A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
23 pág.
Apostila de protese parcial fixa

Pré-visualização | Página 1 de 7

Apostila 
de
PPF
Jaqueline Mafra Lazzari
1
INTRODUÇÃO À PRÓTESE PARCIAL FIXA
Introdução:
- A primeira prótese parcial fixa foi feita 2500 a.C, no Egito.
- Instrumentos rotatórios foram introduzidos para a confecção de prótese parcial fixa.
- O advento da alta rotação e dos materiais elastoméricos mudou radicalmente a sistemática do preparo. 
Conceito:
“A prótese dental é a ciência e a arte que proporciona substitutos adequados para as porções 
coronárias de um ou mais dentes naturais perdidos e também as partes circunvizinhas. Tem por finalidade 
restaurar a função mastigatória, forma, estética e conseqüentemente o conforto e a saúde do paciente.” 
( Zanetti, A.L. – 2006) 
A prótese se divide em:
1) Prótese fixa;
2) Prótese parcial removível;
3) Prótese total.
1) Prótese fixa
- Unitárias: cimentadas individualmente. (O paciente consegue passar o fio dental).
- Múltiplas: não são cimentadas individualmente. (O paciente não consegue passar o fio dental).
 2) Prótese parcial removível
Prótese que parcialmente substitui dentes perdidos. É importante por conseguir reabilitar o paciente. 
3) Prótese total
Prótese Parcial Fixa
“É um tipo de aparelho que não pode ser removido facilmente nem pelo paciente, nem mesmo pelo 
profissional, sem muitas vezes levá-lo à destruição.” (Tylman, S.O. – 1979)
“É um aparelho protético especializado que do ponto de vista de transmissão de esforços 
mastigatórios se classifica como um aparelho dento-suportado e fixo, porque a prótese uma vez cimentada 
nos elementos preparados do paciente não pode ser removida.” 
Componentes de uma prótese parcial fixa:
→ Retentor;
→ Pôntico;
→ Conector.
→ Retentor: é o elemento que será cimentado ao dente suporte.
→ Pôntico: é a parte que substitui o elemento ausente.
→ Conector: é a área que liga o pôntico ao retentor, pôntico com pôntico e retentor a retentor. Pode ser rígido 
ou semi- rígido (de encaixe, são usados quando sabemos que certa parte da prótese pode dar problemas no 
futuro, então colocamos um conector semi-rígido, que separa duas partes da prótese)
* Pilares: dente desgastado, o retentor fica em cima dele.
Indicação:
Está indicada para substituir, de modo geral, um ou mais dentes ausentes, consecutivos ou não, de um arco 
dental de um paciente adulto. 
Indicação e contra indicação:
Devem ser analisados e levados em consideração os fatores locais e sistêmicos de cada paciente. 
→ Fatores Gerais:
2
- Doenças sistêmicas;
- Fatores ortodônticos;
- Razões periodontais;
- Problemas fonéticos;
- Componentes psicológicos.
→ Fatores lo cais: 
- Condição coronária;
- Condição radicular;
- Condição periodontal;
- Condição endodôntica. 
→ Vantagens:
- Não apresenta aumento de volume coronário, facilitando a adaptação por parte do paciente.
- Transmite aos dentes suportes, forças funcionais que estimulam favoravelmente o periodonto de 
sustentação.
- Não há deslocamento na mastigação.
→Desvantagens:
- Desgaste acentuado dos dentes de suporte.
- Elevado custo entre material empregado e trabalho artesanal.
- Técnica de execução delicada. 
- Higienização trabalhosa. 
→ Etapas para a confecção da prótese parcial fixa:
1. Anamnese;
2. Modelo de estudo;
3. Exames radiográficos;
4. Montagem em A.S.A.
5. Planejamento;
6. Preparo e provisórios;
7. Moldagem;
8. Enceramento;
9. Fundição;
10. Aplicação da face estética;
11. Ajuste oclusal;
12. Cimentação provisória;
13. Cimentação definitiva. 
Princípios biomecânicos
Preparo dental:
“É uma das mais importantes etapas do tratamento protético e deve ser executada com meticulosa 
atenção nos detalhes e precisão em todas as faces, visando a proteção do complexo dentino polpa, 
periodonto, bons resultados estéticos aliados à uma correta oclusão, e ao mesmo tempo a maior longevidade 
possível.” ( Inque, R.T. – 2001) 
→ Princípios fundamentais dos preparos dentários da P.P.F.: 
