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Unidade 4 - Criolipólise e Radiofrequência

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Eletrotermofototerapia
Material Teórico
Criolipólise e Radiofrequência
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Aline Azevedo Caniçais 
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Natalia Conti 
• Criolipólise;
• Radiofrequência.
• Proporcionar aos profi ssionais de estética um conhecimento mais amplo dos con-
ceitos, aplicabilidades e técnicas de aplicação desses tipos de terapias empregadas 
na estética;
• Trabalhar de forma correta e segura, além de equipamentos mais utilizados 
nos tratamentos. 
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Criolipólise e Radiofrequência
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
Criolipólise 
A Criolipólise consiste em uma técnica não invasiva que promove extração da 
temperatura com objetivo de gerar uma atrofia terapêutica no tecido adiposo (re-
dução da gordura localizada). Essa vem se tornando um dos recursos terapêuticos 
mais populares e eficientes nos últimos anos para redução efetiva e seletiva da 
adiposidade localizada. 
É importante conhecer a história da técnica, na qual, entre 1940 a 1970, houve 
relatos sobre a relação da gordura com o frio que, em algumas condições, causava uma 
inflamação localizada da gordura, conhecida como “paniculite”. Em 1970 o termo 
“paniculite do picolé” surgiu depois de relatos sobre a presença de um nódulo ver-
melho endurecido seguido de necrose transitória da gordura no rosto de uma criança 
que havia chupado um picolé, e que evoluiu para o aparecimento de uma covinha. 
Nádegas de crianças foram expostas a cubos de gelo e também tiveram as mesmas 
lesões. Outras situações de paniculite pelo frio foram vistas em cavaleiros que ficavam 
expostos ao frio durante cavalgadas usando calças apertadas, havendo redução de 
tecido gorduroso na face externa das coxas (“paniculite equestre”) e em soldados que 
combatiam em longos períodos em trincheiras e/ou regiões encharcadas de agua ge-
lada (“pé de trincheira”). Essas observações levaram a entender que tecidos ricos em 
lipídios são mais suscetíveis a lesões pelo frio do que tecidos ricos em água, apontando 
que os adipócitos são mais suscetíveis ao frio do que a pele, nervos e músculos. 
Os princípios que fundamentaram o resfriamento controlado para a redução 
não invasiva e seletiva das células de gordura tiveram origem no Hospital Geral 
de Massachusetts, nos EUA. Com base na paniculite do picolé, os pesquisadores 
iniciaram estudos sobre a paniculite induzida pelo frio e identificaram que o tecido 
adiposo humano pode ser preferencialmente danificado pela exposição ao frio. 
Essa ideia foi expandida por meio de estudos com animais para determinar se a 
exposição controlada do frio na pele de forma localizada poderia resultar na des-
truição seletiva das células de gordura subcutânea. Então, num estudo piloto, os 
autores procuraram determinar a viabilidade da redução de gordura usando uma 
aplicação de frio. Dez áreas de um único porco foram expostas a um resfriamento 
de -7 graus. Três meses após a exposição, todos os dez locais demonstraram uma 
diminuição visível e mensurável na espessura da camada de gordura. Verificou-se, 
ainda, que foi possível induzir a apoptose dos adipócitos sem qualquer prejuízo 
para a pele sobrejacente ou estruturas internas adjacentes. A redução da camada 
de gordura subcutânea após uma única aplicação de frio pode chegar até 30% na 
área de tratamento, possível de se verificar por ultrassonografia. 
Sistema de Criolipólise
O sistema de extração de temperatura (equipamento) é composto por um apli-
cador que apresenta, em sua interface interna, uma pastilha semicondutora de 
energia, que recebe uma excitação elétrica e realiza extração de calor do tecido. 
8
9
Essa pastilha, então, realiza uma troca de calor por outra interface com a água que, 
via sistema, chega ao aplicador. Assim, o calor que é extraído do tecido, passa para 
a outra interface da pastilha, e é resfriado pela água. Para o controle real e perfeito 
da temperatura (para que não haja intercorrências, como a temida queimadura), o 
aplicador apresenta um termostato que regula de segundo em segundo a tempera-
tura local (previamente ajustada pelo terapeuta). 
Figura 1 – Representação de extração de temperatura pela pastilha de peltier
Fonte: IBRAMED
Modalidades de Criolipólise
A criolipólise convencional consiste na colocação do aplicador e extração da 
temperatura por um tempo pré-determinado. Então, ao final do tempo, remove-
-se o aplicador e realiza-se uma modalidade para auxílio da reperfusão do tecido 
(como a massagem local, por exemplo). Mas, existem hoje algumas modalidades e 
diferenciações da criolipólise convencional, como a Criolipólise de contraste.
