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TEMA 1 : Etz Chaim - A Árvore da Vida 
 
 
 
 
A ideia desse blog é estudar a astrologia cabalística compartilhando com quem se interessar 
pelo assunto. 
 
Ele é aberto para comentários e discussões O desenvolvimento vai seguir o fluxo natural da 
Arvore da Vida. Deixando a Sefirá de Keter para o final, vamos analizar Chochmá, Biná, Daat, 
Chessed e assim por diante até Malchut. Entre a análise de uma Sefirá e outra estudaremos o 
caminho que as liga. 
 
Apenas lembrar, que a empresa Gipee - Gestão Integrada de Planejamento e Estratégia 
Empresarial - está patrocinando esta pesquisa. 
 
www.gipee.com.br 
 
 
Roteiro: 
1. As dez Sefirot 
2. Os caminhos que conectam as Sefirot. 
3. O significado dos planetas nas Sefirot. 
4. O significado dos planetas nos caminhos e nos elementos. 
5. Tikun (a correção). 
6. Analisando o mapa de uma personalidade. 
7. Construção do mapa pessoal e interpretação. 
 
 
O inicio do estudo da Etz Chaim (Árvore da Vida). As 10 Sefirot, os 22 caminhos, os planetas 
nas sefirot, nos caminhos e nos elementos (terra, ar, água e fogo). Os quatro mundos. As letras 
hebraicas e seus simbolismos. É uma riqueza de conhecimentos e de misticismo, que dela se 
tira tudo sobre a vida. Astrologia Cabalística. Um mundo mágico do misticismo judaico. Um 
mapa para a vida ou para qualquer evento que queira desvendar os mistérios, até de uma 
empresa. 
 
Detalhes da Etz, apenas clicando na imagem. 
Cada Sefirá possui um planeta regente, cada caminho é designado por um signo no zodíaco, 
uma letra do hebraico que o caracteriza, estão presentes os caminhos com os elementos da 
natureza: fogo, terra, ar e água. As Sefirót são separadas em quatro mundos conforme o nível 
de espiritualidade, e a Arvore da Vida (Etz Chaim), é dividida em tês colunas, direita , esquerda 
e central e cada uma delas tem uma tendência, ou expansão ou contração. 
 
Essa é a Etz Chaim natural. As posições são correspondentes aos planetas em seus domínios, 
os signos caracterizando cada caminho, os elementos em cada Sefirá a forma da energia. 
Porém, podemos produzir a Etz Chaim individual, basta que transportemos as posições dos 
planetas como estavam posicionados no céu na data de nascimento. 
 
Será escolhido o mapa de alguma pessoa conhecida por todos para que possamos, passo a 
passo, conhecer a astrologia cabalística. Essa astrologia é o mapa da alma e um mapa para a 
elevação espiritual Fala do Karma e da missão que temos nessa vida. Fornece o caminho para 
efetivar essa missão e o desenvolvimento espiritual, bem como o que precisamos corrigir. 
 
Tema 2: A Sefirá de Chochmá 
 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/1.html
 
Chochmá é a Sefirá que guarda as energias mentais do acesso ao mundo das verdades 
Divinas. É uma Sefirá de energias muito sutis, as quais não temos condições para o controle 
objetivo de seu funcionamento. Não é o pensamento individual é o pensamento universal, o 
mundo das idéias do Ein Sof, do Sem Fim. Por isso nosso pensamento é tão arredio, tão 
indomável, tão incontrolável. Temos a impressão que a mente é algo externo a nós. Tudo se 
passa sem que tenhamos o controle do que queremos. O medo injustificável, o pessimismo 
sem motivos, a dor sem machucados. 
 
Chochmá é uma energia, que se não tivermos um auto-controle sobre ela, pode nos levar do 
céu ao inferno num milésimo de segundo. A Sefirá de Chochmá se refere á consciência 
primordial de D´us e se não temos o controle para direcionar a sua atividade em nossas 
mentes tudo pode vir a refletir em nossas emoções, desde a alegria suprema até à dor mais 
insuportável. 
 
Na astrologia cabalística, nessa Sefirá, é possível determinar as nossas potencialidades 
pessoais relacionadas a sua energia. Os planetas que ocupam essa Sefirá nos dão a 
consciência de como estamos mergulhados nesse mar primordial da verdade suprema e como 
a interpretamos. O segredo do controle desse animal indomesticável é a interpretação que 
damos aos seus conteúdos. 
 
Com o astro Sol em Chochmá podemos mostrar muita intuição, a criatividade natural e uma 
capacidade para inovação. O astro Sol retirá de Chochmá os pensamentos inovadores. Com o 
astro Lua em Chochmá a pessoa tem como característica uma intuição nata e muito profunda. 
Com a Lua em Chochmá a pessoa consegue administrar muito bem a razão e os sentimentos. 
Geralmente artistas tem essa configuração no mapa cabalístico. Com mercúrio em Chochmá, a 
pessoa age livremente com seus pensamentos, uma mente livre, com idéias originais, que 
fogem ao padrão convencional. Existe uma facilidade nata para lidar com as ideias abstratas. 
Einstein tinha mercúrio em Chochmá, Vênus nessa Sefirá é o posicionamento de uma pessoa 
carinhosa, meiga, calma e pacífica. É uma pessoa satisfeita consigo mesma.... Como podemos 
ver, as Sefirot são como um DNA da alma. No caso de Chochmá, a capacidade para acessar o 
mundo das idéias é possível de ser observável. A Sefirá de Chochmá existe para todos, porém 
o planeta que aparece nela vai dar a característica de como cada pessoa retira da consciência 
universal primordial a interpretação das situações que passa pela vida. Assim, apesar de ser 
um animal indomável, através de uma consciência emprestada de outros planetas, podemos 
direcionar as forças das energias de Chochamá. É o nosso livre arbítrio. Conduzimos nosso 
destino utilizando a consciência que queremos ter das situações que a providência divina nós 
coloca no dia-a-dia. 
Aplicação do que entendemos sobre Chochma: 
 
Vimos que a Sefira de Chochmá é o fluxo de energia que faz com que tenhamos uma conexão 
com a consciência primordial do Ein Sof. 
 
Porém, esse mundo de pensamentos são como uma onda imensa nos engolindo. É necessário 
filtrar, organizar, decifrar e finalmente entender esse pensamento, que ainda é uma sabedoria, 
sem forma, sem palavras, sem entendimento. Pelo menos até a próxima Sefira que 
estudaremos: a Sefira de Biná. 
Tanto Buda como o Rebe Nachman de Bratslav afirmaram a mesma coisa: 
- "Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava". 
As inspirações captadas por Chochmá, independente do planeta que a ocupa, são 
pensamentos que a mente aceita como verdadeiras, independente da realidade circundante. A 
energia de Chochmá é tão sutil e poderosa que faz a pessoa que a ouve ter a absoluta certeza 
de suas palavras. 
Assim, é necessário um preparo e auto-controle muito grandes para que a sabedoria de 
Chochmá seja bem entendida por nós. 
Se a energia de Chochmá pesca uma ideia do mundo de Ein Sof, esse pensamento penetra 
com tanta força em nossa mente que começa a fazer parte de nossa vida, começa a fazer 
parte de nossas certezas, começa a fazer parte de nossa verdade, por mais que tudo a nossa 
volta contrarie esse pensamento. 
Como usar isso? 
Da mesma forma que sabemos que se pegarmos uma arma ela pode disparar. Assim, se 
pegarmos em uma arma temos que saber usa-la, caso contrário, poderemos nos ferir. 
Vamos por partes. 
 
Primeiro, os quatro pilares da Cabalá, que mostram a nossa capacidade de fazer mudanças: 
 
1. Emuná: Fomos dotados da capacidade de mudar tudo em nós mesmos. 
2. Ratson: Extraímos as forças de nossa própria vontade. 
3. Avodá: É necessário um programa constante de introspecção. 
 
4. Cada sucesso que alcançamos, por menor que seja, é necessário festejar com alegria. 
 
Esses quatro pilares fazem com que os pensamentos pescados pela Chochmá sejam criativos, 
transformadores, iluminadores e inteligíveis. Esses quatro preceitos da Cabalá tem suas raízes 
em seus próprios conceitos. São uma síntese prática do que a Árvore da Vida nos mostra como 
caminho. 
Assim, através da vontade, da boa vontade, podemos extrair verdades que nos guiam para os 
nossos objetivos. De maneira clara, tranquila, com solidez e certeza. Festejar o sucesso, por 
menor que seja, faz com que aquilo que alcançamos seja aprendido por completo através das 
energias dos fluxos sefiróticos. 
 
Agora, a prática desse princípio. 
 
Estou gordo.Sinto fome. Estou tentando fazer regime, mas quero comer um Big Mac 
quádruplo. É um exemplo bem simples, mas quem passa por isso sabe da dificuldade. 
 
No momento que sentimos a fome, dispara a vontade de comer o que tem pela frente. Em meio 
a essa vontade, pensamentos de auto-reprovação aparecem. Pare e os ouça. São 
pensamentos que realmente estão te reprovando e vão agir concretamente para que o que vc 
vai comer te faça mal. Concentre-se nessa ideia, nesse pensamento que te veio, como se 
fosse de outra pessoa. Conscientize-se, absorva o significado, entenda por que te veio, e ouça 
com os ouvidos da emoção. Coma, mas o suficiente para satisfazer a fome, nada mais que 
isso. Sem gula, sem exageros, sem desesperos. O grande segredo é saber ouvir a voz de 
Chochmá. 
 
Pense nesse exemplo com relação a estudar para uma prova, em se preparar para uma 
entrevista de emprego, em organizar seu trabalho, em como lidar com a família, com a esposa, 
com os filhos. Pensa nessa voz que te fala na hora de tratar com as pessoas, em agradecer, 
em retribuir um favor, em honrar a palavra que deu, em se sentir grato por estar vivo. 
 
A voz de Chochmá é capaz de mudar as nossas atitudes em direção ao que queremos ser. 
 
Uma síntese da Sefirá de Chochmá: 
 
A Chochmá contém as energias do pensamento reativo. Nela as ideias, os pensamentos, as 
intuições ainda não tem uma forma, é um estado de "pescar" sabedorias do cosmo, de D' us, 
do Ein Sof (Sem Fim). 
 
Esse pensamento reativo, inconsciente, que brota na mente e é capaz de transformar-se numa 
profecia, que auto-realiza-se. É tão enraizado o pensamento que se fixa no inconsciente e 
acaba se tornando um paradigma para quem o pensa. Como paradigma, e a certeza como é 
aceita, a atividade mental cria as suas próprias evidência dessa realidade. Não diferencia 
pensamentos bons de pensamentos ruins, apenas os aceita inquestionavelmente. É o acesso 
ao pensar puro, sem palavras, sem imagens. A força dessa energia pode ser tanto construtiva 
como destrutiva. É a energia pensante do Universo. 
 
TEMA 3: Caminho de Shin - Conexão de Chochmá com Biná 
 
Os quatro mundos em que a Árvore da Vida está dividida: 1) ​Atsilut​, o mundo de Ên Sof, 2) 
Beriyá​, o mundo do pensamento, tanto da sabedoria abstrata como dos pensamentos como 
entendimento. Nele estão contidas as Sefirót de Chochmá, Biná e Daat; 3) ​Yetsirá​, o mundo 
das emoções e sentimentos. Nele estão contidos as Sefirót de Chéssed, Guevurá, Tiféret, 
Netsach, Hod e Yessod; 4) ​Assiyá​, o mundo física de nossas sensações. Esses quatro 
mundos contemplam as características de nossas duas almas, a alma animal (Nêfesh Elokit) e 
a alma animal (Nêfesh Bechamit). 
 
Já conversamos sobre a Sefirá de Chochma. Em síntese é um fluxo de energia onde flui um 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/2.html
pensamento reativo, inconsciente, que brota na mente e é capaz de transformar-se numa 
profecia, que auto-realiza-se. Tudo que é pensado é considerado uma verdade. É tão 
enraizado o pensamento que se fixa no inconsciente e acaba se tornando um paradigma para 
quem o pensa. Como paradigma, e a certeza como é aceita, a atividade mental cria as suas 
próprias evidência dessa realidade. Isto é, a mente cria uma realidade interna desconectada da 
realidade. É transcendente. 
 
A Sefirá de Biná, a próxima depois de Chochma,, por enquanto podemos dizer que é o 
entendimento racional das energias que fluem de Chochmá. 
 
O caminho que liga Chochmá a Biná representa o primeiro elemento da natureza, o elemento 
fogo e a letra hebraica associada a esse caminho é o Shin. 
 
Na ilustração, podemos ver quatro planos que separam o espaço que envolve o mundo 
transcendente e o mundo concreto. Atsilut, Beriyá, Yetsiá e Assiyá. Atsilut é o mundo de Ein 
Sof, o mundo sem fim de D´us. O segundo plano é Beriyá, o mundo onde estão as Sefirót que 
estamos estudando. 
 
O mundo de Beriyá contém as Sefirót de Chochmá, Biná e Daat. Nesse mundo as energias que 
fluem entre as Sefirót são as energias originadas na Criação e usadas para ciar o mundo. Em 
tudo no mundo essas energias estão presentes. No mundo de Beriyá os fluxos referem-se ao 
intelecto, a mente consciente e inconsciente. O mundo onde convive o ser e o não ser. É o 
"mundo das ideias" de Platão. No Wikipédia, a teoria das ideias de Platão é sintetizada: 
 
"A Teoria das Ideias ou Teoria das Formas é um corpo de conceitos filosóficos criado por 
Platão, na Grécia Antiga. Esta teoria assevera que a realidade mais fundamental é composta 
de ideias ou formas abstratas, mas substanciais. Para ele estas ideias ou formas são os únicos 
objetos passíveis de oferecer verdadeiro conhecimento. A teoria foi desenvolvida em vários de 
seus diálogos como uma tentativa de resolver o problema dos universais". 
 
O diálogo de Platão que mais desenvolve essa teoria é Timeo. Encontrei uma versão muito boa 
na Internet. O tradutor e comentários de Rodolfo Lopes. Faculdade de Letras de Coimbra. 
 
Nessa dimensão existe apenas as essências das coisas. Nele é pensado o cerne dos 
conceitos. Convive nesse mundo a possibilidade do ser e do não ser, que torna-se possível por 
essas energias estarem desvinculadas do mundo concreto e da realidade, até que atinja a 
terceira Sefirá que é Daat, que unirá a mente às emoções. 
 
Para as energias. que descrevemos acima, Chochmá flui em direção a Biná (entendimento), o 
caminho pelo qual essa energia flui é no elemento fogo (letra Shin), a energia capta as 
características desse elemento. Assim, a energia que faz fluir o conteúdo de Chochmá para 
Biná é realizado tendo como fluxo energético o elemento fogo. 
 
O elemento fogo é responsável pela energia universal radiante. Essa energia é transferida de 
forma inflamada e entusiástica. Jung definiu esse fluxo (do elemento fogo) como "núcleo 
dinâmico da energia psíquica". A energia do elemento fogo flui espontaneamente de maneira 
inspirada e automotivada. Os meios dessa energia fluir através da determinação, da fé em si 
mesmo, do entusiasmo, força e honestidade. A liberdade é o status necessário para ela fluir. 
Com tudo isso a energia do elemento fogo pode ser capaz de dirigir conscientemente o poder 
da vontade, que em Chochmá está sem forma e sem foco. A tradução do nome da letra Shin, 
que caracteriza esse caminho, literalmente significa fogo. O formato da letra Shin lembra uma 
fogueira (com três chamas). Três chamas voltadas para cima. A palavra Shin, bem como a 
palavra Shaná (ano), derivam da raiz Shiná, que significa mudança. 
 
Veremos mais tarde, que cada Sefirá contém também os quatro elementos, dividindo-as em 
quatro partes. Fogo voltando seu fluxo para cima, terra para a esquerda, ar para baixo e água 
para a direita. 
Com o estudo da Sefirá de Biná (á direita de Chovhmá) e Daat (a Sefirá que forma um triangula 
em Beriyá, poderemos discutir os fluxos mentais num contexto integrado, que pode começar a 
ser utilizado para o autoconhecimento e desenvolvimento. 
TEMA 4: Um pouco de misticismo 
 
O Sefer Ietsirá ( Livro da Formação) é o mais antigo e mais misterioso de todos os textos 
cabalistas. Os primeiros comentários aparecem no século X, e citado já no século VI. 
Referências ao trabalho remontam o século I. A tradição considera sua existência desde os 
tempos bíblicos. A tradição atribui o Sefer Ietsirá a Abraão. Para o entendimento de seu 
conteúdo é necessário um paralelismo na literatura Bíblica e Talmúdica, quando as palavras 
começam a fazer sentido. 
 
A Cabalá divide-se em três categorias: teórica, meditativa e mágica. 
 
A Cabalá teórica é baseada fundamentalmente no Zohar, que trata principalmente dos 
processos e dinâmica do domínio espiritual. A Cabalá meditativa trata do uso de nomes Divinos 
para alcançar estados superiores de consciência. A terceira categoria, a mágica, está 
intimamente relacionada à meditativa. A tradição fala de meditações que podem influenciar ou 
alterar os eventos naturais, e em estados alterados pode-se canalizar poderes telecinéticoe 
espiritual. 
 
O Sefer Ietsirá é dividido em seis capítulos (a versão que estou usando). O primeiro capítulo 
trata extensamente das Sefirót. O segundo, uma discussão sobre as letras do alfabeto. Nos 
capítulos três, quatro e cinco discute-se as divisões das letras em letras mães, duplas e 
elementares, relacionadas ao Universo, alma e tempo, onde podemos encontrar um sistema 
astrologicamente estruturado e detalhado. O sexto e último capítulo discute os conceitos de 
eixo, ciclo e coração, que só aparece, mais tarde no Livro de Bahir, um livro sobre a Cabalá 
anterior ao Zohar. Esse último capítulo conclui com uma estrofe que vincula o Sêfer Ietsirá a 
Abraão. 
 
Ao longo dos TEMAS iremos citar passagens do Sefer Ietsirá para uma abordagem mística da 
astrologia cabalística. No primeiro capítulo, a primeira estrofe menciona os 32 caminhos da Etz 
Chaim (os 32 caminhos). As frases da tradução foram dispostas de uma maneira diferente para 
realçar as menções do texto original (esta é uma tradução de Arieh Kaplan). 
 
 
 
 Capítulo I: versículo 1 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/tema-4-um-pouco-de-misticismo.html
Com 32 caminhos místicos de Sabedoria 
 gravou Yah 
 o Senhor dos Exércitos 
 o D'us de Israel 
 o D'us vivo 
 Rei do Universo 
 El Shadai 
 Clemente e Misericordioso 
 Elevado e Exaltado 
 que mora na Eternidade 
 cujo nome é Sagrado - 
 Ele é sublime e sagrado 
E criou Seu Universo 
 com três livros (Sefarim) 
 com texto (Sefer) 
 com número (Sefar) 
 e com comunicação (Sipur). 
 
 
Vamos analisar cada uma das partes do texto. Em "Com 32 caminhos", os 32 caminhos 
referem-se às 10 Sefirót e as 22 letras do alfabeto hebraico, que representam os 22 caminhos. 
As letras e as Sefirót são a base para os elementos da Criação: quantidade e qualidade. 
 
Nenhum dos nomes de D´us referem-se ao próprio criador. O Criador é apenas mencionado 
mediante as palavras Ên Sof (Sem Fim). Os nomes mencionados nas escrituras e em outros 
lugares referem-se aos diversos caminhos através dos quais D´us menifesta-se a si mesmo na 
Criação. 
 
O nome Elohim, usado em todo o primeiro capítulo de Bereshit (Gêneses), refere-se à 
manifestação da delineação e definição da Criação. Cada um dos 32 caminhos serve para 
delinear e definir um aspecto da Criação em particular. 
 
Em hebraico o número 32 é escrito com Lamed e Bet e é lido como Lêv, que significa coração. 
 
A Torá é vista como o coração da Criação.A primeira letra da Torá é o Bet (Bereshit - No 
princípio). A última letra da Torá é o Lamed, da palavra Israel. As duas juntas também se lê 
Lêv. Os trinta e dois caminhos estão contidos na Torá, que o meio através do qual a Mente se 
revela. 
 
Uma interessante abordagem entre as letras Bet (B), Lamed (L) e o Tetragrama Yod, Vav, Hê e 
Vav, podem servir como sufixos de pronomes pessoais: 
 
Dentre todo alfabeto hebraico só há duas letras às quais estes sufixos , retirados do tetragrama 
e da palavra Lêv, podem se reunir, e estas são o Lamed e Bêt. Isto é, somente entre as letras, 
numa combinação duas a duas, obtemos o pronomes pessoais junto á palavra coração. 
 O texto do Sêfer Ietsirá: 
 
Shloshim UShtaim Netivot Peliót Chochma 
 Com 32 caminhos místicos de Sabedoria 
 
A palavra hebraica usada para caminho é ​Netivot​ e não ​Dêrech​ (a mais comum e que também 
significa caminho). De acordo com o Zohar, há uma importante diferença entre ambas. ​Derech 
é uma estrada pública, uma rota usada por todo mundo, Um ​Nativ​ é uma rota pessoal, um 
atalho aberto por um indivíduo para seu próprio uso. É um caminho oculto, sem marcas nem 
sinalizações, que devem ser descobertos por si mesmo e caminhar pelos significados com 
suas próprias ferramentas. 
 
