A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
13 pág.
Farmacologia

Pré-visualização | Página 4 de 6

resposta biológica ou similar à substância 
fisiológica. Os agonistas totais possuem elevada 
eficácia e podem evocar a resposta máxima do 
tecido. 
 
 
Já os agonistas parciais têm níveis intermediários 
de eficácia, ocorre uma resposta submáxima do 
tecido mesmo quando todos os receptores estão 
ocupados. 
 
Os receptores antagonistas agem como 
bloqueadores dos receptores e podem diminuir ou 
anular o efeito. 
Os antagonistas apresentam características físico-
químicas e estereoquímicas que lhes asseguram 
afinidade pelo receptor, mas não conseguem 
ativá-lo. Ao ocupar o receptor, eles bloqueiam o 
acesso do agonista, reduzindo desta forma os 
efeitos dos agonistas. Não provocam efeitos 
biológicos diretamente, ele modifica o processo 
fisiológico que é mantido pela ação do agonista. 
 
Sistema Colinérgico: Muscarínicos e 
Nicotínicos 
Um receptor colinérgico é uma proteína integral 
de membrana que gera uma resposta a partir de 
uma molécula de acetilcolina. Encontra-se 
principalmente nas terminações neuromusculares 
e tanto no SNC, como no periférico. 
 
Muscaríneos: Estão ligados à proteína G e são 
expressos nas sinapses terminais de todas as fibras 
pós-ganglionares parassimpáticas e de algumas 
fibras pós-ganglionares simpáticas, nos gânglios 
autônomos e no SNC. 
 
Nicotínicos: São canais iônicos regulados por 
ligantes, que estão concentrados pós- 
sinapticamente em numerosas sinapses 
excitatórias. 
 
Outro alvo farmacológico é a enzima 
acetilcolinesterase - AChE, responsável pela 
degradação da acetilcolina. 
A degradação da ACh é fundamental tanto para 
impedir a ativação indesejável de neurônios ou 
células musculares adjacentes, como também 
para assegurar o momento apropriado de 
sinalização na célula pós-sináptica. 
As enzimas colinesterases (AChE e a 
butirilcolinesterase - BuChE) são responsáveis pela 
degradação da acetilcolina. 
 
 
 
 
Unidade 4 - Farmacologia e Fitoterapia 
aplicada 
 
Fármacos e Fitoterápicos aplicados ao 
sistema digestório 
O sistema digestivo (SD) compreende órgãos ou 
estruturas que permitem que o alimento ingerido 
passe pelo processo de digestão, absorção e 
excreção. Uma vez absorvido, os nutrientes são 
transportados pela corrente sanguínea (sistema 
porta-hepático), onde serão utilizados pelos tecidos 
em crescimento ou para gerar energia. A porção 
intestinal do SD encontra-se em movimento quase 
que contínuo e exerce suas funções de forma 
involuntária. 
 
A finalidade da terapia aplicada ao TGI é: 
• restabelecer a mucosa; 
• melhorar a digestibilidade; 
• regular as enzimas digestivas; 
• facilitar o processo de digestão e absorção; 
• melhorar a imunidade intestinal. 
 
1) Substâncias Anti-Secretoras 
Indicada no tratamento da úlcera péptica por inibir 
indiretamente a secreção gástrica. Inibição do ácido 
clorídrico (HCl). 
 
- Cimetidina inibe o efeito da histamina, reduzindo 
a formação de HCl no estômago. Também pode ser 
utilizado para reduzir a dor gástrica (gastrite). 
 
- Ranitidina também inibe a secreção gástrica 
ácida. É utilizada para ajudar na cicatrização de 
ulceras pépticas e em condições associadas. 
 
Seu uso crônico pode diminuir a absorção de Vit 
B12, Ferro, Magnésio e Folato. 
 
2) Antiácidos 
São substâncias que neutralizam o pH de forma 
total ou parcial. 
 
- Bicarbonato de sódio, fármaco mais utilizado em 
caso de hiperatividade gástrica e pirose (azia). 
 
As desvantagens na utilização do bicarbonato de 
sódio como antiácido é devido a sua solubilidade. 
Como sua ação é muito rápida, a neutralização do 
ácido gástrico pode resultar em efeito rebote 
Excesso de alcalinidade no estômago pode fazer 
com que ocorra a inibição da ação da pepsina, uma 
vez que o ácido clorídrico é necessário para ativar 
esta enzima. Além disso, caso ocorra a absorção do 
bicarbonato de sódio pelo intestino, pode ocorrer 
um distúrbio no equilíbrio ácido-base sanguíneo 
(alcalose), que promove tensão sobre os rins e 
induzir, a longo prazo, insuficiência renal. 
 