Desenvolvida e aprovada com sucesso na Espanha, a técnica é considerada uma 
evolução da criolipólise convencional, uma vez que, enquanto uma sessão de crio 
convencional chega a reduzir de 20% a 25% da gordura na área tratada, a crioli-
pólise de contraste obtém até 20% a mais de resultados (40% a 45% de redução), 
com menos riscos de queimaduras e mais conforto para o paciente, em sessões 
com tempo de duração similares. Uma única aplicação da criolipólise de contraste 
possui redução maior e mais rápida quando comparada à convencional. A criolipó-
lise de contraste proposta por Hernán Pinto e colaboradores (2014) se explica por 
um aquecimento anterior e posterior ao processo de resfriamento. 
Figura 2
Fonte: Acervo do Conteudista
9
UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
Efeitos Terapêuticos e Indicações
Após aplicação da técnica, são esperados os seguintes efeitos terapêuticos:
• Cristalização: ao promover a extração da temperatura e mantê-la por um 
determinado tempo, os triglicerídeos no interior do adipócito respondem com 
uma cristalização, ou seja, se solidificam e perdem sua função. 
Figura 3 – Células isoladas de tecido adiposo de ratas Wistar expostas ao frio (8°C) por 0, 10 e 25 min)
Fonte: Adaptado de Hernán Pinto, et al; 2014
• Paniculopatia lobular e apoptose: inflamação do panículo adiposo causada 
pelo frio. Os adipócitos então cristalizados após a reperfusão, começam a so-
frer um processo inflamatório com início no terceiro dia após o procedimento, 
diminuindo significativamente em até 90 dias.A paniculite lobular é o elemen-
to desencadeador do fenômeno da crioptose (apoptose), em que os adipócitos 
apoptóticos podem ser fagocitados e eliminados por macrófagos;
• Reperfusão: outro aspecto fisiológico que potencializa o efeito da criolipólise 
sobre o tecido gorduroso é o fenômeno da reperfusão, que se caracteriza pelo 
restabelecimento do sangue numa área anteriormente isquêmica. Esse fenô-
meno ocorre ao término do procedimento da criolipólise, pois após cessar a 
vasoconstrição severa causada pelo resfriamento prolongado, assim como a 
compressão mecânica sobre os vasos por meio de vácuo (que é utilizado para 
selecionar o tecido a ser tratado), a microcirculação sanguínea é restabelecida 
gradualmente na região tratada. Então, o retorno sanguíneo após o resfria-
mento produz radicais livres (espécies reativas de oxigênio) que levariam a uma 
oxidação, à ativação de enzimas proteolíticas (caspases) e à morte celular adi-
pócitaria. O uso de manobras de massagem imediatamente após a criolipólise, 
assim como outras técnicas que incrementam circulação local (no caso da téc-
nica de contraste, o próprio equipamento leva ao aquecimento tecidual) é 
capaz de estimular a reperfusão e potencializar os resultados. 
No que se diz respeito à Criolipólise de contraste temos, então, algumas etapas 
para garantir todos esses fenômenos:
10
11
• Etapa 1: a segunda geração de criolipólise consiste em um pré-aquecimento 
do tecido antes de seu resfriamento, preparando a região (aumentando, por 
exemplo, a maleabilidade de áreas com gorduras mais compactas, como culo-
tes e flancos, por exemplo). No processo de aquecimento inicial, ocorre a con-
dução do calor da interface de alumínio do aplicador para o tecido subcutâneo; 
• Etapa 2: durante a extração de temperatura do tecido, temos a redução signi-
ficativa do fluxo de sangue. O controle da extração do calor no momento do 
resfriamento e sua manutenção permitem maior segurança ao procedimento 
(por isso equipamentos que garantem a avaliação real da temperatura no pel-
tier são mais seguros);
• Etapa 3: nesse momento entra, então, o processo de aquecimento final, por 
condução do calor da superfície da placa para o tecido subcutâneo, através 
da pele. Geram-se assim, espécies reativas de oxigênio e ativação de enzimas 
proteolíticas denominadas caspases que iniciarão o processo de morte celular 
programada. A imediata reperfusão promove maior eficiência ao procedimen-
to e minimiza a possibilidade de complicações, além de proporcionar conforto 
ao próprio profissional, que está dispensado de realizar a massagem manual. 
