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DIREITO ADMINISTRATIVO

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Administrativo 2º Bimestre 
 
Administrativo 12/08 
Bens Públicos 
Definição (art. 98 Código Civil): São bens públicos aqueles de domínio nacional 
pertencentes as pessoas jurídicas de direito público interno (união, estados, 
municípios, autarquias...), os demais bens que não os dessas pessoas, são 
considerados bens privados ou particulares. 
Classificação 
Quanto a titularidade: 
Federais – Pertence à União; 
Estaduais – Pertence aos Estados; 
Distritais – Pertence aos distritos; 
Municipais – Pertence aos Municípios. 
Quanto a destinação: 
Uso comum do povo: São bens destinados ao uso geral da coletividade (ruas, praças, 
mares, rios, ilhas, espaço aéreo) (há exceções), as vezes esses bens podem ser 
destinados a determinados grupos (ex: uma rua fechada para uso apenas dos 
moradores daquela rua) 
Uso especial: Estão atrelados/vinculados à prestação de serviço público ou 
cumprimento de função administrativa (ex: uma ambulância que está vinculada ao 
Hospital da Restauração), esses bens não podem ter uma destinação diferente, se 
uma ambulância somente é destinada ao HR, somente poderá ser utilizada lá. 
Dominical: Não estão atrelados/vinculados a serviço público (ex: imóvel do município 
de Olinda que é alugado a um particular) 
Quanto a disponibilidade: Possibilidade de alienação desses bens, os bens são por 
regra, inalienáveis, porém, há exceções. 
Indisponíveis por natureza: Os bens não podem ser alienados, eles não estão 
disponíveis. São os rios, as praças, os lagos... são os bens de uso comum do povo. 
Patrimoniais indisponíveis: Diferentemente dos anteriores, estes são aptos a serem 
alienados, no entanto, há um impedimento jurídico. Esses bens estão vinculados a um 
serviço público, como por exemplo, uma ambulância destinada a um hospital público, 
esses bens precisam ser desvinculados antes de serem vendidos. 
Patrimoniais disponíveis: Podem ser alienados porque não estão destinados a 
nenhuma finalidade pública. 
Da afetação: 
Definição: Também chamada de consagração, a afetação é a vinculação de bem 
público a serviço público ou ao cumprimento de função administrativa. (também 
chamado de atrelado) (exemplo: a ambulância atrelada ao Hospital da Restauração, 
está afetada ao Hospital da restauração). (os bens de uso especial, são assim 
chamados porque estão afetados) 
Diferença entre bens de uso especial e bens dominicais: É a afetação, eles têm a 
mesma natureza (móveis, imóveis, maquinário...), no entanto, se o bem não está 
afetado ele é bem dominical e se ele está afetado, ele é bem de uso especial. 
Constituição: A afetação é feita 1º por lei; 2º por ato administrativo, ou 3º por fato 
administrativo. 
Lei: ex: criação de autarquia por lei, nessa lei se destina um imóvel para que ocorra o 
funcionamento da autarquia, ou seja, esse imóvel foi afetado por lei. 
Ato administrativo: ex: chefe de repartição que possui como competência afetar 
determinados bens ao serviço público. Esse chefe pode, por ato administrativo, 
destinar a utilização de computadores para o uso dos servidores públicos de 
determinada repartição. 
Na lei e no ato, há formalidades. 
Fato administrativo: É uma forma de afetação tácita, é com o tempo, não exige ato 
formal. Ex: Prefeitura ocupa imóvel por muito tempo, em determinado período ela 
inaugura um posto de saúde naquele imóvel, sem formalidades. Com o tempo, esse 
imóvel será pertencente ao serviço público. Esse imóvel pode ser afetado pelo 
decorrer do tempo, por sentença judicial... 
Desafetação: Ocorre quando a afetação é desfeita. Para desafetação só existem 2 
hipóteses: lei ou ato administrativo, nunca por fato administrativo. No caso de por 
exemplo, houver interesse na venda do bem público, é necessário que antes ocorra a 
desafetação do bem. 
Características (garantias): 
Inalienabilidade: Não podem ser vendidos, salvo disposição de lei em contrário. 
Existem bens que não podem ser vendidos pela sua natureza (ruas, praças, rios...), 
