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Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

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vemos a nós mesmos como pessoas proativas. A linguagem das pessoas reativas tenta absolvê-las de toda a responsabilidade.
 "Eu sou assim. Sou assim e pronto." Sou teimoso. Não há nada que possa ser feito a este respeito.
"Ela me deixa louco”.Não sou responsável. Minha vida emocional é governada por algo fora do meu controle.
“Não posso fazer isso. Simplesmente não tenho tempo”.”Algo fora de mim está controlando minha vida”.
Certa vez um estudante perguntou:
- Posso ser dispensado da aula? Preciso disputar um campeonato de tênis em outra cidade.
- Você precisa ir ou deseja ir? - indaguei.
- Na verdade, preciso mesmo ir! - exclamou.
Esta linguagem deriva de um paradigma básico do determinismo. Seu espírito consiste na transferência da responsabilidade. Eu não sou responsável, não sou capaz.
- E o que vai acontecer se você não for?
- Bem, serei expulso da equipe.
- E gostaria que isso acontecesse?
- Claro que não.
- Em outras palavras, você escolheu viajar, pois deseja continuar na equipe. O que acontecerá se você perder as aulas?
- Acho que não vou aprender a matéria.
- Correto. Você precisa, portanto, comparar esta consequência com a outra consequência e fazer uma escolha. Se eu estivesse em seu lugar preferiria disputar o campeonato. Mas jamais afirme que precisa fazer algo.
- Eu escolho disputar o campeonato de tênis - ele retrucou calmamente.
Na alta literatura maior de todas as sociedades desenvolvidas amar é um verbo. As pessoas reativas o tornam um sentimento. Elas são levadas pelos sentimentos. Os filmes de Hollywood nos levam a acreditar que não somos responsáveis, que somos o resultado de nossos sentimentos. Mas os roteiros hollywoodianos não descrevem a realidade.
Os problemas que enfrentamos encaixam-se em uma das três categorias seguintes: Controle direto (problemas que envolvem nosso próprio comportamento); Controle indireto (problemas que envolvem o comportamento dos outros) e controle inexistente (problemas em que não podemos interferir, como nosso passado ou realidades situacionais).
Controle Direto são resolvidos quando trabalhamos em cima de nossos hábitos. Estes estão obviamente dentro de nosso Círculo de Influência. Eles formam as "Vitórias Internas" dos Hábitos 1, 2 e 3. Os problemas de Controle Indireto são resolvidos pela modificação de nossos métodos de influência. Eles representam as "Vitórias Públicas" dos Hábitos 4, 5 e 6. 
"Senhor, dai-me a coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, a serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas, e a sabedoria para distinguir umas das outras". 
Uma das formas de se determinar em que círculo nossa preocupação se encontra é distinguir entre o ter e o ser. O Círculo de Preocupações vive cheio de ter: "Ficarei feliz quando tiver acabado de pagar minha casa”. "Se eu pelo menos tivesse um chefe que não fosse tão ditador”. "Se eu tivesse um marido mais paciente..." "Se eu tivesse filhos obedientes”. “Se eu tivesse um diploma”. "Se eu tivesse mais tempo para mim”.
O Círculo de Influência está cheio de ser: Eu posso ser mais paciente, ser mais sábio, ser mais carinhoso. O foco dirige-se para o caráter. Sempre que achamos que o problema está “lá fora”; este pensamento em si é o problema. Damos ao que está lá fora o poder de nos controlar”.
A atitude proativa em relação a um erro consiste em reconhecê-lo instantaneamente, corrigi-lo e aprender com ele. Isso transforma literalmente o fracasso em sucesso. "O sucesso é o outro lado do fracasso" declarou o fundador da IBM, T J. Watson.
Deixar de reconhecer o engano, de corrigi-lo e de aprender a lição nele contida, entretanto, é um erro de outro tipo. Esta atitude geralmente leva a pessoa ao caminho da auto complacência, das desculpas que frequentemente incluem a racionalização (mentiras racionais), para si e para os outros. Este segundo erro, esta fuga, reforça o primeiro, dá a ele importância desproporcional, e causa um mal enorme à personalidade.
