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Farmacodinâmica- O que é? - RESUMO COMPLETO

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é uma cinase promove a 
cascata de fosforilação. Nessa via, sempre que a cinase é fosforilada ela será ativada. 
Os substratos dos receptores de insulina são os principais ativadores da insulina, 
que fosforilam os receptores da insulina. 
A IP3K será ativada pelo receptor e, quando ativada pela via da insulina, ativa 
substratos que através da fosforilação do mesmo vão pegar a vesícula com GLUT4 
(transportadores de insulina) e haverá uma translocação das vesículas. Ao chegar à 
membrana se fundirá e será expresso na membrana. A glicose ingerida, então, será 
captada pela célula. Ela pode entrar ou na via glicolítica ou vai sofrer processos 
anabólicos, onde será armazenada (ex: hepatócitos e miócitos). 
Diabetes tipo I é diagnosticada ainda na infância e tipo II a longo prazo, 
desenvolvida através de uma vida sedentária, fumo, alcoolismo. A diabetes tipo II é 
caracterizada pela resistência à insulina, onde os adipócitos em excesso geram 
adipocitocinas – estresse oxidativo/ROS. A metformina aumenta a sensibilidade do 
GLUT4 pela insulina e, ao responder mais a insulina, haverá maior capacidade de 
captá-la. 
 
 
 
 
 
BEATRIZ GURGEL - MEDICINA CPTL- UFMS 
Farmacodinâmica 
 
 
RECEPTORES INTRACELULARES 
 
Diferente dos outros receptores, o receptor é inteiramente intracelular, e, portanto, o 
ligante precisa difundir-se para dentro da célula para interagir com ele . Para 
mover-se através da membrana da célula-alvo, o ligante deve ser suficientemente 
lipossolúvel. O alvo primário desses complexos ligante-receptores são fatores de 
transcrição no núcleo da célula. A fixação do ligante com seu receptor geralmente 
ativa o receptor por meio de sua dissociação de uma variedade de proteínas. Então, 
o complexo ligante-receptor ativado se desloca até o núcleo, onde se dimeriza, em 
geral, antes de ligar-se aos fatores de transcrição que regulam a expressão gênica. A 
ativação ou inativação desses fatores causa a transcrição do DNA em RNA, na 
maior parte das vezes. A resposta desses receptores demora horas ou dias. Ex: os 
hormônios esteróides exercem suas ações em células-alvo por meio de receptores 
intracelulares. Receptores constitutivamente ou fisiologicamente ativos são receptores 
que, na ausência do agonista endógeno, apresentam uma atividade basal. São 
receptores altamente expressos em determinadas células, sem precisar de um ligante. 
 
 
TRANSDUÇÃO DE SINAIS  
 
A transdução é a maneira pela qual a célula recebe um determinado tipo de 
sinalização e o transmite para diversas células através da ligação de um ligante com um 
receptor, que gera uma resposta. A transdução de sinais tem duas características 
importantes: 
 ​• Amplificar sinais pequenos; 
• Proteger a célula contra estimulação 
excessiva. 
 
 
AMPLIFICAÇÃO DE SINAIS 
 
A característica dos receptores ligados à 
proteína G e a enzimas é sua propriedade de 
amplificar a intensidade e a duração do sinal. 
Ex: um único complexo agonista-receptor pode 
interagir com várias proteínas G, multiplicando, 
assim, várias vezes o sinal original. Além disso, 
a proteína G ativada persiste por mais tempo do que o complexo ligante-receptor 
original. Devido a essa amplificação, apenas uma fração do total de receptores para 
um ligante específico precisa ser ocupada para evocar a resposta máxima. 
 