Os 32 caminhos da Sabedoria são então chamados ​Netivot​ (a terceira palavra). São caminhos 
privados que devem ser desbravados por cada um. Não há uma rota definida. Cada indivíduo 
deve descobrir seu próprio caminho. 
 
As 32 palavra ​Helohim (Deus)​, que aparecem no primeiro capítulo de ​Bereshit​ (Gêneses), é 
considerada no Talmud como um dos sete nomes sagrados de D´us. O nome ​Heloim​ refere-se 
à ​Midat HaDin,​ o atributo (Midat) de D´us, que julga e clama por justiça (Din). 
 
Neste primeiro capítulo do livro de ​Bereshit​ (Princípio) encontramos a alusão aos 32 caminhos 
da árvore da vida. E cada uma das 32 vezes que ​Heloim​ é mencionado é associado a quatro 
verbos, ​disse​, ​chamou​, ​fez​ e ​vi​. 
 
Nos versículos onde aparece Helohim associado ao verbo ​"disse"​, aparecem 10 vezes, e 
estão associados ás ​10 Sefirót​. 
 
As sete vezes que Helohim aparece acompanhado do verbo ​"chamou"​, estão associados aos 
7 caminhos verticais, chamados de ​As Sete Duplas​. Nesses 7 caminhos estão os planetas. 
 
As três vezes que Heloim aparece acompanhado do verbo ​"fez"​, estão associados aos três 
caminhos horizontais, denominados ​As Três Mães​. Nesses caminhos estão os elementos 
fogo, ar e água. 
As doze vezes que aparece o verbo ​"viu"​ junto a Heloim, estão associados aos 12 caminhos 
inclinados, que são chamados de ​Os Doze Elementares​. Nesses 12 caminhos estão os 12 
signos. 
 
 
 
 
Temos, então, caracterizados na Etz Chaim os planetas, os signos e os elementos fogo, ar, 
água e terra. Além disso, a combinação de três Sefirot, excetuando Keter, temos também os 
ritmos, cardinal, mutável e fixo. A ordem como estão dispostos é exatamente como estão 
dispostos do mapa astral convencional. A diferença está na base referencial de cada sistema. 
Enquanto a astrologia convencional utiliza as áreas da vida, como: casa 1, como vejo o mundo, 
casa 2, como consigo acumular riquezas, casa 3, como me comunico...etc, a astrologia 
cabalística utiliza como base referencial as energias místicas da criação que estão presentes 
em tudo na vida e no mundo. É necessário rever todos os conceitos anteriores para entender 
como eles são interpretados nesse novo referencial. A convencional diz sobre a vida, a 
cabalística, sobre a alma. 
 
Vamos voltar à construção da Árvore da Vida, analisando no TEMA 5 a Sefirá de Biná. 
Teremos o conjunto de Chochmá, o elemento fogo que liga à sefirá de Biná. Vamos analisar a 
Sefirá de Daat e os caminhos que ligam Chochmá a Daat e Daat à Biná. 
 
Recorreremos ao Sefer Ietsirá conforme o desenvolvimento das Sefirót, para que tenhamos o 
entendimento mais profundo dos significados de cada parte da Etz Chaim. 
 
TEMA 5: Mapa astral cabalístico de Albert Einstein 
 
A cada avanço que vamos fazendo na teoria, vamos também exemplificando concretamente no 
Mapa Astrológico, para ter um bom entendimento. Vamos analisar o mapa de Albert Einstein, 
Veremos como os planetas estão localizados e como podemos interpretar. Fica mais prático e 
agradável para perceber como a teoria pode ser aplicada. Para a construção do mapa astral 
cabalístico fica fácil em primeiro lugar calcular o mapa convencional, que encontramos 
gratuitamente em vários sites na Internet (deixarei os links para esses sites no final desta 
postagem). Com o mapa convencional em mãos, transferimos os planetas para a Etz Chaim 
(árvore da vida). 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/a-cada-avanco-que-vamos-fazendo-mapa_15.html
 
Vamos começar a "ler" um Mapa Astral Cabalístico. Ao lado temos as três primeiras Sefirót que 
estudamos até aqui. A sequencia do estudo sempre será esta. Estudar uma sequencia de 
Sefirot, fechando cada triangulo de referência, que representa um mundo (Assiyá, Beriá, Ietsirá 
, depois procurar a mística envolvida na parte estudada e em seguida ir completando o mapa 
de Albert Einstein. Por enquanto, não abordaremos como construí-lo, será temapara o final. 
Concentraremo-nos na análise para depois aprendermos como construir o nosso próprio mapa. 
No diagrama acima temos as três Sefirót, que referem-se ao intelecto, ao pensamento. A 
primeira Sefirá é de Keter que não é preenchida, pois é a energia de Ên Sof. A segunda Sefirá 
(Chochmá) tem os planetas de Saturno e Mercúrio na parte correspondente ao elemento fogo 
(a parte de cima da Sefirá). O caminho entre Keter e Chochmá (a 1a. dupla) é regido pela letra 
Hê, do signo de Áries. Está preenchido pelos planetas Mercúrio, Vênus e Saturno (podemos 
ver que os planetas pessoais podem aparecer em vários lugares do mapa). A segunda Sefirá é 
a Biná. Ainda não a estudamos detalhadamente, apenas mencionamos que significa o 
Entendimento, porém me antecipo para que o estudo fique mais dinâmico. O segundo caminho 
que liga Keter a Biná (a 2a. dupla), que está preenchido pelos planetas Netuno, Plutão e Kiron, 
e regido pela letra Vav do signo de Touro. O terceiro caminho (1a. Mãe, que representa 
caminhos do elemento fogo). Está preenchido com os planetas Lua, Mercúrio, Saturno e 
Vênus. No final desta página do blog darei a relação dos planetas e signos (seus símbolos e 
denominações) 
 
Dados de nascimento de Albert Einstein 
Nascimento: 14 de março de 1879 
Horário: 11:30 
Local: Ulm, Alemanha 
 
Análise inicial: ​referindo apenas a esse, Briá (Chochmá e Biná) 
Planeta nas colunas: Direita (tem maior número de planetas) 
Sefirót carregadas: não há ( carregado é ter mais de três planetas) 
Sefirót vazias: não há 
Planetas nos distribuídos: Briá (Chochmá e Biná) 
Caminhos carregados: Hê - Aries 
Elementos em destaque: Fogo 
 
Por enquanto, a análise vai se ater a essa parte do mapa de Einstein. Esta postagem será para 
analisar o mapa depois de cada grupo de Sefirót estudado. No final de cada tópico será dada a 
referencia para está página. 
 
O mapa cabalístico tem três linhas principais. A linha da direita, que tem o nome de Chéssed 
(igual a da Sefirá) é a mais carregada, dois planetas, Saturno e Mercúrio (no mapa completo 
essa linha continua sendo a mais carregada). A linha da direita, sendo a mais carregada, 
caracteriza uma capacidade para o amor (universal), misericórdia e generosidade. Podemos 
dizer que o lado sentimental é mais forte que o racional (racional não é o matemático, mas a 
percepção da vida pelo lado racional). Faremos alusão ao livro escrito por Einstein, "Como vejo 
o mundo", para retirar algumas evidencias de sua personalidade para conferir com suas 
características no mapa astral. 
 
Saturno, que no mapa natural rege Biná, está em Chochmá o que, em geral, indica problemas 
e dificuldades com a linguagem e a expressão. Saturno em Chochma, especial na área do 
elemento fogo, indica algum problema mental. Chochmá é a sabedoria pura, ilimitada, que não 
passa pelo crivo da linguagem. Pela biografia de Einstein, ele tinha dislexia e chegou a ser 
considerado doente mental devido a demora para começar a falar na infância. Algumas fontes 
chegam a afirmar que ele só se tornou fluente na linguagem aos nove anos de idade. Sua 
genialidade manifestou-se justamente na capacidade de atingir o pensamento abstrato e na 
criatividade de caminhos inovadores de suas teorias. A presença de Mercúrio juntamente com 
Saturno nessa Sefirá equilibra de certa forma a energia de Saturno. Mostra a capacidade de se 
expressar de maneira original e irreverente. è uma contradição: por um lado a dificuldade de se 
expressas e usar a linguagem e, por outro, o jeito único e peculiar como se expressava. 
Irreverente, aéreo, parecendo em outro mundo. 
 
Mercúrio na Sefirá de Chochmá 
 
Mercúrio se sente muito à vontade na Sefirá de Chochma. Mercúrio é o planeta das 
comunicações e do modo de pensar, quando está na Sefirá do conhecimento e das ideias, o 
conhecimento abstrato, mergulhado nas águas da consciência primordial de Ein Sof, a pessoa 
pode agir livremente. Mercúrio indica a liberdade de pensar. Em termos práticos, a pessoa com 
esse aspecto possui uma mente livre, com idéias originais, que fogem ao padrão e que podem 
até mesmo, chocar alguns mais conservadores. A pessoa tem facilidade para expressar 
abstratamente, demonstra maestria nas comunicações e pode ter uma visão holística das 
coisas. A comunicação com o mundo espiritual é facilitada assim como a capacidade de tornar 
essa realidade acessível às pessoas. Temos o comunicador, o tradutor da linguagem espiritual 
para o mundo físico. 
 
Saturno na Sefirá de Chochmá 
 
Se Marte já de deixa vestígios na relação do indivíduo com suas ideias, isso é ainda mais 
verdade no caso de Saturno. Aqui temos a pessoa co dificuldade em acessar ou lidar com seu 
intecto. Potante, podemos ter dois tipos básicos de pessoa: aquela que se reprime, se abnega 
e regenera os próprios valores e ideias (talvéz por achá-los "sujos", "impuros" ou simplesmente 
"inadequados") ou aquela que possui una defasagem intelectual quando comparada à média 
das pessoas. Nesse último caso, a pessoa pode simplesmente ter mais dificuldades com algum 
tipo de inteligência (como a matemática ou lógica), pode indicar retardos (leves ou graves) ou 
pode ainda, apresentar problemas mentais graves (dislexia, distúrbio de atenção, afasia, 
esquizofrenia, psicoses, etc). O regente de Biná (Saturno) em Chochmá, se sente pouco à 
vontade aqui, o indivíduo pode se perder entre a razão e o fluxo intenso de ideias. A pessoa 
precisa aprender a lidar com esse fluxo desordenado de ideias e usar adequadamente a 
linguagem e razão. 
 
As duas últimas colocações sobre Mercúrio e Saturno são os significados isolados desses 
planetas. A leitura deve levar em consideração a presença do dois planetas para uma 
interpretação mais pessoal. Porém, vemos que as descrições falam muito da personalidade de 
Einstein em sua maneira de pensar. 
 
De uma forma geral, qualquer planeta que estiver em Chochmá irá falar sobre a maneira como 
a pessoa lida com o lado abstrato das idéias. Como é a consciência subjetiva e como consegue 
expressar as suas ideia próprias em relação ao mundo. Tem planetas que podem indicar 
doenças nessas áreas, formas como reage às ideias das outras pessoas e como se comporta 
com a sua própria maneira de pensar. Essa é uma área onde podemos entender as 
dificuldades e as facilidades com que as pessoas tem para lidar com o mundo das ideias, o 
mundo abstrato, subjetivo, não concreto. 
 
Podemos analisar o mundo de Briá​, que no mapa de Einstein é o mais carregado de 
planetas. Vamos analisar o fato de Briá ser o proeminente, depois veremos os planetas 
individualmente. 
O Mundo de Briá é o mundo da parte da alma chamada de Neshamá e inclui as Sefirot de 
Chochmá, Biná e Tiferet. O mundo de Briá é o mundo superior, similar aos céus, que fica acima 
da altura dos olhos. è toda informação nova que se contempla com Tiferet, que está incluída 
em Chochmá e processada em Biná. O mundo de Biná revela o talento escondido em nós e 
que ainda não se realizou. Mostra a visão pessoal, a formação da singularidade do indivíduo e 
o modo de ligação teológica que o dono do mapa apresenta. 
 
Vênus da Sefirá de Biná 
 
Venus em Biná mostra o prazer pelo conhecimento. Veja que Biná também está ligado à Keter, 
ou seja, a forma de entendimento pode ser diretamente da fonte das ideia abstratas, da 
consciência de Ên Sof. Com Vênus em Biná a pessoa tem a capacidade de ser agradável e 
convincente na exposição de suas ideia. É o tipo clássico para o diplomata. A pessoa também 
tem gosto pelo assuntos de Biná. Essa colocação é muito comum em mapas de cientistas que 
amavam seu trabalho intelectual, ou pessoas que consideravam a si mesmas muito 
inteligentes, sentindo orgulho disso (Saturno em Chochmá impede esse tipo de manifestação 
na personalidade). São pessoas que provavelmente estarão a vida toda estudando, 
aprendendo e buscando formas enriquecedoras de aumentar sua sabedoria e conhecimento. 
 
Ainda temos que analisar os três caminhos que conectam as três Sefirot. O caminho da letra 
Hei,que liga Chochma a Ên Sof (a 1a. dupla), o caminho entre Biná e Ein Sof (2a. dupla) e o 
caminho de Chochma para Biná (1o. Elementar). 
 
Obs. O objetivo de estudar a astrologia cabalística é o de aproximarmo-nos o mais perto 
possível da Cabalá. Pois na Árvore da Vida estão todos os conceitas da Cabalá, tanto do Sefer 
Bahir, como do Zohar. Estudaremos as duas grandes partes da Cabalá: a teórica 
(conhecimento do Zóhar) e a meditativa (alcançar níveis de consciência alterada para um 
conhecimento transcendente). 
 
--------------------------------------------- Final da primeira análise ---------------------------------------------- 
Com os novos elementos que agregamos ao nosso estudo, podemos avançar um pouco mais 
na análise do mapa cabalístico de Albert Einstein. O Objetivo desse estudo é extrair o máximo 
possível de cada elemento constituinte de um mapa, para que possamos enriquecer o 
conhecimento que podemos adquirir através dele. Fica fascinante a pesquisa estudando o 
mapa de uma personalidade, pois estaremos entrando no mundo interno de Einstein. 
Estaremos vivendo suas emoções, sua forma de pensar e ver o mundo como ele via. Conforme 
comentamos, o livro escrito por Einstein, "Como vejo o mundo", irá balizar e confirmar (ou não) 
os estudos e pesquisas que iremos fazendo ao longo dessa pesquisa. Os conhecimentos 
místicos, relativos ao Sefer Ietsirá, as correspondências na Torá, as referencias ao Zohar, são 
fontes riquíssimas de acesso ao abstrato, ao subjetivo, à alma humana. Esse é o nosso 
objetivo: escavar a alma humana em seus mais profundos segredos. 
 
Continua..... 
 
sites com o cálculo do mapa natal gratuito: 
 
Astro Dientist - www.astro.com 
É o site da astróloga Liz Grine em parceria com o primeiro programa de cálculo do mapa astral 
 
http://www.astro.com/cgi/chart.cgi?btyp=w2gw&rs=3&lang=p&usechpref=1 
 
 
 
 
 
Tema 6 : Introdução ao Significado das Letras Hebraicas - A letra Hei 
 
Vamos começar a estudar as letras que caracterizam os caminhos da Árvore da Vida. 
Originalmente, como acontecem com os signos, que foram criados com a observação das 
constelações, toda Etz (Árvore) foi construída à partir das letras do alfabeto hebraico. A Cabalá 
diz que o Universo foi construído com as letras do alfabeto. 
 
Uma pausa importante para entender o que é isso. O que significa dizer que o Universo foi 
construído com letras? Será que D´us precisava de letras para criar o mundo, como nós as 
usamos para escrever? Qual o sentido disso? 
 
O alfabeto hebraico tem os formatos como apresentam hoje apenas à partir dos últimos três 
milênios, antes tinham formas semelhantes, que foram se aproximando cada vez mais do que 
são hoje. O que diferencia uma letra da outra é o som formado por cada uma delas. Mais que o 
som, a forma como gesticulamos para que seus sons sejam emitidos. Existem grupos de letras 
que são gesticuladas à partir dos lábios, da ponta da língua, do palato, da parte anterior do 
palato, com a garganta, etc. Com essas gesticulações os sons são emitidos. 
 
A primeira letra que vamos estudar é a letra Hei, como mostra a ilustração no início do texto. 
Pronuncia-se essa letra como a palavra em português “rei” (realeza). O Hei é pronunciado a 
partir do ar emitido pela garganta. Experimente falar várias vezes e cada vez mais lentamente 
a palavra “rei” e vc perceberá que a sensação é de um raaaaa..., uma exalação de ar de dentro 
dos pulmões. É uma letra exalada, expirada, pronunciada usando o ar dos pulmões. 
 
São estas gesticulações necessárias para emitir o som das letras que importa para entender o 
significado de cada uma delas e como elas caracterizam os caminhos da Etz Chaim (Árvore da 
Vida). É assim que o Sefer Ietsirá menciona a criação do Universo por D´us através das letras. 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/tema-6-introducao-ao-significa-das.html
Foi criado com o vários “sopros” Divinos, da mesma forma como aparece na criação do 
homem. 
 
“Formou Ad´nai Heloim (Senhor D´us) o ser humano do pó da terra, e soprou em suas narinas 
o alento da vida, e o homem tornou-se um ser vivente” (Gênesis 1:7) 
 
É dessa forma que vamos estudar cada letra de cada caminho da Etz Chaim. Através de sua 
gesticulação, sua pronuncia, seu formato (que se assemelha aos antigos caracteres), para 
captar a energia contida. São energias que se encerram nas letras que dão seu caráter 
sagrado, tanto pela referência da Criação por D´us, como da força espiritual que as anima. 
 
No segundo capítulo do Sefer Ietsirá aparece o seguinte verso: 
 
 
Dez Sefirót do nada 
E vinte e duas letras [da] Fundação: 
 ​Três Mães 
Sete Duplas 
E doze Elementares. 
 
No trecho do Sefer Ietsirá as 22 letras do alfabeto hebraico são mencionadas como a 
Fundação, pois através delas que o Universo foi criado. Delas originaram as 10 Sefirót e os 22 
caminhos. A Árvore da Vida (Etz Chaim) não aparece em nenhum livro a não ser pelos 
estudiosos, que construíram o formato como a conhecemos hoje, estudiosos da Cabalá.. É a 
forma geométrica que consegue comportar dez Sefirót, três linha horizontais (Três Mães), sete 
linhas inclinadas (Sete Duplas) e as doze linhas verticais (Doze Elementares). Como o formato 
da Árvore, seus nomes também não são mencionados no Sefer Ietsirá. Seus nomes foram 
retirados de dois, entres muitos versículos, que se referem aos seus nomes: 
 
“Com ​Sabedoria​ D´us estabeleceu a terra, com ​Entendimento​ a firmou nos céus e com seu 
Conhecimento​ as profundidades foram quebradas.” (Provérbios 3:19-20). 
 
“Teus. ó D´us, são a ​Grandeza​, a ​Força​, a ​Beleza​, a ​Vitória​ e o ​Esplendor​, por ​Tudo​ no céu 
e na terra; teu, ó D´us, é o Reino....” (Crônicas I, 29:11). 
 
No Zohar a palavras Grandeza aparece como Amor (Chéssed) e a palavra Tudo como 
Fundação (Iessód). 
 
Assim, entendendo o que as letras representam, tanto na Criação do Universo, na 
caracterização dos caminhos da Etz Chaim, da forma como percebemos os sons criados e a 
maneira como os gesticulamos, vamos analisar o significado de cada letra. Essa parte da 
Cabalá teórica é utilizada na Cabalá meditativa, são meios para alcançar estados alterados de 
consciência. Essa matéria será usada para um estudo detalhado dos 72 nomes de D´us depois 
que acabarmos de entender a Astrologia Cabalística. 
 
Vamos para a análise da letra Hei. 
 
O nome da letra Hei do Aleph Beit (alfabeto) significa “veja” ou “olhe”. É um chamado de 
atenção para focar-se em algo. 
O Hei é a letra mais frequentemente ligada aos nomes de D´us. Como em Hya e Heloim. A 
mais sagrada configuração do Nome Sagrado YHVN, tem dois Hei. 
O Hei é uma das letras mais suaves na pronuncia hebraica. Existe o Reish, o Chet, que são 
fonemas similares, mas não possuem a suavidade do Hei, uma simples respiração, uma 
exalação do ar, quase como se tentássemos colocar o nosso interior para fora. 
 
Quando a letra Hei sussurra em nossa consciência, podemos ter a certeza de que estamos 
num estado santificado. O som vem com a contração do diafragma fazendo com que o ar que 
passa pela garganta emita o som do Hei. É uma letra pronunciada de dentro do nosso corpo, 
do mais dentro que pode sair. O Hei pode ser observado na respiração ofegante depois de uma 
corrida. O fôlego, ou a falta dele, faz soar o som do Hei. O ar percorre todo o nosso pulmão, 
passa pelo esôfago, pela garganta e o som suave, quase como um respiro, semelhante a um 
suspiro. 
 
Ar que nasce do mais profundo de mim 
Que arranca farto de vida o meu espírito, 
Sussurra suavemente como o som da brisa 
Esse é o Hei, 
Que exala meu ser e respira minha existência. 
 
A poesia é uma forma de expressão que contém a capacidade de expressar sentimentos. É 
dessa forma que o Hei age em nós, é assim que a letra usada nos nomes de D´us atua em 
nossa alma. Daremos uma estrofe de poesia para cada letra que estudarmos. Teremos no fim 
vinte e duas estrofes que irão representar todas as energias da Criação, das energias que 
animam toda Criação. 
 
