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História da Educação e da Pedagogia - Resumo dos Temas 1 ao 10

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Anhanguera Licenciatura Pedagogia – 3º Semestre 
Matéria: História da Educação e da Pedagogia 
Resumo dos Temas 1 ao 10 (dicas de estudo para prova) 
 
 
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 Tema 01: A Importância da História da Educação e da Pedagogia . 
Considerando que o indivíduo é resultado histórico de um intenso e eterno 
movimento de ações, interpretações e ressignificações, necessita-se reconstruir o 
passado. E isso é feito por meio de relato dos acontecimentos principais que 
resultaram em ações transformadoras dos indivíduos no tempo. Isso é importante 
para contextualizar e entender o panorama atual, enxergando1-o como resultado 
dessas transformações. 
Para Aranha (2006, p.19), cada geração assimila a herança cultural dos 
antepassados e estabelece projetos de mudança, ou seja, está inserida no tempo: o 
presente não se esgota na ação que realiza, mas adquire sentido pelo passado e pelo 
futuro desejado. E a Educação não é um fenômeno neutro, alheio a isso, uma vez que 
ela também sofre os efeitos da ideologia, cultura e política dos povos. As pessoas estão 
tão acostumadas com a “instituição escola” que, às vezes, se esquecem de que nem 
sempre ela existiu, muito menos apresentou o modelo que hoje se observa. 
Desta forma, a História da Educação também necessita ser reconstruída, 
estudada e interpretada, para que se possam entender as maneiras pelas quais os 
povos transmitem sua cultura, a criação das instituições escolares, as teorias que as 
orientam e norteiam. 
Concorda-se com Laurentino Gomes, autor do premiado livro 1808, quando 
ele afirma que é imprescindível “olhar o passado para construir o futuro. Só 
analisando a história do país é que conseguiremos desenvolver sua Educação”. 
O conhecimento oferecido pela História da Educação será útil para 
fundamentar a sua prática como educador, respaldando o seu fazer pedagógico. 
Poderá constituir um importante instrumento de transformação, conquistas e 
compromissos. Conhecimento é poder. Sem ele, todo o poder se perde, tornando-se 
vão. 
Assim, o objetivo da história é iluminar o passado para entender o presente e 
construir o futuro. Uma sociedade inculta, incapaz de estudar e analisar sua história, 
não consegue entender a si própria. Nesse caso, não está apta a construir o futuro de 
forma estruturada. 
Uma visão de curto prazo, que não leva em conta as lições do passado, conduz 
a soluções igualmente imediatistas. Os problemas brasileiros têm raízes profundas, 
que às vezes remontam há duzentos ou trezentos anos. Isso não significa que o Brasil 
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2 Anhanguera - Pedagogia – História da Educação e da Pedagogia 
esteja eternamente condenado a repetir os erros e vícios do passado. Um país pode 
evoluir e melhorar, mas antes é preciso entender a origem dos problemas. 
Nesse quadro, investir no estudo da História da Educação e da Pedagogia é 
absolutamente fundamental. Só uma sociedade culta e bem-educada consegue 
entender a própria história com seus defeitos e suas virtudes. 
O Estudo da História da Educação e da Pedagogia é algo abrangente e 
diversificado. Deve ser algo de grande interesse não só para os profissionais da área, 
mas para todos aqueles que se preocupam com as questões da Educação. 
Para evidenciar tal relevância, verificam-se inúmeros trabalhos e pesquisas 
científicas, na área, tentando, com sucesso, destacar a relevância da História da 
Educação para o debate e o encaminhamento da problemática atual. 
Ao fazer a defesa da importância da História da Educação, tomam-se 
emprestadas algumas considerações de Nóvoa, pesquisador português bastante 
conhecido no Brasil, quando ele destaca que: 
entre as contribuições expressivas desse campo de estudos, a história ajuda a 
cultivar um saudável ceticismo, mais do que necessário em um universo como o 
pedagógico, particularmente sensível aos modismos. Além disso, ampliando a 
memória e a experiência, alarga o leque de escolhas e de possibilidades pedagógicas e 
revela que a Educação não é um destino, mas uma construção social, que, de alguma 
forma, depende do nosso empenho. 
Apesar de tudo isso, a Educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à 
questão da qualidade. A avaliação, em todos os níveis de ensino, vem mostrando isso 
claramente. 
Acredita-se, então, ser ainda mais essencial buscar entender essas 
peculiaridades históricas de cada uma dessas fases de desenvolvimento da Educação. 
Somente assim as pessoas serão capazes de analisar criticamente e buscar 
intervenções eficazes no contexto atual. 
Na evolução da Educação brasileira, a próxima ruptura precisaria implantar 
um modelo que fosse único, que atendesse às necessidades da população e que fosse 
capaz de beneficiar todos os brasileiros. Mas, ressalta-se que, para dar conta disso, é 
necessário compreender o passado histórico da Educação, para buscar soluções, sem 
cometer os mesmos erros. 
 
