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TGP 5 - Ação

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PROF. ISABELA DAKKACH BARROS
TEORIA GERAL DO PROCESSO
FACULDADE CATUAÍ | 2021
 Ação é o direito à obtenção de uma sentença de mérito (processo de conhecimento), à
satisfação coercitiva do direito objetivo (processo de execução) e à garantia de eficácia do
processoprincipal(processocautelar).
 A relação entre o titular da pretensão resistida (autor) e o Estado-juiz, a ser completada com a
vindadaquelequeresiste à pretensão (réu),é objetodo estudodo direito processual.
 O direito de ação existe de forma independente do direito material. Ou seja, ainda que o
Autor não tenha direito à pretensão vindicada, poderá ajuizar uma demanda, desde que
estejam presentes todosos elementosda ação.
AÇÃO
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ELEMENTOS DA AÇÃO
 São elementos da ação:
 Partes:São aquelesque participamda relação jurídicaprocessual(autor e réu)
 Pedido: Toda inicial traz consigo dois pedidos distintos. O primeiro chamado de imediato,
é exigência formulada contra o juiz, visando a obtenção da tutela jurisdicional. O segundo,
nominado de mediato, é a exigência formulada contra o réu para que este submeta à
pretensãode direitomaterial do autor.
 CausadePedir:São os fatos e fundamentosjurídicosque levam o autor a procuraro juiz.
 Faltandoqualquerdesses elementos, a petição inicialserá liminarmenteindeferida.
CONDIÇÕES DA AÇÃO
 Para que se ajuíze uma demanda, é necessário estejam preenchidos os requisitos de
admissibilidade do mérito, consistentes nos pressupostos processuais, os quais
estudaremos em seguida e nas condições da ação.
 A lei processual enumera duas condições da ação: legitimidadee interesse(art. 17, CPC)
 Na legislação processual anterior, eram três, pois se acrescentava a possibilidade jurídica do
pedido.
 Atualmente, os doutrinadores acreditam que o interesse absorveria a possibilidade jurídica
do pedido, pois sempre que alguém formulasse um pedido impossível, faltaria interesse de
agir.
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LEGITIMIDADE
 São as pessoas que podem legalmente ajuizar a demanda.
 Está disciplinada no art. 18, do CPC, que assim dispõe: “Ninguém poderá pleitear direito
alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico”.
 Legitimação ordinária – São os titulares dos interesses em conflito. O autor deve ser o titular
da pretensão deduzida em juízo e o réu, aquele que deverá sujeitar-se a eventual sentença
de procedência.
 Legitimação extraordinária – É o substituto processual. Ocorre quando a lei expressamente
autorizar terceiros a substituir a parte (art. 18 do CPC). Ex.: Credor solidário para ação de
execução ou cobrança exigindo a totalidade do crédito (Artigo 898, CC); O Ministério
Público para ajuizar ação de investigação de paternidade (Art. 2º, § 4º da Lei N.º 8560/92);
INTERESSE DE AGIR
 O interesse de agir nasce da análise do binômio necessidade – adequação. Compete ao
autor demonstrar que, sem a interferência do judiciário, corre o risco de não ter sua
pretensão satisfeita.
 Não se deve confundir o interesse de agir com a utilidade prática da tutela requerida pelo
autor, uma vez que compete exclusivamente ao autor a modalidade de tutela que melhor
lhe aprouver no caso concreto.
 O interesse de agir é, portanto,
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CONDIÇÕES DA AÇÃO
 Faltando qualquer das condições da ação, ocorre a extinção do processo sem resolução do
mérito, por carência de ação, podendo ela ser reconhecida logo quando da análise da
petição inicial (art. 330, II e III do CPC)
 Pode também ser reconhecida no curso da demanda após citado o réu e formada
integralmente a relação jurídica processual ( art. 485, VI do CPC).
 Deverá ser alegada como preliminar de mérito (art. 337, XI, § 5º do CPC).
 Estão elas entre as matérias cujo conhecimentosedarádeofíciopelojuiz(art. 330 CPC)