O Hei avisa, alerta, “Veja!Está aqui! Aqui mesmo, dentro e diante e diante de você, está a 
expressão, a manifestação de D´us!”. O Hei alerta para a vida, para a realidade, trás vida de 
onde não tem, faz nascer a alegria de onde só vem tristeza. 
 
Uma passagem da Torá ilustra muito bem como o Hei interfere no destino: 
 
A Torá narra que D´us indica a fé de Abrão e de Sarai, sua esposa, adicionando um Hei em 
seus nomes. D´us coloca um Hei em Abrão e passa a chamar-se Abraão, e Sarai, passa a 
chamar-se Sara (substituindo um Yud por um Hei). Em seguida, apesar da idade avançada, 
Abraão engravida Sara. Concebe Isaac, iniciando toda a linhagem do povo hebreu. A letra Hei 
ajuda a santificar Abraão e Sara, simbolizando sua capacidade de manifestar uma nova vida. 
Isaac significa “riso”, “alegria”, que nasceu da infertilidade. 
 
O Hei é um grito de alerta para renascer, para dar vida, para trazer luz à alma. Quando o Hei é 
pronunciado de forma interiorizada, trazendo o nosso eu para fora, pode encerrar um período 
de infertilidade, porém, dessa contração do diafragma, como se fosse um esvaziamento, a 
alegria, os sons do riso e do prazer voltam a ecoar em nossa alma. 
 
O Talmud diz que D´us usou as letras Yud e Hei para criar o Universo. O Yud foi usado para 
criar o “Mundo Futuro”, ecia o Hei, para criar “Este Mundo”. Quando o Hei se manifesta em 
nossa consciência, estamos sendo solicitados a prestar atenção no que está diante de nós, a 
olhar para as coisas concretas da vida, a fixar-se “Nesse Mundo”. Com a consciência dessa 
letra podemos estar mergulhados na energia de Ên Sof (O Infinito), que não nos perdemos, não 
tiramos os pés do chão apesar da transcendência. 
 
Assim, com a letra Hei, podemos caminhar da Sefirá de Ên Sof para a Sefirá de 
Chochmá. 
 
TEMA 7: Significado da Letra Shin 
 
O entendimento do significado da letra hebraica é um exercício de concentração e observação 
da própria articulação, gesticulação para pronuncia-la. Veremos isso mais adiante. O Shin é a 
letra do caminho que representa o elemento fogo. Shemesh é sol, esh é fogo. Nas próprias 
palavras a letra que dá a tônica da pronuncia trás a sua energia e sua manifestação. A letra 
Shin parece uma fogueira com três chamas. É o fogo ardendo, queimando sem parar, 
constantemente alimentado pelo ar. Esh, em hebraico, fogo, escreve-se com a letra Shin e a 
letra Alef, Alef é a letra que representa o elemento ar. Esh, fogo e ar, ambos nutrindo-se 
reciprocamente para não terminar, em constante mudança, porém com uma suficiência dos 
elementos que nutrem suas chamas. A palavra Shadai, um dos nomes de D´us, começando 
com Shin, significa Suficiência. Shin é a letra que faz com que expressemos a suficiência do 
que temos para manter a energia, a alegria, o sorriso. Shchok, significa riso. 
Vamos nos atentar para a gesticulação para expressar a letra Shin. O som do Shin aparece 
quando apertamos a língua contra os dentes inferiores para que o ar saia e em seguida a 
língua impede que a boca se feche ficando entre os dentes. O “ene” mudo de Shin provoca 
isso. Se fosse Shim, com “eme” mudo no final, a boca se fecharia. O que isso parece mostrar? 
É como se quiséssemos pedir paz, exalando o ar de dentro do pulmão, que sai 
espontaneamente, e não deixa que as portas de sua liberdade se fechem. Shin é a letra tônica 
de Shalom, paz. Suficiência na paz. Estar satisfeito na tranquilidade da alegria. Satisfação pelo 
que é. 
 
 Shin 
 
Fogo que queima eternamente em minha alma 
Aquieta-te no silêncio da tranquilidade plena no meu peito, 
Erga-te paz que abita a essência de meu ser 
E com a letra Shin 
Crepite constantemente em chama a minha alegria. 
 
 
O dia santificado por D´us, em seu descanso na Criação do Universo, começa com Shin. 
Shabat. É o descanso em meio a mudança e a suficiência, a criação do mundo e seu termino. 
E D´us viu que era bom! Era o suficiente. 
 
Shchok é sorriso. O sorriso mantém uma satisfação na alma enquanto está nos lábios. Viva o 
Shin mantendo um sorriso leve no rosto, sem esticar os músculos da boca, mas enrijecendo 
suavemente todos os músculos do rosto. O sorriso se abre espontaneamente. Isso vai fazer 
com que sintamos uma satisfação constante e todos são contagiados. 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/tema-6-significado-da-letra-shin.html
Tema 8: A Sefira de Biná 
 
A segunda Sefirá que iremos discutir é Bina. Já conversamos sobre a Sefirá de Chochma, onde 
existe a centelha do pensamento intuitivo e transcendente, agora a Sefirá de Biná, 
Entendimento, aonde a reinterpretação do mundo através das lentes Chochmá é direcionado, 
tomando forma, discernindo as idéias e estruturando o pensamento racional, lógico e causal. 
 
Segundo Deepak Chopra, temos 100 mil pensamentos por dia, sendo que 95% deles são 
repetidos a cada dia. Esse é o processo de Chochmá. No mundo transcendente de Chochmá o 
pensamento está livre, fora de nosso controle. Lá são criadas imagens, símbolos, pensamentos 
e todos sem o nosso comando. Um único pensamento pode ficar se repetindo milhares de 
vezes sem que consigamos parar, até que ele se torne uma verdade, mesmo que totalmente 
longe da realidade. Então é nesse emaranhado de pensamentos que entra a energia 
estruturadora da Sefirá de Biná. A chave para criar mudanças está em, primeiramente, 
reconhecer hábitos da mente. A função da Sefirá de Biná é a de absorver a centelha da 
Chochmá criativa da reinterpretação e redirecioná-la segundo uma nova maneira de pensar. A 
mudança que podemos fazer, de erros repetitivos e reincidpentes, da inflexibilidade da mente 
de Chochmá, exige um envolvimento consciente na transição da centelha do pensamento de 
Chochmá para o fluxo da maturidade do pensamento em Biná. 
 
Em contraposição, os pensamentos livres que percorrem a mente pelo fluxo de Chochma, 
também podem ser bons pensamentos, positivos e construtivos. Nesse caso, aproveitando a 
força de Chochmá, a repetição desses pensamentos só trará benefícios. 
 
Dessa forma, temos duas canalizações das energias dos fluxos mentais, uma livre e 
subconsciente, outra, estruturadora e consciente. Cabe ao bom uso dessas forças alimentar 
pensamentos construtivos ou redirecionar pensamentos destrutivos. Essa administração das 
energias psíquicas está a cargo totalmente de nossa vontade. Esse é o livre-arbítrio dado por 
D´us. Somos donos de nossos destinos se soubermos como direcionar nossa vontade para o 
próprio bem estar e saúde. 
 
Como podemos ver na ilustração no topo da página, Chochmá é regida pelo planeta Urano e 
Biná é regida pelo planeta Saturno. Urano atribui uma característica de rebeldia, criatividade, 
impulsividade, inovação, sem a noção de espaço ou tempo e atitudes inesperadas, enquanto 
Saturno atribui um comportamento estruturador, disciplinador e dotado de tempo e espaço. 
Esses planetas são a expressão das duas Sifirot (plural de Sefirá). Na Etz Chaim natural, esses 
são os lugares dos dois planetas. Numa Etz Chaim pessoal, outros planetas podem estar no 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/tema-8-sefira-de-bina.html
lugar de Urano e Saturno. Assim, os fluxos de energia mental terão características conforme os 
planetas que as ocupam. Como vimos no mapa de Einsteim, em Chochmá aparecem os 
planetas Mercúrio e Saturno, que dão as características possuídas por Einstein nessas áreas. 
Em Biná aparece o planeta Vênus. Esse planeta, na área do elemento fogo, no topo da Sefirá 
de Biná, vai determinar uma energia estruturadora do fluxo de Chochmá direcionada para a 
beleza, como veremos na análise no mapa cabalístico de Einstein, no Tema 5. Nesse TEMA: O 
Mapa Astral Cabalístico de Einstein, estará desenvolvida a análise desse posicionamento de 
Vênus, juntamente com o que vimos dos significados das Letras Hei e Shin, integrando com a 
 posição de Saturno e Mercúrio em Chochmá, que já foram discutidos. 
 
Nesse mundo de Beriyá, a inata natureza da mente, onde fluem as energias de Chochmá, Biná 
e umaterceira Sefirá que veremos, Daat (Conhecimento), as emoções não estão presentes, 
apenas as forças da mente. Em Daat, através de um canal para o mundo de Yetsirá, o plano 
das emoções, as energias mentais se conectarão com as energias dos fluxos das Sefirot por 
onde fluem as emoções e sentimentos. 
 
Tema 9: A Astrologia e o Judaismo 
Até agora viemos conversando objetivamente sobre a Etz Chaim, descrevendo as primeiras 
Sefirot, as letras hebraicas que caracterizam os caminhos, os planetas que regem essas áreas 
e os elementos fogo, água, ar e terra. Porém, como o Judaísmo enxerga todos esses 
assuntos? É contra, é à favor, é proibido, é estimulado a estudar? 
 
Para responder essas perguntas vamos nos remeter aos sábios que interpretaram a Torá, o 
Talmud e estudiosos da Cabalá. Moshé Chaim Luzzatto, nascido em Pádua, Itália, no ano de 
1707. Também conhecido como RaMChaL, pelas iniciais de seu nome, é conhecido pela sua 
obra O Caminho dos Justos (Messilat Yesharim), uma obra clássica sobre piedade/devoção. 
Nesse livro encontramos um caminho para a santidade. Porém, um outro livro, O Caminho de 
D´us (Derech HaShem), é uma síntese de todo pensamento judaico. Um livro com quatro 
partes: O Fundamento, A Providência, A Alma e Servindo à D´us. Ramchal sintetiza em poucas 
páginas cada assunto ligado á religião judaica. Entre todos os assuntos, dois deles, são 
importantes para responder ás nossas perguntas. 
 
Na primeira parte, O Fundamento, no capítulo intitulado O físico e o Espiritual, e na segunda 
parte, A Providência, no capítulo A Influência das Estrelas, Rabbi Moshé Luzzatto disserta 
sobre as forças da natureza criadas por D´us e as estrelas como reflexo. As citações abaixo 
foram extraídas desse Livro, O Caminho de D´us. 
 
"A criação de modo geral consiste de duas partes básicas: o físico e o espiritual. 
O físico é o que experimentamos com os nossos sentidos, e isto, por sua vez, é dividido em 
terrestre e astronômico. O Astronômico inclui corpos celestes como as estrelas e os planetas. 
O terrestre inclui tudo o que está na esfera inferior: a terra, a água, e a atmosfera, e todas as 
coisas detetáveis neles contidas. 
O espiritual é composto por todas as entidades que não são físicas e que não podem ser 
detectadas por meios físicos. Elas, por sua vez, estão divididas em duas categorias: almas e 
seres transcendentais. 
As almas compreendem uma classe de entidades espirituais que estão destinadas a a entrar 
nos corpos físicos. Elas existem para ficarem circunscritas por e fortemente ligadas a esses 
corpos, agindo sobre eles de várias maneiras, em épocas diferentes. 
Os seres transcendentais compreendem uma classe de entidades espirituais que não são 
entidades destinadas a serem associadas aos corpos físicos. Eles estão divididos em duas 
categorias. A Primeira categoria é composta pelas ​Forças ​(Kochót) e a segunda, pelos anjos." 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/tema-9-astrologia-e-o-judaismo.html
É sobre essas Forças que no outro capítulo, Ramchal irá falar sobre as estrelas. 
 
"Na primeira seção, examinamos como todo fenômeno físico tem suas raízes entre as Forças 
transcendentais. Então, quando esses fenômenos estão assim enraizados de todas as 
maneiras possíveis, eles devem refletir-se e transmitir-se a uma coisa física, na forma 
necessária. 
Por esse motivo, as estrelas e os planetas foram criados. Através de seus ciclos, todos os 
fenômenos enraizados no reino espiritual são transmitidos e refletidos às suas contrapartidas 
físicas. Aí então, eles podem existir no mundo terrestre, numa forma adequada. 
O número de estrelas, assim como os níveis de suas diversas divisões, foram designados, 
todos, da maneira julgada necessária e mais adequada pela Sabedoria Suprema para esse 
processo de transmissão. 
A capacidade de existir de todas as coisas terrenas é influenciada pelas suas respectivas 
estrelas. Através dessas estrelas, sua essência é refletida de seu aspecto lá no alto, entre as 
Raízes e aqui na terra." 
 
Resumindo numa frase, Rabbi Moshé Luzzatto, menciona a existência de Forças espirituais 
transcendentes. Essas Forças atuam sobre a existência física e essas influências são refletidas 
pelas estrelas, por suas posições e divisões no céu. 
 
É necessário ler o texto na sua totalidade para entender o raciocínio desenvolvido por Rav 
Luzzatto para explicar todo o processo de interação entre as Raízes, forças transcendentais 
que atuam sobre o nosso mundo físico. 
 
É importante mencionar, também, que Ramchal cita a astrologia como ferramenta para ajudar a 
ter uma visão mais clara do mundo físico, porém, que D´us estabeleceu limites para esse 
entendimento e acesso, pois o livre arbítrio existe e pode alterar as energias e forças 
estabelecidas. 
 
"No entanto, também é possível que essa influência estelar seja superada por um poder maior, 
Normalmente, isto acontece, e consequentemente nossos sábios nos ensinam que "Não há 
uma constelação (Mazal) para Israel". O poder dos decretos e da influência de D´us é maior 
que o das estrelas, e o resultado disso, então, depende da influência maior, antes que da 
influência astrológica". 
 
TEMA 10: Folha para o Mapa Astral Cabalístico 
 
 
Neste TEMA iremos mostrar a folha para montagem do mapa astral cabalístico. 
 
Elementos da folha do Mapa Astral​: 
 
1. Etz Chaim 
2. Elementos fogo, água, terra e ar nas Sefirót 
3. Tabela para colocação dos planetas nas Sefirót 
4. Correspondencias dos planetas com o mapa convencional 
4. Tabela das letras hebraicas com respectivos valores 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/mapa-astral-cabalistico.html
 
 
A folha para montar o Mapa Astral Cabalístico tem todas as informações para personalizar a 
Etz Chaim. Os planetas são colocados nas respectivas Sefirót de acordo com a posição dos 
planetas na data de nascimento. Basta ter as posições dos planetas nos signos e seus 
respectivos ângulos para transpor na Etz Chaim seus posicionamentos. 
 
A análise segue o seguinte roteiro: 
 
1. Calcula-se o signo e o planeta da tônica do mapa através da numerologia do nome do dono 
do mapa e de sua mãe (será descrito mais para frente esse cálculo). 
2. Número de planetas nas colunas para determinar a mais carregada. 
3. Análise das Sefirót mais carregadas (com mais de três planetas). 
4. Análise das Sefirot vazias. 
5. Distribuição dos planetas no mapa, área mais carregada de planetas. 
6. Caminhos carregados (mais de três planetas). 
7. Elementos em destaque (terra, água, fogo e ar) 
8. Análise de cada planeta e cada Sefirá. 
 
Observações: 
 Em Chochmá é possível avaliar a presença de uma doença mental 
 Em Malchut é possível avaliar a presença de alguma doença física 
 
Tema 11: Lendo a Árvore da Vida (Etz Chaim) 
 
O homem, ponto de contato entre o céu e a terra, é uma imagem de seu Criador. A árvore da 
Vida é um retrato da criação. É um diagrama objetivo dos princípios que atuam sobre o 
Universo. Nela estão contidas todas as leis que governam o Universo, bem como sua 
correlação. Ela é também uma visão completa do homem. 
Aqui no mundo relativo movemo-nos entre partículas e ondas, sem que a maioria suspeite 
sequer de que tudo aquilo que se toca está sempre desaparecendo, e aquilo que se vê não 
está ali. A solidez é uma charada, um estado temporário do nada, congelado provisoriamente 
numa forma familiar aos nossos sentidos, e nós próprios não passamos de viajantes neste 
cenário sempre em mutação que chamamos Terra. 
Através da árvore da vida temos uma associação objetiva que nós dá a visão interior e o 
conhecimento do princípio do paralelismo, dos universos superior e inferior, exterior e interior. A 
Árvore reúne numa ordem inteligente todos os aspectos dos fenômenos, demonstrando-os num 
quadro refletido, um universo no qual o Criador está presente até no mais denso da matéria. 
 
A estruturada Etz Chaim é baseada em emanações que fluem da primeira Sefirá (envoltório ou 
recipiente), Keter, até a última e décima Sefirá, Malchut. Após o ímpeto inicial da criação, uma 
sequência se desdobra a partir da primeira Sefirá na coluna central, através de oito estágios 
para se dissolver na décima Sefirá no final, também, da coluna central. 
Essa progressão é conhecida como o relâmpago, o qual ziguezagueia pela árvore abaixo. 
Começando por Keter (Coroa), flui por Chochmá (Sabedoria), onde se manifesta com uma 
dinâmica potente no alto da coluna denominada de Abba (o pai cósmico), o princípio 
masculino, encabeçando a coluna da direita. O fluxo de energias, o relâmpago, atravessa Biná 
(entendimento), o qual como Íma (a mãe cósmica), encabeçando a coluna esquerda feminina. 
As colunas, ativa e passiva, respectivamente, a coluna da esquerda e da direita, denominadas 
os pilares da severidade e da misericórdia. 
O fluxo das emanações, saindo do mundo de Beriyá (intelecto), flui para a coluna da direita em 
direção a Sefirá de Chessed (misericórdia)[2º. estágio]. Aqui, a energia passando para a coluna 
ativa novamente, assume a qualidade dinâmica e expansiva desse estágio, antes fluir para a 
próxima Sefirá, Gevurá (julgamento)[3º estágio]. Nessa última Sefirá, a força é testada, 
calculada e ajustada, antes de ser transferida para Tiferét [4º estágio], a Sefirá vital, no pilar 
médio da Etz (árvore). Nesse momento há um ponto crítico de equilíbrio. Tiferét (beleza), tem 
uma relação especial com Keter, com a conexão que tem através do eixo central. A única coisa 
que separa Tiféret de Keter é uma Sefirá invisível, conhecida como Daat (conhecimento) que 
atua apenas em condições particulares. Em Tiféret uma imagem é mantida, um espelho de 
Keter, porém atuando numa intensidade menor, depois de passar pelo véu que separa o 
mundo de Beryá (intelecto) e o mundo de Ietsirá (formação). As emanações são passadas 
então para a Sefirá de Nétsach (eternidade) [5º estágio]. Esse é o ponto onde as funções ativas 
repetem-se continuamente para manter o nível de energia. Dessa Sefirá transformadora a 
emanação flui para Hod (esplendor) [6º estágio]. Hód pode ser traduzido também como 
reverberação, o que é, talvez, uma melhor descrição de Hód., cujo trabalho é colher e passar a 
informação. A partir daí a emanação toca novamente a coluna central se se encontra com a 
Sefirá de Yessód (fundação)[7º estágio]. Aqui as emanações são novamente refletidas, porém 
de forma obscura, um reflexo de um reflexo, porém ainda forte para produzirem intensas 
projeções (apenas projeções). Diretamente abaixo, a última Sefirá, Malchut (reino)[8º estágio]. 
Nessa Sefirá estão acumuladas todas as energias, ativas e todo o processo recebido da Sefirá 
superior. 
Shimon HaLevi, em seu livro Tree of Life, An Introduction to the Cabala, faz uma analogia do 
fluxo da emanação Divina através das Sefirót com a atividade de escrever um livro: 
“​.....o relâmpago passando através da Árvore da vida pode ser encontrado no processo de 
escrever um livro. Keter é a coroa, o princípio ativo. A ideia é concebida em Chochmá. Como 
uma visão, ela pode ser poderosa, a semente de um grande romance, mas em Chochmá é 
meramente uma ideia, poderosa mas informe. Por um longo período ela começará a ser 
formulada em Biná. Será como uma peça ou como um filme? Talvez melhor como um conto 
curto e objetivo? O tempo e o princípio da receptiva Sefirá de Biná dão-lhe forma de livro, 
digamos de tamanho médio, dedicado a uma situação particular, no qual certos personagens 
serão incluídos. Nesse estágio ele pode permanecer por alguns anos, na mente do escritor, o 
qual talvez nunca chegue a escrevê-lo. Mas, um dia, ele ganha corpo, numa entidade definida. 
É Daat, conhecimento,. Daí em diante será um processo totalmente novo, chamado por alguns 
escritores de “bolação”. Ao período de incubação segue-se a gestação, com características de 
crescimento e expansão. As situações se desenvolvem, fragmentos de diálogos aparecem na 
consciência do escritor, personagens começam a se desenvolver., toda a história começa a se 
completar e fazer sentido. Nesse ponto, Chéssed, da operação é que o escritor atira-se ao 
trabalho ou perde, por pura dissipação mental, ideias que borbulham dentre dele. Ele começa 
a escrever um esboço, organizando as forças criativas presentes em seu espírito. Contudo, ele 
precisa julgar e orientar (função de Guevurá) o material que Chéssed lhe fornece, uma vez que 
ele é quase excessivo. Aos poucos, o livro começa a ganhar forma, a essência, ou Tifeéret, 
começa a se manifestar. Talvez seja o mais importante trabalho de sua época, a destilação da 
experiência de toda uma vida, talvez se trate apenas de um humilde livro didático, mas seja 
como for ele trará sua própria marca registrada, sua personalidade particular. É assim que nós 
distinguimos um Tolstoi de um Hemingway. Em Tiféret, a síntese da forma e da energia está 
centrada na coluna do meio, e aqui está a razão pela qual a Sefirá é conhecida como Beleza. 
De qualquer maneira, a esta altura do livro ainda não estará visível, estando ainda em grande 
parte na mente do escritor. Ele ainda tem que compô-lo em seu todo, ou a obra será mais uma 
obra-prima não escrita. Netsach (eternidade) cumprirá essa parte da tarefa. As força vitais do 
corpo, controladas por Hod, os processos voluntários, farão com que a pena se mova sobre o 
papel. Netsach sabe sua tarefa instintivamente, enquanto Hod, treinado com reflexos mentais e 
físicos, enfoca os conhecimentos adquiridos com a linguagem, no que serão sentenças 
compreensíveis. Yessód, fundação, que é um amálgama de tudo o que já passou, organiza a 
operação de um modo bem pessoal, retendo o que já foi escrito e mantendo a memória do 
conjunto, para efeito de consulta e referência. Malchut, é a última Sefirá, o corpo e o livro em si, 
a verdadeira manifestação física no mundo. O céu encontrou a Terra.” 
 
