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DTM, Oclusão e reabilitação oral

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de disco: grande desvio e estalos perceptíveis (até por terceiros).
Tratamento: Primeiro, antes de ajustar a oclusão (dentes), deve-se ajustar a articulação, que é a dobradiça da porta.
Placas oclusais: a orientação precisa ser levada mais a sério, o Dr. Victor orienta por cerca de 1h a respeito das placas oclusais (aparelho de estabilização articular). Teoricamente, esse tratamento precisaria de total empenho do paciente, como uma imobilização com gesso. No entanto, como não é possível imobilizar a cavidade oral da mesma maneira, o paciente precisa ser conscientizado do próprio problema e dos protocolos para a resolução da DTM e cabe ao dentista explicar suficientemente.
Viscos suplementação: Para devolver a lubrificação perdida pela diminuição do líquido sinovial, pode ser feita uma viscos suplementação (infiltração de ácido hialurônico) na articulação, caso não seja resolvido, pode-se optar pela artrocentese (lavagem na articulação).
Aula 3 – Me formei e agora?
Quarta-feira 18 de novembro, aula do prof. dr. Vanessa salin
Dicas gerais
· Ter um objetivo bem definido: construir uma clínica, passar em concurso etc.
· Informar-se com as clínicas da cidade para saber as especialidades deficitárias.
· Não enviar currículo, marcar uma reunião com o proprietário da clínica.
· Especializar-se o mais rápido possível.
Ferramentas para o sucesso das clínicas e consultórios 
Software de gestão: agenda, cadastro de clientes e ferramentas financeiras.
Ferramentas de relacionamento: recepção, bom atendimento do telefone, procedimento, portifólio com os detalhes da consulta com os valores (conversa, anamnese completa, dicas com imagens, pasta com informações, profilaxia, tratamento, fotos do atendimento [autorização para o uso de imagem])
Se atualizar com cursos odontológicos e não-odontológicos: empreendedorismo, gestão e marketing.
Pesquisa de satisfação: é preciso interagir e mensurar a qualidade dos processos.
Controle financeiro: separação financeira pessoal e profissional.
Marketing: um grande investimento de tempo que traz muito retorno, fotos profissionais para marketing e publicações.
Livros indicados
Qual é o seu negócio em odontologia? 454 páginas, R$ 131,00 na Amazon
Marketing para Dentistas 232 páginas, R$ 610,70 na Amazon
Orientação profissional em odontologia 160 páginas, R$ 47,99 na Americanas
 