Estudos de análise histológica revelaram que o principal mecanismo de morte 
celular do adipócito induzida pelo frio é a apoptose, porém recentes designações 
apontam uma outra nomenclatura, a crioptose. Estudos clínicos em humanos mos-
tram que a criolipólise não altera os níveis séricos de lipídios nem sobrecarrega a 
função hepática. As análises dos nervos periféricos expostos ao frio não mostraram 
nenhuma anormalidade após o tratamento.
Técnica de Aplicação
A criolipólise pode ser aplicada em qualquer área que tenha acúmulo de gordura 
e que o terapeuta consiga acoplar o manípulo de forma efetiva. Confira no link a 
seguir as seguintes regiões de aplicação.
Regiões de aplicação, disponível em: https://goo.gl/DCW7m3
Ex
pl
or
De acordo com o tamanho da área e a quantidade de gordura, deve-se escolher 
então o tipo e tamanho de aplicador: 
• Aplicador pequeno: destinado ao tratamento de gordura localizada em áreas 
pequenas, tais como: braço, papada, prega axilar, região dorsal e região pubiana;
• Aplicador médio: destinado ao tratamento de gordura localizada em algumas 
regiões de médio tamanho, tais como: abdômen superior, flancos, cintura, 
coxa e culote;
• Aplicador grande: destinado ao tratamento de gordura localizada em grandes 
regiões tais como: abdômen inferior;
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UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
• Aplicador mini: destinado ao tratamento de gordura localizada em regiões 
muito pequenas como papada, região pré-axilar e pubiana; 
• Aplicador plano: destinado ao tratamento de gordura localizada em regiões 
de difícil sucção como braço, culotes, flancos e abdômen;
• Aplicador Full Freeze: destinado ao tratamento de gordura localizada em 
regiões de médio e grande tamanho, tais como: abdômen superior e inferior, 
flancos, cintura e coxas. 
Figura 4 – Aplicador pequeno
Fonte: Divulgação
Figura 7 – Aplicador mini
Fonte: Adaptado de Divulgação
Figura 5 – Aplicador médio
Fonte: Divulgação
Figura 8 – Aplicador plano
Fonte: Adaptado de Divulgação
Figura 6 – Aplicador grande
Fonte: Divulgação
Figura 9 – Aplicador Full Freeze
Fonte: Divulgação
Após a escolha do aplicador, higienize a pele e demarque a região de tratamento 
com uma caneta demográfica. Acomode confortavelmente o paciente com a área 
a ser tratada exposta. Proteja a região com uma manta protetora descartável e de 
uso individual. Posicione o aplicador na região a ser tratada e inicie o processo de 
sucção do vácuo (caso seja o aplicador plano, essa etapa não se faz necessária). 
Inspecione a manta e verifique qualquer dobra ou irregularidade. Certifique-se que 
toda a prega cutânea dentro do aplicador esteja protegida pela manta. Após o tér-
mino da aplicação, interrompa a sucção e remova o aplicador.
Atente-se às sensações descritas pelo paciente, acompanhando todo o procedimento.
12
13
Figura 10
Fonte: Acervo do Conteudista
Parâmetros
São necessários alguns ajustes de parâmetros para que se obtenha a programa-
ção correta da modalidade de criolipólise escolhida. São eles:
• Modo de emissão do vácuo: varia em contínuo e pulsado. O modo pulsado 
é indicado no início e no final da terapia, para estimular o massageamento 
do tecido. O modo contínuo é indicado no modo de resfriamento. A pressão 
costuma variar de 0 até -70 Kpa ou -550 mmHg. A sucção é subjetiva, de-
vendo manter a pele dentro do aplicador, cobrindo as placas, suficientemente 
confortável para o paciente. Pode-se iniciar com um nível mais alto e diminuir 
ao longo do tratamento;
• Temperatura de aquecimento: quando escolhido o modo de contraste, é 
necessário ajustar. Costuma-se utilizar entre 38 e 40ºC. Em média utilizamos 
entre -7 a -10º;
• Temperatura de resfriamento: há equipamentos que chegam até -11ºC. 
Varia-se conforme a técnica escolhida;
• Tempo de aplicação: variável de 30 a 60 minutos dependendo da quantidade 
de tecido adiposo na região de tratamento ou a critério do profissional.
