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Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

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a capacidade e a vontade. O conhecimento é o paradigma teórico, o que fazer e o porquê. A capacidade é o como fazer. E a vontade é a motivação, o desejo de fazer.
Os hábitos possuem uma força de gravidade terrível. Romper com tendências profundamente arraigadas como as de procrastinar, criticar, ser impaciente e egoísta, tendências que violam princípios básicos da eficiência humana exigem muito mais do que um pouquinho de força de vontade e mudanças diminutas em nossas vidas.
As pessoas dependentes precisam das outras para conseguir o que desejam. As pessoas independentes conseguem obter o que desejam através de seu próprio esforço. As pessoas interdependentes combinam seus próprios esforços com os esforços dos outros para conseguir um resultado muito melhor.
Se eu fosse emocionalmente dependente, meu senso de valor e minha segurança dependeriam da opinião dos outros a meu respeito. Seria devastador se alguém não gostasse de mim. Se fosse independente emocionalmente, saberia reconhecer meu valor sozinho. Percebe-se um nível de maturidade maior em um indivíduo independente, porém existe ainda outro patamar. Pessoas independentes podem ser eficazes a nível individual, mas não constituem líderes adequados ou bons elementos em uma equipe. Eles não adquiriram ainda o paradigma da interdependência.
Caso eu seja emocionalmente interdependente, tenho noção do meu próprio valor, e esta noção vem do íntimo, mas também reconheço a importância do amor, de compartilhar e de saber receber as dádivas dos outros. Sendo intelectualmente interdependente, tenho consciência de que preciso de toda a capacidade mental das outras pessoas, para somar a minha. Conforme alguém se torna verdadeiramente independente, adquire as bases para a real interdependência.
Marilyn Ferguson, “ninguém pode persuadir outra pessoa a se modificar. Cada um de nós toma conta da porta da mudança, que só pode ser aberta pelo lado de dentro. Não podemos abrir a porta de outra pessoa, seja por meio de argumentos ou de pressão emocional".
Por esta razão, os Hábitos 1, 2 e 3, nos capítulos seguintes, tratam do autodomínio. Eles levam a pessoa da dependência para a independência, as "Vitórias Particulares". “Vitórias Públicas", tais como o trabalho em equipe, a cooperação e a comunicação, presentes nos Hábitos 4, 5 e 6. O Hábito 7 é o hábito da renovação - uma renovação regular e equilibrada que abrange e circunscreve todos os outros hábitos. Trata-se do hábito do aprimoramento contínuo. Eles são baseados em princípios, conduzem à resultados benéficos a longo prazo.
Fábula de Esopo: um pobre fazendeiro, que um dia descobre no ninho de sua galinha preferida um reluzente ovo de ouro. O ovo era de ouro maciço! O fazendeiro não consegue acreditar em sua sorte. Fica ainda mais surpreso no dia seguinte, quando o fenômeno se repete. Dia após dia ele se levanta e corre para o galinheiro para apanhar mais um ovo de ouro. Ele acaba ficando imensamente rico. Junto com a fortuna, porém, vieram a cobiça e a impaciência. Incapaz de esperar pelo ovo de ouro de cada dia, o fazendeiro decide matar a galinha e pegar todos os ovos de uma só vez. Mas, quando abre a ave, descobre que não havia nada dentro dela. Nenhum ovo de ouro. E agora não havia mais meio de consegui-los. O fazendeiro destruíra a galinha que os produzia.
A eficácia consiste no equilíbrio - no que chamo de Equilíbrio P/CP. P representa a Produção dos resultados desejados, os ovos de ouro. CP indica a Capacidade de Produção. 
Exemplo: Suponha que você queira que o quarto de sua filha esteja sempre em ordem - isso é P, produção, o ovo de ouro. E suponha que você deseje que ela o limpe - isso é CP, capacidade de produção. Sua filha é a galinha dos ovos de ouro, o meio de produção. Se o seu paradigma está focalizado na produção, ou seja, na limpeza do quarto, vai acabar atormentando sua filha para que ela faça isso. Quem sabe seus esforços o levem a fazer ameaças ou a gritar, de modo que, no afã de conseguir os ovos de ouro, prejudique a saúde e o bem-estar da galinha.
