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Respiratório

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CLÍNICA DE PEQUENOS 
Sistema respiratório 
NARIZ 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
1. Secreção nasal 
a. Muco 
b. Mucopurulento 
c. Sanguinolento 
d. Uni ou bilateral 
2. Espirros 
3. Restrição respiratória (inspiratória) 
4. Tosse 
5. Halitose 
6. Deformação facial 
 
 
 
 
 
 
 
ESPIRRO 
• Geralmente nos gatos está relacionado a 
rinotraqueíte e nos cães pode estar 
relacionado com um corpo estranho, 
muito comum em cães com hábito de 
cavar 
• Pode ser intermitente (normal), mas se for 
persistente ou paroxístico (vai piorando) 
se torna anormal. 
ESPIRRO REVERSO 
QUEIXA CLÍNICA: animal parece que está 
sufocando, puxa o ar. 
• Comum em raças pequenos 
• Associada com excitação ou ingestão de 
líquidos 
• Pouca repercussão clínica- não interfere 
na oxigenação 
SECREÇÃO NASAL 
Principal manifestação clínica das doenças da 
cavidade nasal 
• Pode ser: 
• Seroso 
• Mucoide ou mucopurulento 
• Com ou sem hemorragia associada 
• Hemorrágico (epistaxe) 
ESTERTORES 
• Ruídos ou roncos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIFERENCIAIS PARA SECREÇÃO NASAL 
SEROSO 
• Animais hiperhidratados podem ter 
• Infecção viral- começa serosa e quando 
tem contaminação bacteriana passa a ser 
mucopurulenta 
• Parasitas nasais 
• Estresse 
MUCUPURULENTO 
HEMORRÁGICO PURO (EPISTAXE) 
• Trauma agudo 
• Corpo estranho agudo 
• Neoplasia 
• Infecção fúngica 
• Doença sistêmica 
o Distúrbios de coagulação 
(hemoparasitas) 
o Vasculite 
Na dispneia inspiratória é um esforço na entrada 
do ar, tem uma expansão grande e na expiratória 
é o esforço na saída do ar. 
Quando tem padrão ortopneico o cão tende a 
esticar a cabeça/pescoço 
A intolerância ao exercício e cianose de língua 
estão relacionadas a hipóxia... 
Animais muito dispneicos passam a ficar 
anoréxicos. 
Deformidade da face, lesões que ultrapassam 
cavidade nasal, epifora, alteração ocular, 
ulceração em focinho- pensar em neoplasia 
Perda de pigmentação nasal- Aspergilose nasal 
Úlceras em plano nasal- neoplasia ou fúngica 
Redução ou ausência da passagem de ar- lesão 
ou corpo estranho obstrutivo 
Massas obstrutivas- pólipos 
Característica da secreção nasal 
 
CLÍNICA DE PEQUENOS 
o Síndrome da hiperviscosidade 
o Polictemia 
o Hipertensão sistêmica 
DIAGNÓSTICO 
1. Exame físico 
2. RX de tórax e crânio 
3. Swab nasal 
4. Se epistaxe: PA, exames de coagulação, 
hemograma, teste para erlichia. 
RINITES 
INFLAMAÇÃO DO EPITÉLIO 
• Alérgicas 
• Virais 
• Fúngicas 
• Bacteriana (normalmente secundária) 
RINITE ALÉRGICA 
1. Secreção serosa 
2. Espirros 
3. Epistaxe 
4. Piora em determinadas épocas do ano 
5. Exposição a alérgenos (cigarro, cheiros 
fortes e troca de areia em gatos) 
TRATAMENTO: 
• Remover causa de base 
• Antialérgicos (Dexclorferinamina) 
RINITE VIRAL 
1. Secreção serosa com progressão para 
mucopurulenta 
2. Espirros 
3. Cães: cinomose e adenovírus 
4. Gatos: complexo respiratório felino, 
calicivírus felino e herpesvírus felino 
RINITE BACTERIANA 
1. Rara de forma primária 
2. Mycoplasma- pode ser um patógeno 
primário 
3. Gatos- rinite aguda por Bodetella 
bronchiseptica 
4. Secundária (mais comum): Rinite viral, 
corpo estranho e fístula oronasal 
5. Secreção mucopurulenta- amarelada/ 
esverdeada 
6. Formação de crostas e obstrução das 
narinas 
7. Lembrar de pneumonia 
TRATAMENTO 
• Antibióticos 
o Amox 
o Doxiciclina 
o Clindamicina 
RINITE FÚNGICA 
Causa comum de doença nasal no cão e no 
gato 
1. Cryptococcus neoformans, Aspergillus e 
Penicillium são saprofíticos que são 
onipresentes no ambiente 
2. Inalação + fator predisponente 
3. Cães: aspergilose sinonasal 
4. Secreção nasal profusa serosa a 
hemorrágica 
5. Uni ou bilateral 
6. Períodos alterados de epistaxe 
7. Crostas 
8. Ulceração nas narinas acompanhada ou 
não de despigmentação 
TRATAMENTO 
• Itraconazol 
• Infusão com clotrimazol 
NEOPLASIAS 
MAIS COMUNS: 
1. Adenocarcinoma 
2. Carcinoma indiferenciado 
3. Condrossarcoma 
4. Carcinoma de células escamosas 
MANIFESTAÇÕES: 
• EpÍfora 
• Exoftalmia 
• Secreção hemorrágica 
• Piora progressiva 
• Respiração ruidosa 
• Obstrução das vias aéreas superiores 
• Secreção nasal serosa/ mucopurulenta 
• Otite externa/ média 
• Alterações vestibulares 
 
