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Particularidades e abrangência da comunicação científica - LETRAS Inglês - exclusivopd

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modelo de Garvey e Griffith adaptando as fases já dispostas com a 
incorporação das TICs. Costa, em 2008, também adaptou o modelo tradicional, refinando-o, 
integrando as alternativas impressa e eletrônica. (SCHWEITZER; RODRIGUES; RADOS, 2011). 
 
Na seguinte figura, consegue-se notar as particularidades de cada modelo, principalmente 
quanto as etapas do processo. Na parte inferior observa-se o modelo Garvey e Griffith (1979) 
enquanto na parte superior, observa-se os modelos de Hurd (1996) e Costa (2008). 
 
 
Fonte: Adaptado de Garvey & Griffith, 1979; Hurd, 1996; Costa, 2008. 
 
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Torna-se claro ao se observar, que as novas mídias além de serem mais práticas e rápidas, 
alcançam um público maior e menos elitizado, ou seja, um público não necessariamente frequentador 
de bibliotecas ou leitor de periódicos científicos. Isto, porém, não torna menos importante as 
publicações no modelo tradicional, mesmo que cada vez mais raros. 
 
 
 
2.3 ABRANGÊNCIA DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 
 
 
Podemos definir o público alvo, ou no caso a abrangência, observando os tipos de 
comunicação científica e respectivos canais. Estes canais, dispõem os processos da produção 
científica desde o nascimento da ideia até a fase de exposição à sociedade. Esta exposição de 
resultados, pode ser feita através de publicação em revistas, periódicos, livros e diversos outros canais 
de comunicação, eletrônicos ou não. 
 
 Christóvão (1979, p. 4) afirma que estas divisões, não tornam as partes isoladas. Há uma 
passagem gradual de um sistema para outro, e que todos os tipos de comunicação científica fazem 
parte de uma engrenagem, onde um processo necessita do outro. 
 
A investgação científica, uma das principais atividades desenvolvidas pelos cientistas, passa 
por diversas etapas. Da identificação do problema, que gera a pesquisa, até a publicação dos 
resultados finais da pesquisa, o cientista entra em contacto com diferentes tipos de sistemas de 
comunicação. (CHRISTÓVÃO, 1979, p. 4). 
. 
Define-se com quatro os tipos de comunicação, porém Meadows (1974 apud CHRISTÓVÃO, 
1979, p. 4), afirma que esses quatro tipos podem ser interpretados, de uma maneira geral, como 
sistemas de comunicação formal e informal. 
 
SILVA et al. (2007, p. 109) explicam em detalhes os canais comunicacionais: 
 
a) canais informais: são aqueles caracterizados “por contatos realizados entre os sujeitos 
emissores e receptores de informação”, configurando-se em contatos interpessoais. Exemplos: 
reuniões, trocas de correspondências, visitas. c) canais formais: são aqueles que ‘veiculam 
informações já estabelecidas ou comprovadas através de estudos’. Exemplos: documentos, 
livros, periódicos, obras de referência. b) canais semi-formais: configuram-se pelo uso 
simultâneo dos canais formais e informais. Exemplos: participação em conferências e 
desenvolvimento de pesquisas científicas, etc. (utilizando ao mesmo tempo textos, conversa 
face a face, livros, periódicos). d) canais supra-formais: configuram-se nos canais de 
comunicação eletrônica, através do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação– TIC’s. 
 
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Christóvão (1979) relata ainda em seus estudos, que as informações veiculadas pelo sistema 
informal são caracterizadas, por maior rapidez e redundância; são trocadas entre indivíduos que tem 
interesse comum por determinado assunto e ainda pelo fato dos grupos de mesmos interesses estarem 
refletindo a respeito dos mesmos problemas na busca de soluções. 
 
Grotto (2000) define comunicação formal como sendo um processo com intenções e 
formalidades nas práticas, ocorre por meio de treinamentos, reuniões, documentos escritos. 
 
Atentando, então, à observação de Christóvão (1979) quanto ao não isolamento dos sistemas, 
percebe-se que desde a idealização da pesquisa até o momento da exposição ao público da mesma, 
há uma consulta constante atrás de produções científicas que sustentem a sua teoria, passando desta 
forma, pelas várias fases da comunicação científica. 
 
