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Logoterapia_01

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AN02FREV001/REV 4.0 
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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
LOGOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 
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CURSO DE 
LOGOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
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são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
 
MÓDULO I 
1 INTRODUÇÃO À LOGOTERAPIA 
1.1 A BIOGRAFIA DE UM SOBREVIVENTE 
1.2 O QUE É LOGOTERAPIA? 
1.3 A BUSCA DE SENTIDO COMO MOTIVAÇÃO HUMANA 
1.4 PATOLOGIAS DECORRENTES DO VÁCUO EXISTENCIAL 
 
MÓDULO II 
2 ANÁLISE DAS BASES CIENTÍFICAS E FILOSÓFICAS DA LOGOTERAPIA 
2.1 FENOMENOLOGIA 
2.2 EXISTENCIALISMO 
2.3 PSICANÁLISE 
2.4 FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS 
 
MÓDULO III 
3 PRINCIPAIS CONCEITOS DA LOGOTERAPIA 
3.1 VONTADE DE SENTIDO 
3.2 VONTADE DE LIBERDADE 
3.3 VÁCUO EXISTENCIAL 
3.4 AUTOTRANSCENDÊNCIA 
3.5 NOODINÂMICA 
3.6 ENCONTRO 
 
MÓDULO IV 
4 PATOLOGIAS DERIVADAS DA AUSÊNCIA DE SENTIDO 
5 O USO DE RECURSOS LOGOTERAPÊUTICOS EM EMPRESAS 
6 LOGOTERAPIA E EDUCAÇÃO 
7 LOGOTERAPIA E ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
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8 LOGOTERAPIA, PROMOÇÃO DE SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA 
9 APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS LOGOTERAPÊUTICAS E CASOS CLÍNICOS 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO I 
 
 
1 INTRODUÇÃO À LOGOTERAPIA 
 
 
A logoterapia foi uma doutrina criada no século XX pelo médico Viktor 
Frankl, que afirmava ser a busca de um sentido para a vida o motor básico da 
existência humana. Sua vida teve influência determinante sobre sua obra, de forma 
que não seria possível compreender o sistema teórico por ele criado, sem 
retomarmos os acontecimentos de sua história pessoal (XAUSA, 1988). 
 
 
1.1 A BIOGRAFIA DE UM SOBREVIVENTE 
 
 
Viktor Emil Frankl nasceu em Viena, no dia 26 de março de 1905. Foi 
educado dentro dos costumes judaicos, em uma atmosfera de grande afeto familiar. 
Filho de Gabriel e Elsa, ambos da Tchecoslováquia, era o segundo dos três filhos 
deste casal (XAUSA, 1988). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FIGURA 1 – VIKTOR FRANKL (AO MEIO) E SEUS IRMÃOS 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.viktorandimovie.com/ResizeImage.aspx?h=500&w=600&img=%2fWebsites%2fviktorandi
%2fPhotoGallery%2f1378861%2f0074_frankl.jpg&0 
Acesso em: 01 jul. 2013. 
 
 
Desde muito cedo, já manifestava interesse pelo que viria se tornar a 
essência de sua teoria: o sentido da vida. Era um jovem insatisfeito com as teorias 
mecanicistas que vigoravam na época e conta que, aos 13 anos, um professor de 
história natural afirmou que a vida dos organismos, incluindo os homens, nada mais 
era que uma soma de processos físico-químicos, ao que, muito indignado, 
respondeu: “qual então o sentido da vida?”. Esse mesmo questionamento também 
foi tema de uma conferência que pronunciou, ainda na adolescência, aos 16 anos, 
na Comunidade de Trabalho Filosófica (FRANKL, 1990). 
No entreguerras, interessou-se pela leitura dos filósofos da natureza e pela 
psicanálise. Chegou a se corresponder com Sigmund Freud e, em uma dessas 
correspondências, anexou um manuscrito “sobre a origem da afirmação e negação 
mímicas”. Para surpresa de Frankl, Freud encaminhou o manuscrito para o periódico 
Internationale Zeitschrift für Psychoanalyse, que o publicou no ano de 1924. Frankl 
tinha então 19 anos (FRANKL, 1990). 
 