Nos próximos temas, vamos terminar o mundo de Beryá (intelecto), falando do significado da 
letra Vav. Encerrando essa parte, analisar o mapa astral de Einstein na totalidade do que 
aprendemos até aqui. As Sefirót, as letras, o elemento fogo e os signos com os planetas de 
Albert Einstein. 
 
 
 
TEMA 12: A Cabalá, os Anjos, 72 nomes de D´us e a Astrologia 
 
 
A partir desta postagem estaremos entrando no mundo místico da Cabalá. Pelos caminhos da 
astrologia iremos conectar-nos aos Anjos Espirituais que habitam os mundos superiores. 
Estaremos desenvolvendo mantras para a meditação. O Zohar, o principal livro sobre a Cabalá, 
juntamente com o Tânya (​Likutei Amarim Tanya), escrito por ​ ​Schneour Zalman de Liadi​, o 
primeiro Rebe de Lubavitz, o Sêfer Ietsira (Livro da Fundação) e principalmente a Torá, de 
onde são retiradas as revelações para todas essas obras, são as nossas fontes para estudar a 
astrologia e os anjos, os mantras e os nomes de D´us. 
 
Objetivamente, antes de entrarmos nesse assunto, para estudar a parte teórica, o misticismo e 
a possibilidade de utilizar todo esse aparato para a alma, vamos saber o que temos pela frente.Num post anterior, foi mencionado os vários níveis de entidades criadas no Universo. Foi 
quando conversamos sobre o livro Os caminhos de D´us, de ​Moshe Chaim Luzzatto, quando 
discutimos sobre a astrologia e o judaísmo. Para sabermos do que vamos discutir e ter de 
antemão os recursos que dispomos para trabalhar a nossa alma, vamos dar um breve passeio 
por esse assunto: os anjos e os 72 nomes de D´us. 
 
Os 72 nomes de D´us foram tirados da Torá, o antigo testamento, de três versículos que 
contam a passagem do povo hebreu através da abertura das águas do Mar Vermelho, que 
Moisés serviu de canal para salvarem-se da perseguição. Os três versículos, em hebraico, 
cada um deles tem 72 letras. Uma combinação da primeira letra do primeiro versículo com a 
última do segundo versículo e a primeira letra do terceiro versículo, até a combinação das 72 
letras, formando 72 palavras de três letras, formando os 72 nomes de D´us, cada uma deles 
com três letras. 
 
 
Cada nome de D´us está relacionado a um anjo, que serve para enviar a luz (Ór) de Ên Sof (O 
Sem Fim) para a criação, para o mundo material, incluindo o homem. Mais precisamente, os 
anjos foram criados por D´us para servir de emissários das Forças Divinas. A palavra Anjos em 
http://www.sefer.com.br/author/812/schneour-zalman-de-liadi/
hebraico (Malachim), significa EMISSÁRIOS. Assim como cada Nome de D´us está associado 
a um anjo, cada anjo está associado a uma parte de uma constelação (Mazal). Cada anjo está 
associado a um intervalo de 5 graus num signo do zodíaco que tem 30 graus. São 72 anjos 
regendo 72 canais de Luz. O primeiro anjo, associado ao primeiro nome de D´us, é Vehu (três 
letras, Vav, Hei e Vav), significando "A força da superação", que ocupa os primeiros cinco 
graus de Áries. Cada Anjo tem seu mantra, uma frase dos Salmos. Para Vehu, está associado 
a ele o Salmo 3, versículo 4: "Tu, Meus D´us, é um escudo a me proteger. És minha glória, a 
razão de se manter erguida a minha cabeça". Na Etz Chaim (àrvore da Vida), os dois primeiros 
caminhos são regidos pelas letras Vav e Hei. 
 
No diagrama de Chochmá, acima, estão associados a cada elemento (fogo, terra, ar e terra), 
dois nomes de D´us e os respectivos Anjos. Cada planeta que estiver posicionado em algum 
elemento, no caso de Chochmá de 20o a 30o dos signos Cadentes (já discutimos isso antes), 
terá dois Anjos emissários, o primeiro, dentro desse intervalo de 0 a 10o dos signos cadentes, 
0 a 4o o primeiro anjo e 5o a 9o o segundo Anjo. 
 
Todo esse sistema criado em torno da Etz Chaim, seus caminhos, Sefirót, planetas, letras, 
anjos e o nome de D´us, propiciam um entendimento profundo de cada parte de nossas almas. 
É um sistema montado com as energias primordiais da criação e que agem diretamente sobre 
a nossa maneira de viver e ver as coisas. 
 
Assim, tudo que existe em nosso mundo, mesmo a menor folha de grama, recebe, essa Luz 
transportada pelos anjos. Da mesma forma acontece com os planetas. 
 
Entre a Luz (Ór) emitida pelas Forças da Criação (representadas pelas Sefirót), 
constantemente e ininterruptamente, movem a nossa existência, e a luz que se reflete em 
nosso mundo físico, o mundo da matéria, existem diferentes planos. São eles: Emanação, 
Criação, Formação e Ação (já comentado anteriormente). Entre esses vários planos estão os 
anjos. No livro de Maimônides, Os Oito Capítulos, é desenvolvido extensamente esse assunto 
e o usaremos como fonte para determinados esclarecimentos. 
 
Oa anjos são entidades que vivem em planos intermediários e que fazem a ponte entre o ponto 
inicial da Luz (Ór), ao qual chamamos D´us, e tudo que existe em nosso mundo físico. São 
energias invisíveis, mas que possuem grande poder de influência sobre nossas vidas. 
 
Na Bíblia, O Antigo Testamento (Torá), uma passagem mostra como é claro a presença 
dessas entidades espirituais entre nós: em Gênesis capítulo 2, versículo 4, quando Jacob, em 
um momento caótico de sua vida, dominado pela dúvida, deita sua cabeça em uma pedra e 
sonha com anjos que sobem e descem por uma escada. A partir de então, sua vida toma um 
rumo completamente diferente. 
 
Qual o estudo que estaremos desenvolvendo aqui com esse assunto? 
 
Estaremos caracterizando cada anjo com sua associação ao nome de D´us, entre os Seus 72 
nomes. Entenderemos o significado de cada um desses 72 nomes, cuja incumbência desses 
seres espirituais é de acompanhar-nos em nossa passagem pela vida. Da mesma forma como 
damos um significado aos planetas em nossas Sefirot, teremos os anjos que regem nossas 
motivações de vida. Poderemos entender através desse estudo como as Forças da Criação 
estão agindo sobre nós, pela Providencia Divina, para a nossa Correção (Tikun), ou seja pelo 
propósito com que viemos para esse mundo, qual a nossa missão e como ela pode ser 
realizada. 
 
A partir desse tema, estaremos estudando cada Sefirá, o significado de cada planeta contido 
nas Sefirot, o anjo que rege cada posição de nossos planetas e o nome de D´us atribuído a 
esse anjo, cuja meditação sobre suas letras e seu significado, nos darão a consciência do que 
somos, o que estamos incumbidos de realizar e como podemos fazer isso. 
 
Com isso, podemos configurar as posições do mapa, e nele, associar a cada parte do mapa um 
anjo. Dentro de um mesmo signo, que tem 30 graus no círuculo zodiacal do mapa 
convencional, estão associados quatro anjos, um para cada 5 graus do signo. Por exemplo: em 
nosso mapa, no signo de Áries, que tem 30 graus dos 360 do círculo zodiacal, cada cinco 
graus tem um anjo associado. Do angulo zero de Áries até o quarto grau, o anjo Vehuiah é o 
emissário que cuida das "Forças de Superação" e tem associado o nome Varru de D´us (Vav, 
Hei e Vav). Para este anjo uma frase do Salmos é o mantra que o anima, o Salmo 3, versículo 
4. "Tu, meu D´us és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter em pé 
minha cabeça". Com exceção de alguns anjos, todos os demais tem seu nome determinado, 
adicionando ao nome de D´us o sufixo "el". Yeliel, para o segundo nome de D´us Yeli, Seitel, 
para o terceiro nome de D´us Seiat, Alamia, para o quarto nome de D´us Olam, e assim em 
diante, todo círculo do zodíaco está configurado com os 72 anjos e os 72 nomes de D´us, com 
os respectivos Salmos atribuídos a eles. O circulo zodiacal, que é uma fotografia do seu, 
mostra os 360 graus em que estão as constelações, e nelas os signos. Cada signo tem 30 
graus e em cada 30 graus, quatro anjos estão associados a cada cinco graus. Temos então 4 
anjos para cada um dos 12 signos, e consequentemente, 4 anjos para cada signo, 
completando os 72 anjos. 
 
Na prática temos a seguinte situação para a meditação cabalística (o tema místico da Cabalá). 
Analisando o mapa astrológico cabalístico, identificamos nossas forças da alma. Os potenciais, 
as capacidades, nossas necessidades, o Tikun (o que deve ser corrigido). No mapa astrológico 
convencional fazemos o estudo dos trânsitos pelos quais estamos passando. Os trânsitos vão 
revelar quais as partes do mapa cabalístico está sendo estimulado. Seja um trânsito de uma 
boa fase, ou um transito em que estaremos sendo testados, teremos um anjo regendo a 
posição daquele planeta que está sendo afetado (pelo seu posicionamento em algum signo). 
Temos então a ajuda espiritual, com a mentalização e entendimento do nome de D´us 
associado e o anjo que rege o planeta afetado. Temos nesse momento o anjo que pode nos 
sustentar, emitir as energias a que ele tem como missão de ser o emissário, um texto do 
Salmo, para entoarmos. Sobre essa configuração para o momento em que estamos passando 
a meditação nos dará a conscientização do que temos que mudar em nós mesmos. Como 
consequência, cada Sefirá está regido por seis anjos. No mapa cabalístico, temos então para 
cada Sefirá, quatro anjos cuidando de seus quatro elementos internos, fogo, terra, ar e terra. A 
representação de cada planeta nessas áreas do mapa em nossa alma, tem umanjo para nos 
orientar, disponibilizar as energias do Cosmos e varis outros recursos que iremos ver nos 
próximas postagens. Mais uma coisa para falarmos, além do planeta natal que esta sob um 
determinada trânsito, podemos nos beneficiar desse sistema cabalístico para uma 
auto-conscientização de nossas falhas, aspectos trazidos de vidas passadas e que nos 
acompanham, realização de nosso Tikun (correção) através do que foi exposto aqui. Basta 
recorrer aos dois mapas, o cabalístico para características enraizadas na e, no mapa 
tradicional, as várias facetas de nossa vida, encontrar os Nomes de D´us e seus respectivos 
anjos, para que possamos fazer o ajustamento de nossas deficiências, ou mesmo, o estímulos 
para nossos potenciais. É isso que faremos nas próximas postagem. Primeiro definindo todas 
as relações entre signos, Anjos, nomes de D´us e textos do Salmos. 
 
Conclusão: 
 
A começar do próximo post, iremos analisar juntamente com a Sefirá e o planeta na Etz Chaim, 
as forças espirituais de anjos emissários para a nossa vidas e como podemos ter a ajuda para 
nos conduzir em direção ao nosso Tikun (Correção). 
 
 
 
Tema 13: Análise do mapa - Forças da Emanação Divina e Mudanças 
 
Anjos missionários de D'us mostrando o nosso caminho 
 
A melhor maneira, e mais eficaz, para entender como é o uso dos recursos místicos da Etz 
Chaim é analisando um mapa de uma pessoa e aplicando os conhecimentos, que temos 
disponíveis pela Cabalá, para perceber como todo esse conhecimento pode ser utilizado em 
nosso benefício, em direção ao nosso aperfeiçoamento. Vou utilizar um mapa recentemente 
analisado, focar a parte da Etz Chaim onde problemas foram identificados, primeiro em trânsito 
astrológico, depois com posicionamento de planetas na Árvore da Vida. Obviamente, não darei 
dados sobre a pessoa, nem detalhes sobre sua vida. Vamos olhar o mapa como se fosse 
alguém desconhecido. 
Inicialmente vamos descrever o que o mapa traz, as posições de planetas relevantes que 
vamos analisar, os elementos da natureza (fogo, terra, ar e água), as Sefirót carregadas (com 
pelo menos três planetas) e a parte da Etz que está sendo afetada pelo trânsito do planeta 
Urano. Transito é um estudo, na astrologia convencional, que interpreta o significado de 
determinada ocorrência astronômica em relação ao mapa natal que está sendo o objeto de 
estudo. O trânsito são ângulos importantes (60, 90 120 e 180 graus) entre o planeta que está 
em órbita (no caso vai ser o planeta Urano) om o planeta do mapa natal escolhido para 
estudar. O trânsito é Urano formando uma quadratura (90 graus) com o Sol natal. Um transito 
longo, com uma duração de mais de dois anos. Inicialmente, vamos estudar a posição de 
Urano na Sefirá de Biná e em seguida usar os recursos místicos abordados no Tema 12, para 
entender como pode ser usado para mudanças que queremos fazer em nós mesmos. 
 
Este é um mapa que eu analisei a pedido de um amigo. Obviamente, guardarei o sigilo de seus 
dados, porém é interessante a interpretação dos posicionamentos dos planetas nas Sefirot. 
Vou colocar aqui os posicionamentos dos planetas das Sefirot de Beriá, o mundo do Intelecto, 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/11/tema-13-analise-do-mapa-forcas-da.html
que é o que estudamos até agora. Explicar o transito mencionado acima e usar os pontos onde 
estão localizados os planetas que "estão sendo estimulados" pelo transito, para acessar os 
nomes de D´us que estabelecem os canais de energia canalizados pelos Anjos, emissários de 
HaShem (D´us). Teremos uma ideia do que é possível fazer com o mapa cabalístico no sentido 
de transformar a nossa visão em relação aos acontecimentos pelo qual passamos e também, 
como podemos aprender com essas situações e corrigir alguma coisa em nós em direção ao 
bem estar, à felicidade. 
 
Análise do Mapa Cabalístico 
 
 ​Elementos predominantes: Ar – Água 
 
 
Pessoas com esses elementos da natureza predominantes em seu mapa são 
criativas e imaginativas. Os artistas de todas ás áreas são capazes de 
vizualizar outras realidades e outros mundos. A pessoa é sensível, emotiva e 
consegue ter empatia com todos à sua volta. O dono do mapa, tendo também 
planetas no elementos Terra, faz com que os aspectos negativos dessa 
configuração não sejam importantes, embora alguma dificuldade em lidar com 
aspectos práticos possam aparecer eventualmente. São características dessa 
configuração a gentileza, sensibilidade, bondade, doçura, generosidade e 
sociabilidade. 
 
Chochmá – Os planetas Júpiter(​♃​)​, Plutão(​♇​)​ e Marte (​♂​) 
O Planeta Júpiter​ ​(​♃​), ​no elemento Terra de Chochmá 
É um posicionamento muito feliz na Etz Chaim (Árvore da Vida). Em tudo que 
Júpiter toca provoca expansão, desenvolvimento, abrangência, amplitude. Por 
estar no elemento Terra, são minimizados os efeitos negativos, que é a falta de 
limites e a desordem. Com Júpiter na Sefirá da Sabedoria da Consciência 
Primordial, faz com que fortes atributos sejam características natas do dono do 
mapa: liderança, facilidade em aconselhar, altruismo, preocupação como bem 
estar do outro, compreensão, apesar de Mercurio estar na Sefirá de Guevurá, 
que denota imposição da opinião. A palavra chave para esse posicionamento é 
Liderança​, e mais especificamente nas esperas espiritual e religiosa. Possui um 
profundo autodomínio, diferente de contido, é uma verdadeira força de controlar 
seus impulsos. Entre suas preocupações principais está a de cuidar dos outros, 
de poder transmitir segurança e apóio, expressando com muita facilidade a 
tranquilidade de espírito. A criatividade e originalidade faz com que, quem tem 
Júpiter em Chochma, ter a capacidade de transitar por todas as áreas de 
atuação que envolvam grupos de pessoas, partes da sociedade, reunindo 
pessoas que se interessem pelo que o DM tem a dizer. Aconselhamento em 
grupos, liderança nas ideias, ensinar formas de conduta, ou através das 
próprias atitudes, ou através de ensinamentos. Como a liderança e o 
auto-controle são as chaves desse posicionamento, são essas qualidades que 
o DM (dono do mapa) consegue transmitir como muita facilidade. Porém, se 
esse é um caminho de vida, aconselhar, é necessário que haja um estudo 
detalhado do método como irá fazer isso. Júpitar não propicia detalhes, mas 
abrangências, por isso, é preciso criar métodos, caminhos estudados de 
maneira específica, roteiros de desenvolvimento, planos de entendimento e 
principalmente estratégias de ação. 
 
O Planeta Plutão (​♇​) no elemento Ar da Sefirá de Chochamá 
Esse planeta, e em especial no elemento Ar, quando colocado na Sefirá de 
Chochmá, indica uma personalidade carismática e cativante. É o tipo da 
pessoa que se interessa por diversos assuntos, que tem uma mente profunda, 
aguçada e muito perspicaz. Em geral, são pessoas com o intelecto altamente 
desenvolvido, que dominam e têm muito poder sobre os aspectos mentais, em 
especial aqueles associados ao inconsciente: memória, criatividade, 
capacidade visual, senso crítico, pensamento abstrato. Novamente, nesse 
aspecto, por estar no elemento Ar, os aspectos negativos e perigosos não 
estão presentes em sua personalidade, apenas é necessário tomar cuidado 
com a tendencia de dominar as outras pessoas através da argumentação 
mental, e isso é bem amenizado pela característica de possuir um auto-controle 
acentuado, pelo posicionamento de Júpiter, também nessa Sefirá. 
 
A associação dos planetas Júpiter ​(​♃​) ​e Plutão ​(​♇​) ​na Sefirá de Chochmá 
A capacidade nata para a liderança e preocupação com o bem estar dos 
outros, associado com a capacidade de lidar com a mente profunda, os 
pensamentos incoscientes, e poder mental no relacionamento com grupos, o 
DM tem a facilidade, e se sente bem tendo essas atividades: orientação e 
treinamento de grupos, reuniões entre pessoas com um determinado objetivo, 
consultorias. O DM tem grande sucesso e realização pessoal na condução de 
grupos de pessoas. É a associação planetária de Gurús,líderes políticos, 
formadores de opinião, e com uma grande capacidade de desenvolver 
mecanismos para conduzir ideologicamente seus seguidores. 
 
Marte (​♂​) no elemento Ar da Sefirá de Chochmá 
Marte é um planeta energético. É o planetas das batalhas, das lutas pelo que 
acreditamos. Marte na Sefirá de energias sutis de Chochma poderiam provocar 
grande irritação, nervosismo e ansiedade se estivesse no elemento fogo. 
Porém com Marte no elemento Ar, indica uma pessoa com talento para lutar 
pelo que acredita sem o uso da força, mas com a argumentação, a intuição. 
Com essa posição o DM tem ideias que atingem as profundidades do ser, é 
obstinada, não muda facilmente de opinião e segue fiel ao seu modo de pensar 
e agir. A agressividade física está sublimada na forma de um guerreiro no plano 
das ideias, usando sua iniciativa de maneira sábia, de forma estratégica e sem 
impulsividade ou violência. 
 
