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deve ser imediato 
independente das causas de que as originaram. 
Desde que tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo 
na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência. 
O registro deve ensejar o conhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da 
Entidade, em um período de tempo determinado, base necessária para gerar informações úteis 
ao processo decisório da gestão. 
Resposta: E 
84. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) De acordo com os princípios fundamentais 
de Contabilidade adotados pelo Conselho Federal de Contabilidade, 
a) com a desindexação da economia, tornou-se inaplicável a atualização monetária dos valores 
contábeis, em virtude de não mais haver alteração do poder aquisitivo da moeda nacional. 
b) a doação, por ser recebida sem custo para a empresa donatária, pode ser registrada por valor 
simbólico, dispensados controles contábeis. 
c) o custo histórico, pela sua objetividade, preserva o valor original, e, portanto, os valores 
intrínsecos dos bens, direitos e obrigações integrados ao patrimônio. 
d) a utilização de indexadores específicos para cada tipo de empresa, em época de inflação elevada, 
é o meio adequado para assegurar a comparabilidade entre as diversas empresas. 
e) o registro pelo valor original pressupõe que o valor de realização da transação configura o valor 
econômico dos ativos no momento da sua ocorrência. 
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Comentários:
A alternativa “a” está incorreta já que há alteração do poder aquisitivo da moeda nacional. 
Apenas está proibido, por lei a atualização das demonstrações. 
Quanto à alternativa “b”, a doação deve ser registrada como reserva de doação se recebida 
pelo poder público e, se for recebido de outro ente (pessoa física ou jurídica), deve ser 
registrado como receita (resultado). 
De acordo com o princípio do Registro pelo Valor Original, uma vez integrado no patrimônio, o 
bem, direito ou obrigação não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se, tão 
somente sua decomposição em elementos e/ou sua agregação, parcial ou integral, a outros 
elementos patrimoniais. 
Na alternativa “d” o erro é afirmar que se deve utilizar um indexador para cada tipo de 
atividade. O indexador deve ser o mesmo para todos. 
Resposta: E
85. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) O lançamento 
D – Duplicatas a Pagar 120 
D – Despesas de Juros 12 
C – Bancos 126 
C – Abatimentos Obtidos 6 
 corresponde a um fato 
a) modificativo diminutivo 
b) permutativo aumentativo 
c) misto diminutivo 
d) permutativo modificativo 
e) misto modificativo 
Comentários:
O lançamento refere-se ao pagamento de duplicatas com juros de R$ 6,00 (12,00 de juros e 6,00 
de abatimento). É um fato misto diminutivo. 
Resposta: C 
86. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) Constitui fato objeto de relevação contábil 
a) o recebimento de ações bonificadas, sem custo para a companhia. 
b) a estimativa de aumento do valor de ativos em moeda estrangeira em virtude de futuras 
desvalorizações cambiais. 
c) o ágio na aquisição de participações societárias avaliadas ao custo de aquisição, em função das 
perspectivas de rentabilidade do negócio. 
d) a estimativa de diminuição futura do lucro em razão de perda julgada provável. 
e) a emissão de partes beneficiárias efetuada a título não-oneroso. 
Comentários:
As ações bonificadas (chamadas de “filhotes”) não são registradas na companhia. Apenas 
atualizam o número de ações devido ao aumento de capital com a utilização de reservas ou 
lucro acumulado da companhia investida. 
 A estimativa do aumento de ativos em função de desvalorização também não é registrada 
devido ao princípio da prudência (para o ativo, custo ou mercado, dos dois o menor). 
Na alternativa “c”, o ágio não é registrado já que a participação é avaliada pelo custo de 
aquisição (se fosse avaliada pela equivalência, seria registrado). 
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Na alternativa “e”, emissão de partes beneficiárias efetuadas a título não oneroso, também não 
é objeto de revelação contábil. 
