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Ambulatorio Clínica médica (Gastro)

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Carolina Lucchesi | Medicina UNIT 
 
1 
Ambulatório I 
Clínica médica 
Dispepsia Funcional 
É definida pela presença de dor e/ou desconforto, 
persistente ou recorrente, localizada na região central e 
superior do abdome (epigástrio), na ausência de 
anormalidades estruturais ou irregularidades 
metabólicas e bioquímicas que justifiquem a 
sintomatologia 
Epidemiologia 
20 a 40% da população geral apresenta alguma queixa 
dispéptica. Somente cerca de 30% desses indivíduos 
procuram assistência médica. 
A dispepsia constitui causa de 3 a 5% das consultas 
ambulatoriais de clínica geral, em um centro de 
atendimento primário, e de 20 a 40%das consultas em 
gastrenterologia. 
Mais prevalentes no sexo feminino 
Critérios Diagnósticos para Dispepsia Funcional 
(Consenso Roma III) 
1. Queixas dispépticas durante os últimos 3 
meses e que se iniciaram, no mínimo, 6 meses 
antes 
2. Fundamental a presença de um ou mais dos 
seguintes sintomas: 
o Empachamento pós-prandial 
o Saciedade precoce 
o Dor epigástrica 
o Queimação epigástrica 
3. É fundamental a ausência de lesões estruturais 
(incluindo a realização de EDA) que possa 
justificar os sintomas 
Classificação da dispepsia funcional 
Síndrome do desconforto pós-prandial (Sintomas 
desencadeados pelas refeições) 
É fundamental a presença de pelo menos um dos 
critérios seguintes: 
 Empachamento pós-prandial, que acontece 
necessariamente após refeições habituais, 
ocorrendo várias vezes por semana, nos 
últimos 3 meses 
 Saciedade precoce, que impossibilita o término 
normal das refeições, ocorrendo várias vezes 
por semana , nos últimos 3 meses. 
Outros sintomas que, se presentes, reforçam o 
diagnóstico: Distensão do abdome superior, náuseas 
pós-prandiais ou eructação, a síndrome da dor 
epigástrica pode coexistir 
Síndrome da dor epigástrica (Sintomas de dor ou 
queimação epigástrica) 
É fundamental a presença de todos os critérios 
seguintes: 
 Dor ou queimação localizada no epigástro, 
pelo menos moderada, e que ocorre, no 
mínimo 1x/semana, nos últimos 3 meses 
 Dor intermitente 
 Dor não generalizada ou localizada em outras 
regiões do abdome ou tórax 
 Dor não aliviada pela defecação ou eliminação 
de flatos 
 As características de dor não preenchem 
critérios para o diagnóstico dos distúrbios 
funcionais da vesícula biliar ou esfíncter de 
oddi 
O - 
 
 
 
 
 -prandial pode coexistir 
 Etiopatogenia 
A fisiopatologia permanece desconhecida 
Fatores etiológicos: 
 Hipersecreção gástrica 
 Alterações da motilidade gastroduodenal 
 Alteração da sensibilidade visceral 
 Alteração da acomodação gástrica 
 Fatores psicossociais 
 Gastrite associada a H. Pylori 
**Tabagismo, etilismo e AINES não são considerados 
fatores de risco para dispepsia funcional 
**Gene GN beta-3 tem sido associado a DF 
Avaliação clínica e propedêutica 
O diagnóstico é fundamenta É 
 
 
 
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Ambulatório I 
Clínica médica 
 
sele 
esco 
O R III 
 
 
 
Dispepsia Não investigada 
Critérios de Avaliação: 
1. Avaliação de presença/ausência dos sintomas 
de alarme 
o Emagrecimento 
o Vômitos recorrentes 
o Disfagia progressiva 
o Presença de sangramentos 
o Ictericia 
2. Exclusão do uso de AAS e outros AINES 
3. Na presença concomitante de sintomas típicos 
de refluxo, o diagnóstico provisório deve ser 
de DRGE 
4. Em pacientes jovens, sem sinais e sintomas de 
alarme, exames não invasivos para pesquisa de 
H.pylori podem ser realizados e, nos casos 
positivos, deve-se iniciar o tratamento. 
5. Endoscopia digestiva é recomendada para 
pacientes que apresentam sinais de alarme e 
para aqueles com idade superior a 40 anos 
É importante ressaltar que, no nosso meio, devemos 
 
 
 
frequente de 
**É preciso realizar exames seriados (no mínimo três 
amostras) 
Pacientes com diagnóstico de dispepsia funcional 
A real - 
 
 
 
 m a detectar 
o H. pylori. A erradi sido 
recomendada nos casos positivo 
 - 
 
 
Devemos sempre recomenda 
 
quantidade), evitando-se alimentos gordurosos, 
condimenta lcool em 
excesso. O empachamen -prandial em geral 
melhora com a retirada de alimentos go 
 
 
Tratamento 
 Procinéticos 
 IBP 
 Antiácidos 
Síndrome da dor epigástrica: IBP e antiácidos como 2 
escolha 
Sindrome do desconforto pós prandial: Procineticos 
Quando não há melhora pode utilizar Antidepressivos 
tricíclicos- funciona como analgésico 
 
Cirrose Hepática 
Trata-se de um processo que se caracteriza por 
formação de fibrose difusa, além de micro e 
macronódulos, estabelecendo perversão da arquitetura 
normal do parênquima. 
Aspectos patogenéticos 
A maioria das doenças crônicas do fígado associa-se a 
contínua fibrose, resultante da lesão de hepatócitos, 
como consequente acúmulo de proteínas da matriz 
extracelular. 
Participam: 
 Células endoteliais 
 Células de Kupffer: Células que recobrem, 
junto com as células endoteliais típicas, as 
placas hepatocelulares. São capazes de 
fagocitar substâncias estranhas presentes no 
sangue dos seios hepáticos 
 Células Estelares: Células presentes no espaço 
Disse** e cuja principal função é o 
armazenamento de vitamina A 
** Espaço de Disse é o espaço que existe entre os capilares 
sinusóides e os hepatócitos 
 
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Clínica médica 
 Perissinusoidais do espaço Disse 
Na perpetuação da agressão, ocorre capitalização dos 
sinusoides, onde se depositam continuamente 
laminina, colágeno tipo IV e perlecans 
Participam ainda fatores liberados de macrófagos 
ativados: IL-1, TNF, prostaglandinas e outras 
substâncias inflamatórias. 
 
Classificação anatômica 
 - 
 tro 
 
1. Micronodular: Representado por nódulos 
pequenos, com pouca variação de tamanho, 
uniformes com até 3mm de diâmetro, sendo 
observados septos finos de até 2mm, que os 
separam e envolvem todo o lóbulo 
2. Macronodular: Representado por septos de 
tamanho variados, com nódulos atingindo 
diâmetro entre 3 e 30mm, multilobulares, com 
deformação grosseira do fígado 
3. Mista: Representa a coexistência de micro e 
macronódulos 
Classificação etiológica 
 
Fisiopatologia 
A instalação de fibrose e da regeneração nodular no 
fígado acaba por determinar o aparecimento da 
hipertensão portal. Com a