 
BEATRIZ GURGEL - MEDICINA CPTL- UFMS 
Farmacodinâmica 
 
 
 
DESSENSIBILIZAÇÃO DOS RECEPTORES 
 
A administração repetida ou contínua de um agonista (ou um antagonista) pode 
causar alterações na resposta do receptor. Para evitar possíveis lesões às células, 
como em altas concentrações de cálcio iniciando morte celular, vários mecanismos s 
e desenvolvem , buscando proteger a célula da estimulação excessiva. Quando um 
receptor é exposto a administrações repetidas de um agonista, o receptor se torna 
desestabilizado, resultando em diminuição do efeito. Esse fenômeno é devido à fosforilação 
ou a um evento químico similar que torna o receptor da superfície celular não responsivo ao 
ligante. 
Além disso, os receptores podem ser dessensibilizados por internalização o u 
sequestro no interior da célula, ficando indisponíveis para novas interações com os 
agonistas. ​Esses receptores podem ser reciclados para a superfície celular, 
restabelecendo a sensibilidade; ou, de modo alternativo, podem ser processados e 
degradados, diminuindo o número total de receptores disponíveis. A exposição 
repetida do receptor a antagonistas pode resultar e m sensibilização, na qual receptores 
de reserva são inseridos na membrana, aumentando o número total de receptores 
disponíveis. A sensibilização de receptores torna a célula mais sensível aos agonistas 
e mais resistente ao efeito dos antagonistas. 
 ​• Inativação 
• Dessensibilização 
• Tolerância - ​Se a dessensibilização não é suficiente para inativar o receptor, há um 
processo de tolerância, recrutando, então, proteínas arrestinas. 
• Tolerância aguda –​ reversível 
• Tolerância crônica – irreversível, uma vez que causa neuroplasticidade dos 
neurônios e mudando sua atividade. Gera processo de dependência que pode ser: 
químico/físico, abstinência, psicológica ou aditiva/vício. 
 
INTERAÇÕES FÁRMACO- RECEPTOR 
As moléculas (fármacos, hormônios e neurotransmissores) que se ligam ao 
receptor são denominadas ligantes. Um ligante pode ativar ou inativar um receptor, 
podendo a ativação aumentar ou diminuir uma função celular particular. A capacidade 
do fármaco em afetar um determinado receptor relaciona-se à afinidade do fármaco 
(probabilidade de ocupar um receptor a qualquer instante) e à eficácia intrínseca 
(atividade intrínseca/resposta fisiológica). 
Conforme a concentração do fármaco aumenta, seu efeito farmacológico também 
aumenta gradualmente até que todos os receptores estejam ocupados (efeito máximo). 
A intensidade do efeito do fármaco depende da sua concentração no local receptor, o que, 
por sua vez, é determinado pela dose administrada e pelo perfil farmacocinético do 
fármaco, como velocidades de absorção, distribuição, biotransformação e eliminação. 
 
 
BEATRIZ GURGEL - MEDICINA CPTL- UFMS 
Farmacodinâmica 
 
 
A maioria dos receptores farmacológicos têm uma constituição proteica e pode ser: 
Transmembranar – presentes na membrana celular, com domínio extracelular, onde 
o ligante se acopla ao receptor/alvo (domínio de ligação). No interior de uma célula 
com receptor transmembranar há um efetor que desencadeia a atividade, mecanismo de 
ação e a propagação da mensagem. 
Intracelular – ​são proteínas receptoras encontradas dentro da célula, normalmente no 
citoplasma ou no núcleo. Na maioria dos casos, os ligantes de receptores 
intracelulares são pequenas moléculas hidrofóbicas, pois elas precisam atravessar a 
membrana plasmática para alcançar seus receptores. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS LIGANTES  
 
 Há dois tipos principais de ligantes dos receptores: 
Agonistas – ​todo agonista tem característica principal de ligação sobre um receptor 
por ter afinidade. Ao ligar-se ao receptor, ele causa uma mudança conformacional no 
mesmo e gera ativação do receptor e consequente resposta fisiológica. Os fármacos 
agonistas mimetizam a ação de um ligante