Marte​ ​(​♂​), Plutão​ ​(​♇​) e Júpiter​ ​(​♃​) ​ocupando conjuntamente a Sefirá de 
Chochmá 
Considerando as explicações acima sobre os planetas Júpiter e Marte, vamos 
entender como funciona o planeta Plutão juntamente com a dupla mencionada 
na Sefirá de Chochmá. Analisamos Júpiter no elemento Terra e Marte no 
elemento Ar. É a capacidade de liderar grupos para alcançar objetivos em 
comum. Marte (que já analisamos) estando no elemento Ar da Sefirá, 
juntamente com Plutão vai acentuar as características intelectuais de desse 
planeta. Se Plutão caracteriza uma mente profunda ligada a ideias do 
inconsciente, Mercúrio propicia essa sabedoria nata na área consciente 
também, porém numa sabedoria de ideias abstratas. O DM tem a capacidade 
de lidar com assuntos transcendentes, do tipo inconscientes, conforme 
mencionado nas características de Plutão, mas também tem acesso e 
facilidade no mundo dos pensamentos abstratos e sabe expressá-los. Aqui 
cabe uma orientação. Como existem muitas energias conjugadas nessa Sefirá, 
as energias criativas do DM podem criar uma ecessiva ansiedade (saudável) 
para expressar tudo aquilo que tem em mente ou que está trabalhando. Para 
que a expressão de suas ideias possa fluir com tranquilidade, boa 
compreensão por quem o ouve, é necessário criar um método para que isso 
aconteça naturalmente: um curso de oratória seria muito bem aproveitado e 
com resultados extremamente úteis. 
 
Sol ( ) no elemento Ar na Sefirá de Bina 
Analisando de maneira isolada o Sol em Bina, o DM tende a ser uma pessoa 
racional, determinada, lógica e direta. Pode também indicar gosto por tudo que 
é cerebral, racional e intelectual, desde jogos até novas teorias científicas. Esse 
planeta em Biná, enfatiza os posicionamentos de Chochmá no que diz respeito 
a pensamentos com profundidade e abrangência. Como está no elemento Ar, o 
lado emotivo convive com o lado racional harmoniosamente. Porém, 
juntamente com o Sol em Biná, aparece também o planeta Urano. 
Urano (​♅ ​) no elemento Ar 
Vamos nos deter um pouco mais nesse planeta, pois explicará em muito o 
transito que o DM já está começando a passar no final desse ano (2016) e se 
prolongará por todo o ano de 2017. 
No livro “Astrologia, psicologia e os quatro elementos”, Stephen Arroyo estuda 
exaustivamente o significado do elemento Ar, elemento da Sefirá de DM, onde 
estão posicionados o Sol e Urano. 
Diz Arroyo,: 
“​...os signos de Ar focalizam suas energias em ideias específicas que ainda 
não se materializaram. Desse modo, embora os signos de Ar sejam 
frequentemente acusados de serem seguidores de sonhos sem valor prático, 
estão desempenhando um papel na realização da criação, no nível social mais 
amplo, pois suas ideias podem, eventualmente, afetar a vida de milhões de 
pessoas”. 
“​... tratam da “experiência na sua preocupação com as relações teóricas”. A 
ênfase sobre teoria e sobre conceitos, na vida das pessoas do signo de Ar, 
leva-as à decoberta de um modo de expressão mais compatível na arte, nas 
palavras e no pensamento abstrato”. 
O posicionamento de Urano e Sol na Sefirá de Biná atribui ao DM um 
entendimento mais prático e real com relação a esses assuntos, não deixando 
de ter também os fundamentos teóricos para a estruturação das ideias. 
“​Os signos de Ar são capazes de ter um ponto de vista imparcial a respeito da 
experiência imediada da vida cotidiana, o que lhes dá a possibilidade de ganhar 
objetividade e perspectiva e de abordar racionalmente tudo o que fazem. ... os 
signos de Ar ( no caso o signo onde o Sol está posicionado no mapa de DM, 
Libra) são os signos mais sociáveis de todos os signos, no sentido de poderem 
apreciar objetivamente os pensamentos das outras pessoas, mesmo que não 
concordem com eles. Porém, sentem-se ameaçados se as suas opiniões são 
ignoradas”. 
Sol e Urano estão no elemento AR, na Sefirá de Biná. Esse é o principal 
posicionamento de DM nesse ano de 2016 e para 2017, pois Urâno em trânsito 
formará uma quadratura (ângulo de 90º graus) com Sol e Urano natal. Portanto, 
essa região de Biná estará sendo extremamente estimulada durante o ano de 
2017 e grande parte do ano de 2018. O significado desse trânsito, como já dito, 
será visto depois da análise de Biná. 
Urano (​♅​) no elemento Ar na Sefirá de Biná 
Urano em Biná tem uma característica em comum com Urano em Chochmá, a 
originalidade, embora no primeiro caso, essa originalidade se manifeste mais 
racionalmente. É uma excelente colocação, mas que pode ser mal interpretada 
pelas outras pessoas. A pessoa com essa configuração tende a ser mais 
criativa, inovadora e cheia de novas ideias. É a pessoa com pretensão a 
cientista. Também pode se manifestar como a pessoa com necessidade de 
revolucionar alguma coisa: sua vida, sua família ou sua sociedade. Justamente 
por isso, a pessoa pode ser vista pelos outros como exêntrica, revolucionária, 
inconformada, etc. E há muito de verdade nisso. Se a pessoa não se atentar 
para isso, pode-se tornar melancólica e deprimida, sempre insatisfeita com o 
ambiente que a rodeia. É a pessoa que sempre estará procurando mudanças e 
coisas novas a serem feitas. Tudo depende de como toda essa energia será 
canalizada. A consciência de que isso pode ocorrer já fará o DM adotar uma 
outra atitude na sua forma de conduzir qualquer processo nessa fase, pois tem 
o seu Sol natal em conjunção (no mesmo lugar) que seu Urano natal. A todo 
esse mecaninismo que Sol e Urano engendra nas atividades do DM, soma-se a 
ele, tudo o que se falou do elemento AR. Uma preocupação, tanto ao nível das 
ideias como em sua aplicação prática, em atuar em prol da sociedade. 
Finalmente, vamos falar do trânsito de DM que estará acontecendo nesse ano 
de 2017 e prolongando-se até 2018. Não é o único trânsito acontecendo, 
porém é o que será mais sentido e provocará as maiores e mais importantes 
mudanças, apesar de já estar acontecendo. 
 
 ​Transito de Urano quadratura com o Sol natal 
 
Trânsito de Urano (​♅​) em Quadratura (90º) com Urano e Sol natais 
Descrição: Urano passando pelo signo de Áries ( ), transitando de 20º 34’ a 28º 
34’, até final de julho, e entrando num movimento aparante retrógrado até o 
final do ano voltando ao seu movimento progressivo até 29º nos ultimos meses 
de 2018 (é um transito de dois anos, geralmente abrangendo 6 meses antes, o 
ano inteiro e seis meses do próximo ano). O caminho de Urano em trânsito está 
marcado no zodíaco do mapa astral convencional. O Planeta Urâno está 
passando pela sua casa sete, casa dos relacionamentos e parcerias, em 
quadratura aos planetas Urano e Sol natais na casa quatro, casa do lar e da 
família. 
Significado do trânsito: 
1º.) Urano transitando pela casa VII 
Um planeta em trânsitos pelas casas natais é sentido quando algum aspecto 
importante acontece entre o planeta em transito e um planeta natal, que é o 
caso de DM. 
Urano em transito pela sétima casa sinaliza mudança na área dos 
relacionamentos, e muito obviamente, podemos querer o rompimento de 
alguma parceria ou sociedade. Um impulso como essenão aparece da noite 
para o dia. Provavelmente, vem ganhando força durante algum tempo. Durante 
esse transito (pela casa VII), não podemos mais conter com facilidade nossos 
resmungos e frustrações com relacionamentos insatisfatórios e é mais do que 
certo que esses sentimentos entrem em erupção e nos obriguem a agir. 
Poderemos querer terminar com relacionamentos completamente, esperando 
ou sabendo que há algo melhor esperando por nós “lá fora”. De uma forma ou 
de outra, acreditamos que nosso relacionamento não significa mais nada para 
nós o que significava antes. Aquela parte de nós que deseja agir na direção da 
mudança se sobrepõe, ganhando supremacia sobre nosso desejo de manter e 
preservar o que já temos e conhecemos. 
Em alguns casos, pode ser possível continuar com nosso parceiro e trabalhar 
no sentido de melhorar o relacionamento. Isso exigirá uma certa coragem: 
teremos que enfrentar a outra pessoa e dar vós a nossa inquietação ou 
frustração. Logicamente, cada caso é um caso diferente, um relacionamento 
depende muito de quem está sob controle da situação. 
Com Urano em trânsito pela casa VII, podemos precisar de mais espaço e 
liberdade para explorar quem somos, independente do relacionamento que 
temos. Esse trânsito pode trazer uma nova pessoa para nossa vida, que 
nos excita e desperta as paixões. Há algo de poderoso nesse encontro, como 
se já conhecêssemos antes a pessoa. Se mantivermos atualmente um 
relacionamento satisfatório, essa nova atração apresentará um dilema. 
Devemos manter o que já temos, ou devemos nos arriscar, abandonando o 
relacionamento atual, para ir atrás desse novo relacionamento? Se a nossa 
relação atual é instável e não gratificante, a pessoa nova aparecerá ser a 
resposta para nossos sonhos e funcionará como um catalizador que realizará 
mudanças necessárias. Tudo vai depender da consciência do DM em relação à 
vida para tomar as suas decisões numa fase como essa. 
2º.) Urano transitando pela casa VII em quadratura com o Sol natal na casa IV 
O planeta Urano demora cerca de 84 anos para completar uma volta ao redor 
do Sol. Urano demora um pouco mais de 17 horas para completar uma volta 
sobre si próprio. A inclinação do eixo de rotação do planeta Urano é de cerca 
de 98°, ou seja, o planeta gira “de lado” ou “tombado”, pois o eixo de rotação é 
quase paralelo ao plano da órbita. A rotação é considerada em sentido 
retrógrado; no Sistema Solar, para além de Úrano, apenas o planeta 
Vénus​ ​possui uma rotação em sentido retrógrado. 
Considerando o tempo que Urano demora para dar a volta em torno do sol, 84 
anos, Urano fica em cada signo, e em média, em cada casa por 7 anos. Assim, 
o próximo trânsito de Urano com o seu Sol natal será um trígono e ocorrerá em 
7 anos. O transito de Urano em trígono com o Sol é dos mais afortunados do 
zodíaco. Se fazemos tudo o que uma quadratura entre os dois planetas “pede”, 
em sete anos teremos a concretização de todos esforços dedicados aos 
nossos objetivos. 
Urano em quadratura com o Sol natal frequentemente traz conflitos. Se somos 
do tipo de pessoas que aprecia a excitação de mudança, esses trânsitos serão 
mais fáceis de se lidar. Mas se tememos o desconhecido ou o não-tentado, 
então os transitos em quadratura não serão confortáveis. O que não é o caso 
de DM, pois em seu mapa o Sol natal está em conjunção com o Urano natal, 
atribuindo uma característica arrojada à sua personalidade. 
Sentimentos de inquietação normalmente acompanham esses trânsitos. 
Podemos nos sentir aborrecidos pelas circunstâncias na nossa vida. 
Podemos querer culpar os outros pela nossa insatisfação, mas não 
necessariamente as pessoas em nossa volta que devem mudar, mas nós 
mesmos. Precisamos prestar atenção à parte de nós que está inquieta e 
insatisfeita, e abrir espaço em nossa vida para que aconteçam coisas novas. O 
eu central quer que mudemos nesse momento e, se negarmos essas 
inclinações, o mais provável é que atraiamos a ruptura que nos force a 
mudanças de fora para dentro (circunstâncias externas). 
O Sol é também o simbolo do pai, e os trânsitos Urano-Sol podem indicar 
mudança em nosso relacionamento com ele, principalmente nos trânsitos da 
quadratura, nessas fases se apresentem aspectos dificultosos tendendo a 
expor os problemas inerentes entre nós e o pai. 
Esse trânsito pode simbolizar também em descobrir o “pai dentro de nós”. A 
capacidade de assumir e dirigir nossas próprias vidas. Em vez de nos 
ajustamos ao que os outros querem, podemos nos descobrir exigindo que os 
outros se ajustem a nós. Os trânsitos de Sol-Urano são especialmente fortes 
para despertar os nossos próprios poderes e, se já não estão presentes o que 
vimos das capacidades mostradas no mapa cabalístico, esse é o momento de 
perceber que eles existem. 
Durante esse trânsito de Urano-Sol, que já pode estar acontecendo a alguns 
meses, podemos não ser a pessoa mais pacífica para se conviver. Ficamos 
excitáveis, “pilhados”, imprevisíveis e inquietos. Queremos remover o que 
sentimos estar nos sufocando e libertamo-nos das restrições pelas quais nos 
sujeitamos. As novas ideias estão borbulhando em nossas mentes, bem como 
a maneira de ver a vida. Se pudermos aceitar esse novo influxo de energia e 
fazer as mudanças necessárias da forma mais diplomática possível, esse 
transito significa um importante passo à frente no autodesenvolvimento. 
 
Essa foi a análise da Etz Chaim nas Sefirót de Chochmá e Biná e o trânsito no 
mapa convencional entre o planeta Urano em órbita, formando uma quadratura 
com o Sol natal. Agora veremos como acessar os Anjos, no caso de DM, para 
ajudar a passar pelo trânsito de dois anos e tirar alguma lição desse período 
em particular para seu auto-conhecimento e desenvolvimento. 
Iaz 
 
 
O Sol de DM está a 17 graus 21' 30'' no signo de Libra. Essa posição está relacionada com o 
40o. nome de D'us, Iaz, cujo Anjo recebeu o nome de Ieiazel. A pessoa nascida sob a 
influência do anjo Ieiazel é psiquicamente forte, capaz de se reeguer diante dos maiores 
obstáculos. Faz parte de sua missão ajudar a humanidade a libertar-se de suas angústias. O 
aspecto contrário relaciona-se à destrutividade e ao descontrole emocional. A conexão com 
esse Anjo ajuda na proteção contra o pânico, um estado de conexão com a Luz. Uma ótima 
maneira combater o pânico é inserir o compartilhar em sua vida. Ajudando alguém que precise, 
tira-o do curto-circuito, começando a receber a Luz novamente. Sua atitude perante a vida deve 
ser de compartilhar as coisas que domina para o bem estar das pessoas. 
 
O Salmo 88: vs. 14 - "Porém, eu a Ti, Senhor, tenho clamado, e pela manhã minha prece Te 
saudará" 
 
O contato com o Anjo 
 
É preciso que se conheça o aspecto do receptor relacionado ao Anjo, para ampliar a 
consciência sobre o tema e assim não esperar apenas uma solução mágica para a vida, se 
tornando protagonista desse processo. Entender a missão do Anjo que rege o momento de seu 
nascimento e associar essas forças aos seus estímulos de vida. 
 
A Meditação 
 
A visualização das letras do Anjo (Iaz) pode trazer muita Luz ao tema que traz para a vida da 
pessoa. Os Anjos habitam um plano extra-físico chamado Plano da Formação. É portanto, pela 
forma de suas letras, que se consegue maior proximidade com eles. A vocalização relacionada 
potencializa ainda mais a conexão. 
 
O Salmo 
 
A palavra possui grande poder de criar realidade. Por isso, para cada Anjo, há um versículo de 
um Salmo relacionado, que deve ser recitado em voz alta, no momento da conexão. 
 
A Ação 
 
Para cada Anjo é sugerida uma ação. Se experimentar realiza-la, torna o processo muito mais 
intenso. 
 
 
Tema livre: A previsão na Astrologia Cabalística 
 
 
Como já foi comentado num tema anterior, D´us restringiu ao homem a possibilidade de fazer 
previsões. Olhar o futuro, predizer acontecimentos. Isso é profecia e somente escolhidos tem 
esse dom. Porém, a astrologia foi dada a ser conhecida para que o ser humano tivesse um 
conhecimentode sua alma e de sua missão durante os retornos da alma à vida. Para que 
possamos fazer a nossa correção (Tikun), precisamos estar conscientes do nosso papel na 
vida. É claro que podemos fazer isso sem a ajuda da astrologia, mas, se a conhecemos, temos 
uma rota mais segura do que precisamos fazer, do que precisamos corrigir e do que 
precisamos aprender. A ilustração ao lado é a foto de um folha para o estudo dos trânsitos. 
Aparecem os planetas mais impostantes para esse estudo (de baixo para cima, Marte, Júpiter, 
Saturno Urano, Netuno e Plutão). Horizontalmente, estão marcadas as posições dos planetas 
nas constelações, isto é, o percusso de cada planeta através dos signos de janeiro até 
dezembro de 2017. Estão desenhados em vermelho os trânsitos, marcando o período que eles 
refletem o que acontece no "aqui em baixo". 
 
Na astrologia convencional (ou tradicional) as previsões são realizadas através dos trânsitos 
planetários. Trânsitos astrológicos são ângulos importantes (60, 90, ou 120 graus) entre o 
planeta que está em seu percurso normal hoje em sua órbita em relação a posição de outros 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/tema-livre-previsao-na-astrologia.html
 
planetas do nosso mapa astrológico natal, ou seja, os planetas na posição em que estavam na 
data do nascimento. Por exemplo. tenho Saturno a 21 graus e 56 minutos no signo de 
Sagitário. Os trânsitos importantes com esse Saturno natal no meu mapa (trânsitos com 
Saturno são sempre importantes), serão aqueles em que os planetas em suas órbitas atuais 
façam ângulos de 60, 90, ou 120 graus com esse meu Saturno natal, ou seja planetas que 
estejam passando por esse mesmo angulo (21 graus e 56 minutos) nos signos de Aquário (60 
graus), Peixes (90 graus) ou Áries (120 graus), ou então, nesse mesmo angulo (21 graus e 56 
minutos) em libra (60 graus), Virgem (90 graus) ou Leão (120 graus), serão trânsitos 
importantes a serem estudados. Esses trânsitos mostram as fases da vida pelas quais estamos 
passando. Pode-se fazer uma estimativa do futuro, mas será um tiro no escuro, pois as 
interpretações serão muito subjetivas e muito dependentes do que a pessoa escolhe como 
rumo para sua vida (o livre-arbítrio). 
 
No parágrafo anterior abordamos sobre trânsitos. Eles podem ser muito úteis para 
entendermos as fazes pelas quais passamos pela vida. São principalmente importantes e 
valiosos quando os estudamos no momento que estamos passando por eles. Quanto mais 
próximo da data presente olharmos para os trânsitos, mais eles serão valiosos para um 
autoconhecimento, para corrigir algo em nós, para entendermos alguma dificuldade pela qual 
estamos passando. Fiz meus mapas e de minha família durante os últimos 30 anos, sempre no 
final do ano e para analisar como seria o ano que estava entrando. Foram raras as vezes que 
os trânsitos não refletiram o que estava acontecendo, e essas vezes foram com trânsitos que 
eu pude compreender e evitar que afetassem negativamente. O s momentos mais marcantes 
da minha vida eu pude observar acontecendo no momento exato desses ângulos com meus 
planetas natais. 
 
Bom, e para a Astrologia Cabalística, é possível fazer essas avaliações? Existem trânsitos na 
Astrologia da Cabalá? Podemos fazer com o Mapa Astral Cabalístico o mesmo que fazemos 
com o Mapa Astral convencional? 
 
Sim, sem dúvida nenhuma. Porém, pela própria estrutura da Etz Chaim, que privilegia mais a 
estrutura de nossas almas, que facetas de nossas vidas, é difícil visualizar o transito. O mapa 
astral convencional é como uma ilustração do céu, o mapa da Cabalá é uma representação das 
forças de nossa alma. Porém, podemos identificar os trânsitos pelo mapa convencional e 
analisá-lo no mapa cabalístico. Por exemplo, se estou passando por um transito de Saturno em 
sua órbita atual fazendo um angulo de 120 graus com com meu Sol Natal (em gêmeos), isso é 
um trígono entre Saturno e Sol. Ao envés de analisar o que é isso no mapa convencional, 
podemos analisar no mapa cabalístico. Tenho que procurar onde o Sol (natal) aparece nas 
Sefirót e nos caminhos de minha Etz Chaim. A análise será muito mais aprofundada, 
verificando o que se passa em minha alma de acordo com o transico que está acontecendo. Na 
Cabalá tem uma frase que se repete muito: "Aqui em baixo como lá em cima". Analisar 
aspectos com o Tikum são particularmente ricos. Temos o significado do planeta na Sefirá e o 
significado do planeta em transito fazendo ângulos importantes com planetas nas diversas 
Sefirót de meu mapa cabalístico. Esses trânsitos mostram o que se passa com minha alma a 
nível intelectual e emocional, com o Tikun, Kiron e a Lilit. 
 
 
Pesquisa sobre identificação de Problemas mentais segundo o mapa 
cabalístico 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/pesquisa-sobre-identificacao-de.html
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/10/pesquisa-sobre-identificacao-de.html
 
 
Pesquisa aberta 
Identificação de problemas mentais pela astrologia cabalística 
 
A astrologia da cabala trás um mapa da alma, onde estão as raízes dos problemas mentais. Especialmente 
nas Sefirot no mundo intelectual de Séchel. 
Estou fazendo uma pesquisa, com objetivo de comprovação estatística, na identificação, com um elevado 
nível confiança na de problemas mentais e psíquicos, como alzaimer, depressão e ansiedade, pânico, 
neurose, fobia social, psicos​e e manias, inclusive a psicopatia. São doenças metabólicas que podem ser 
aliviadas e até controladas com medicação, com exceção do Alzheimer. Mesmo assim, a Etz Chaim trás 
caminhos para aliviar esses problemas, porém não é descartada a necessidade da medicação. Pessoas 
interessadas em ter um feedback sobre esse assunto no mapa de parentes, ou de seu próprio mapa podem 
enviar os dados por e-mail, não é necessário identificar de qual pessoa se refere. 
 