Partindo da ideia que haverá uma evolução na elaboração do trabalho científico, pode-se 
afirmar que o mesmo pode vir a fazer parte dos anais em congressos científicos, por exemplo. 
 
Esse seria o primeiro passo para a publicação em uma revista científica e possível aprovação 
dos pares, o que tornaria a pesquisa válida e ao mesmo tempo viva, permitindo que futuros 
pesquisadores a usem em seus trabalhos, seja como ideia ou modelo, seja como citação, permitindo 
que o ciclo científico, continue em constante movimento. 
 
Segundo Borges, Lopes (2000, pg. 22) “A comunicação da ciência é um processo de 
comunicação entre pares, mas inclui outras funções, tratando-se, de facto, não apenas de um resultado, 
mas de um processo interactivo no qual o saber é comunicado, usado e desenvolvido numa 
comunidade”. 
 
Percebe-se então, que para o reconhecimento de um trabalho não só há a necessidade da 
publicação, mas também da abrangência significativa da mesma, da aprovação dos pares, e do seu 
uso científico, ou seja, tudo gira em torno da comunicação científica, e constata-se que sua 
abrangência é constante e extensa, mesmo que particularmente no meio científico. 
 
 
 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
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Levando em consideração todas as pesquisas efetuadas neste trabalho, pode-se concluir que a 
comunicação é tão ou mais importante que a própria ciência, pois de nada adiantaria, todo um 
entendimento complexo e definitivo do que é ciência, se isso não fosse compartilhado e discutido. 
 
É na comunicação científica, seja ela formal ou informal, que pesquisadores e estudiosos 
conseguem o necessário feed back, pois não há sentido em tudo aceitar e em tudo crer, não 
submetendo os resultados a nenhum julgamento, e não tendo suas ideias confrontadas. 
 
Conclui-se também que, indiferente dos métodos aplicados, o pesquisador se envolverá em 
várias das etapas da comunicação científica, pois não se pode analisar o que não foi pesquisado, muito 
menos disseminar aquilo que não foi produzido. 
 
Ainda dentro deste contexto o pesquisador necessita de periódicas e constantes atualizações 
quanto ao seu método de comunicação. Vive-se um momento único da história humana, onde as 
notícias fluem na mesma velocidade em que são disseminadas, daí a necessidade do conhecimento 
das novas mídias que surgem e da forma como devem ser assimiladas e discutidas, principalmente 
no que tange ao meio científico. 
 
Comunicar-se se faz necessário, melhor então que seja feito com excelência, com métodos 
adequados e com serenidade. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
BORGES, Beatriz Valadares; LOPES, António Tavares. Comunicação formal da ciência: a 
sustentabilidade da revista científica. 2009. In IV Encontro Ibérico EDIBCI, Coimbra (Portugal), 
18-20 November 2009. [Conference poster] 2009. 
 
CENDÓN, Maria Manuel; CAMPELLO, Bernadete Santos; KREMER, Jeannette Marquerite. 
Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Minas Gerais, Editora UFMG, 2000. 
 
CHRISTOVÃO, Heloisa Tardin. The aging of the literature of biomedical sciences in developed 
and underdeveloped countries. 1983. Tese [Doutorado em Ciência fa Informação] - Drexel 
University, Philadelphia, 1983. 
 
CHRISTÓVÃO, Heloísa Tardin. Da comunicação informal a comunicação formal: identificação 
da frente de pesquisa através de filtros de qualidade. Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 
8, n.1, p. 3-26, 1979. 
 
FREIRE-MAIA, Newton. A Ciência por dentro. 6ed. Vozes: Petrópolis, Rio de Janeiro, 2000. 
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GROTTO, Daniela. O compartilhamento do conhecimento nas organizações. In: ANGELONI, 
Maria Terezinha (Org.). Organizações do conhecimento: Infra-estrutura, pessoas e tecnologias. São 
Paulo: Saraiva, 2003. Cap. 7, p. 106-119. 
 
MEADOWS, A.J. Communication in Science. Butterworths: London, 1974. 
 
MUELLER, S.P.M. A ciência, o sistema de comunicação científica e a literatura científica.

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