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ATIVIDADE ACERCA DE Indenização e FGTS

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PLANO DE ESTUDOS DOMICILIARES - 
Atividade 2 
Nome do DISCENTE: Ana Larissa da Silva Santos Nº Matrícula: 1610330067 
Telefone para contato do DISCENTE: (77) 9 9145-3909 
E-mail para contato do DISCENTE: analarissassantos@gmail.com 
Curso: Direito Semestre letivo: 2020.1 Semestre cursado: 9º 
Disciplina: Direito do Trabalho II 
Docente Responsável: Ana Cláudia Nobre 
E-mail para contato do DOCENTE: anaclaudiafonzp@gmail.com 
Temática: Indenização e FGTS 
 
1- Qual a natureza jurídica do FGTS? 
 Pode-se dizer que o FGTS é uma contribuição social, já que tem que ser depositado na Caixa 
Econômica Federal, sendo utilizado para fins sociais do Estado. O Estado se utiliza dessa verba para a 
implementação de programas que favorecem a toda a comunidade, na qual se inclui o trabalhador. Diante 
dessa finalidade social, alguns doutrinadores afirmam que o FGTS é instituto de natureza multidimensional, 
complexa, que possui, no mínimo, uma tríplice função, por se tratar de obrigação compulsória, salário diferido 
e ainda ser uma contribuição social. 
2- O FGTS, criado em 66, passou a ser regime único somente com a Constituição de 1988. 
Explique o objetivo do regime fundiário. 
 No regime do FGTS, existe a relação empregatícia, vinculando empregado e empregador, sendo este 
obrigado a efetuar a depositar, até o dia 7 de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância 
correspondente a 8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, inclusive sobre o 13º salário (art. 15 
da Lei 8.036/90). Têm direito ao FGTS todos os empregados urbanos e rurais, sendo inclusos os 
trabalhadores avulsos e empregados domésticos (LC 150/2015). O art. 15, §2º da Lei 8.036/90, exclui do 
regime de FGTS os trabalhadores eventuais, autônomos e os servidores públicos civis e militares, sujeitos a 
regime jurídico próprio. 
3- De onde são os recursos do FGTS? 
 Após a extinção da estabilidade e com a criação da nova lei de FGTS criou-se um fundo de recursos, 
abastecido pelos empregadores, mediante o depósito de 8% incidentes sobre a remuneração do trabalhador, 
exigido ao longo da vigência do contrato. Independentemente da opção do empregado, o empregador tem 
obrigação de depositar o valor do FGTS em conta específica, em nome do trabalhador como “não optante”. 
4- De quem é a obrigação de recolher o FGTS? Quando são feitos os repasses à CEF? 
 O FGTS é obrigação do empregador, sem qualquer desconto do empregado. O repasse do FGTS 
deverá ser feito até o dia 7 do mês subsequente à prestação de serviço, na conta vinculada do empregado, 
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que é uma conta de guarda exclusiva da Caixa Econômica Federal, que tem essa custódia desde 1991. 
5- Cite 5 parcelas que sofrem incidência de FGTS e mais 5 que não sofrem incidência de FGTS. 
 Integram a remuneração, para efeito de incidência do FGTS, o salário-base do trabalhador, inclusive as 
prestações in natura, acrescido de todas as parcelas de caráter remuneratório: abono ou gratificação de 
férias, desde que excedente a 20 (vinte) dias do salário; adicionais de insalubridade, periculosidade e do 
trabalho noturno; adicional por tempo de serviço; adicional por transferência de local de trabalho ou função; 
aviso prévio, trabalhado ou indenizado. Não integram a remuneração, para efeito de recolhimento do FGTS, 
de acordo o §9º do art. 28 da Lei 8.212/1991: Os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, 
salvo o salário-maternidade; As ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da 
Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; A parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de 
alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 
14 de abril de 1976; as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; férias indenizatórias. 
6- Em quais situações o empregado pode movimentar a conta vinculada? Cite pelo menos dez 
possibilidades. 
 A conta do FGTS pode ser sacada nas seguintes situações: Demissão sem justa causa; Término do 
contrato por prazo determinado; Aposentadoria; Suspensão do trabalho avulso; Falecimento do trabalhador; 
Necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações 
que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de 
calamidade pública forem assim reconhecidos, por meio de portaria do governo federal; Ter o titular da conta 
vinculada idade igual ou superior a 70 anos; Quando o trabalhador ou seu dependente for portador do vírus 
HIV; Quando o trabalhador ou seu dependente for acometido de neoplasia maligna (câncer); Aquisição da 
casa própria. 
7- A multa de 40% sobre o FGTS é uma forma de proteção contra despedida arbitrária ou sem 
justa causa. Explique. 
 De acordo com o art. 18, §1º da lei 8.036/90, a dispensa injustificada e rescisão indireta será devido um 
acréscimo de 40% sobre a totalidade dos depósitos. O cálculo da multa rescisória considerará o valor atual 
corrigido, inclusive observando os valores que tenham sido eventualmente sacados pelo empregado, desde 
que no período do contrato de trabalho com aquele empregador (OJ 42, 1 da SDl-I do TST). A multa de 40% 
do FGTS tem como base de cálculo o saldo da conta vinculada na data do efetivo pagamento das verbas 
rescisórias, desconsiderada a projeção do aviso prévio indenizado, por ausência de previsão legal. 
8- Quando o empregado tem direito a receber a citada multa? E no caso de rescisão por comum 
acordo, como funciona a multa? 
 O empregado tem direito a receber a multa nos casos de rescisão sem justa causa ou nos casos de 
rescisão indireta. Apos a reforma trabalhista a multa nos casos de rescisões por comum acordo passou de 
40% para 20%.