Os dados necessários para o cálculo do mapa cabalístico: 
Data de nascimento: dia/ mês/ ano de nascimento 
Local de nascimento: a cidade natal 
Se possível o horário de nascimento. 
 
Os planetas Marte, Saturno, Plutão, Mercúrio, se posicionados em determinados lugares da Etz Chaim, 
combinando com as letras dos caminhos e o elemento da Sefirá onde está posicionado, pode alertar para a 
presença ou potencial desenvolvimento dessas doenças. Juntamente com os dados, se tiver o problema 
mental, por favar indicar (opcional). 
 
E-mail para enviar os dados: gilberto.gerstler@gmail.com 
 
 
 
 
TEMA 14: Como descobrir o seu Anjo protetor - Meditação e Transformação 
 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/11/tema-14-como-descobrir-o-seu-anjo_86.html
 
Estamos estudando a Astrologia Cabalística. Foi falado, nas primeiras postagens, que a 
astrologia é uma maneira de entender a Cabalá através de uma metodologia que fica mais 
acessível para assimilar seus princípios e conceitos. Agora, é mais fácil entender como os 
Anjos, que vivem no mundo de Ietsirá, são um canal da luz de D´us. Estamos no mundo de 
Malchut, das coisas físicas e materiais, os outros mundos funcionam como filtros da intensa 
Luz do Criador e é necessário que emissários das Forças Cósmicas de Ên Sof tragam para 
nós a possibilidade de nos conectarmos a D´us. Com esses Anjos podemos obter a ajuda que 
precisamos no sentido de realizar a nossa missão na vida, através do Tikun, a correção que 
precisamos em nossas almas. 
Nessa postagem, vamos mostrar como encontrar o Anjo que ficou ligado a nós em nosso 
nascimento e que continuará sempre acompanhando. O anjo, o qual é destinado ser nosso 
protetor, é aquele responsável pela canalização das Forças Criativas necessárias para cumprir 
o nosso Tikun e podermos subir mais um degrau em direção ao nosso Criador. No final desta 
postagem estão colocadas tabelas de cada signo indicando os Anjos para cada cinco dias do 
signo, o nome correspondente entre os 72 dois nomes de D´us, o nome do Anjo com sua 
missão e o Salmo correspondente à missão do Anjo junto a nós. Se não quiser calcular o mapa 
astrológico para localizar seu anjo,basta encontrar seu signo e o dia de nascimento nas 
tabelas colocadas no final da postagem. 
 
Vamos tratar disso objetivamente. 
 
O roteiro para determinação do local onde o Anjo protetor está: 
 
1. Encontrar a posição do sol no momento de nosso nascimento. 
2. Utilizar uma tabela, que indica qual o Anjo que rege o posicionamento do Sol. A posição do 
Sol indica qual o nosso signo. O sol representa o nosso eu interior. 
3. Localizando a posição do Sol, do nome de D´us associada a essa posição e o Anjo 
emissário de HaShem (o Senhor), podemos utilizar as forças canalizadas pelo Anjo. 
4. Para cada Anjo existe um mantra, que é um versículo do Salmos. Além disso, cada Anjo tem 
a sua missão. Entendendo a missão do Anjo junto a nós, a recitação dos Salmos e a meditação 
com o nome de D´us, sentimos nossos caminhos se abrirem. Tudo fica mais leve. 
 
1. Encontrar a posição do Sol no momento de nosso posicionamento 
 
A maneira mais rápida para encontrar o ângulo no signo em que o Sol se encontrava no 
momento de nosso nascimento é com o cálculo do mapa astral convencional. 
 
Calculando o mapa natal é só procurar a posição do Sol. Uma segunda maneira, é consultado 
uma tabela, denominada Efemérides, que mostra a posição de todos os astros em cada ano, 
mês e momento. Isso dá um pouco de mão-de-obra. 
 
Vamos ver como calcular o mapa natal para saber a posição do Sol no momento em que 
nascemos. 
 
Na Internet tem vários sites que fornecem o serviço para o cálculo do mapa natal, o mapa 
astrológico de nascimento. Nesse mapa aparece as posições de todos os planetas na data de 
nosso nascimento. Nele iremos ter a posição do Sol. 
 
https://www.astro.com/ 
 
Nesse link vc acessa a pagina de uma das astrólogas mais conhecidas mundialmente. Nele 
existe um serviço gratuíto para cálculo do mapa astrológico natal convencional. 
 
 
 
 
Talvez seja necessário se cadastrar no site para utilizar os serviços. Tem muita coisa boa para 
ver nesse site. Na área marcada com um retângulo vermelho, selecionando na barra de 
ferramentas "Free Horoscopes" e clicando na opção "Natal Charts, Ascendant", será aberta 
uma páginas para dados. 
 
Abrirá uma página para que coloquemos os dados de nascimento: 
 
 
 
 
 
Nessa página aparecem os espaços para colocarmos os nossos dados de nascimento: nome 
(pode ser um apelido), sobrenome (opcional), sexo, data de nascimento (dia/mês/ano), horário 
de nascimento, país e cidade natal. Finalizando, clique em CONTINUE. 
 
Em seguida, o site calcula e apresenta na tela o mapa astrológico natal. 
 
 
 
 
 
No mapa calculado pelo site, aparecem muitas informações. Entre elas as posições de todos 
os planetas e astros na data de nosso nascimento. 
 
 
 
Nessa tabela encontramos todas as informações para construir o mapa cabalístico. Entre os 
astros, O Sol aparece em primeiro lugar. Mostra o ângulo do signo em que se encontrava o SOl 
na data e hora do nascimento. 
 
Na tabela podemos ver: 28Gem 40' 18'' 
 
Isso significa que, no momento do nascimento, o Sol estava a 20 graus 40 minutos e 18 
segundo da constelação de Gêmeos. Cada signo ocupa 30 graus dentro do circulo zodiacal de 
360 graus. Doze signos (30 graus cada um), são 360 graus os doze signos. 
 
Temos a posição do Sol no momento de nosso nascimento. Sou do signo de Gêmeos, e meu 
Sol estava a 28 graus 40 minutos e 18 segundos dentro do signo, quase no signo de Câncer. 
Aparece também o ascendente, na penúltima linha da tabela, AC 13 Leo 19'', ascendente em 
Leão. O nódulo lunar, na tabela True Node, mostra a posição de Tikun, que vai identificar em 
que signo está nosso Tikun (Correção). 
 
 
Agora é a etapa de procurar qual o Anjo que rege essa posição nas constelações (Mazalim, 
Mazal). Para isso basta consultar a tabela abaixo. Em cada tabela foram colocadas as 
informações referentes ao intervalo da data de nascimento, ao nome de D´us que corresponde 
a posição no signo, nome do Anjo, e o trecho nos Salmos que nos conectamos com nosso 
Anjo. 
 
Procure a tabela a qual se refere ao seu signo, localize a sua data de nascimento entre os 
intervalos de datas nas seis linhas da tabela. Nesta linha encontra-se o nome de D´us e seus 
respectivo Anjo que rege o período de seu nascimento. O Salmo é o mantra para ser repetido 
durante a meditação nas letras do nome de D´us. Cada meditação tem uma situação específica 
de ação. Numa outra lista será comentada. 
 
Na sequência vou terminar de completar as tabelas, dar o significado da missão de cada anjo e 
a forma de meditar com as palavras dos Salmos e o simbolo do nome de D´us para cada caso. 
 
Clique na tabela para aumentar. 
 
 
1. Signo de Áries 
 
 
 
2. Signo de Touro 
 
 
 
 
3. Signo de Gêmeos 
 
 
 
 
4. Signo de Câncer 
 
 
 
 
5. Signo de Leão 
 
 
 
 
6. Signo de Virgem 
 
 
 
 
7. Signo de Libra 
 
 
 
 
8. Signo de Escorpião 
 
 
 
 
9. Signo de Sagitário 
 
 
 
 
10. Signo de Capricórnio 
 
 
 
 
11. Signo de Aquário 
 
 
 
 
12. Signo de Peixes 
 
 
 
 
Folha para análise astrológica completa 
 
 
 
 
 
TEMA 15 - TIKUN - Nossas Vidas Passadas e a Nossa Missão Nessa Vida 
 
H"B 
 
​O Tikun pode ser localizado no 
mapa astrológico convencional. 
Tem o formato da letra grega ômega 
com um "T" interno. Nesse exemplo 
o Tikun está em Capricórnio e em 
conjunção com Urano. 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/11/tema-15-tikun-nossas-vidas-passadas-e.html
O Tikun, diferente de outros astros na astrologia, não é um ponto físico no céu. O Tikun é uma 
posição. É uma relação entre a Terra, o Sol e a Lua no momento de nosso nascimento. O 
Tikun, ou como denominado na astrologia convencional Nódulo Lunar Norte, reflete, como um 
espelho voltado para nós, qual é a nossa missão nessa vida. A essa altura, já não estamos 
mais falando de uma astrologia que lida com as várias facetas de nossa vida. Com as últimas 
postagens, entramos numa área mística da Cabalá, na qual tem lugar os Anjos, as Forças e 
Emanações Divinas, a meditação transcendental, os 72 nomes de Dus, a missão dos Anjos, 
etc. Estamos, agora, conversando sobre um assunto transcendental, nada podendo ser 
observado pela nossa experiência física, mas sim através das forças que perpassam nossas 
almas. Estamos falando das Emanações Divinas. O Tikun está configurado para mostrar as 
nossas experiências de vidas passadas e qual a correção (Tikun) que viemos fazer na presente 
existência. 
Não importa muito o que fomos, ou o que fizemos, mas sim o que nossa alma trás consigo, o 
que está enraizado em nossa alma tão profundamente que a acompanha depois de abandonar 
o corpo físico. A carga suficientemente grande para marcar a alma e acompanha-la para as 
encarnações posteriores. São forças tão intensas que determinam a evolução ou a involução 
da alma, é como uma marca feita a ferro em brasa em nossa carne. Acompanha durante a vida 
toda e por todos pode ser vista, como a marca que D´us fez na testa de Caim ao matar seu 
irmão. 
Estamos entrando em uma área onde é preciso ter muito cuidado para não banalizar o assunto, 
nem fazer disso algo sobrenatural e mágico. É real, observável, e tem o objetivo de ajudar-nos 
a desvencilhar de comportamentos e pensamentos inconscientes e prejudiciais. Apenas, por 
nossa alma ter sofrido marcas no passado, ou não, ou ter trazido para essa vida glórias 
alcançadas anteriormente. Por isso, vamos tratar desse assunto com seriedade, sem 
especulações, sem mistérios, sem crendices infundadas. 
 
Na astrologia convencional o Tikun é conhecido como Nódulos Lunares. ​Os Nódulos Lunares, 
também chamados de Cabeça e Cauda do Dragão, são pontos equinociais (pontos extremos), 
elementos de ligação entre a Terra, a Lua e o caminho aparente do Sol - a eclíptica, ou seja, a 
projeção do caminho do sol visto da Terra através das constelações. Permanecendo em cada 
signo durante 19 meses, seu movimento diário é de 3º de arco, ou seja, a cada dia 
movimenta-se três graus em cada signo. No Zodíaco os nódulos deslocam-se em sentido 
contrário aosluminares (sol e lua) e na interpretação de um mapa, simbolizam a ligação entre o 
presente e o futuro servindo como fonte de conhecimento. Os Nódulos Lunares são marcados 
pela intersecção entre a órbita da Lua e a eclíptica, e devido a uma desfasagem (inclinação) de 
aproximadamente 5º e 8’ existente entre ambos os percursos, do Sol e da Lua. Por causa 
dessa inclinação, dois pontos podem ser definidos entre as duas trajetórias (Sol e Lua), vistos 
da Terra. 
 
Uma interpretação pela astrologia convencional é uma leitura revelando as tendências 
inconscientes do indivíduo (nódulo sul), apontando também a direção para a qual ele deve 
crescer e desenvolver-se (nódulo norte). são também interpretadas como tendências marcadas 
pelo nódulo sul o que espontaneamente aflora no indivíduo na primeira metade da vida, assim 
como o nódulo norte indica a vocação ignorada que ele persegue, explicando as barreiras e 
obstáculos que o induzem a caminhar naquela direção. 
 
Na astrologia da Cabalá o Tikun representa, de um lado, as cargas espirituais de vidas 
passadas e de outro lado, qual a missão pela qual viemos para o mundo no sentido de corrigir 
essas cargas que acompanharam a alma. A alma não tem sua existência no mundo físico, logo 
essas cargas trazidas de vidas passadas são energias do bem ou do mal intrínsecas às 
características do que a alma pode carregar. Por isso, são energias muito sutis, porém de 
grande influência em nossas vidas. Assim, no Tikun, podemos identificar tendências e hábitos 
inatos que aprisionam o indivíduo e a necessidade de lutar contra tais tendências. É a 
correção. Em se tratando de fobias encontramos as razões destes medos extremos 
profundamente entranhados na alma, permanecendo como um resíduo mesmo quando o 
indivíduo nem se lembra conscientemente o por que de seus temores. 
 
O Tikun pode ser analisado conforme o signo que está posicionado, que na colocação da Etz 
Chaim, vai aparecer em algum caminho entre as Sefirót, em alguma Sefirá e num dos 
caminhos que representam os elementos (fogo, terra, ar e água). Na Sefirá, qual o nível de 
correção deve ser feito em relação às forças expansivas das Sefirót da coluna esquerda, ou 
sentimental, e as forças restritivas na coluna da esquerda, e se mental, emocional, sentimental 
ou de carácter físico. O Anjo atribuído ao posicionamento do Tikun vem como emissário para 
auxiliar a alcançar a sua Correção nessa vida. O trecho dos Salmos, o nome de D´us, e o 
ritual atribuído à pratica da meditação, irão dizer muito em que devemos melhorar e qual a 
direção correta devem voltar-se os nossos olhos. 
 
Ao longo dos temas das postagem iremos analisar esses posicionamentos e entender melhor o 
que devemos fazer para aproveitar essas informações que a Etz Chaim nos trás. É confortador 
saber a direção correta. Aquele caminho que vai nos preencher a alma e o espírito, fazendo 
com que sintamos ter cumprido a nossa missão designada por D´us. De uma certa forma, 
todos os posicionamentos dos planetas na nossa Etz Chaim, colocam as situações com as 
quais devemos lidar. Com isso, sabendo do percurso que devemos trilhar, podemos corrigir as 
facetas que nossas almas precisam para evoluírem. 
 
A literatura judaica é rica de textos extraordinários que nós levam a todo tipo de correção. O 
livro de Chaim Luzzatto, O Caminho dos Justos, é um texto que faz refletirmos sobre o caminho 
de luz. Outro livro extraordinário é Os Deveres do Coração, de Rabi Bachia. Textos mais 
recentes, como As Histórias do Rabi são particularmente inspiradoras. A volumosa obra de 
judeus relacionada ao auto-aperfeiçoamento é produto dessa concepção cabalista de Tikun. 
 
Alguns conceitos gerais relacionados ao Tikun nos signo, os quais iremos ver com mais 
profundidade nas próximas postagens: 
 
Tikun em Áries​ - a alma está aprendendo uma autoconsciência nos níveis mais elementares 
da ação, permitindo ao ser formar-se enquanto identidade definida, com posicionamentos que 
não foram assumidos em vidas passadas. 
 
Tikun em Touro​ - A Correção das pessoas com Tikun em Touro está relacionado com a 
necessidade de desenvolver uma atitude mais centrada com relação às perdas, rupturas ou 
separações. Trazem de vidas passadas as forças que impelem a alma fazer sentir traumas 
relacionados a isso. A diferença de duas pessoas que são educadas num mesmo ambiente 
familiar é a tendência que trazem como herança. Uma vai interpretar o pequeno mundo a sua 
volta de forma diferente por causa do Tikun e outros fatores do mapa. 
 
Tikun em Gêmeos​ - A posição desse Tikun está relacionado ao ajuste que precisa ser feito 
nos relacionamentos com as outras pessoas, que para cada pessoa o ajuste é singular, pois 
trouxe de vidas passadas forças que as compelem à selvageria e agressividade. 
 
Tikun em Câncer​ - As provações das pessoas com esse Tikun relacionam-se ao orgulho 
exagerado que trouxe de vidas passadas. A humildade, o senso de responsabilidade ética e a 
solidariedade serão constantemente testadas até que essa posição seja Corrigida, e tendo 
sucesso, vai galgar degraus em sua evolução. 
 
Apenas para exemplificar algumas posições do Tikun. Iremos estudar mais adiante o Tikun nos 
signos, nas Sefirót e nos 22 caminhos da Etz Chaim. 
 
 
 
 
TEMA 16 - A Criação do Mundo, D´us e os 72 Anjos 
 
Numa passagem da Bíblia (Torá), no livro de Gênesis (Bereshit), é relatado o sonho de Jacó. 
Estava deitado, apoiando a cabeça sobre uma pedra e teve um sonho. Nele via uma escada 
para o céu em que anjos desciam e subiam por ela. O texto da Torá menciona que a escada 
levava às portas do céu e que a escada tinha 72 degraus.​ ​Nesse sonho, Jacó, filho de Abraão, 
ouviu revelações de D´us. Nas revelações de D´us estavam as palavras sobre a descendência 
de Jacó e a terra prometida. 
Nessa passagem da Torá, nos versículos descrevendo o sonho, é a primeira vez que o 
nome inefável de D´us é mencionado, YHVH (Yod, Hei, Vav, Hei), traduzido como Jeová. A 
partir dessa passagem esse Nome de D´us é mencionado constantemente nas escrituras. A 
citação do nome inefável de D´us e a menção dos Anjos foi objeto de estudo de diversos 
cabalistas no período Talmúdico. O fato de YHVH ser mencionado pela primeira vez 
justamente quando Anjos são mencionados também pela primeira vez na Torá devia ter um 
motivo. 
 
O significado de YHVH na guemátria (um assunto da Cabalá tratando do valor das letras 
hebraicas). 
 
 
Este é o nome impronunciável que aparece na Torá e traduzido como Jeová (YHVH). 
 
 
A primeira letra​ é o Yod, tem valor ​10​. Pela Cabalá D´us criou primeiro as letras para depois 
criar as dez Forças da Criação. No primeiro versículo de Gêneses (Bereshit) aparece: "No 
princípio criou D´us os céus e a terra." Em hebraico está assim: "Bereshit Barach Heloim 
Et HaShamaim​ ​VeHetHaAretz". O verbo "​criou​" aparece antes do nome de D´us e a palavra 
"​céu​" em hebraico está no plural. Os cabalistas interpretam que Hên Sof (O Sem Fim) criou a 
D´us inicialmente. Depois de ter criado as letras, D´us pôde criar as 10 Emanações Criativas. 
As Sefirót. Com isso, foi criado o mundo da Emanação (Atzilut). 
As duas primeiras letras​ (Yod e Hei), têm o valor de ​15​ (10 +5). Nesse mundo estão as 
almas. É o mundo da criação, Beriah. Yah (como são lidas a duas letras juntas), é outro nome 
de D´us. 
As três primeiras letras​, Yod, Hei e Vav, somam ​21 ​(10+5+6). É o mundo da Formação 
(Ietsirá). Este nome de D´us Yachu foi objeto de muita especulação entre os cabalistas na 
permutação das letras associadas ao tetragrama YHVH, para alcançar níveis superiores de 
consciência. 
As quatro letras juntas​, Yod, Hei, Vav, Hei, somam ​26​ (10+5+6+5). É o mundo da Ação 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-16-criacao-do-mundo-dus-e-os-72.html
(Assyá). 
 
 
 
 
= 10 + 15 + 21 + 26 = 72 
 
 
 
Estamos vendo os 72 nomes de D´us em YHVH, os setenta e dois Anjos criados por D´us para 
manifestarem-se nos mundos mais densos e atuarem como emissários de Luz Divina. A cada 
mundocriado foi sendo adicionada uma nova letra e, a cada junção de letras, um novo plano 
espiritual mais denso, até o mundo de Assyá, o mundo físico. No plano intermediário D´us 
colocou os Anjos para que fossem os Emissários (Malachim) de suas Emanações , as 
Centelhas Divinas, e a essas centelhas podemos nos conectar através dos Anjos. 
 
 
TEMA 17 - Integrando as Partes - Etz Chaim, Astrologia, Anjos e Cabalá 
 
Até aqui vimos vários assuntos. Começamos a analisar as Sefirót (receptáculos) da Etz Chaim 
(Árvore da Vida), exemplificamos a astrologia cabalística com o mapa de Albert Einstein, 
falamos sobre o significado de algumas letras do alfabeto hebraico, mostramos a concepção 
dos Anjos no pensamento cabalístico e os posicionamos no sistema astrológico. Abordamos 
alguns aspectos da guemátria (estudo do valor das letras). Parece um emaranhado de 
pensamentos dispersos, mas foi necessário falar um pouco de tudo que faz parte do convívio 
com a dinâmica da Etz Chaim. Como em todo sistema de representações, nenhum de seus 
elementos podem ser vistos de forma isolada, correndo o risco de cair num entendimento 
fragmentado e dissociado. Todo sistema tem suas partes inteiramente correlacionadas e 
devem ser vistas na totalidade, as partes integradas numa interação de causa e efeito, com 
uma dinâmica retroativa, em que as partes são produto de seus próprios significados, trás o 
verdadeiro conhecimento. O conhecimento das causas de um fenômeno e como suas 
consequências agem na modificação de suas próprias causas. Aí está a grande contribuição de 
um sistema, e é a Astrologia Cabalistica que estamos tentando integrar para obter um 
conhecimento que pode causar as mudanças profundas em nossas vidas. 
 
