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Resumo de Semiologia Básica

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Marcus Felipe O. B. Alencar – Medicina Unifaminas 
RESUMO - SEMIOLOGIA BÁSICA 
APARELHO RESPIRATÓRIO 
Frequência respiratória (normal: 16 a 20 irpm). 
TAQUIPNÉIA e BRADIPNÉIA. 
Podemos ter situações fisiológicas que leva a taquipneia: ansiedade, estresse, esforço físico. 
Podemos ter situações que levam a bradipneia: pcte com intoxicação digitálica, TCE. 
Tipos de movimentos respiratórios, os ritmos que denotam alguma situação específica: 
Ritmo de Kussmaul: é aquele que faz movimentos inspiratórios e expiratórios com curtos 
períodos de apneia, que é muito característico de cetoacidose diabética, ICC, intoxicação 
digitálica, TCE, Meningite (mais comum no ritmo de Biot). 
Ritmo de Cheyne-Stokes: é aquele que faz amplos movimentos respiratórios com longos 
períodos de apneia (o que diferencia Kussmaul de Cheyne-Stokes são os longos períodos de 
apneia no Cheyne-Stokes). 
Ritmo de Biot: é o ritmo totalmente anárquico, em que o pcte faz inspirações e expirações 
profundas, expiração curta, expiração com períodos pequenos ou grandes de apneia. É 
patognomônico de meningite. 
SONS PULMONARES (MURMÚRIO VESICULAR OU SONS CLAROS) E RUÍDOS ADVENTÍCIOS. 
Ruídos adventícios: 
 Roncos e sibilos: sons expiratórios. Dificuldade de jogar o som para fora (denota hiper-
reatividade brônquica). Na ausculta, ronco e sibilo localizado fala a favor de ingestão de corpo 
estranho, edema localizado ou CA broncogênico. 
 Ex: Na ausculta: 
▪ se tem sibilo difuso: asma, DPOC, bronquite. 
▪ se tem área localizada com sibilo: edema, corpo estranho ou CA 
broncogênico. 
 Estridor laríngeo: som inspiratório. Indica dificuldade de inspirar. Geralmente em pcte 
com edema de laringe, corpo estranho de laringe e CA de laringe. 
 Estertores: 
 Crepitantes: recrutamento alveolar. Ocorre no final da inspiração e início da 
expiração (tocar de cabelo). Característico de pneumonia em fase de resolução. 
 Bolhoso: Indica líquido na árvore traqueobrônquica. Característico de edema 
agudo de pulmão. Se tiver dúvida na ausculta, pede para o pcte tossir, pois quando é secreção 
ocorre a mobilização e melhora a ausculta. Quando é corpo estranho ou CA broncogênico, não 
melhora com a tosse. 
PERCUSSÃO 
Normal: som claro atimpânico. 
DPOC: timpanismo difuso 
Marcus Felipe O. B. Alencar – Medicina Unifaminas 
Pneumotórax: timpanismo localizado. 
Atelectasia, Pneumonia, Derrame Pleural: Murmúrio vesicular ausente e macicez. 
No RX de tórax: 
desvio de mediastino para o lado contralateral: PTX e derrame pleural 
desvio de mediastino para o mesmo lado: atelectasia 
APARELHO CARDIOVASCULAR: 
Definir o precórdio! 
Ângulo de Louis: manúbrio do esterno (2º EI) 
Foco pulmonar: 2º EIE 
Foco aórtico: 2º EID 
Foco aórtico acessório: 3º EIE 
Foco mitral: 5º EIE (ictus cordis) 
1ª BC: Fechamento da mitral e tricúspide (início da 
contração isométrica ventricular) TUM 
2º BC: Fechamento das semilunares (aórtica e pulmonar) TÁ 
3º BC: Final do enchimento rápido na diástole (aparece na insuficiência ventricular e mitral, 