Não há uma regra específica sobre o número exato de aplicações necessárias 
para se obter um resultado satisfatório, porém comumente são feitas em mé-
dia de uma a três aplicações. Na prática clínica, identificamos que apesar de se 
verificarem resultados satisfatórios em uma única aplicação (em alguns pacien-
tes), muitos terapeutas optam por submeter a mais um ou dois atendimentos na 
busca de melhores resultados.
O resultado se inicia desde o primeiro dia, mas é válido ressaltar que a partir do 
14º dia após a criolipólise, os macrófagos começam a envolver e digerir os corpos 
apoptóticos. O resultado final só é alcançado a partir de 30, 60 dias (às vezes, até 
90 dias).
13
UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
Contraindicações
• Lipoaspiração ou qualquer outro procedimento cirúrgico na área, nos últimos 
6 meses;
• Crioglobulinemia;
• Hemoglobinúria paroxística ao frio;
• Síndrome de Sjögren;
• Lúpus Eritematoso Sistêmico;
• Doença de Reynaud;
• Urticária ao frio;
• Feridas abertas ou infectadas;
• Gravidez;
• Hérnia na região;
• Neoplasia ou tumor;
• Excesso de gordura visceral;
• Hipovitaminose D.
Radiofrequência
A radiofrequência é, hoje, considerada a principal tecnologia para tratamento 
da flacidez de pele. Consideramos como padrão ouro nessa finalidade terapêuti-
ca, além de também estar indicada como coadjuvante no tratamento de diversas 
patologias. Tudo isso se dá pelo aumento controlado da temperatura local, com 
manutenção adequada da mesma.Considerada, então, uma termoterapia.
Trata-se de uma radiação eletromagnética, formada por um campo elétrico (campo 
de força resultante da ação de um sistema de cargas elétricas) e um campo magnético 
(região invisível formada pela energia da movimentação dessas cargas) compreendida 
entre as frequências de 30 KHz e 3 GHz. O equipamento de radiofrequência para fins 
estéticos utiliza-se de uma corrente elétrica alternada sinusoidal bifásica, de alta frequ-
ência e média intensidade, que irá se compor em um campo elétrico e um magnético, 
oscilando perpendicularmente um ao outro em direção à propagação de energia.
Figura 11
Fonte: Acervo do Conteudista
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Efeitos Terapêuticos e Indicações
A radiofrequência tem como finalidade a elevação da temperatura tecidual a ní-
veis que possam favorecer respostas fisiológicas. A RF age por conversão, ou seja, 
converte uma energia eletromagnética em efeito térmico, à medida que a energia 
está sendo absorvida pelos tecidos. 
As camadas da pele resistem à passagem da corrente e, dependendo da sua 
resistência, pode se aquecer em variados graus. O nível de penetração depende 
tanto do aspecto físico do equipamento, como de algumas propriedades teciduais. 
A passagem da RF pelo tecido pode produzir uma série de fenômenos que deri-
vam do aumento de temperatura. Temos, então, a rotação dos dipolos: as molécu-
las de água (bipolares), quando expostas à RF, rotacionam na mesma frequência do 
campo eletromagnético aplicado. Causam um atrito entre os tecidos, produzindo 
calor. A energia penetra em nível celular, na epiderme, derme e hipoderme e al-
cança inclusive as células musculares. 
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Figura 12
Temos, então, a manifestação de um efeito energético e térmico. O efeito ener-
gético corresponde à facilitação de reações químicas, que permite uma maior movi-
mentação entre os íons através da membrana lipoprotéica e facilitando, portanto, a 
transformação de ADP em ATP. O efeito térmico se dá por movimentação dos íons 
e seus atritos e choques entre si, onde é gerada uma hipertermia local, com aumento 
no fluxo sanguíneo e, com isso, uma hoperoxigenação local e maior disponibilidade 
de nutrientes, assim como aumento da saída dos catabólitos e subprodutos celulares.