1. Preservação da estrutura dental;
2. Biomecânica do preparo;
3. Eixo de inserção;
4. Formas de resistência e proteção;
5. Terminações marginais;
6. Localização da margem gengival dos preparos. 
1. Preservação da estrutura dental
→ Fundição (Tagert, W.H. – 1907)
3
→ Motores mecânicos e elétricos (12000 rpm , 1900 a 1940)
→ Brocas diamantadas (1930) Carbide (1947)
→ Canetas de alta rotação (10000 a 350000 rpm - 1950)
Preparos conservadores:
Quantidade de desgaste: amplo em superfície e raso ou profundo (menos extenso, mas profundo)
- Superfície
- Profundo
2. Biomecânica do preparo
→ Retenção
→ Estabilidade
(São duas coisas que o preparo deve ter)
→ Retenção: Resistência às forças de tração no sentido axial (é o formato do preparo que permite essa 
retenção)
- Retenção positiva (externa, como uma capa)
- Retenção negativa (não é externa, fica dentro do próprio dente. A base tem que ser maior)
• Fatores que influenciam a retenção:
- Extensão da área de atrito (quanto mais extenso mais retenção) (retenção = área de atrito)
- Conicidade das paredes axiais (quanto menor a conicidade maior a retenção)
*Se a área de atrito for pequena, para aumentar a retenção diminuímos a conicidade. O ideal seria paralelo, 
pois quanto mais paralelo maior o travamento, no entanto, temos que adicionar o cimento, fazendo com que o 
paralelismo não seja possível. Por este motivo uma boa conicidade é de 2,5º (na prática = 3º). Se o dente é 
alto podemos aumentar a conicidade, chegando a 10º.
* Para observar a expulsividade do preparo usamos o nosso olho diretor, através de uma visão monolocular 
(um olho)
→ Estabilidade: Resistência ao deslocamento frente às forças oblíquas. (estabilidade = área de travamento)
• Fatores que influenciam na estabilidade:
- Relação largura X altura = área de travamento
- Conicidade das paredes axiais
• Meios auxiliares de retenção e estabilidade: sulcos (V e P), caixas (M e D), orifícios (oclusal).
• Limitação do eixo de inserção: podemos fazer uma caixa para que a prótese não gire.
• Inclinação do sistema auxiliar de retenção: 3º
• Retenção e estabilidade em dentes anteriores.
• Expulsividade ideal do preparo. 
* Para ter um bom travamento a distância ab tem que ser menor que a distância ac, ou seja, a base tem que 
ser maior.
3. Eixo de inserção
→ Plano frontal: acompanha o eixo axial da coroa. 
• Arco superior: verticalizado
• Arco inferior: lingualizado 
→ Plano sagital: 
• Restaurações unitárias: média dos eixos das coroas contíguos aos dentes a serem preparados.
• Suportes de PPF
- Dentes suportes paralelos (paralelismo relativo)
- Com inclinações menores que 28º em relação ao plano oclusal (desgastar compensando essa inclinação, 
compensar no preparo).
4
- Com inclinações maiores que 28º em relação ao plano oclusal (Tem que ser feito o tratamento ortodôntico 
para diminuir essa inclinação e depois desgastar. Não posso fazer a inclinação chegar a zero com o aparelho 
ortodôntico porque o dente pode extrusionar). 
4. Formas de resistência e proteção
- Desgaste uniforme acompanhando a anatomia oclusal.
- Cúspide de suporte com desgaste maior e em 2 planos
- Ranhuras e degraus em restaurações parciais (para aumentar a resistência = recurso auxiliar de retenção)
* nunca fazer ângulos vivos, se fizer = fratura
5. Terminações marginais
Junta deslizante X Junta topo a topo
→ Junta topo a topo
- Angulação de 90º = ângulo arredondado, nunca vivo.
- Ombro ou degrau (usado em porcelana, se fosse feito com chanfro ocorre fratura)
- Chanfro grosso ou profundo (coroa cerâmica pura com cimento)
→ Junta deslizante
- Não tem angulação
- Lâmina de faca (coroa total metálica)
- Chanfro simples (coroas metálicas, “veneeer”, 4/5 – 4 faces preparadas, serve para manter uma face, 
normalmente a vestibular)
- Chanfro profundo biselado (coroas metalocerâmicas estéticas)
- Degrau biselado