facultativo: à Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou 
Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes foi adotado em 18 de dezembro de 2002. 
aprovado por meio do Decreto Legislativo n. 483/2006, (o Brasil depositou o 
instrumento de ratificação em 11 de janeiro de 2007que foi promulgado pelo Decreto 
n. 6.085, de 19 de abril de 2007). 
Esse Protocolo, por sua vez, teve por objetivo estabelecer um sistema de visitas 
regulares de órgãos nacionais e internacionais independentes a lugares onde as 
pessoas são privadas de liberdade, com o intuito de prevenir a tortura e outros 
tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. 
Composto por 37 artigos, divididos em 7 partes 
1ª Parte: Princípios gerais: prevê que um Subcomitê de Prevenção da Tortura e 
Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes deverá ser criado. 
Trata-se de Subcomitê do Comitê, que deve desempenhar suas funções no marco da 
Carta das Nações Unidas e deve ser guiado por seus princípios e propósitos, bem 
como pelas normas das Nações Unidas relativas ao tratamento das pessoas privadas 
de sua liberdade. Deve ainda ser guiado pelos princípios da confidencialidade, 
imparcialidade, não seletividade, universalidade e objetividade. Em nível doméstico, 
os Estados se comprometem a designar ou manter um ou mais mecanismos 
preventivos nacionais: órgãos de visita encarregados de prevenir a tortura e outros 
tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes . Os Estados Partes devem 
permitir as visitas dos dois mecanismos a qualquer lugar sob sua jurisdição onde 
pessoas são ou podem ser privadas de liberdade, por força de ordem dada por 
autoridade pública. 
2ª Parte: O Protocolo estabelece a composição do Subcomitê de Prevenção, a forma 
de eleição dos membros e da mesa e o tempo de mandato, composto por 25 
membros, deverá ser observada a distribuição geográfica e representação de 
diferentes formas; 
3ª Parte: Determina como deverá ser cumprido o mandato do Subcomitê, mandato de 
quatro anos, podendo ser reeleito uma vez. 
4ª Parte: mecanismos preventivos nacionais. O art. 17 estabelece a obrigatoriedade 
de o Estado manter, designar ou estabelecer, dentro de um ano da entrada em vigor 
do Protocolo ou de sua ratificação ou adesão, um ou mais mecanismos preventivos 
nacionais independentes para a prevenção da tortura em nível doméstico. 
5ª Parte: Os Estados Partes poderão fazer uma declaração que adie a implementação 
de suas obrigações, o que será válido pelo máximo de três anos, que poderão ser 
estendidos pelo Comitê contra Tortura por mais dois anos; 
6ª Parte: Dispõe sobre o financiamento do Subcomitê de Prevenção. As despesas 
realizadas por ele na implementação do Protocolo serão custeadas pela ONU e, 
paralelamente, deverá ser estabelecido um Fundo Especial, administrado de acordo 
com o regulamento financeiro e as regras de gestão financeira das Nações Unidas 
 
2. COMITÊ PARA OS DIREITOS DAS CRIANÇAS: 
Com criação determinada pela Convenção sobre os direitos da criança, que possui a 
finalidade de examinar os progressos realizados no cumprimento das obrigações 
assumidas pelos Estados Parte 
 
Competência: Monitorar a implementação da convenção e de seus 3 protocolos 
facultativos. Tem competência para estabelecer suas próprias regras de procedimento 
e deve eleger a mesa para um período de dois anos. 
 
Composição: Integrado por 10 especialistas de reconhecida integridade moral e 
competência nas áreas cobertas pela Convenção. Exercem sua função a título 
pessoal. 
 
Relatórios: Estados Partes se comprometam a apresentar ao Comitê, por intermédio 
do Secretário-Geral das Nações Unidas, relatórios sobre as medidas que tenham 
adotado com vistas a tornar efetivos os direitos reconhecidos na Convenção e sobre 
os progressos alcançados no desempenho desses direitos, no prazo de dois anos, a 
partir da data em que entrou em vigor para cada Estado Parte e, a partir de então, a 
cada cinco anos. 
Os relatórios devem indicar as circunstâncias e dificuldades que afetam o grau de 
cumprimento das obrigações derivadas da Convenção. 
O Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao 
Envolvimento de Crianças em Conflitos Armados e o Protocolo Facultativo à 
Convenção sobre os Direitos da Criança referente à venda de crianças, à prostituição 
infantil e à pornografia infantil determinam a apresentação de relatórios periódicos por 
cada Estado Parte ao Comitê sobre os Direitos da Criança, no prazo de dois anos a 
contar da data da entrada em vigor do Protocolo para aquele Estado Parte, o relatório 
deverá conter informações abrangentes sobre as medidas adotadas para implementar 
as disposições do Protocolo. 
Após sua apresentação do relatório abrangente, o Estado Parte deve incluir nos 
relatórios que submeter ao Comitê sobre os Direitos da Criança quaisquer 
informações adicionais sobre a implementação do Protocolo e os demais Estados 
devem fazê-lo a cada cinco anos. 
 
3. COMITÊ SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
Criado pela Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, para 
avaliar sua implementação. 
 
Composição: 18 especialistas independentes (12 inicialmente e 18 quando a 
Convenção alcançar 60 ratificações), mandato de 4 anos com possibilidade de 
reeleição. Os membros atuam a título pessoal. 
 
Competência: Exame dos relatórios periódicos com envio de recomendação. 
Exame de petições das vítimas – deliberação. 
 
Relatórios: Os Estados Partes devem submeter relatório sobre as medidas adotadas 
em cumprimento de suas obrigações estabelecidas pela Convenção e sobre o 
progresso alcançado nesse aspecto, dentro do período de dois anos após a entrada 
em vigor da presente Convenção para o Estado Parte. Depois, devem ser 
apresentados relatórios periódicos, ao menos a cada quatro anos, ou quando o 
Comitê solicitar. 
Na consideração dos relatórios,