Para se obter os efeitos desejados nos tratamentos de flacidez de pele corporal 
e facial, celulite, adiposidade localizada, estrias, cicatrizes e aderências, fibroses 
recentes e tardias, sequelas de acne, contraturas musculares e fibromialgia, temos 
os seguintes efeitos terapêuticos:
• Neocolagênese e neoelastogênese: as fibras de colágeno, quando aquecidas 
pela RF, perdem as pontes de hidrogênio e a estrutura helicoidal e se trans-
formam em uma estrutura amorfa e enrolada. Isso produz um encurtamento e 
engrossamento (engurgitamento) e temos, então, a “contração do colágeno”, 
que pode ser traduzida na pele pelo efeito “skin tightening”. O corpo respon-
de à hipertermia, pela estimulação de uma proteína denominada de proteína 
de choque térmico (Heat Shock Proteins – HSP). A elevação da temperatura 
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UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
estimula a formação de HSP-47, proteína residente no retículo endoplasmáti-
co, cuja função é proteger o colágeno tipo I durante a sua síntese. Esse aque-
cimento gerado no nível da derme produz um estímulo da síntese na célula 
dessas proteínas HSP, fazendo com que os fibroblastos reajam aumentando a 
produção de colágeno. O processo inflamatório gerado é intenso e passageiro, 
porém controlado, com presença de edema, aumento de vascularização e estí-
mulo de fibroblastos, que induz à neocolagenização e reorganização das fibras 
colágenas e subsequente remodelamento do tecido;
• Hipertermia local: com aumento na circulação sanguínea e melhora dos 
aportes nutricionais e oxigenativos; efeitos importantes para homeostasia teci-
dual no tratamento de todas as outras patologias.
Para cada indicação, se faz necessário obedecer aos parâmetros que permitem elevar a 
temperatura tecidual nos limites seguros, evitando respostas excessivas, as quais podem 
agravar o quadro, ou seja, somente utilizar o recurso quando o aumento da temperatura 
tecidual é permitido e quando se faz necessário. Todos os tipos de pele podem ser tratados
Ex
pl
or
Técnica de Aplicação
Para uma realização adequada e segura da técnica, é necessária a preparação 
do paciente:
• Remover todo e qualquer objeto metálico que estiver em contato direto com a 
pele do paciente, além de qualquer dispositivo eletrônico;
• Posicionar o paciente de maneira confortável;
• Preparar a área de tratamento por meio de uma higienização, delimitação da 
área e lubrificação com gel ou gel glicerinado (há equipamentos no mercado 
que orientam uso de glicerina líquida ou óleo vegetal);
• Antes do início da aplicação de radiofrequência, deve-se aferir a temperatura 
da região a ser tratada com o termômetro infravermelho;
Importante!
O monitoramento da temperatura deve ser constante durante todo o tratamento para 
manter a temperatura nos valores desejados, devendo ser repetida ao final da aplicação.
Importante!
• A técnica de aplicação baseia-se no movimento linear e constante do apli-
cador para que a distribuição da energia seja uniforme por todo o tempo 
de tratamento. O aplicador nunca deve ficar estacionado no local, havendo 
risco de queimadura;
• Controle a sensação térmica do paciente verbalmente e regularmente durante 
o tratamento e também através do termômetro;
16
17
• Sensação do paciente: trata-se de um método indolor, com referência de 
um calor local intenso/suportável durante o procedimento, que desaparece 
em pouco tempo. Eritema local também pode aparecer após o procedimento, 
desaparecendo em até 24 horas. Alguns pacientes também referem sensação 
de estiramento no tecido, condição que também se resolve em algumas horas.
Eff ect - Protocolo Corporal, disponível em: https://youtu.be/1ihM1S0F7sQ
Ex
pl
or
Figura 13 – Exemplo de aplicação corporal e facial
Fonte: Acervo do Conteudista
Parâmetros
• Frequência: alguns modelos de equipamentos de radiofrequência apresentam 
a tecnologia multifrequencial para que o profissional tenha liberdade de esco-
lher em que tecido alvo deseja concentrar a energia. Frequências como 0,6, 
1,2 e 2,4 MHz costumam ser as mais utilizadas. Em relação à profundidade de 
ação, sabe-se que quanto maior a frequência, maior a atenuação nos tecidos, 
sendo assim, a frequência mais alta é considerada mais superficial. A frequên-
cia também está relacionada à velocidade de aquecimento. Novos estudos têm 
mostrado que o tempo para alcance da temperatura terapêutica é um fator 
relevante para os resultados em cada patologia a ser tratada. Portanto, em 
tratamentos nos quais é necessário o alcance rápido da temperatura para se 
obter o efeito terapêutico desejado, deve-se trabalhar com a frequência mais 
alta da radiofrequência, como por exemplo, no tratamento da flacidez tissular. 
17
UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
E em casos onde o alcance da temperatura terapêutica deve ser lento, como 
no caso da celulite, deve-se utilizar frequências mais baixas. 
• Seleção de aplicador/ponteiras: há uma grande diversidade de aplicadores 
que devem ser escolhidos conforme a área e o tratamento desejado. Na ra-
diofrequência resistiva o eletrodo é um condutor metálico, formando assim 
uma resistência. Consegue-se o aumento da temperatura com facilidade e a 
propagação de corrente eléctrica está limitada pela área entre os eletrodos. 