A estimativa de diminuição futura do lucro de perda julgada provável é objeto de revelação 
contábil. O fato dá ensejo à constituição da Reserva de Contingência. 
Resposta: D 
87. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) No que diz respeito aos livros contábeis, é 
correto afirmar que 
a) é permitida a escrituração trimestral do Diário quando o movimento da empresa é enquadrado 
como pequeno. 
b) o “Razão” só é considerado obrigatório nos casos de inexistência ou dispensa do Diário. 
c) as demonstrações contábeis de encerramento do exercício, transcritas no Diário, devem ser 
assinadas pelo contador ou técnico de contabilidade e pelo titular ou representante da empresa. 
d) os documentos de origem interna servem apenas como referência ou memória de cálculo, mas 
não são suficientes para a comprovação dos lançamentos na escrituração contábil. 
e) quando o Fisco dispensa o cumprimento das obrigações acessórias, é facultado à empresa a 
manutenção da escrituração mercantil. 
Comentários:
A alternativa “a” está incorreta porque a escrituração do diário pode ser feita mensalmente e 
não trimestralmente. 
A alternativa “b” está incorreta. O livro razão é obrigatório para fins contábeis e fiscais. 
As alternativas “d” e “e” são absurdas. 
Resposta: C 
88. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) De acordo com as Normas Brasileiras de 
Contabilidade, é forma de retificação de lançamento 
a) o estorno, quando uma conta foi indevidamente debitada ou creditada. 
b) a anulação, quando o fato objeto do registro não ocorreu. 
c) a suplementação, quando houve registro de valor superior ao devido. 
d) a complementação, para aumentar ou reduzir o valor anteriormente registrado. 
e) a transferência, quando houve inversão das contas debitada e creditada. 
Comentários:
O estorno é mais utilizado quando há inversão de contas. A anulação é utilizada quando houve 
o registro mas de forma incorreta. A suplementação , quando o registro é feito com valor 
inferior ao devido. 
Resposta: D 
89. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) Na alienação de um ativo imobilizado já 
depreciado em 80% a empresa apurou prejuízo de $ 100. 
Assinale a opção que corresponde ao respectivo lançamento. 
a) D – Caixa 100 
D – Resultado da Venda 200 
D – Depreciação Acumulada 800 
C – Custo da Venda 100 
C – Custo do Bem 1.000 
d) D – Custo da Venda 400 
C – Caixa 100 
C – Receita da Venda 300 
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b) D – Receita da Venda 500 
D – Depreciação Acumulada 1.600 
C – Custo do Bem 2.000 
C – Custo da Venda 100 
c) D – Depreciação Acumulada 800 
D – Caixa 300 
C – Custo do Bem 1.000 
C – Resultado da Venda 100 
e) D – Caixa 300 
D – Resultado da Venda 100 
C – Custo do Bem 400 
Comentários
Quando se utiliza a expressão “custo do bem”, significa que a Depreciação Acumulada já foi 
debitada tendo como contrapartida o bem. Logo ao utilizar esta expressão, não pode haver a 
conta Depreciação Acumulada no lançamento. Com isto eliminamos as alternativas”a”, “b” e 
“c”. A alternativa “d” é absurda já que o caixa deve ser debitado. 
Resposta: E 
90. (ESAF/Técnico de Controle Interno – Piauí/2001) Em 01.12.X1, a empresa “Devedora” obteve 
um empréstimo de $ 100.000. Como os juros foram cobrados antecipadamente, o líquido recebido foi 
de $ 70.000. A obrigação vence em 28.02.X2. À data do balanço, em 31.12.X1, a “Devedora” 
a) demonstrará no balanço, $ 10.000 como juros a vencer. 
b) terá uma obrigação líquida de $ 80.000. 
c) terá $ 20.000 de juros a pagar. 
d) demonstrará, no resultado, uma despesa financeira de $ 30.000. 
e) constituirá uma provisão relativa ao período remanescente. 
Comentários:
Quando a empresa