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Resumo NP1 e NP2  - Teoria Psicanalítica

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 Erótica: são formas de sedução, prolongamentos 
dos sentimentos amistosos no inconsciente - 
trabalha contra o sentido do trabalho 
terapêutico (essa é uma forma de resistência, a 
pessoa desvia do processo analítico). 
TRANSFERÊNCIA NEGATIVA 
Sentimentos hostis, que vão contra o sentido do 
tratamento (resistência) 
TRANSFERÊNCIA AMBIVALENTE 
Transferência negativa encontrada lado a lado com a 
afetuosa, frequentemente dirigidas simultaneamente 
para a mesma pessoa. 
CONTRATRANSFERÊNCIA 
Inconscientemente reagimos à transferência do 
paciente. Onde tem transferência, tem 
contratransferência; o que o paciente desperta em nós 
é uma forma de comunicação útil para o processo 
terapêutico. 
REPETIÇÃO E TRANSFERÊNCIA 
É um processo inconsciente no qual o sujeito se sente 
compelido a repetir atos, ideias, pensamentos e sonhos 
que, na sua origem, foram geradores de sofrimento e 
ao serem repetidos não perdem esta conotação, mas 
também não é possível abandoná-los por força da 
vontade. 
A repetição é a forma de o paciente recordar, ainda que 
sob resistência, aquilo que lhe é mais difícil, dado que 
tem conotações sexuais que não passam pelo crivo da 
censura e, portanto, não podem ser rememoradas. É o 
manejo da transferência que permitirá que se 
transforme a compulsão à repetição num motivo para 
recordar. 
Portanto, a transferência e a compulsão à resistência 
estão ligadas ao inconsciente, e a primeira é uma forma 
de manejar a segunda. É através da relação 
transferencial que se pode trabalhar para que ocorram 
as mudanças nas relações subjetivas com o mundo e 
consigo mesmo. 
 
NEUROSES, PSICOSES, PERVERSÕES 
O que vai determinar a possibilidade do 
desenvolvimento de uma personalidade saudável ou 
não, é o complexo de Édipo e como a pessoa lida com o 
complexo de castração. O modo de vivenciar a 
castração define a estrutura psíquica para a patologia 
ou normalidade. O Édipo e castração são experiências 
inconsciente da criança, e a castração é absurdamente 
dolorosa. 
As patologias têm níveis de severidade, menos grave 
seria a neurose, intermediário a perversão e mais grave 
a psicose. A fase genital reedita as fases anteriores com 
base nas marcas que ficaram ao longo da vida, e ao final 
dessa fase a personalidade se estruturou a partir da 
saúde ou da estruturação de alguma dessas três 
patologias. 
NEUROSE 
Doença nervosa (não no sentido de lesão - ela se 
manifesta, mas não tem correspondência neurológica), 
na qual os sintomas representem simbolicamente um 
conflito psíquico reprimido, de origem infantil e causa 
sexual. 
Quando a vivência edípica é recalcada, ela não causa 
problemas. Mas quando esse conteúdo fica reprimido, 
buscando realização e insistindo vir à consciência, aí 
causa o sintoma. 
Neurose histérica 
Neurose obsessiva 
Neurose atual (de angústia e neurastenia) 
Psiconeurose (de transferência e narcísica) 
 
5 Gabriela Gomes da Silva – Resumo P1 e P2 – TEOR PSICAN 
A neurose é resultante de um mecanismo de defesa 
contra a angústia e de uma formação de compromisso 
entre a defesa e a possível realização de um desejo, ou 
seja, é uma repressão fracassada. 
Na neurose há um conflito entre o ego e o id, 
coexistindo os impulsos que exigem satisfação quando 
a realidade é de que "não pode fazer isso". 
PSICOSE 
A mais grave, quase sempre incurável, é um distúrbio 
entre o ego e o mundo externo. Seria a reconstrução de 
uma realidade alucinatória em que o sujeito se volta 
para si mesmo, de maneira auto-erótica em que seu 
corpo é seu objeto de amor; "não preciso do outro para 
me satisfazer, o outro como objeto de desejo não me 
interessa". É uma realidade alucinada pelo sujeito e o 
mundo externo não faz sentido para ele, nem o modo 
como as pessoas se relacionam. A castração para ele 
não faz sentido, ele não precisa viver o Édipo como 
experiência psíquica. Quando ele é frustrado, 
recebendo um "não", ele vai ignorar, ou no máximo 
aprender algumas coisas. Tem o ego fragilizado e 
comprometido. 
O ego cria um novo mundo externo e interno, 
construído de acordo com os impulsos desejosos do id, 
e o motivo dessa dissociação do mundo externo é 
alguma frustração muito séria de um desejo, por parte 
da realidade - frustração que parece intolerável. 
NEUROSE X PSICOSE 
A psicose repudia a realidade e tenta substitui-la, já a 
neurose não repudia a realidade, apenas a ignora. 
 
 
 
 
 
 
Tanto na neurose quanto na psicose, interessa a 
questão não apenas relativa a uma perda da realidade, 
mas também a um substituto para a realidade. 
PERVERSÃO 
É a clivagem do ego, ou seja, há uma ruptura nesse ego. 
Habitam duas realidades: a recusa e o reconhecimento 
da ausência do pênis na mulher. Ele sabe, mas não 
aceita isso (recusa da castração). É um efeito sobre a 
pessoa da confrontação com a diferença sexual. Para 
Freud, perversão tem origem no desenvolvimento 
psicossexual. 
Nas perversões, a pulsão sexual se mantém 
desintegrada em pulsões parciais; na sexualidade 
normal, as pulsões parciais se reúnem e se colocam a 
serviço da maturidade genital. 
Para o perverso, o outro é só um objeto para satisfazê-
lo. 
DESVIOS SEXUAIS EM RELAÇÃO AO 
OBJETO 
Autoerotismo, pedofilia, gerontofilia, incesto, 
homossexualidade, zoofilia, fetichismo, necrofilia, 
travestismo. 
 DESVIOS SEXUAIS EM RELAÇÃO 
A META 
Voyeurismo, exibicionismo, violação, sadismo, 
masoquismo, donjuanismo. 
 
Freud concluiu que a neurose é o negativo da perversão 
(fotografia): o que os perversos agem, os neuróticos 
imaginam em suas fantasias e sonhos. 
A predisposição às perversões não é excepcional, mas 
pertence à nossa constituição normal. As neuroses 
correspondem a um conflito entre ego e id (histeria, 
obsessiva, de angústia, de transferência); as neuroses 
narcísicas, a um conflito entre o ego e o superego 
(melancolia); e as psicoses, a um conflito entre o ego e 
o mundo externo. 
 
 
“A neurose é o resultado de um conflito entre o 
ego e o id, ao passo que a psicose é o desfecho 
análogo de um distúrbio semelhante nas relações 
entre o ego e o mundo externo.”

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