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EFEITO DA FISIOTERAPIA NAS DISFUNÇÕES SEXUAIS...

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EFEITO DA FISIOTERAPIA NAS DISFUNÇÕES SEXUAIS PÒS TRATAMENTO DE CÂNCER NO COLO DO ÚTERO– UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
EFFECT OF PHYSIOTHERAPY ON SEXUAL DYSFUNCTIONS AFTER TREATMENT OF CANCER IN THE CERVIX- A BIBLIOGRAPHIC REVIEW
Andrea Dos Santos Ribeiro1, Isabelle Arouche Ramos1, Marcelo Rocha Alves1, Matheus Mendes Barbosa1, Wellen Açucena Dos Anjos Silva 1, Leandro Marques da Silva2
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1 Discentes do Curso de Fisioterapia – Faculdade Edufor. 
 2 Doutorando em Ciências da Saúde - UFMA, Mestre em Saúde do Adulto e da Criança - UFMA, Residência Multiprofissional em Saúde da Criança - HUUFMA, Especialista em Docência e Gestão do ensino Superior – UES, MBA em Executivo em Saúde pela Faculdade Unyleya, Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde ESP/MA, Docente do Curso de Fisioterapia na Faculdade Edufor
 
Resumo
 O câncer do colo do útero (CCU) é causado pelo vírus HPU (vírus do papiloma humano). As disfunções sexuais são um dos principais fatores que vem atingindo as mulheres pós-tratamento de CCU, a fisioterapia vai tratar queixas associadas á perturbação do desempenho físico e disfunções na região pélvica, usando técnicas como a eletroestimulação. O objetivo do estudo foi identificar as principais disfunções sexuais pós-tratamento de CCU e verificar os possíveis efeito da fisioterapia nas mesmas.
Palavras-chaves: Reabilitação. Fisioterapia. Disfunção Sexual Feminina. Neoplasia do colo do útero
 Abstract 
 Cervical cancer (CC) is caused by the HPU virus (human papilloma virus). Sexual dysfunctions are one of the main factors affecting women after CC treatment, physical therapy will treat complaints associated with disruption of physical performance and dysfunctions in the pelvic region, using techniques such as electrical stimulation. The aim of the study was to identify the main sexual dysfunctions after CC treatment and to verify the possible effects of physical therapy on them.
Keywords:Rehabilitation. Physiotherapy. Female Sexual Dysfunction. Cervical neoplasm
 