 
 
 
 
 
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FIGURA 2 – SIGMUND FREUD 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.clarku.edu/micro/freudcentennial/images/freud_215.jpg> 
Acesso em: 01 jul. 2013. 
 
 
Suas leituras da psicanálise freudiana, no entanto, levaram-no com o tempo 
a tecer questionamentos em torno do que ele entendia como uma visão determinista 
e mecanicista do homem. Para Frankl (GOMES, 1992), ao colocar o homem como 
um ser guiado por seus impulsos sexuais e em busca do prazer, a psicanálise 
retirava-lhe a possibilidade de se sobrepor aos condicionamentos e modificar a 
própria vida. 
O distanciamento da teoria freudiana, no entanto, não fez com que Frankl 
(XAUSA, 1988) perdesse o respeito e admiração pela obra de seu mestre, tendo 
guardado consigo cartas e casos clínicos compartilhados com Freud e que 
posteriormente foram confiscadas pelos nazistas. 
Além de Freud, Viktor Frankl aproximou-se do também vienense Alfred 
Adler, fundador da psicologia individual. No seio dessa teoria, Frankl encontrou 
elementos mais próximos daquilo que o estimulava: uma compreensão integrada de 
 
 
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homem e a questão do sentido da vida (XAUSA, 1988). E assim como Freud, Adler 
determinou a publicação de outro trabalho científico de Frankl na Internationale 
Zeitschrift für Individualpsychologie, publicado em 1925 (FRANKL, 1990). 
 
 
FIGURA 3 – ALFRED ADLER 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.alfredadler.org/assets/images/alfred%20adler%20photo%20small.jpg> 
Acesso em: 01 jul.2013. 
 
 
Em 1926, quando tinha 21 anos, Frankl pronunciou uma conferência sobre o 
sentido da vida, tendo como contexto a situação social da geração que sobrevivera à 
Primeira Guerra. No mesmo ano, no III Congresso Internacional de Psicologia 
Individual, apresentou um trabalho intitulado A neurose como expressão e meio, que 
abordava alguns casos de neurose como uma necessidade profunda de um 
significado para a vida. Ao mesmo tempo em que aí se encontra a semente 
originária da logoterapia, esse episódio lhe rendeu o afastamento de Adler, que não 
tolerou a nova teoria (XAUSA, 1988). 
 
 
 
 
 
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A partir de 1927, sua história registra novos rumos: 
 
Após a expulsão da Associação de Psicologia Individual o ponto principal da 
minha esfera de interesse transferiu-se da teoria para a prática. Eu 
organizei – primeiro em Viena e depois segundo o modelo de Viena, sem 
seis outras cidades – os chamados postos de aconselhamento da 
juventude, nos quais jovens em dificuldades psicológicas eram 
aconselhados gratuitamente. Como conselheiros apresentaram-se a mim, 
sem receber vencimentos, homens como August Aichhorn, Wexberg e 
Dreikurs, mas também Charlotte Buhler declarou-se pronta, como todos os 
outros, a receber em casa os que procuravam aconselhamento. Em 1930 
organizei pela primeira vez uma ação especial, por época da distribuição 
dos certificados escolares, que teve como resultado que pela primeira vez 
em Viena, por muitos anos, não se registrou o suicídio de nenhum 
estudante (FRANKL, 1990, p. 120). 
 
 
FIGURA 4 – FRANKL COMO TERAPEUTA 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.viktorandimovie.com/websites/viktorandi/images/0030_frankl_200.jpg> 
Acesso em: 01 jul.2013. 
 
 
Esse aconselhamento sistemático de jovens e suas conferências em 
organizações da juventude trabalhadora socialista fizeram com que acumulasse 
grande experiência e realizasse contatos acadêmicos