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3 Anhanguera - Pedagogia – História da Educação e da Pedagogia 
 Tema 02: Comunidades Tribais . 
Quando se fala em Educação, logo vem a imagem da escola. Mas e nas 
comunidades tribais, onde não existia formalmente a instituição “Escola”, como esse 
processo acontecia? 
Segundo Aranha (2006), é bastante difícil descrever características gerais 
dessas sociedades, pois cada tribo possui suas crenças e tradições específicas, o que as 
tornam bastante particulares. O que é convergente é que, na maioria dessas 
sociedades, há uma predominância mítica muito grande. 
Com a Educação, nesse contexto, não é diferente. Nas comunidades tribais, as 
crianças aprendem imitando os gestos dos adultos nas atividades diárias e nas 
cerimônias dos rituais. Elas aprendem “para a vida e por meio da vida, sem que 
alguém esteja especialmente destinado à tarefa de ensinar”. (ARANHA, 2006, p. 35) 
Na rotina das aldeias tribais, o saber vai desde a confecção do arco e da flecha 
até o recitar das rezas sagradas aos deuses da tribo. Tudo o que se sabe e aprende é 
adquirido aos poucos, por meio de muitas e diferentes situações de trocas entre 
pessoas e suas crenças. 
As pessoas convivem umas com as outras e o saber flui pelos atos de quem 
“sabe e faz”, para quem “não sabe e aprende”. 
Nas leituras de trabalhos dos estudiosos da época, percebe-se que, mesmo 
quando os adultos encorajam e guiam os momentos e situações de aprendizagem de 
crianças e adolescentes, são raras as situações reservadas exclusivamente para o ato 
de ensinar. Nas aldeias dos grupos tribais mais simples, toda a relação entre a criança 
e a natureza, guiadas mais de longe ou mais de perto pela presença de adultos 
conhecedores, são situações de aprendizagem. A criança vê, entende, imita e aprende 
a sabedoria que existe no próprio gesto de fazer. São também situações de 
aprendizagem aquelas em que as pessoas do grupo trocam bens materiais entre si ou 
trocam serviços e significados: na turma de caçada, no barco de pesca, no canto da 
cozinha da palhoça, na lavoura familiar ou comunitária de mandioca, nos grupos de 
brincadeiras de meninos e meninas, nas cerimônias religiosas. (BRANDÃO, 1993, 
p.18) 
Durkhein (apud BRANDÃO, 1993) esclarece: Sob o regime tribal, a 
característica essencial da Educação reside no fato de ser difusa e administrada 
indistintamente por todos os elementos do clã. Não há mestres determinados, nem 
inspetores especiais para a formação da juventude: esses papéis são desempenhados 
por todos os anciãos e pelo conjunto das gerações anteriores. 
O saber da comunidade, (aquilo que todos conhecem de algum modo), o saber 
próprio dos homens e das mulheres, de crianças, adolescentes, jovens, adultos

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