estase hipercinética, gestação). Mais audível no foco mitral. 
4º BC: Contração atrial (reforço pré-sistólico). Ocorre antes de B1. 
TUM TA: NORMAL 
TUM TA RA: B3 
TU TUM TA: B4 
Ritmo de Galope: presença de B3 e/ou B4. Indica insuficiência ventricular. 
Sopro: é quando o fluxo sanguíneo deixa de ser laminar e passa a ser turbilhonar. 
• Sistólico de Ejeção: estenose aórtica ou pulmonar (mesosistólico) 
• Sistólico de regurgitação: insuficiência mitral ou tricúspide (holosistólico) 
• Diastólico de regurgitação: insuficiência aórtica ou pulmonar 
• Diastólico de enchimento rápido: Estenose mitral ou tricúspide. 
Sopro de Austin Flint: estenose mitral relativa a uma insuficiência aórtica na fase aguda. 
Sopro de Carey-Coombs: Sopro mesodiastólico curto, em ruflar, comum em valvulite mitral 
associada à febre reumática. 
ABDOME 
*Sempre examinar pcte pelo lado direito! 
Marcus Felipe O. B. Alencar – Medicina Unifaminas 
Inspeção – Palpação – Percussão – Ausculta 
Inspeção: 
 Tem cicatriz de alguma cirurgia? Tem brida? 
 Circulação colateral, protusão umbilical, hérnia inguinal, estrias claras ou 
avermelhadas (síndrome de Cushing), pelos, equimose periumbilical (pancreatite ou tubária 
rota) 
Palpação: 
 Superficial: sempre comparar um lado com o outro. Observar se tem tensão 
aumentada (processo inflamatório). 
 Profunda: observar os órgãos. 
Esplenomegalia: manobra de Mathieu 
Hepatomegalia: manobra de Lemos-torres 
Percussão: 
• Sinal de Jobert: timpanismo em hipocôndrio direito, característica de perfuração de 
vísceras ocas. 
• Manobra de Mathieu: palpação de fígado 
• Baço é impalpável no adulto. 
• Espaço de Traube: espaço virtual entre o diafragma, estômago e baço. Se encontra 
timpanismo: traube livre. 
• Fossa ilíaca direita: apendicite geralmente. 
• Fossa ilíaca esquerda: colo sigmoide, ovário e trompa esquerda, ureter esquerdo. 
• Manobra de Blumberg: descompressão brusca dolorosa. Patognomônico de peritonite. 
• Sinal de Lapinsky: compressão da fossa ilíaca direita e levanta o MID. Se positivo para 
dor: apendicite. 
• Sinal de Rovsing: manobra de deslocamento de ar. Patognomônico de apendicite. 
• Sinal de Murphy: colecistite aguda. Vesícula distendida e palpável com presença de 
dor. 
• Sinal de Courvoisier terrier: vesícula distendida e palpável na ausência de dor com 
icterícia. Característica de tumor de cabeça de pâncreas. 
Ausculta: 
 Ruídos Hidroaéreos (RHA): presente ou ausente / aumentado ou diminuído. 
 Diarréia: RHA aumentado 
 Pelviperitonite: RHA diminuído 
 
Toda dor em andar inferior abdominal em mulher: perguntar se tem corrimento (leucorreia) 
pois uma das coisas que muito simula abdome agudo é DIP. (necessário fazer toque retal e 
vaginal) 
 
Marcus Felipe O. B. Alencar – Medicina Unifaminas 
Temperatura axilar nos quadros abdominais: 
 Axilar Normal: 36 – 36,5°C 
 Bucal: é 0,4°C maior que a axilar 
 Retal: 0,6°C maior que a axilar 
Para saber se o pcte com dor abdominal tem processo infeccioso faz a medida da temperatura 
bucal e retal. Se a temperatura retal for mais de 1°C superior a axilar: dissociação axilo-retal 
de Lenander, característico de pelviperitonite.