A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Osseointegração

Pré-visualização | Página 1 de 3

Osseointegração
Histórico e evolução
· Desde muito tempo as pessoas já ficavam desconfortáveis com as perdas dentárias;
· Primeiro implante endósteo instalado pelo Alvin Strock em 1938:
· RX após 18 anos em posição;
· Implante em forma de parafuso liga de cromo-cobalto e molibdênio;
· Diferentes desenhos de implante, no qual a característica em comum era o índice de falha ser altos. Alguns tinham sucesso, mais não era previsível;
· Implante do tipo Scialom, 1960, no qual lançou as agulhas de tântalo;
· Implantes subperiosteais, 1943 – Dahl; arcabouço metálico encima da cópia do osso, adaptável no osso sob pressão muita pressão absorvia; ou parafusado no osso para maior estabilidade, mas também tinham altos índices de falhas, por causa do metal, devido ao osso com o tempo dar uma reação desfavorável;
· Não poderia prometer longevidade e previsibilidade;
· 1974: implantes colocados por fora da boca pelo mento ou Le Fort. Mas, o nível de morbidade muito alto, inviabilidade para fazer implantes parciais na mandíbula; 
· Implantes subperiosteais com lâminas de Lincoln e com agulhas de tântalo do tipo Scialom metal não compatível com o osso;
· 1952Branemark: 
· Estudos sobre microcirculação em reparação óssea utilizando câmera de titânio em tíbias de coelhos: ele observava que quando ele queria remover o titânio da tíbia dos coelhos, a câmera não sai, assim as vezes ele tinha que fazer a remoção de parte do osso, porque a câmera estava aderida ao osso;
· Percebeu que a câmera de titânio se aderia firmemente ao osso e começou a fazer a substituição de dentes perdidos. Passou por uma parte experimental em cães. Realizou testes de capacidade de ancoragem dos implantes percebeu que os implantes ficavam estáveis;
· Até que lançou um tipo de tratamento dentário – protocolo Branemark, no qual envolvia de 5/6 implantes na mandíbula anterior, entre os forames mentonianos, e 6-8 implantes na maxila e fazia próteses fixas sob barras metálicas, no qual era prótese acrílico, sendo que esse conjunto (próteses e barras) era parafusado sob os implantes. Essa prótese se tornava fixa;
· Depois esses trabalhos foram avançados para dente unitários, perdas parciais, etc. 
· Osseointegração: é uma conexão direta estrutural e funcional entre o tecido ósseo vivo e organizado e a superfície de um implante submetido à carga (Branemark, 1985). Como funciona:
· A partir do momento que instala o implante no osso coágulo se forma em torno das espiras ósseas células migram, como hemácias, plaquetas e fibrinas migração de células ósseas para a região onde o coágulo foi formado;
· A superfície do implante, titânio, fosse atrativa para os osteoblastos, fazendo uma aposição e emitindo seus filamentos ósseos e fazendo adesão e contato ósseo, sem mobilidade, como se fosse uma anquilose entre o tecido ósseo e o implante;
· Inicialmente o Branemark aconselhava que fizesse a instalação dos implantes e o deixasse por 3 meses na mandíbula e 4-6 meses na mandíbula depois do período de osseointegração iniciava a etapa protética;
· Implantes de titânio: excelente biocompatibilidade, alta resistência à corrosão e baixa resistência mecânica, isso foi compensado pela forma do desenho do implante, distribuição de forças e pelo estudo de componentes protéticos que proporcionava um bom índice de sucesso;
· Ligas de titânio: 
· O mais utilizado é o titânio grau 4, com oxigênio, ferro, carbono, hidrogênio e nitrogênio com índice de dureza muito bom e com bons resultados;
· Grau 5 tem esses metais acima e ainda alumínio e vanádio, apresentam índices numéricos de resistência maiores, mas tem certo índice de toxicidade, assim foi tirado do mercado;
· Titânio e zircônia: 85% de titânio e 15 de zircônia com cerca de 30% a mais de resistência em relação aos implantes tradicionais do titânio grau 4;
· Titânio hard:endurecimento do titânio por uma técnica a frio, não mexendo na composição da liga, mas conseguiram um índice de resistência muito grande.