Hábito 1: Seja proativo
“Entre o estímulo e a resposta encontra-se a liberdade de escolha do ser humano.”
A "autoconsciência", ou a habilidade para pensar a respeito do próprio processo de pensamento. Essa é a razão para o homem ter o domínio sobre todas as coisas do mundo, e o motivo para conseguir avanços de geração a geração.
O paradigma social atualmente aceito nos diz que nosso condicionamento e condição determinam em larga medida o que somos. existem três mapas sociais - três teorias do determinismo amplamente aceitas, independentes ou combinadas, para explicar a natureza do ser humano. 
· O determinismo genético diz que a culpa é dos seus avós. Por causa deles você é tão mal- humorado. Seus avós eram rabugentos, e isso está no DNA. Passa de uma geração a outra, e você herdou tudo. 
· O determinismo psíquico diz que a culpa é de seus pais. Sua educação e as experiências na infância deram forma às tendências da sua personalidade e à estrutura de seu caráter. É por isso que você tem medo de encarar um grupo. Seus pais o criaram assim. 
· O determinismo ambiental diz basicamente que a culpa é do seu chefe - ou de sua mulher, do filho adolescente respondão, da situação econômica ou da política internacional. Alguém ou alguma coisa em seu meio ambiente é responsável por sua situação.
Cada um destes mapas se baseia na teoria do estímulo/resposta que associamos mais comumente com os experimentos de Pavlov com cachorros. A idéia básica é que somos condicionados a reagir de determinada maneira a um estímulo em particular.
Entre o estímulo e a resposta encontra-se a liberdade de escolha do ser humano. A liberdade de escolha abrange os dons que nos tornam humanos, distintos dos outros animais. Proatividade significa muito mais do que tomar a iniciativa. Implica que nós somos responsáveis por nossas próprias vidas. Nosso comportamento resulta de decisões tomadas, e não das condições externas. Temos a capacidade de subordinar os sentimentos aos valores. Possuímos iniciativa e responsabilidade suficiente para fazer com que as coisas aconteçam.
Pessoas superproativas acostumam-se com a responsabilidade. Não colocam a culpa por seu comportamento nas circunstâncias, condições ou condicionamentos. Seu comportamento é produto de sua própria escolha consciente, baseada em valores, e não resultado de um condicionamento, baseado em sentimentos.
As pessoas reativas são afetadas somente pelo ambiente físico. Se o tempo está bom, elas se sentem bem. Caso contrário, mudam a atitude e a performance. As pessoas reativas também são afetadas pelo ambiente social, pelo "tempo social". Quando as pessoas as tratam bem, sentem-se bem, quando acontece o contrário, assumem uma postura defensiva ou protetora. As pessoas reativas constroem sua vida emocional em torno do comportamento dos outros, permitindo que a fraqueza alheia as controle.
A capacidade de subordinar um impulso a um valor é a essência de uma pessoa proativa. Os reativos são levados pelos sentimentos, circunstâncias, condições e ambiente. Os proativos são guiados por seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados. O que nos fere não é o que acontece conosco, e sim nossa reação a isso. 
A proatividade faz parte da natureza humana, e, apesar dos músculos da proação poderem estar adormecidos, eles existem. A diferença entre as pessoas que exercem a iniciativa e as que não o fazem é igual à diferença entre o dia e a noite. Conforme os outros seis hábitos são estudados, percebe-se que cada um depende do aprimoramento dos seus músculos proativos. Cada um deles mostra que a responsabilidade pela ação é sua. Se você esperar que os outros façam, será um passivo. O crescimento e as oportunidades estão reservados para os ativos.
Uma vez que nossas atitudes e comportamentos derivam dos paradigmas, podemos usar nossa autoconsciência para examiná-los, descobrindo nestes paradigmas, com frequência, a natureza dos nossos mapas ocultos. A linguagem, por exemplo, é um bom indicador da medida com que