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Tutorial: Biomecânica do Quadril e Coxa

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Módulo: Locomoção e Preensão
Problema 04: “Quadril”
· Descrever a biomecânica do quadril e da coxa relacionando com a anatomia
Embora existam algumas semelhanças entre as articulações dos membros superior e inferior, o membro superior é especializado em atividades que requeiram amplitudes maiores de movimento. Em contraste, o membro inferior é mais bem equipado para suas funções de sustentação de peso e locomoção. Além dessas funções básicas, atividades como chutar a gol em um campo de futebol americano, realizar um salto em distância ou um salto em altura e manter o equilíbrio na ponta dos pés no balé revelam algumas das capacidades mais especializadas do membro inferior. 
ESTRUTURA DO QUADRIL 
O quadril é uma articulação do tipo bola e soquete (esferóidea). A bola é a cabeça do fêmur, que forma cerca de dois terços de uma esfera. O soquete é o acetábulo côncavo, que está em ângulo obliquamente nas direções anterior, lateral e inferior. A cartilagem articular recobre ambas as superfícies articulares. A cartilagem do acetábulo é mais espessa em sua borda, onde ela se funde com um anel, ou lábio, de fibrocartilagem que contribui para a estabilidade da articulação. A pressão hidrostática é maior dentro do lábio do que fora dele, o que contribui para a lubrificação da articulação. O acetábulo permite um encaixe muito mais profundo do que a cavidade glenoidal da articulação do ombro, e a estrutura óssea do quadril é, portanto, muito mais estável ou menos propensa a luxação do que a do ombro. 
Vários ligamentos grandes e fortes também contribuem para a estabilidade do quadril. Os ligamentos extremamente fortes iliofemoral ou em Y e pubofemoral fortificam a cápsula articular anteriormente, com o reforço posterior vindo do ligamento isquiofemoral. A tensão nesses principais ligamentos atua girando a cabeça do fêmur no acetábulo durante a extensão do quadril, como ocorre quando uma pessoa passa da posição sentada para em pé. Dentro da cavidade articular, o ligamento redondo faz a fixação direta do anel do acetábulo à cabeça do fêmur. Como na articulação do ombro, várias bolsas estão presentes nos tecidos adjacentes para ajudar na lubrificação. As mais proeminentes são a bolsa do iliopsoas e a bolsa trocantérica profunda. A bolsa do iliopsoas está posicionada entre o M. iliopsoas e a cápsula articular, servindo para reduzir o atrito entre essas estruturas. A bolsa trocantérica profunda serve de amortecedor entre o trocanter maior do fêmur e o M. glúteo máximo no ponto de sua inserção no trato iliotibial. 
O fêmur é o principal osso de sustentação de carga e é também o mais largo, mais longo e mais forte osso do corpo. Seu componente mais fraco é o colo femoral, que tem diâmetro menor do que o restante do osso e é fraco internamente porque é composto principalmente por osso trabecular. O fêmur forma um ângulo medialmente para baixo a partir do quadril durante a fase de apoio da marcha e da corrida, permitindo o apoio único abaixo do centro de gravidade do corpo. 
MÚSCULOS DA COXA
Um número de músculos grandes cruza o quadril, contribuindo ainda mais para a sua estabilidade.
AÇÕES DO GRUPO DE MÚSCULOS ADUTORES 
A partir da posição anatômica, a principal ação do grupo de músculos adutores é tracionar a coxa medialmente, em direção ao plano mediano, ou além dele. Três adutores (longo, curto e magno) são usados em todos os movimentos de adução das coxas (p. ex., pressão ao cavalgar). Também atuam na estabilização na postura de pé apoiada nos dois pés, na correção do balanço lateral do tronco ou quando há desvio lateral da superfície sobre a qual a pessoa está de pé (um barco balançando ou uma prancha de equilíbrio). Esses músculos também são usados para chutar com a face medial do pé no futebol e para nadar. Por fim, contribuem para a flexão da coxa estendida e a extensão da coxa fletida durante corrida ou contra resistência. Os adutores como grupo têm uma grande massa muscular. Embora sejam importantes em muitas atividades, foi demonstrado que a redução de até 70% de sua função acarreta apenas comprometimento leve a moderado da função do quadril. A avaliação dos músculos mediais da coxa é realizada com a pessoa em decúbito dorsal com o joelho reto. O indivíduo aduz a coxa contra resistência e, se os adutores forem normais, é possível palpar com facilidade as extremidades proximais dos músculos grácil e adutor longo.
 