Sucesso em dose dupla 140 páginas, R$ 89,40 no Mercado Livre
Termo de autorização do uso de imagem
Aula 4 – DTM E SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL EM Indivíduos COM DOENÇA FALCIFORME
Segunda-feira 30 de novembro, aula da graduanda Elísia Araújo
“Não se trata a desordem do paciente, trata-se de um paciente com desordem.”
Dor
Dor: fenômeno cardinal, individual e representativo da pessoa com doença falciforme que perpassa a cientificidade clínica e amplia-se à subjetividade do sujeito. A identificação da dor aguda (até 3 meses) ou crônica não se trata apenas do tempo, pois também envolve modificação do tecido. 
Dor e DTM: A DTM comumente encontra-se correlacionada com outras CSSs como, síndrome da fadiga crônica, enxaqueca e fibromialgia. A DTM é uma síndrome de sensibilização central, pois já está próxima ao SNC. Indivíduos com diagnóstico de DTM tiveram um acréscimo da sensibilidade à dor em várias categorias de dor experimental em diferentes partes do corpo. Considerar que existe dor sem lesão tecidual aparente amplia as possibilidades de diagnóstico e a DTM é um dos principais exemplos de dor Crônica no consultório. Na DTM os neurônios estão sujeitos a dor frequente e inflamação e, com isso, uma despolarização constante dos canais de cálcio deixando a membrana mais fraca causando uma maior sensibilização e por consequência, mais dor.
Como identificar?
· Percepção de alodinia (alteração na forma com que sentimos dor. A partir dessa alteração, um estímulo que não seria doloroso passa a causar dor).
· Utilização do questionário de Fonseca para identificar DTM.
Doença falciforme
Anemia falciforme e a dor: Uma das principais consequências da anemia falciforme é a dor que é causada pela alteração da forma do eritrócito que sendo atraídos pela periferia do vaso sanguíneo, no endotélio e por serem diferentes das células eritrócitas normais o nosso corpo começa uma cascata inflamatória atraindo glóbulos brancos (através de uma substância liberada pelos eritrócitos falcemicos) e todo esse sistema acaba obstruindo o vaso sanguíneo, impedindo:
· Oxigenação;
· Nutrição;
· Passagem sanguínea;
· Esse fenômeno pode levar a necrose, o que pode levar a dor para o paciente.
1. Atinge os eritrócitos os quais possuem papel importante para a homeostase, pois possuem a hemoglobina que é responsável pelo carreamento do O2 para os tecidos.
0. Essa condição de hipóxia (Ausência de oxigênio suficiente nos tecidos) colabora para a polimerização dos eritrócitos, alterando-os e dando a forma característica de foice à célula.
0. Os eritrócitos vão se aderindo ao endotélio, bem como células brancas se agregam aos eritrócitos, formando um emaranhado que obstruirá o vaso sanguíneo, impedindo a passagem de nutrientes.
0. Essa condição de inflamação constante libera mediadores químicos (como o glutamato, neurotransmissor excitatório) gerando o potencial de ação (condução nervosa pelo neurônio) enviando sinal para o córtex que enviará resposta de dor comando.
0. A despolarização dos canais de cálcio que tornarão os tecidos mais sensíveis, ocasionando a sensibilização central.
Notas:
· Tudo que envolve hábito, se adapta (neuroplasticidade adaptativa).
· Via aferente sobe e eferente desce.
· A ATM é inervada pelo auriculotemporal e nervo mandibular (ramo do quinto par).
· A anestesia bloqueia os canais de cálcio.
Aula 5 – oclusão para o dia a dia
Quinta-feira 03 de dezembro, aula da doutoranda Viviane moreira
Sintomas e sinais da doença oclusal: lesões cervicais não cariosas, dor, insatisfação estética, desgaste, trincas ou fraturas sem cárie, restauração e mobilidade dentária.
Capacidade adaptativa: pessoas por vezes podem não sentir dor, nem se incomodar esteticamente com doenças na oclusão (ex. Bruxismo). E podem não querer intervenção. Tratamento é necessário quando há comprometimento mecânico ou social.
Oclusão ideal: dificilmente encontrada normalmente, idealmente a MIH = RC = ROC. Sendo que os contatos posteriores são gerais simultâneos e estáveis. No teste da guia anterior e canina, há desoclusão dos posteriores. Há um toque discreto dos anteriores na MIH. As pontas de cúspide contra o fundo de fóssula direcionando as forças ao longo eixo do dente. Desoclusao pelos anteriores e lateralidade pelos caninos.
· ROC: relação de oclusão centrica, só existe em pedintes que foram reabilitados em oclusão centrica.
Contato prematuro: primeiro contato que ocorre no fechamento.
Interferência oclusal: contato dentário que ocorre durante movimentos excursivos da mandíbula.
Ajuste de oclusão com carbono
 
Pinça de Müller: para segurar o carbono no lugar (são usadas duas). 
Tipos de carbono
	Classificação
	Espessura
	Indicação
	Fino
	12
	Ajuste de todos os casos, placas oclusais, técnicas de duas fases
	Médio
	40
	Movimentos excursivos, próteses mucossupertadas
	Grosso
	100
	Próteses implanto suportadas e técnica de duas fazes
Filme: mais sensível a umidade (secar bem o dente) e ao impacto (detecta com menos precisão o contato). 
Papel: melhor com pressão é maior resistência a umidade, ambos os tipos são necessários no consultório.
Marcação prévia dos pontos: antes de usar o carbono, marque os pontos ideias de contato e usando o carbono e abrindo e fechando a boca, desgastar os pontos que estão fora das marcações.
Dentes posteriores: o ajuste deve fazer com que as marcas do carbono incidam segundo a figura.
 
 
Dentes anteriores: ou o contato acontece com todos os dentes, ou com nenhum dente.
  
· O paciente idealmente deve estar sentado. Se fizer os ajustes deitado, no final, para refinar o ajuste, colocar o paciente