mas existem outros bens que por sua natureza, podem ser alienados. Quando o bem 
público puder ser alienado (exceção) existem requisitos para que isso ocorra: 
- é necessário que haja autorização por lei, podendo essa lei ser específica (quando o 
bem é de grande porte) ou geral (quando os bens são de menor porte/valor 
econômico); 
- é necessário que haja desafetação, precisa que se desvincule o bem; 
- é necessária a pesquisa sobre o valor de mercado, ou seja, a avaliação do valor de 
mercado do bem, para que ele não seja vendido abaixo do preço de mercado; 
- é necessária licitação; 
Imprescritibilidade: O bens públicos não sofrem prescrição aquisitiva, significa que eles 
não são suscetíveis de usucapião, não podem ser usucapidos. 
Não onerabilidade: Os bens públicos não podem ser dados em garantia, ou seja, não 
podem ser dados em penhor ou hipoteca. 
Impenhorabilidade: Não podem ser penhorados, sendo assim, também não podem 
sofre nem arresto e nem sequestro. As execuções judiciais ocorrem com base nos 
precatórios. 
Aquisição de bens Públicos (adm. direta e indireta) (Qualquer bem móvel ou imóvel) 
Compra e Venda: Quando o poder público compra, através de contrato de compra e 
venda. 
Permuta: É a troca de bens, a adm. se desfaz de um bem por outro. 
Doação: A adm. recebe um bem de forma gratuita, mesmo que ela esteja recebendo é 
necessária autorização legislativa (precisa de lei). Isso ocorre em nome da moralidade 
e da probidade dos atos administrativos. 
Herança Jacente: É aquela que quando o de cujus falece sem deixar herdeiros, 
primeiro a herança se torna vacante e depois jacente. 
Usucapião: Quando o poder público ocupa de forma mansa e pacífica um bem de um 
particular e depois de cumpridos os requisitos, poderá adquirir o patrimônio. 
Desapropriação: É a tomada da propriedade de maneira forçosa, podendo ser 
indenizável ou não. 
Confisco: É forma de confisco, por exemplo, arrematação de produto apreendido. 
Arrecadação: (Arrecadação de imóvel abandonado) Ocorre quando o poder público 
verifica que existe um imóvel abandonado, ou seja, que não está sendo utilizado e não 
está tendo os impostos pagos. Se o imóvel for urbano, a competência é do Município e 
do DF e se o imóvel for rural a competência é da União. Primeiro o poder público abre 
procedimento administrativo e 3 anos depois no caso de falta de manifestação do 
dono, o poder público arrecada aquele bem. 
Resgate (aforamento): Ocorre quando a adm. toma de volta um imóvel objeto de 
aforamento (não é comum ocorrer), aqui a adm. readquire o domínio útil, porque 
tecnicamente o bem já é dela, ela já é proprietária. 
Adjudicação: (execução judicial) A adm. aqui é executante e escolhe receber o bem 
que foi para leilão como forma de pagamento de sua dívida. 
Dação em Pagamento: É forma de extinção das obrigações. Aqui o poder público 
quando é credor, pode aceitar a dação de algum objeto para pagamento da dívida em 
que ela é credora. 
Acessão Natural: Exemplo: Numa situação em que ocorre uma deslocação de terra e 
uma ilha se junta a um espaço de terra que pertence a união, a união está adquirindo 
patrimônio. 
Reversão: (Nos contratos de concessão) a reversão ocorre quando uma empresa 
privada faz contrato de concessão com o poder público, significa que após o término 
do contrato, os bens usados para prestação de serviço se revertem para o poder 
público, ou seja, tornam-se propriedade da administração e o particular é indenizado 
pelo valor dos bens. 
Alienação de bens públicos 
Venda: Precisa de lei autorizando, precisa haver a desafetação do bem, avaliação do 
bem e licitação, somente assim poderá ocorrer a venda. 
Permuta: também precisa seguir o procedimento acima. 
Doação: A administração precisa seguir o mesmo procedimento da venda. 
Retrocessão: Ocorre numa situação em que a adm. desapropria determinado imóvel e 
não dá a finalidade que disse que daria, o particular pode entrar com uma ação para 
ocorrer

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