Essa visão de um sistema é chamado de Pensamento Complexo, extensamente estudado por 
Edgar Morin, que ajuda muito a entender modelos sistêmicos, como é a Astrologia Cabalista. 
 
Um passar de olhos sobre a Etz Chaim com esse método em mente pode ser muito 
interessante e iluminador. 
 
A Etz Chaim é um modelo sistêmico onde está estruturado uma maneira de observamos todas 
as suas partes de uma forma integrada. As dez Sefirót são as energias criativas com as quais 
tudo no Universo foi criado. Tudo pode ser visto através desse sistema. Uma pessoa ou uma 
empresa. Do mais elevado e espiritual até o mais denso e físico. A Etz Chaim está estruturada 
para conhecer a essência do ser humano, a sua alma, ou uma organização, sua missão de 
existir. No livro de Shimon HaLevi ele explica como utilizar esse sistema para várias situações, 
a politica, a sociedade, um país, etc. A posição dos planetas na data de nosso nascimento são 
transferidas para a Etz e fica sendo a representação dos aspectos de nossa existência. Os 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-17-integrando-os-assuntos-etz.html
caminhos, com os signos e as letras hebraicas associados, fornecem o caminho por onde 
podemos trilhar, é nossa escolha, todos os caminhos dão num só lugar, o Ên Sof (O Sem Fim). 
Ao escolher um caminho estamos colocando em prática o livre-arbítrio, embora a Providência 
Divina sempre atuar no sentido de vivenciarmos o que é necessário para a evolução da alma. 
Os erros, as dificuldades, as decepções, as frustrações são causas do nosso Tikun, mas 
também por nossas escolhas. Todas as posições dos planetas, o Sol indicando o momento do 
nascimento, o regente de nosso Ascendente, todo o Cosmos no momento de nosso 
nascimento é mapeado na Etz Chaim e cada aspecto particular desse Cosmos tem associado 
a ele um Anjo. O emissário de D´us para a emanação de suas Forças com o objetivo de dar o 
Sopro Divino para sua Criação. A Criação só existe por D´us estar constantemente emanando 
suas Forças. Através dos Anjos essas forças são canalizadas para o que precisamos, seja para 
um auxílio, para um agradecimento, para um fortalecimento. Está em nós a atitude de ir de 
encontro ao que está disponível. 
 
A partir desse TEMA vamos começar a olhar para a Etz Chaim como um modelo sistêmico e 
tirar dele os que precisamos para conhecermo-nos melhor. 
 
No próximo post continuo a descrever as Sefirót, retomando a sequência que estava sendo 
dada no conhecimento de toda a estrutura da Etz Chaim. 
 
 
 
TEMA 18: Porque precisamos da Cabalá? O que ela pode nos oferecer? 
 
B"H 
Vivemos num momento de mudanças que nunca antes havia se apresentado aos seres 
humanos. A velocidade com que tudo muda, os valores de nossos filhos parecem não ter sido 
passados por nós, as pessoas correm, fogem, recolhem-se. Todos se protegem frente a tantas 
mudanças. Nas redes sociais encontramos pedidos de socorro, revestidos de sorrisos falsos ou 
maquiados. Já não temos a liberdade que tínhamos antes de poder expressar nossas opiniões 
sem que uma avalanche de "dedos apontando" nos fazem, internamente e disfarçadamente, 
nos sentirmos culpados ou então agredidos. Os conflitos entre as Nações multiplicam-se, o 
radicalismo religioso, camuflado, é justificativa para ataque covardes e insanos. A sociedade 
parece dissolver-se, sem aquela antiga sensação de estarmos numa comunidade atraídos 
pelos mesmos objetivos. O egoismo, egocentrismo nas relações pessoais, são tão constantes 
que o número de divórcios parece maior que o número de casamentos. A busca pela alma 
gêmea tornou-se uma ilusão. Todos querem desesperadamente o amor em meio a frustrações, 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-18-porque-precisamos-da-cabala-o.html
decepções, humilhações. Parecemos fadados a viver sós mesmo que entre muita gente. 
Nossos objetivos de vida já não comportam a paz, a tranquilidade, o bem estar, mas apenas o 
dinheiro no banco. Os valores mais elevados do espírito estão sendo esquecidos. 
 
Tudo isso nós já sabemos. O que não sabemos é que existe um ferramental para que 
possamos lidar com todos esses inconvenientes da vida. D´us não nos daria a vida se não nos 
desse uma maneira de vivê-la na mais plena condição de usufruí-la de uma forma completa e 
íntegra. 
 
Nas postagens anteriores nós pudemos ver algumas gotas desse mar de sabedoria que D´us 
revelou aos homens. Um instrumento de auto-análise para a correção que precisamos fazer em 
nossa vida para que tudo isso seja possível. 
 
A Cabalá é um sistema. Esse sistema tem como objetivo a elevação espiritual de nossas 
almas. Mas o que é exatamente elevar a alma para níveis mais altos? 
 
A elevação da alma é trazer a Luz de D´us (Or Elohim) para a alma. Isso obtêm-se através das 
nossas atitudes diante da vida. A elevação, Iluminação, se dá com a conscientização das 
verdades Divinas. A verdade que anima a vida espiritual. Acho que para todos nós é impossível 
pensar que, a complexidade do corpo, da natureza, do mundo, existem apenas para 
trabalharmos, sustentarmo-nos, tirar férias para depois acabar tudo. Não tem sentido. O 
objetivo verdadeiro da vida é enriquecer o lado espiritual, que é eterno, atemporal, e repleta da 
verdadeira felicidade. 
 
Temos um ferramental valioso para alcançar esse equilíbrio da alma e a satisfação na vida. 
Com a conscientização do que somos, de nossa missão, do que precisamos realizar para 
alcançar esse equilibro, já é o suficiente para sentirmos que estamos fazendo a coisa certa. 
 
A Cabalá, como já foi mencionado, tem alguns objetivos. Entre eles está o conhecimento da 
formação do Universo e o por quê ter sido assim, e o processo da criação do mundo no 
caminho da Iluminação. Num livro muito antigo, O Sefer Ietsirá (Livro da Formação), pela 
tradição escrito por Avraham (Abraão), estão todos os elementos para entender a criação e 
formulação de um sistema que culminou na Árvore da Vida e de todos os processos de análise 
da sua constituição. A Árvore da Vida (Etz Chaim) não é uma representação imutável, muito 
pelo contrário, é uma dinâmica de nossa vida refletido no Cosmos. O princípio desse sistema é 
de que as forças Divinas criaram tudo com uma mesma energia. Os céus, a terra, animais, o 
homem e o Universo, com as estrelas, os planetase seus movimentos. Em tudo está 
impregnado da Força Divina, assim, o que acontece na Terra pode ser visto refletido nos 
astros. Tudo está diante de nosso nariz, e que mesmo não podendo enxergar, o movimento 
cósmico nos mostra. Nesse modelo sistêmico complexo, podemos saber dos princípios pelos 
quais viemos para a vida, a nossa missão, as correções que precisam ser feitas, o que está 
reservado para nós, e ao mesmo tempo, a liberdade que temos de fazê-lo ou não: o 
livre-arbítrio. 
 
A Árvore da Vida (Etz Chaim) foi construída na forma como conhecemos hoje, pela 
interpretação que os cabalistas fizeram do Sefer Ietsirá. A única possibilidade do formato 
geométrico, de acordo com os dizeres nesse livro, é a que vemos hoje. Nela estão as letras 
que regem os signos (os signos, que são as contelações por onde caminha o sol visto da 
Terra), são mencionados nesse livro. Toda a estrutura, o significado, a dinâmica e a sua 
utilização já estava escrito há mais de 3.000 anos. Muitas coisas que só foram descobertas no 
século XX, no Sefer Ietsirá já era mencionado. 
 
Temos a vida para ser vivida, temos um mapa do percurso, temos o porque ser assim e o mais 
importante de tudo para que tudo isso. A certeza de que tudo o que acontece está sendo 
coordenado por uma Força. A Força das Emanações de D´us, que fogem a nossa 
 
compreensão, mas que são significadamente atuantes no dia-a-dia de nossas vidas. 
 
Começamos a estudar a Etz Chaim. Vimos as duas Sefirót, Chochmá e Bina. Vimos algumas 
letras, o Hei, o Shin. Vimos os elementos fundamentais da natureza, o fogo, terra, ar e água. 
Vimos como posicionar os planetas do sistema solar nessa estrutura da Etz Chaim, vimos 
como identificar os Anjos missionários da Ôr Helochim (Luz de D´us). Fizemos uma relação de 
todos os 72 Anjos, que derivam dos 72 nomes de Deus. De forma sintética, como conectarmos 
ao nosso Anjo para buscar forças na execução de nossa missão. Por último, vimos como a 
formação dos quatro mundos, Atsilut, Beriá, Ietsirá e Assiá, derivam do nome YHVH (Adonai), 
que aparece nas escrituras, quando são mencionados os Anjos de D´us. 
 
Temos, de uma forma integrada, todos os elementos constituintes da Etz Chaim para 
conhecermo-nos, saber sobre a nossa missão e correção nessa vida (Tikun), nossas 
características mais profundas, aquelas que acompanham nossas almas, o processo pelo qual 
podemos escolher o melhor caminho para alçar a alegria e o equilíbrio. Agora, a partir dessa 
postagem introdutória, vamos poder visualizar na Etz Chaim como um todo, qual o roteiro que 
nos foi preparado para seguir o que a Providência Divina nos reservou. Não precisamos criar 
conflitos, desavenças, dificuldades, atropelos, se entendermos o porquê das coisas serem da 
forma como se apresentam. 
 
Á partir de agora não veremos os elementos constitutivos desse mapa de forma isolada, mas 
utilizando todos os recursos nele disponíveis. Veremos a Etz Chaim inteira desenhada e 
descobrindo cada parte durante as postagens que usaremos para sua compreensão. Existe a 
maneira para descobrir a nossa alma gêmea, como enfrentar as dificuldades que se 
apresentam, pela conscientização, fazendo emergir da inconsciência cega e de escuridão, 
trazendo a Luz, recebendo as Emanações Divinas, as quais trazem o alívio para a alma, a 
tranquilidade serena da verdade, o bem-estar que o conhecimento dos processos da vida 
provocam no coração, a integração do intelecto com as emoções, desvendar os véus do 
mundos superiores para que essas Emanações cheguem até nós. Podemos experimentar os 
níveis alterados da consciência para o verdadeiro prazer da presença Divina e o prazer nas 
relações com as outras pessoas, nas relações sociais, afetivas, amorosas e familiares. 
Sabendo o porquê, como, para quê e as razões transcendentes que motivam as nossas vidas, 
podemos extrair do aqui e agora a realização plena de nossas almas. 
 
Convido você a caminhar comigo por esse percurso através de nossas almas. Venha junto 
comigo descobrir os segredos encrustados em nós mesmos, perceber a verdade que nos 
anima a alma, os segredos mais profundos que nos habitam e dão o sentido para a nossa 
essência. Vamos caminhar de mãos dadas por terrenos às vezes áridos, mas que nos trarão a 
certeza de estarmos indo na direção correta. 
 
Que o Senhor, D´us Todo Poderoso, nosso Criador, nos abençoe nessa caminhada e coloque 
em nossas mãos a possibilidade de conhecê-lo, de trazê-lo para nossos corações e 
experimentar o prazer da vida em Sua presença. 
 
Amêm 
 
 
 
TEMA 19 A - Construção e Analise do Mapa Cabalistico : João Carlos 
Martins 
 
Vamos dar inicio a uma análise completa de um mapa astrológico cabalístico. A ideia agora é 
passar por todas as etapas para a construção do mapa cabalístico, analisar e retirar todas as 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-19-construcao-e-analise-do-mapa.html
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-19-construcao-e-analise-do-mapa.html
informações úteis no sentido de deixar a vida mais rica, atuar na execução do Tikun, conhecer 
os Anjos que dão a proteção para áreas difíceis e os Anjos que nos acompanham desde o 
nascimento. O objetivo é utilizar esse conhecimento para tornar a vida mais leve, utilizar 
potenciais adormecidos, amenizar sofrimentos e trazer a LUZ DIVINA conscientemente para a 
vida do dia a dia. 
 
1. Cálculo do mapa astrológico convencional 
 
Abordamos no TEMA 14 como calcular o mapa astrológico. 
O site: www.astro.com.br -disponibiliza o cálculo gratuito do mapa, basta informar os dados de 
nascimento. Com o mapa calculado, utiliza-se as informações necessárias para montar o mapa 
cabalístico. Vamos utilizar duas tabelas desse mapa. Um deles, que trás os ângulos nos signos 
de todos os planetas e outros astros no momento de nosso nascimento. A outras tabela é da 
distribuição entre os elementos. Vamos construir e analisar o mapa de João Carlos Martins. 
Personalidade conhecida por todos, tanto pelo reconhecimento que alcançou como músico, 
como as dificuldades e superações por quais passou na vida e atualmente o esforço em atuar 
socialmente no comando de músicos carêntes. É regente da Orquestra Bachiana de novos 
talentos. 
 
 ​TABELA I 
 
2. Posicionamento dos Planetas 
 
Esta tabela mostra as posições de todos os planetas, o Tikun (ou como conhecido, Nódulo 
Lunar Norte), Kiron, A posição das casas astrológicas iremos utilizar para complementar alguns 
pontos do mapa cabalístico. A partir de agora, vamos nos referir ao Mapa Cabalístico com as 
iniciais MC e o mapa astrológico tradicional como MT. A leitura do posicionamento do planeta 
nesta tabela é pelo ângulo e signo em que está posicionado: 
Sol : 3Can 52'10'' - Isso significa, que no momento do nascimento de João Carlos Martins 
(JCM), o astro SOL estava a 3 graus, 52 minutos e 10 segundos, na constelação de Câncer. 
Cada uma das doze constelações por onde o caminhar do Sol é visto da Terra. A posição do 
Sol no instante do nascimento é que determina o signo da pessoa. As doze foram divididas 
exatamente em 30 graus, totalizando os 360 graus e dividido em três decanatos. O primeiro 
decanato de 0 a 9 graus, o segundo decanato de 10 a 19 graus e o terceiro decanato de 20 a 
29 graus. O trigêsimo grau é o grau zero da constelação seguinte. As 12 constelações 
representam os doze signos astrológicos. 
 
 ​TABELA II 
 
 
3. Transferência dos planetas para o mapa cabalístico 
 
Com as posições dos astros em mãos, basta consultar a tabela ao lado. Os doze signos 
representados por seus símbolos (abaixo uma tabela com os signos e seus símbolos. Os doze 
signos são classificados e três categorias: CADENTE, FIXO e MUTÁVEL. Essa é a grande 
diferença entre a astrologia convencional e a astrologia cabalística. Enquanto na convencional, 
o circulo do zodíaco mostra uma ilustração do céu no momento do nascimento, a cabalísta 
classifica os planetasem grupos para posicionar cada planeta nas Sefirot. As Sefirot 
CHOCHMÁ, BINÁ e CHESSED recebem os planetas dos signos Cardinais num intervalo de 
angulo definido. NETSACH , TIFERET e GUEVURÁ de signos Fixos, HOD, IETSIRÁ e 
MALCHUT de signos Mutáveis. As classificações e ângulos utilizados, faz com que cada 
planeta dentro do grupo represente um elemento natural: fogo, terra, ar e água. Esse formato 
de apresentação faz com que o mapa astral seja uma representação da personalidade 
humana, em vez de representar facetas da vida de alguém. 
 
 
Com a tabela das posições dos planetas em mão, vamos transferir os planetas do MT para o 
MC. Basta percorrer a lista dos planetas na TABELA I, verificar o signo e o angulo e procurar 
na tabela II , na coluna vertical o signo e na linha horizontal o ângulo. Por exemplo, a LUA, na 
TABELA I, mostra que está a 10Pei 35'37''. Procurando na TABELA II, o signo de peixes é o 
último da coluna vertical, o ângulo 10 graus 35' e 37'' é encontrado na segunda coluna, 
indicando 20 graus. Assim, a LUA será posicionada na Sefirá de Iessod. As colunas 
representam os intervalos dos decanatos. A primeira coluna, o primeiro decanato, de 0 a 9 
graus, o segundo decanato, de 10 a 19 graus e a terceira coluna o terceiro decanato, de 20 a 
29 graus. Dessa forma, transferimos todos os astros do MT para o MC, os 10 planetas, o Tikun 
(Nódulo Lunar) e Kiron. 
 
 
TABELA III - Símbolos dos Signos 
 
Cada Signo tem seu planeta regente. O signo de Gêmeos tem Mercúrio como planeta regente. 
Os planetas regentes também estão representados na TABALA II, bem como os elementos 
(fogo, terra, ar e água) de cada signo. 
No próximo post iremos mostrar a transferência de todos os astros do mapa convencional para 
o mapa cabalístico. 
Para a interpretação do mapa precisaremos ter os planetas posicionados nas Sefirót, saber em 
que signo estavam esses planetas e em que elemento o planeta pertencia. Essas informações 
estão todas na TABELA II. 
 
TEMA 19 B - Estrutura Psiquica e a Arvore da Vida 
 
 
Na psicanálise de Freud foi a primeira vez que se estudou sistematicamente o mecanismo 
psíquico da mente humana. Freud chamava a psicanálise de ciência da "alma". Não queremos 
aqui, adaptar as descobertas de Freud à Árvore da Vida (Etz Chaim), mas apenas identificar no 
processo dinâmico das Forças que animam a alma, alguns princípios defendidos pela 
psicanálise. Alguns princípios fundamentais da psicanálise explicam o mecanismo e a estrutura 
psíquica de nossa mente, da mesma forma que a Etz Chaim o faz através da astrologia.. Esses 
princípios servem para entendermos o nosso comportamento frente a vida. A astrologia 
cabalística tem o objetivo de mostrar uma estrutura de personalidade com a qual lidamos com 
as necessidades da alma. Vamos primeiro colocar alguns princípios defendidos pela 
psicanálise e em seguida tentar entender como isso se reflete no dinamismo com que a cabala 
os enxerga no sentido de lidar com as Forças da Emanação Divina. 
 
Três princípios importantes na psicanálise, e que lhe dão fundamentos, são os princípios da 
Estabilidade, da Inércia e da Integração do ego. Este tema está sendo escrito antes da análise 
do mapa cabalista de João Carlos Martins, para dar uma fundamentação mais rica nessa 
análise. 
 
 
I. ​Os Princípios Fundamentais da Psicanálise 
 
O princípio da Estabilidade 
 
As perturbações do equilíbrio psicológico surgem na forma de necessidades e desejos. 
Buscam a satisfação e são motivo do comportamento voluntário. Uma tendencia básica do 
organismo é manter essas tensões (necessidades e satisfações) num nível estável e 
equilibrado. A teoria psicanalítica do ego se apóia em que sua função é pôr em prática o 
princípio da estabilidade, que age de forma a manter o nível de excitação constante, 
equilibrando os esforços para satisfazer as necessidades. Para realizar isso, são excluídos ou 
reduzidos os estímulos externos, aliviando a pressão das necessidades, impulsos e desejos. 
 
O princípio da Inercia 
 
Os padrões de comportamento inadequados para a estabilidade do organismo são repetidos 
até que se tornem automáticos e sejam executados com um mínimo de esforço. Com a 
experimentação inicial, na tentativa e erro, o aprendizado acontece com a satisfação da 
necessidade despendendo um mínimo de energia. A inercia (ou economia) da energia se dá 
com a substituição dos ajustes que provocam maior esforço. ​A experimentação, juntamente 
com a repetição, faz o organismo encontrar formas de equilíbrio que dispendam menor 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-19-b-estrutura-psiquica-e-arvore.html
energia, ou que provoquem menores desgastes. ​O princípio da inércia impele o organismo 
a se apegar ao comportamento automático do passado, denominado por Freud de fixação. 
 
O princípio, ou função, de integração do ego. 
 
Essa função do ego, integração, depende da capacidade de aprender com experiências 
passadas, para abstrair e distinguir. A integração faz com que novos comportamentos se 
ajustem à novas necessidades, integrando adaptações que mantém o estado de equilíbrio do 
organismo. 
 
Assim, existe uma luta contínua entre a tendência do organismo de conservar os velhos 
padrões, dentro do princípio da inércia, e do desafio do crescimento e das novas circunstância, 
para que novos padrões sejam adotados. A capacidade integradora do ego é que determina o 
quanto a psique desenvolve uma consciência saudável da realidade. 
 
 
II. ​Os princípios astrológicos na construção da Etz Chaim 
 
 
Os signos obedecem duas grandes classificações. Triplicidades e Quadruplicidades. As 
triplicidades são signos classificados como Cardinais, fixos e Mutáveis. Quadruplicidades são 
signos dos elementos fogo, terra, ar e água. Essas classificações são para agrupar 
determinadas características semelhantes entre signos diferentes. 
 
Signos Cardiais são Áries, Câncer, Libra e Capricórnio. 
Signos Fixos são Touro, Leão, Escorpião e Aquário. 
Signos Mutáveis são Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes. 
 
