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1. A teoria da imprevisão se caracteriza por meio da oportunidade de desfazer contratos quando acontece algo não previsível, ou seja, algo não esperado quando foi realizado o contrato Caso fortuito se caracteriza quando ocorre algo inevitável e sem previsão. Miranda diz que: Costuma-se admitir que há caso fortuito quando o fato que justifica a inexecução ou que gera o dano é acontecimento do mundo natural, para o qual não concorreu a participação do agente. São exemplos o raio, a inundação, o vendaval, a falha de suprimento energético etc.(MIRANDA 1997 p. 20) Força maior se caracteriza quando ocorre algo que é previsível mais não é possível evitar, como por exemplo a perca de um emprego. Alves diz que: Por sua vez, entende-se ser força maior o acontecimento, em geral, independente de fatores físico-naturais, que envolvem uma relação de desequilíbrio de forças, jurídicas ou fáticas, de uma pessoa em relação à outra. É o caso da invasão do território, da revolução, do fato do príncipe (atos de direito público), da greve, do assalto, quando esses impedem a prestação ou geram o dano (ALVES 1917 p. 78) 2. É possível sim aplicar esta teoria, tendo em vista o que diz os artigos 478 a 480 do CC, que diz: Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade excessiva. É aplicado esta teoria pois ocorre algo imprevisível que acabou por prejudicar o desempenho do contrato por conta do financeiro. 3. O artigo 6, V do código de defesa do consumidor diz que pode sim aplicar, tendo em vista que o consumidor pode querer a revisão do contrato quando se sentir em risco na sua obrigação. 4. É possível, pois em tempo de pandemia nada se é previsível e nada se é evitável, sendo completamente compreensível. REFERENCIAL TEOIRICO ALVES, João Luiz. Código Civil da República dos Estados Unidos do Brasil. Rio de Janeiro: F. Briguiet, 1917, p. 711; MIRANDA, Pontes de, op. cit., p. 78; PEREIRA, Caio Mário da Silva, op. cit., p. 244; SILVA, Clóvis do Couto e. Dever de indenizar. In: FRADERA, Véra Maria Jacob de (org.). O direito privado brasileiro na visão d e Clóvis do Couto e Silva. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1997,