CLÍNICA DE PEQUENOS 
• Síndrome de Horner 
 
 
 
 
SÍNDROME DOS BRAQUICEFÁLICOS 
1. Estenose de narina 
2. Hiperplasia de conchas nasais 
3. Obstrução do meato nasofaríngeo 
4. Palato mole alongado e espessado 
5. Traqueia hipoplásica (buldogue) 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
• Respiração ruidosa 
• Estridores e estertores 
• Tosse 
• Alteração vocal 
• Mímica de vômito 
• Engasgos 
• Espirros reversos 
• Intolerância ao exercício 
• Dispneia 
• Cianose 
• Sincope 
Agravamentos: inflamação e edema local, 
eversão dos sacos laríngeos e colapso laríngeo 
ALTERAÇÕES DO TRATO 
GASTROINTESTINAL 
• Comprometimento da termorregulação 
• Perda de calor pelo epitélio respiratório/ 
superfície da língua 
• Mucosa nasal altamente vascularizada e 
umidificada- cornetos nasais 
• Alto risco de internação 
• Meses quentes 
• Passeios em horários de maior incidência 
de sol 
COMPLICAÇÕES CARDIOLÓGICAS 
• Hiperestimulação do nervo vago 
o Arritmia sinusal 
o Bradiarritmias 
o Desmaios 
 
DIAGNÓSTICO 
• Histórico 
• Inspeção da cavidade nasal e palato mole 
• Inspeção laringe 
• Radiografia- avaliação da traqueia 
• Laringotraqueorinoscopia- associado a 
outras alterações 
TRATAMENTO 
• Cirúrgico na maioria das vezes 
• Estenose de narina- 3 a 4 meses 
• Ideal que seja no primeiro ano para evitar 
complicações 
PARALISIA DE LARINGE 
• Incapacidade da aritenoide em abduzir 
durante a inspiração 
• Cães de meia idade a idosos de grandes 
a gigantes 
É congênito em Husky, Dálmata e Rottweiler. 
SEMPRE PENSAR EM HIPOTIREOIDISMO 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
• Respiração com estridor e barulhenta 
• Intolerância a exercícios 
• Alteração no latido 
• Tosse seca 
DIAGNÓSTICO 
• Inspeção da laringe 
• Sedação leve: propofol, medetomidina, 
barbitúricos e acepram. 
• Ultrassonografia 
• Radiografia 
TRATAMENTO 
EMERGÊNCIA- animais em angústia respiratória 
• Resfriamento 
• Suplementação de oxigênio 
• Sedação (Burtofanol ou Acepram) 
• Dexametasona ou succinato de 
prednisolona 
• Animais cianóticos <95% mesmo com 
oxigênio- intubação 
Síndrome de Horner ocorre devido à 
perda da inervação simpática do olho. É 
caracterizada por ptose palpebral, miose 
e prolapso de terceira pálpebra 
 
CLÍNICA DE PEQUENOS 
CIRÚRGICO 
• Lateralização artitenoide unilateral 
(tratamento de escolha) 
• Melhora a qualidade de vida 
• Sobrevida- reduz com passagem do 
tempo secundária a complicações 
Complicações: 
• Pneumonia aspirativa 
• Melhora com manejo 
• Uso de cisaprida/metoclopramida- reduzir 
refluxo 
• Espessantes de água 
MÉDICO 
• Não aceitação cirúrgica 
• Animais com manifestações leves a 
moderadas 
• Doses anti-inflamatórias de glicocorticoide 
• Prednisona 0,5 mg/kg BID 
• Repouso 
• Redução de estresse 
• Redução da temperatura 
• Emagrecimento 
TRAQUEIA 
COLAPSO DE TRAQUEIA 
• A traqueia tem uma formação 
cartilaginosa na região ventral e na região 
versal tem uma composição 
muscular/elástica, os pacientes são 
acometidos por um processo 
degenerativo da traqueia (predisposição 
congênita ou quadros inflamatórios) 
desenvolvem uma fibrose/perda da matriz 
colágena e a traqueia vai ficando flácida. 
A tranqueia precisa ser rígida porque na 
inspiração a pressão torácica fica 
negativa e se ficar flácida ocorre o 
colabamento na região cervical. 
• Predisposição congênita (YORK e 
MALTÊS) 
• Inflamação crônica da traqueia pode 
predispor 
• Frequentemente os brônquios podem 
estar envolvidos 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
• Se iniciam após agudização 
• Aumento de esforço 
• “Grasnar de ganso” 
• Piora sob estresse 
DIAGNÓSTICO 
• Histórico 
• Exames hematológicos 
• Avaliação cardiológica 
• Alterações hepáticas 
• Radiografia 
• ENDOSCOPIA 
TRATAMENTO 
• Sedação