As triplicidades, ou ritmos, agrupam esses signos por determinadas características em comum 
e os distingue através da quadruplicidade, pois cada signo de uma triplicidades (cardeal, fixo ou 
mutável) tem o elemento diferente dos demais signos de seu grupo. 
 
O Princípio dos Signos Cardinais 
 
Áries, Câncer, Libra e Capricórnio têm características em comum. São signos que dão um 
caráter para a personalidade de busca pelo novo. Pessoas com planetas com ênfase em 
signos cardinais manifestam a necessidade de movimento, atividades intensas e constantes, 
além de liderança, vontade e iniciativa. Esse impulso pela atividade intensa pode provocar um 
pouco de imprudência, sem uma correta avaliação de seus limites. Precisam fazer revoluções 
importantes na vida para não sentirem-se estagnados e insatisfeitos. Cada signo cardinal vai 
ter uma reação diferente a esses impulsos. Os elementos, fogo, terra, ar e água, vão dar a 
forma como isso se dá. 
 
O Princípio dos signos Fixos 
 
Escorpião, Touro, Aquário e Leão manifestam uma energia consolidada e estabelecida. São 
signos que demonstram segurança em seu modo de pensar, sem mudar de ideias pelo 
caminho. Existe um apego a esses pensamentos e sentem-se seguros com essa estabilidade. 
São preocupados em manter vínculos, cumprir promessas e compromissos à risca. Podem ter 
dificuldade em se adaptar a novas situações e com mudanças repentinas. Também nesses 
signos os elementos vão determinar a intensidade e forma dessas características. 
 
O Princípio dos signos Mutáveis 
 
Peixes, Virgem, Gêmeos e Sagitário estão sintonizados com as mudanças, a flexibilidade e 
maleabilidade, a capacidade de lidar com situações novas de maneira muito tranquila. São 
pessoas que se sentem à vontade com mudanças e se adaptam muito bem a elas. As 
características particulares de cada signo também são determinadas pelos elementos. 
 
 
III. ​Fluxo da energia através das SEFIRÓT na sequencia das triplicidades 
 
Na astrologiacabalística o objetivo é a evolução da alma, degraus da espiritualidade. Assim, as 
triplicidades são organizadas de forma diferente que na astrologia convencional. Como 
podemos observar na tabela do TEMA 19A, onde é mostrado como distribuir os planetas pela 
Etz Chaim, Chochmá, Biná e Chessed recebem os planetas de signos Cardinais, as Sefirót 
Guevurá, Tiferet e Nétsach, recebem os planetas de signos Fixos e Chod, Iessod e Malchut 
planetas de signos Mutáveis. O caminho pela Etz Chaim, então, é feito na sequência: Cardinal, 
Fixo, Mutável. Com isso, a alma, em seu intelecto, emoções e sentimentos e no mundo físico e 
real, têm uma sequencia própria de manifestação das atividades. Primeiro de iniciativa e busca 
por novos sentidos, segundo pela tendência a se fixar em comportamentos adaptados e 
terceiro, pela busca de novas situações na realidade. 
 
Esse fluxo de energia entre as Sefirót assemelha-se bastante com o modo de funcionar da 
psique, como vimos nos princípios da psicanálise. Não podia ser diferente, pois em ambos 
estamos falando da alma humana. O importante aqui é entender esse mecanismo. A 
semelhança do princípio da estabilidade com o ritmo Cardinal, o princípio da inércia com o 
ritmo Fixo (que Freud até denominou de fixação), e o princípio da integração com o ritmo 
Mutável. 
 
Uma coisa que devemos ter em mente, para a análise de um mapa astral cabalístico, é que 
não estamos tratando de facetas da vida externa. Não é analisado a forma de ganhar dinheiro, 
a maneira como nos comunicamos, o ambiente familiar da infância...,etc, mas sim, as 
características de nossa alma e a iluminação Divina que recebemos. Na primeira Sefirá, 
sabemos como é nossa relação com D´us e como sua Luz chega até nós. Na segunda, Biná, a 
nossa energia para entender as coisas externas, as intuições que nos vêm e como coordenar 
tudo isso para um entendimento sadio. A terceira, Héssed, como lidamos com o sentimento de 
doação, a misericórdia. A doação é referente a tudo em nossos aspectos mental e emocional. 
Como podemos ver é um mapa para encontramos nossas potencialidades, capacidades e 
defeitos que precisam ser corrigidos. A Árvore da Vida é um roteiro para a nossa integridade, a 
interação das nossas ações para as coisas que precisamos e como alcança-las. Uma maneira 
de ver os princípios da psicanálise é, e não poderia ser diferente, em colo equilibrar nossas 
forças e energias para ter uma vida, tanto do dia-a-dia como espiritual, equilibradas, sem 
excessos, sem desperdícios, sem fantasias fúteis, mas com a consciência na realidade plena, 
uma realidade que vai nos levar para um crescimento interno. 
 
 
TEMA 19 C - A Montagem do mapa cabalístico de João Carlos Martins 
 
Primeiro vamos exemplificar de forma objetiva como montar o mapa cabalístico. Tendo em 
mãos o mapa convencional, basta transpor as informações para o outro mapa. Duas tabelas 
são suficientes (acesse o TEMA 19A para mais detalhes). 
 
 ​TABELA I - POSIÇÃO DOS PLANETAS 
 
 
 
Vamos começar a transferir os planetas para a Etz Chaim: 1) para as Sefirót, 2) para as linhas 
horizontais dos elementos (fogo, terra, ar e água), 3) para os demais caminhos que ligam as 
Sefirót, que representam os signos. 
 
Na análise vamos verificar as partes da Etz carregadas (com mais de três planetas), as colunas 
verticais: a esquerda (severidade), a direita (compaixão), a coluna central (o equilíbrio, 
unidade), os mundos com maior número de planetas (Beryá, Ietsirá, Malchut), a configuração 
de cada Sefirá, com os planetas contidos, as relações com as outras Sefirót, e a divisão de 
cada Sefirá nos elementos água, terra, ar e água. 
 
Por enquanto, vamos nos preocupar em montar o mapa cabalístico, depois analisá-lo. 
 ​TABELA II 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-19-c-montagem-do-mapa-cabalistico.html
 
 
Construindo a Etz Chaim 
 
I. Transportar os planetas do mapa natal convencional para as Sefirót 
 
Na Tabela I temos as posições dos planetas no mapa de JCM. As últimas linhas mostram as 
posições do ascendente e das casas. Essas últimas informações não são utilizadas, pois são 
calculadas pelo movimento do Sol. No mapa cabalista o que conta é o movimento da Lua. 
 
Seguindo a ordem dos astros que aparecem na lista e procurando na Tabela II a posição 
correspondente na Sefirá: 
 
1. SOL 3Can 52'10'' - Sefirá de Chochmá 
 
Na Tabela II, procuramos o signo de Câncer. É o segundo signo da tabela. O signo é do ritmo 
Cardinal e é do elemento fogo. O SOL está a 3 graus e 52 minutos e 10 segundos no signo. 
Procurando na coluna corresponde vemos o intervalo de 0 graus a 9 graus, o astro SOL deve 
ser colocado na Sefirá de Chochmá. 
 
2. Lua 10Pei 35'37'' - Sefirá de Iessod 
 
Procurando o signo de Peixes, é o último da tabela. O signo é do ritmo Mutável e do elemento 
água . A Lua está a 10 graus de Peixes, 35 minutos e 37 segundosdentro do signo. Na coluna 
correspondente das Sefirót, de 10 a 19, encontramos Iessód. 
 
3. Mercúrio 29Can 8'48'' - Sefirá de Chochmá 
 
Procurando o signo de Câncer, segundo da tabela. O signo é do ritmo Cardinal e do elemento 
água. Mercúrio está a 10 graus de Peixes, 35 minutos e 37 segundos dentro do signo. Na 
coluna correspondente das Sefirót, de 20 a 29, encontramos Chochmá. 
 
4. Vênus 5Can 51'27'' - Sefirá de Chochmá 
 
Segundo da Tabela, o signo de Câncer é do ritmo Cardinal e do elemento água. Vênus está a 5 
graus, 51 minutos e 27 segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 0 a 9 graus, 
encontramos a Sefirá de Chochmá. 
 
 
5. Marte 25Can 1'25'' - Sefirá de Chochmá 
 
Segundo da Tabela, o signo de Câncer é do ritmo Cardinal e do elemento água. Marte está a 
25 graus, 1 minutos e 25 segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus, 
encontramos a Sefirá de Chochmá. 
 
6. Júpiter 8Tou 24'58'' - Sefirá de Guevurá 
 
Quinto da Tabela, o signo de Touro é do ritmo Fixo e do elemento terra. Júpiter está a 8 graus, 
24' minutos e 58'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus, 
encontramos a Sefirá de Guevurá. 
 
 
7. Saturno 11Tor 35'3'' - Sefirá de Tiféret 
 
Quinto da Tabela, o signo de Touro é do ritmo Fixo e do elemento terra. Saturno está a 11 
graus, 35' minutos e 3'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 10 a 19 graus, 
encontramos a Sefirá de Tiféret. 
 
 
8. Urano 24Tou 22'56'' - Sefirá de Nétsach 
 
Quinto da Tabela, o signo de Touro é do ritmo Fixo e do elemento terra. Urano está a 24 graus, 
22' minutos e 56'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus, 
encontramos a Sefirá de Nétsach. 
 
 
9. Netuno 22Vir 51'29'' - Sefirá de Malchut 
 
Décimo da Tabela, o signo de Virgem é do ritmo Mutável e do elemento terra. Urano está a 22 
graus, 51' minutos e 29'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 graus, 
encontramos a Sefirá de Malchut. 
 
 
10. Plutão 1Lea 39'40'' - Sefirá de Guevurá 
 
Sexta da Tabela, o signo de Leão é do ritmo Fixo e do elemento fogo. Plutão está a 1 graus, 
39' minutos e 40'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 0 a 9 graus, 
encontramos a Sefirá de Guevurá. 
 
 
11. Tikum 16Lib 32'27'' - Sefirá de Biná 
 
Terceiro da Tabela, o signo de Libra é do ritmo Cardinal e do elemento Ar. Tikun está a 16 
graus, 32' minutos e 40'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 10 a 19 graus, 
encontramos a Sefirá de Biná. 
 
 
12. Kiron 20Can 24'0'' - Sefirá de Chochmá 
 
Segundo da Tabela, o signo de Câncer é do ritmo Cardinal e do elemento Àgua. Kiron está a 
20 graus, 24' minutos e 0'' segundos dentro do signo. Nas colunas das Sefirót, de 20 a 29 
graus, encontramos a Sefirá de Chochmá. 
 
 
Comparação entre o mapa astrológico convencional e cabalístico 
 
 
 
 
Nos próximos temas vamos analisar o mapa cabalístico de João Carlos Martins, detalhandoo 
significado de cada Sefirá, o significado dos planetas contidos nelas e aspectos da formação da 
Etz Chaim. 
 
 
 
TEMA 20 - Aprofundando um pouco mais sobre a Cabala 
 
No TEMA anterior, vimos como montar o mapa cabalístico à partir de um mapa astrológico 
tradicional. Vimos que sua estrutura muda radicalmente. Isso pode ser explicado. Há dois mil 
anos atrás, quem financiava os estudos da astrologias eram os reis. Queriam saber sobre o 
seu reinado, a riqueza, o povo. Interessava os acontecimentos externos. Não era preocupação 
saber sobre si mesmo. Todo o conhecimento astrológico caminhou para aqueles objetivos. Não 
é de se admirar que o mapa que reflete os acontecimentos externos não tenha nada a ver com 
o mapa que reflete as raízes do mais profundo de nossa alma. 
 
Um roteiro para a análise de um mapa cabalístico precisa começar pelas análises mais amplas 
e abrangentes e aos poucos refinando a pesquisa para os aspectos mais particulares. A 
distribuição dos planetas entre as três colunas na Etz Chaim vai diferenciar a tendencia com 
relação ao dar e receber, um tema importante na Cabalá. Defini-se as coluna predominante 
pelo número de planetas em cada coluna. A Coluna da direita, a coluna de Hessed, vai mostrar 
uma tendencia em ser mais expansivo, doador e compartilhador, enquanto a coluna da 
esquerda, a coluna de Din, representa o lado que recebe, que foca, que decide, mas restringe. 
A linha do meio, a coluna de Rachamim, representa o nosso lado físico, aquilo que pode ser 
observado, e equilibra as nossas necessidades correspondentes às colunas da direita e 
esquerda. É a colula que liga Keter a Malchut, unindo todos os quatro mundos. Os efeitos são 
distinguidos no mundo físico, porém a fonte da alimentação de energias são o intelecto, os 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2016/12/tema-20-aprofundando-um-pouco-mais.html
sentimentos e as emoções. 
 
I. A distribuição dos planetas pelas colunas da Etz Chaim de João Carlos Martins: 
 
A coluna que recebe o maior número de planetas é a coluna da direita, Héssed. Isso mostra 
que a personalidade, e mais do que isso, a propensão interna é de doação, da iniciativa, do 
empreendedor. É o lado sentimental, das possibilidades infinitas e expansivas. É a coluna onde 
encontramos as respostas, de onde os recursos próprios são extraídos. Essa coluna mostra 
que na vida interior não é predominante o tempo e o espaço. Sempre é possível realizar. Não 
há impedimentos, os obstáculos são minimizados. Entre as características que dão as forças 
para os planetas que a ocupam não estão as limitações. Tudo sempre é visto como uma 
realização possível, inundado de otimismo e força para realização. Não há limites ou fronteiras 
aonde que chegar. A coluna da direita está relacionada com o futuro e o elemento água, 
elemento predominante em seu mapa. 
 
A coluna central do mapa tem menos planetas, porém pelos planetas que a ocupam, acaba 
sendo uma coluna importante que espelha as necessidade internas. Nessa cluna está a Sefira 
de Tiferet, é a Sefirá que integra todas as demais e como veremos mais tarde, o significado do 
planeta Saturno nessa Sefirá é uma grande força integradora do ego, que vai interagir com 
todas as forças das demais Sefirót. 
 
A coluna da esquerda tem planetas suficientes para que não a torne uma faceta da 
personalidade com alguma fragilidade. Em particular, nessa coluna de Din, na Sefirá de Biná, 
estão os dois pontos que mostram a missão na vida atual. O Tikun e Kiron. Estão numa mesma 
Sefirá e num mesmo elemento. Isso mostra a grande importância da coluna de Din na 
configuração do mapa. 
 
 
II. A configuração global do mapa 
 
Comparando ao mapa astrológico convencional o mapa cabalístico vemos que é bem diferente. 
Os planetas estão mais espalhados, não tem áreas vazias, as colunas estão com potenciais 
importantes, os elementos predominantes são água e terra. Os ritmos preenchidos com 
planetas, cardinal, fixo e mutável por toda a extensão do mapa. 
 
Os elementos predominantes: água - terra 
 
Esses elementos podem fluir muito bem juntos e se completam. Os planetas que 
posicionam-se nos elementos terra são complementares aos que caem no elemento água. O 
aspecto prático do elemento terra dá sustentação aos planetas em água que se ligam ao 
sentimento e emoção. Essa associação de água e terra confere amabilidade, doçura e 
generosidade, ao mesmo tempo que atribui forças de realização e produção. Esse tipo de 
predominância nos elementos é típico de pessoas bem ajustadas, integradas, mas que pode 
ter dificuldades para lidar com inovações e mudanças muito significativas. Lidam extremamente 
bem com o mundo que estão acostumadas, mas não realizam grandes vôos de mudança no 
estado de vida que criaram. 
 
 
 
No post seguinte vamos analisar cada uma da Sefirot da Etz Chaim. Veremos o significado dos 
posicionamentos dos planetas de João Carlos Martins e uma comparação entre a estrutura da 
Árvore da Vida com a hipótese estrutural da psicanalise. 
 
 
 
TEMA 21 - Identificando a estrutura psíquica na Etz Chaim da Cabalá e 
analisando com profundidade o mapa cabalístico de João Carlos Martins 
Nesse tema nós estaremos publicando o conteúdo a cada parte desenvolvida, pois será um 
tema longo, integrando todos os assuntos vistos até aqui. Montamos o mapa astrológico 
cabalista de João Carlos Martins. Fizemos algumas análises globais do mapa. Ninguém melhor 
para ser analisado para entender as forças que nos animam. Onde está a força que temos para 
suportar e superar os obstáculos que a vida nos coloca. Não foi por acaso que escolhemos o 
Maestro para identificar o potencial de realização que está armazenado em nossa alma. 
 
PARTE I 
 
Com essa postagem queremos estudar os aspectos das Forças Divinas que emanam de Or Ein 
Sof (Luz do Sem Fim), de acordo com a Cabalá, e em paralelo o que podemos utilizar da 
Teoria Psicanalista, para formar um raciocínio que nos leve a entender os processos que 
articulam-se em nossas mentes e na alma. 
Usaremos algumas definições básicas da Psicanálise (não somos conhecedores do assunto), 
colhidas de livros introdutórios sobre o assunto para fazer esse paralelismo. A intenção é ter 
duas vertentes discutindo sobre o mesmo assunto, reconhecendo os pontos em comum e os 
pontos divergentes. O objetivo é entender de onde podemos tirar o entendimento sobre a 
capacidade de nossa mente para mudar o que queremos, apesar de todo esforço psíquico que 
nosso inconsciente utiliza para dificultar essa busca. O assunto que iremos utilizar da 
Psicanálise é a hipótese estrutural do aparelho psiquico, o id, ego e superego, as funções de 
defesa do ego, e aplicar esse conhecimento na estrutura da Árvore da Vida. Os dois processos 
de pesquisa da alma nos darão algumas conclusões muito interessantes. Para podermos 
entender as ferramentas que vamos utilizar, será feita uma introdução sobre as teorias 
mencionadas, como identificar esse processo na dinâmica da Árvore da Vida e qual a razão de 
podemos utilizar esse paralelismo. 
Lembrando um pouco o que foi dito no último tema, descrevemos o formato da Etz Chaim, 
mencionando sobre as três colunas que a compõem, o significado de cada coluna e como isso 
explica algumas características internas e gerais de João Carlos Martins. 
Apenas um parêntesis, ao terminarmos a análise do mapa, com a discussão psicanalista e a 
análise cabalística, o material será entregue ao Maestro para que tenhamos um 
posicionamento pessoal sobre tudo o que estamos discutindo. Seu texto será colocado no blog. 
Será um encontro com o Maestro. 
Mapa Cabalístico de 
https://astrologiazohar.blogspot.com/2017/01/tema-21-identificando-estrutura.html
https://astrologiazohar.blogspot.com/2017/01/tema-21-identificando-estrutura.html
João Carlos Martins 
Esse é o mapa de JCM montado no formato da Etz Chaim. Na Sefira de Keter não é colocado 
nenhum planeta natal de JCM, porém seu regente é Netuno. Na Sefirá de Chochmá não se 
encontram planetas ou astros, porém Kirone o Tikun localizam-se nessa Sefirá. Preenchemos 
apenas as 10 Sefirót com os planetas na data de nascimento para tornar mais clara a 
visualização. Outras informações serão mencionadas no momento adequado. Também não 
utilizamos as divisões dos elementos nas Sefirót (fogo, terra, ar e água), para facilitar a análise. 
Vamos repetir sintética- mente o que foi analisado no última tema (Tema 20), para termos 
todas as informações nessa mesma postagem. 
 
 
 
 
PARTE II 
 
 
Na postagem anterior, TEMA 20, vimos o significado das três colunas na Etz Chaim. Esse ´s 
um conceito muito interessante, que vai dar sustentação para a identificação das instâncias do 
aparelho psíquico nas Sefirót da Árvore da Vida. 
 
No mapa de JCM a coluna que recebe o maior número de planetas é a coluna da direita, 
Héssed. Isso mostra que a personalidade é voltada para o exterior, e mais do que isso, a 
propensão interna é de doação, da iniciativa, do empreendedor. É o lado sentimental, das 
possibilidades infinitas e expansivas. É a coluna onde encontramos as respostas, de onde os 
recursos próprios são extraídos. Essa coluna mostra que na vida interior não é predominante o 
tempo e o espaço. Sempre é possível realizar. Não há impedimentos, os obstáculos são 
minimizados. Entre as características que dão as forças para os planetas que a ocupam não 
estão as limitações. Tudo sempre é visto como uma realização possível, inundado de otimismo 
e força para realização. Não há limites ou fronteiras aonde que chegar. A coluna da direita está 
relacionada com o futuro e o elemento água, elemento predominante em seu mapa. 
 
A coluna central do mapa tem menos planetas, porém pelos planetas que a ocupam, acaba 
sendo uma coluna importante que espelha as necessidade internas. Nessa coluna está a Sefirá 
de Tiferet, é a Sefirá que integra todas as demais e como veremos mais tarde, o significado do 
planeta Saturno nessa Sefirá é uma grande força integradora do ego, que vai interagir com 
todas as forças das demais Sefirót. 
 
A coluna da esquerda tem planetas suficientes para que não configure uma personalidade com 
fragilidades. Em particular, nessa coluna de Din, na Sefirá de Biná, estão os dois pontos que 
mostram a missão na vida atual. O Tikun e Kiron. Estão numa mesma Sefirá e num mesmo 
elemento. Isso mostra a grande importância da coluna de Din na configuração do mapa.

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