A principal vantagem é o controle da distribuição de corrente de RF no interior 
do tecido, que é limitada em volume entre os dois eletrodos.
Figura 14 – exemplos de aplicadores de radiofrequência
Fonte: Acervo do Conteudista
• Potência/intensidade: o nível de energia a ser aplicado depende da indicação 
clínica e da área de tratamento; baseia-se também na constante avaliação do 
tecido e percepção do paciente em relação à temperaturalocal, devendo o 
terapeuta reajustar esse parâmetro sempre que necessário para atingir a tempe-
ratura desejada. Alguns fatores podem interferir, tais como: grau de hidratação 
da pele, temperatura ambiente, sensibilidade do paciente, frequência e ponteira 
escolhida. Quando atingir a temperatura terapêutica desejada, deve-se abaixar 
a potência para haver somente manutenção da temperatura, não o aumento da 
mesma. Os equipamentos costumam apresentar potência máxima de 100W. 
• Temperatura terapêutica: a temperatura deve ser monitorada durante todo o 
tempo de tratamento com o termômetro infravermelho, para que se mantenha 
uma temperatura constante de acordo com o objetivo terapêutico. Exceder o 
limite crítico de calor (muito quente/intolerável) provoca a desnaturação com-
pleta das fibras de colágeno e inclusive, morte celular generalizada, conduzindo 
à cicatriz. Utilizamos de 37° a 38° C para o tratamento de celulite e fibroses; 
40° a 42° C para patologias em que é necessária ativação do colágeno. 
• Tempo de manutenção da temperatura terapêutica: relacionado com a 
temperatura pretendida e a patologia tratada. Geralmente mantém-se a tem-
peratura terapêutica em torno de 3 a 7 minutos. 
• Periodicidade: pode variar de acordo com o objetivo terapêutico e avaliação 
do paciente. Há relatos da literatura indicando o intervalo de 07 a 21 dias 
entre as sessões. Normalmente, o tratamento é efetuado uma vez por semana 
durante pelo menos 4 a 6 semanas sucessivas nos tratamentos de gordura 
localizada, celulite, fibroses recentes e tardias, contraturas musculares e fibro-
mialgia. No tratamento de flacidez de pele corporal e facial, estrias, cicatrizes 
e sequelas de acne, recomendamos a cada 15-21 dias.
18
19
Contraindicações 
• Gestantes;
• Portadores de Marca-passo ou outros dispositivos elétricos implantados;
• Pacientes que fazem uso de aparelho auditivo devem retirá-los para serem 
submetidos ao tratamento;
• Tuberculose;
• Sobre tumores malignos;
• Sobre dermatoses e preenchimentos;
• Doenças infecciosas agudas e inflamações agudas;
• Patologias de base descompensadas;
• Sobre regiões com alterações de sensibilidade. 
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UNIDADE Criolipólise e Radiofrequência
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Terapêutica em Estética
BORGES, Fabio; SCORZA, Flavia. Terapêutica em Estética. 1. Ed. São Paulo: 
Phorte, cap 7 p.139-184, 2016.
Eletrotermofototerapia
AGNE, J.E (Org). Eletrotermofototerapia. Santa Maria: O autor, 2013. 448p.
 Vídeos
Effect - Protocolo Corporal
https://youtu.be/1ihM1S0F7sQ
Workshop HTM - Criolipólise convencional e criolipólise de contraste
https://youtu.be/BHNZTci7fL0
 Leitura
Contrast lipocryolysis: Pre-and post-session tempering improves clinical results
PINTO, H; MELAMED, G. Contrast lipocryolysis: Pre-and post-session tempering 
improves clinical results. Adipocyte, v. 3, n. 3, p. 212-214, 2014.
https://goo.gl/EVJADk
Avaliação dos efeitos da radiofrequência no tecido conjuntivo
DE CARVALHO G. F. et al. Avaliação dos efeitos da radiofrequência no tecido 
conjuntivo. Revista Brasileira de Medicina , v. 3, p. 10-25.
https://goo.gl/g4LH2u
 
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Referências
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LOW A., REED J., WARD R., Eletroterapia explicada- princípios e prática. 4 
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SORIANO, D. Electroestética professional aplicada: teoria e pratica para la 
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ZARAGOZA, J. R. Electroestética. Madrid: Nueva Estética, 1995. 
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