Introdução
 O câncer do colo do útero (CCU) é a quarta principal causa de morte de mulheres no brasil. Mais de 90% dos casos de câncer de útero, são causados pelo vírus HPU ( vírus do papiloma humano), a principal forma de transmissão pode ser da mãe para o feto, contato sexual e objetos contaminados, 75% das mulheres irão contrair o HPU ao longo da vida, 95% vão se curar e adquirir imunidade espontaneamente, porém 5% não eliminam o vírus por conta própria, nesses casos o vírus do HPU provocam alterações celulares irá ocorrer lesões lentamente no útero, até evoluir para câncer (INCA,2010).
 No brasil nos anos de 2017-2018 cerca de 16.370 de casos foram diagnosticados com câncer do colo do útero, sendo o terceiro tumor de maior ocorrência na população feminina com o pico de mortalidade entre 25 a 55 anos de idade, o que faz o CCU seja um importante problema de saúde pública, segundo as estatísticas do instituto do câncer (INCA, 2010). 
 O tratamento é feito dependendo do estadiamento e quão avançado está a doença e por meio da cirurgia, quimioterapia e radioterapia, de forma individualizada e integrada, com o objetivo de curar ou de minimizar os sintomas e complicações da doença. (Instituto nacional do câncer, 2010). Essas modalidades terapêuticas trazem no decorrer de suas aplicações diversas consequências para a mulher, como a diminuição da elasticidade vaginal, dor, fibrose, perda da sensibilidade, perda da libido, sangramento e disfunções sexual (Marilu, et al, 2010). Estudos realizados demonstram que as pacientes podem apresentar alterações cervico-vaginais e alterações no comportamento sexual após o tratamento (Juliana Franceschini, et al. 2010).
 Segundo Mesquita RL, et al.(2010), as disfunções sexuais são um dos principais fatores que atinge as mulheres pós-tratamento de CCU de forma que podem perdurar durante toda a vida da paciente, se não tratada no estágio inicial. Todavia, essas disfunções podem ser prevenidas e/ou tratadas pela fisioterapia, que utiliza de vários recursos que abrangem um leque de variedades, como cinesioterapia, percepção corporal, treinamento dos músculos do assoalho pélvico associado ou não aos cones vaginas, eletroestimulação, biofeedback, massagem perineal, dessensibilização vaginal e eletroterapia. (Yang, et al, 2012).
 Portanto, visando a importância do assunto a elaboração deste trabalho é de grande importância para definir os possíveis efeitos da fisioterapia nas disfunções sexuais pós-tratamento de câncer do colo do útero. Diante disso, o objetivo deste estudo foi identificar as principais disfunções sexuais pós-tratamento de câncer do colo uterino e verificar os possíveis efeito da fisioterapia nas mesmas, através de uma revisão bibliográfica.
Métodos
 O presente estudo consiste em uma revisão da literatura científica, nas quais foram realizadas pesquisas nas bases de dados eletrônicas Medline, Scielo, Lilacs, Pubmed e plataforma Pedro, por artigos compreendidos entre 2010 a 2020. 
 Com as palavras chaves: disfunção sexual feminina, fisioterapia e reabilitação, neoplasia do colo do útero, cinesioterapia e eletroestimulação, os termos foram pesquisados isoladamente e em conjuntos, associados e/ou não a dois idiomas inglês e português, tendo sido as buscas restritas apenas em estudos que foram realizados em humanos.
Discussão
 Foram encontrados ao todo 50 artigos que correspondiam, desses, 20 foram pré-selecionados para leitura prévia dos seus resumos, com isso, foram selecionados 4 artigos que se encaixavam nos critérios de inclusão, que foram estabelecidos com o intuito de definir claramente adequação dos estudos que abrange os efeitos da fisioterapia nas disfunções sexuais femininas pós-tratamento de câncer do colo do útero. Com tudo notou-se uma escassez de estudos realizados e publicados sobre o assunto.
 A sexualidade abrange não apenas componentes fisiológicos, como constitui um dos aspectos mais importantes da existência humana, é a forma pela qual cada pessoa se expressa e recebe afeto e ainda se englobando a autoestima. Segundo o ministério da saúde foi comprovado que tanta a sexualidade como a intimidade do paciente são fatores essenciais para uma boa qualidade de vida.
 Umas das terapias empregadas no tratamento dessas disfunções sexuais é a Fisioterapia que trata principalmente queixas associadas á perturbação do desempenho físico e disfunções na região pélvica, através do uso de diversas técnicas como a eletroestimulação, biofeedback, cinesioterapia e terapia manuais. Segundo artigos foi comprovado que mulheres entre a faixa etária de 20 e 29 anos desenvolvem essa doença e ainda apresentam a vida sexual ativa, que por sua vez tende aumenta o risco rapidamente de atingir o pico, entre 45 e 49 anos.
 Segundo Weijmar Schultz, et al 2013 e Van de Wie 2013, as principais disfunções sexuais que acometem mulheres após o tratamento do câncer do colo de útero são: estenose e atrofia vaginal, dispareunia e diminuição da lubrificação, que podem vir associadas á perda de sensações clitorianas e vaginais durante a relação sexual com penetração vaginal e a perda de sensibilidade. Já para Bernando et al 2012, além dessas alterações, as mulheres também podem apresentar fibrose vaginal parcial, diminuição da elasticidade e da profundidade por complicações pós-cirúrgicas e pós-radioterapia. 
 Em concordância Schroder et al 2013, relataram que além de estenose e atrofia vaginal, dispareunia e diminuição da lubrificação, podem ocorrer transtornos associados ao desejo hipoativo e á diminuição das respostas nas fases de excitação e de orgasmos no ciclo sexual. Arshi e Jane 2010, completaram falando que, além das alterações já citadas, as mulheres também podem apresentar, como consequência do tratamento radioterápico, ulcerações vulvares, necrose e sangramento vaginal após a relação sexual, decorrente da mucosa do canal vaginal, principalmente