À medida que assumimos e mantemos nossos compromissos, mesmo os pequenos, começamos a definir uma integridade em nosso íntimo, que nos dá a consciência do autocontrole, bem como a coragem e a força para aceitar uma dose maior de responsabilidade por nossa própria vida. Ao fazermos e cumprirmos as promessas para nós mesmos e outros, pouco a pouco a honra torna-se mais forte do que o estado de espírito.
Hábito 2: Comece com o objetivo em mente 
“Começar com o objetivo na mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde está agora, e dar os passos sempre na direção correta.”
Começar com o objetivo na mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde está agora, e dar os passos sempre na direção correta.
Como nossa vida muda quando realmente sabemos o que, lá no fundo, é mais importante para nós, e mantemos isso fresco na mente, conseguindo fazer e ser diariamente aquilo que realmente importa. Se a escada não estiver encostada na parede certa, cada passo dado só nos levará mais depressa para o lugar errado. Podemos viver correndo, ser até muito eficientes, mas só seremos verdadeiramente eficazes, quando tivermos o objetivo na mente.
"Começar com o objetivo na mente" se baseia no princípio de que todas as coisas são criadas duas vezes. Há uma criação mental ou inicial, e uma criação física, ou segunda criação, em todas as coisas. Pegue, por exemplo, a construção de uma casa. Você a cria, detalhe por detalhe, antes de martelar o primeiro prego. Tenta ter uma noção bem clara do tipo de residência que deseja.
Em nossas vidas pessoais, se não aprimorarmos a autoconsciência e nos tornarmos responsáveis pelas criações iniciais, transferiremos a outras pessoas o poder e as condições para determinar grande parte de nossas vidas, por pura omissão. Vivemos de modo reativo os papéis designados para nós pela família, companheiros de trabalho, agendas alheias e pressões das circunstâncias. Somos a segunda criação dos outros, das circunstâncias, ou dos hábitos passados.
Em outras palavras, o Hábito 1 diz: "Você é o criador". O Hábito 2 é a primeira criação.
A eficácia, e muitas vezes a sobrevivência, não depende apenas de quanto esforço se faz, e sim se estamos realizando este esforço na mata certa ou não. A administração é o grau de eficácia necessário para subir mais rápido a escada do sucesso. A liderança determina se a escada está apoiada na parede correta.
Malcolm Muggeridge escreve, em A Twentieth-Century Testimany (Um Testemunho do Século Vinte): Hoje em dia, quando olho para trás e analiso minha vida, o que às vezes faço, o que mais me intriga é que as coisas aparentemente mais sedutoras e importantes agora parecem mais fúteis e absurdas. Por exemplo, o sucesso, nos seus mais variados disfarces; ser conhecido e elogiado; prazeres ostensivos, como ganhar dinheiro e conquistar mulheres bonitas, viajar, ir de um lado para outro do mundo e para cima e para baixo como Satã, explicando e experimentando tudo que a Feira das Vaidades tem a oferecer. Em retrospecto, todos estes exercícios de auto-satisfação parecem puras fantasias, o que Pascal chamava de "lamber a terra".
Os princípios não reagem a nada. Eles não ficam irritados, nem nos tratam mal. Eles nunca pedem divórcio ou fogem com nosso melhor amigo. Eles não tentam nos passar a perna. Eles não enchem nosso caminho de atalhos e milagres. Eles não dependem do comportamento dos outros, do meio, ou da última moda para ter validade. Os princípios não morrem. Eles não ficam conosco hoje e somem amanhã.
Suponha que você tenha convidado sua esposa para ir a um concerto à noite. Você tem as entradas, ela está animada com o programa. São 4 horas da tarde. Repentinamente seu chefe o chama no escritório, e anuncia que precisa de sua ajuda à noite, para preparar uma importante reunião acontecerá no dia seguinte às 9 da manhã.
Se você está olhando pelas lentes centradas na família ou no cônjuge, sua maior preocupação será