HIATO DOS ADUTORES 
O hiato dos adutores é uma abertura entre a fixação distal aponeurótica da parte adutora do músculo adutor magno e a fixação distal tendínea da parte isquiotibial. Dá passagem a artéria e veia femorais provenientes do canal dos adutores na coxa até a fossa poplítea, posterior ao joelho. A abertura está localizada imediatamente lateral e superior ao tubérculo do adutor do fêmur. 
ESTRUTURAS NEUROVASCULARES 
No terço superior da coxa, o feixe neurovascular é mais superficial quando entra profundamente ao ligamento inguinal. Essa posição relativamente superficial é importante para procedimentos clínicos. 
· Embora sejam praticamente adjacentes, o nervo femoral atravessa as lacunas musculares do espaço subinguinal, enquanto os vasos femorais atravessam as lacunas vasculares na bainha femoral. 
· Os vasos femorais dividem o trígono femoral ao meio, onde os vasos principais da coxa, a artéria e veia femorais profundas, começam e terminam, respectivamente. 
· O nervo femoral propriamente dito termina dentro do trígono femoral. Entretanto, dois de seus ramos, um ramo motor (nervo para o músculo vasto medial) e um ramo sensitivo (nervo safeno), fazem parte do feixe neurovascular que atravessa o canal dos adutores no terço médio da coxa. 
· Em seguida, as estruturas vasculares atravessam o hiato dos adutores, passando a se chamar poplíteas e localizadas na região distal da coxa/posterior do joelho.
As principais estruturas neurovasculares da pelve são extraperitoneais, situadas adjacentes às paredes posterolaterais. Os nervos somáticos situam-se lateralmente (adjacentes às paredes) e as estruturas vasculares, medialmente a eles. Em geral, as veias situam-se lateralmente às artérias (Figura 3.15). Os linfonodos pélvicos agrupam-se principalmente ao redor das veias pélvicas, e a drenagem linfática costuma ser paralela ao fluxo venoso. Na dissecção da cavidade pélvica em direção às paredes da pelve, primeiro encontram-se as artérias pélvicas, seguidas pelas veias pélvicas associadas e, a seguir, os nervos somáticos da pelve.
ARTÉRIAS PÉLVICAS 
A pelve é ricamente irrigada por artérias, entre as quais ocorrem múltiplas anastomoses, o que proporciona significativa circulação colateral. Seis artérias principais entram na pelve menor das mulheres: duas artérias ilíacas internas, duas artérias ováricas, uma artéria sacral mediana e uma artéria retal superior. Como as artérias testiculares não entram na pelve menor, apenas quatro artérias principais entram na pelve menor dos homens.
ARTÉRIA ILÍACA INTERNA 
A artéria ilíaca interna é a mais importante da pelve, principal responsável pela vascularização das vísceras pélvicas e por parte da vascularização da porção musculoesquelética da pelve; entretanto, também envia ramos para a região glútea, regiões mediais da coxa e períneo. Cada artéria ilíaca interna, com cerca de 4 cm de comprimento, começa como a artéria ilíaca comum e bifurca-se nas artérias ilíacas interna e externa no nível do disco entre as vértebras L V e S I. O ureter cruza a artéria ilíaca comum ou seus ramos terminais na bifurcação ou imediatamente distal a ela. A artéria ilíaca interna é separada da articulação sacroilíaca pela veia ilíaca interna e pelo tronco lombossacral. Desce posteromedialmente até a pelve menor, medialmente à veia ilíaca externa e ao nervo obturatório, e lateralmente ao peritônio.
DIVISÃO ANTERIOR DA ARTÉRIA ILÍACA INTERNA
Embora as variações sejam comuns, a artéria ilíaca interna geralmente termina na margem superior do forame isquiático maior, dando origem às divisões (troncos) anterior e posterior. Os ramos da divisão anterior da artéria ilíaca

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