3) Digestivos 
Drogas que facilitam a digestão gástrica. 
Nestes casos, podem ser usadas enzimas digestivas 
ou o próprio ácido clorídrico, que deve ser diluído 
em água, e administrado pela via oral, mas com 
auxílio de um canudo de vidro para proteger o 
esmalte dos dentes. 
 
4) Eméticos e Anti-eméticos 
Os eméticos são substâncias que produzem o 
vômito. São utilizadas quando se torna essencial o 
pronto esvaziamento gástrico. Os eméticos de ação 
central estimulam diretamente o centro do vômito 
no cérebro. 
Já os anti-eméticos são drogas que diminuem a 
náusea e o vômito. 
 
Fitoterápicos e sistema digestório 
Dispepsia - caracterizada por náusea, pressão 
epigástrica, flatulência e dor abdominal em 
espasmo, sendo a principal causa a deficiência de 
secreção de ácido gástrico, pancreática e bile. 
 
Quais são as plantas mais indicadas nesses casos? 
Angélica, alcachofra, gengibre, melissa canela, 
hortelã... 
Quando há presença de presença da bactéria H. 
pylori, o paciente deve receber antibioticoterapia. 
(Gengibre, camomila, aloe-vera) 
 
Fármacos e Fitoterápicos aplicados ao 
sistema cardiovascular 
 
Hipertensão arterial sistêmica 
Atualmente as estratégias usadas no controle da 
hipertensão arterial consistem em: redução do 
volume intravascular associado com vasodilatação 
(diuréticos); infraregulação do tônus simpático 
(antagonistas β, antagonistas α1, simpaticolíticos 
centrais); modulação do tônus do músculo liso 
vascular (bloqueadores dos canais de cálcio, 
ativadores dos canais de K+); e inibição dos 
reguladores neuro-humorais da circulação 
inibidores da ECA- Enzima Conversora de 
Angiotensina e antagonistas da AT1 (Bloqueadores 
do Receptor de Angiotensina). 
 
1) Diuréticos: 
Diminuem o volume intravascular através de um 
aumento na excreção renal de Na+ e H2O. 
 
Tiazídicos: Inicialmente, diminuem o volume 
intravascular que reduz a pressão arterial por 
diminuir o débito cardíaco. Os fármacos com essa 
ação incluem: Clorotiazida, Clortalidona, 
Hidroclorotiazida, Indapamida e Metolazona. 
Interação com nutrientes: 
Os alimentos podem diminuir a sua 
biodisponibilidade. A Hidroclorotiazida pode 
aumentar a excreção de Zinco e diminuir seus 
níveis séricos. Depleta ainda Sódio, Cloro, Potássio 
e Magnésio. 
 
Diuréticos de Alça: Promove uma acentuada 
diurese e promove uma ação anti-hipertensiva 
modesta, devido à ativação de respostas 
compensatórias envolvendo os reguladores neuro-
humorais do volume intravascular e da resistência 
vascular sistêmica. Dentre os fármacos com essa 
ação incluem: Ácido etacrínico, Bumetanida, 
Furosemida e Torsemida. 
Interação com nutrientes: 
Deve ser administrado junto com alimentos para 
diminuir a irritação gástrica. Depleta 
Zinco, Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio, Cloro e 
Vitamina B1. 
 
O uso contínuo de diuréticos pode elevar as 
concentrações sanguíneas de ácido úrico. 
 
Diuréticos poupadores de K+: são utilizados em 
associação com outros diuréticos, com a finalidade 
de atenuar ou de corrigir a caliurese (excreção de 
K+) induzida por fármaco e o consequente 
desenvolvimento de hipocalemia. 
Dentre os fármacos com essa ação incluem: 
Amilorida, Eplerenona, Espironolactona e 
Triantereno. 
Interação com nutrientes: 
Administrar junto com alimento favorece sua 
absorção e previne irritação gástrica. Depleta 
Sódio, Cloro e Magnésio, e aumenta concentração 
sérica de potássio. 
 
2) Infra-regulação do tônus simpático: 
Os agentes simpaticolíticos possuem dois 
mecanismos principais: redução da resistência 
vascular sistêmica e/ou redução do débito cardíaco 
e são os: Antagonistas dos Receptores β-
Adrenérgicos Antagonistas dos Receptores α-
Adrenérgicos e Agentes simpaticolíticos. 
 
Antagonistas dos Receptores β-Adrenérgicos: 
Agem reduzindo a frequência cardíaca, o volume 
sistólico e o débito cardíaco, o que contribui com o 
anti-hipertensivo