Tipos de implantes
· Implante de Branemark: hexágono externo, porque acima da plataforma dele tem uma elevação na forma de um hexágono, encima dessa plataforma é acoplado um componente protético e é fixo no interior do implante por meio de um parafuso e assim a prótese era construída, sendo unitária ou não:
· O componente apresenta uma possibilidade de se movimentar muito grande, porque tem uma estrutura e para sua fixação deve-se ter um parafuso muito bom e que fixava por muito tempo fragilidade;
· Ao longo do tempo isso foi sendo trabalhado. 
· Implantes cilíndricos: 
· Forma cilíndrica lisa com conexão interna;
· Implantes parafusados: 
· Combinação cilíndrico-rosqueado: 
· Instalados no osso por compressão, sendo batidos para entrarem, na cavidade óssea. Praticamente saíram do mercado. Ex.: Bycon;
· O corpo do implante pode ser cilíndrico, cônico, rosqueado, com ranhuras e podem receber diferentes tipos de tratamentos de superfícies;
· Em relação à plataforma do implante, pode ser:
· Hexágono externo (segura à prótese) tradicional e com conexão interna: parafuso tipo TPZ – Ledermann – Branemark ITI Bonefit:
· Conexão interna (os componentes protéticos é que se adaptam dentro do implante e a parte polida fica para fora do osso);
· Muitas vezes, o parafuso podia afrouxar e essa união entre a prótese e o implante também apresentava alterações, principalmente em relação aos micro-gaps. Tentou-se resolver tal situação no hexágono interno;
· O componente protético ficava mais estável, porque uma parte dele entrava ou era adaptada no interior do implante e era parafusado por meio de um parafuso que era torqueado no interior do implante.
· Hexágono interno;
· Cone morse: mais utilizado atualmente. Maior estabilidade em relação aos hexágonos interno e externo. Praticamente sem gap nenhum e o índice de sucesso são altos:
· Também é fixo por meio de um parafuso, mas o contato metal-metal (implante e parafuso) é ótimo, logo o nível de estabilidade é muito grande.
· Implante de zircônia: acontecia de fraturar no osso, mas não dava para retirar, devido a alta força de osseointegração;
· Implante IMZ - Integral- Frialit 1 e 2 não era rosqueado e sim batido, mas tinha as ranhuras que facilitavam a aposição óssea com alta estabilidade;
· Ao longo do tempo os implantes foram saindo da forma cilíndrica para uma forma cônica com diferentes tipos de estrias/espiras em relação ao desenho. Foi modificado com o intuito de se adquirir maior longevidade e estabilidade óssea:
· Ex.: Hexágono externo já no primeiro ano se sabia que haveria perda de cerca de 1 mm de osso e depois ao longo do tempo iria perder 0,1mm a cada ano. Estabilidade óssea relativamente boa, mas havia essa perda. Assim, ao longo do tempo foi sendo compensando com desenhos de implantes que proporcionava uma perda óssea menor.
Marcas de implantes
· Marcas internacionais:
· Nivel Biocare: lançou o implante do Branemark;
· Straumann: uma parte intraóssea e uma parte polida supraóssea. Conexão por cone morse, alta estabilidade, sem perda óssea previsível no primeiro ano, como no de Branemark:
· Às vezes deiscência óssea;
· O segundo implante - SP- escondido pela gengiva e usado também em áreas estéticas, com alta longevidade, mas em regiões estéticas tinha que haver cautela para ser bem posicionado;
· Implantes B: sem a parte metálica, sendo instalado ao nível ósseo, do tipo cone morse. Alta estabilidade;
· BLT implante cônico;
· PURE implante cerâmico, no qual não aceitava erros. Depois lançaram um implante cerâmico que instalava o componente protético em seu interior sem perda óssea na região anterior e não aparecer o implante;
· Foram evoluindo e o mais recente é o BLX, com espiras bem pra fora do corpo do implante, ótimo para implantes imediatos. 
· Marcas nacionais:
· Conexão: linha porous/ Vulcano. Cônico do tipo cone morse, hexágono externo e hexágono interno:
· Hexágono externo: costumava ter afrouxamento do parafuso, devido às forças que recebiam;
· Atualmente o mais utilizado é do tipo morse, bem adaptado no interior do implante;
· Neodent: cone morse