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Imaginologia/radiologia

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São métodos que usam imagem como meio de diagnóstico. Tem se destacado na clínica médica por 
se tratar de um método não invasivo de detecção de patologias. 
A imagiologia reúne vários métodos não invasivos de visualização das estruturas corporais internas. 
Nela temos: 
 
Radiografia 
(Raios x) 
É uma técnica que usa pulsos de ondas eletromagnéticas (Raios x) para produzir 
radiografias que representam os tecidos em duas dimensões, baseado em suas 
densidades. 
Muito usada para avaliar a anatomia do tórax, abdômen e esqueleto. 
Tomografia 
computadorizada 
(TC) 
É uma técnica que utiliza pulsos de Raios X para produzir imagens que retratam 
os tecidos em duas e três dimensões, baseado em suas densidades. 
Muito usada para o estudo do sistema musculoesquelético, parênquima de órgãos 
sólidos e distribuição de fluidos corporais. 
Ressonância 
magnética 
(RM) 
É uma técnica que utiliza ondas de rádio e campos magnéticos para produzir 
imagens baseadas nos níveis teciduais de prótons (hidrogênio). 
É comumente utilizada para examinar os tecidos moles e nervoso. 
Ultrassonografia 
(US) 
É um método de imagem que utiliza ondas acústicas de alta frequência para 
representar os tecidos, baseado em suas densidades. 
Possui ampla gama de indicações (ex: US Doppler, US da mama, US obstétrica). 
Medicina nuclear 
É um espectro de métodos de imagem utilizados para examinar a função de partes 
específicas do corpo, utilizando radiação gama emitida por radiofármacos 
Ex.: PET scan. 
 
 
O Raio X e a TC requerem o uso de radiação ionizante, enquanto a RM utiliza um campo 
magnético para detectar prótons do corpo. A RM é o método mais seguro dentre os três, 
mas cada técnica tem seus benefícios. O método ideal vai depender das estruturas 
que queremos examinar. 
 
São usados quatro tipos comuns de plano: 
• Plano sagital – é qualquer plano longitudinal que divide o 
corpo em esquerda e direita. 
• Observação: o plano sagital médio (ou plano mediano) é um 
plano sagital mediano que divide o corpo em partes iguais à 
esquerda e à direita. 
• Plano coronal (ou frontal) – é um plano longitudinal que 
divide o corpo em partes posteriores (trás) e anteriores 
(frente). 
• Plano horizontal (ou transversal ou axial) –são planos 
que passam através do corpo, o qual o divide em partes 
inferior e superior. 
• Plano oblíquo – é um plano longitudinal ou transversal 
inclinado em qualquer ângulo que não seja paralelo aos 
planos sagital, coronal ou horizontal. 
 
Observação: uma seção é uma imagem de uma “fatia” ou 
“pedaço” de uma parte do corpo. 
 
 
 
 
 
Imaginologia 
BIANCA LOUVAIN 
 
 
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A radiografia é o método de 
imagem que utiliza raios X ou 
ondas eletromagnéticas. 
Essas ondas passam através do 
corpo da pessoa, sendo alguns 
raios absorvidos pelos tecidos e 
outros não. Os não absorvidos 
alcançam o filme radiográfico 
que está logo atrás do corpo. Isto 
cria uma imagem bidimensional 
(plana), chamada 
de radiografia. 
Tecidos densos (como os ossos) vão absorver a maioria dos raios e aparecem nas radiografias como 
brancos, enquanto o ar não bloqueia nenhum raio e aparece preto. Outros tecidos estão dentro dessa 
escala de cinza. 
Essas regras se traduzem numa linguagem radiográfica básica: 
• Densidade ou opacidade se refere às áreas claras (brancas) da imagem. Exemplo: osso úmero 
• Lucência se refere a áreas escuras (pretas) da imagem. Exemplo: ar nos pulmões. 
A radiografia é utilizada principalmente nos raios x de tórax, de abdômen e dos ossos. 
 
 
A TC, antigamente chamada de tomografia axial computadorizada, 
é outro método de imagem não invasivo. 
A TC também utiliza raios x, mas a máquina é mais avançada. 
Ela roda ao redor de uma pessoa parada e cria múltiplas imagens 
de cortes transversais, que depois podem ser transformados em uma 
imagem em 3D. Como a TC utiliza raios x, as imagens também 
dependem da densidade dos tecidos. 
A densidade é expressa em unidades de Hounsfield (HU), que vão 
de +1000 para os ossos (claros), passando em 0 para a água (cinza) 
e chegando até -1000 para o ar (escuro). 
Cada tecido do corpo tem sua densidade normal e se a densidade 
está alterada, expressamos isto usando a terminologia da TC: hiperdenso (branco – osso, calcificação, 
sangue), hipodenso (preto – água, ar) ou isodenso (cinza – parênquima cerebral, músculo), quando 
comparado a alguma outra estrutura. 
Meio de contraste +100 a +1.000 Branca brilhante 
Osso 100 Branca 
Água (partes moles) 0 a 100 Cinza médio 
Gordura -60 a -100 Cinza escuro 
Ar -120 a -1.000 Preto 
A vantagem da TC em relação ao raio X é a sua capacidade de visualização tridimensional do corpo, 
fornecendo uma representação mais precisa da área de interesse. 
 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tecidos-do-corpo-humano
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/pulmoes
 
 
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• Existem várias técnicas de TC, como a TC de fatia única 
(single slice), a TC helicoidal (espiral) e a TC de múltiplas 
fatias (multi slice). Essas técnicas oferecem variações nas 
espessuras dos cortes e nas doses de radiação utilizadas para 
criar a imagem. 
• As máquinas de TC também podem mudar da “janela óssea” 
para a “janela de tecidos moles”, dependendo de qual estrutura 
queremos observar. 
• Além disso, as imagens de TC podem ser feitas com contraste 
radiológico para ajudar na visualização de determinadas 
estruturas. 
Como se orientar nas imagens de TC? 
Imagine que você está olhando para a pessoa a partir de seus pés (vendo o corte da TC de baixo para 
cima) ou que a pessoa está de cabeça para baixo. 
 
Dica: é utilizado a abreviação DAEP para comparar as posições de 9,12,3 e 6 horas de um relógio. 
 
 
 
 
A RM é uma modalidade que, além da anatomia, pode mostrar alguns processos fisiológicos do corpo 
(RM funcional). 
Ela usa campos magnéticos e pulsos de radiofrequência para excitar prótons (íons 
hidrogênio) do nosso corpo. Os íons de hidrogênio excitados emitem sinais captados pelo scanner da 
RM que, baseado na intensidade do sinal, cria uma imagem em escala de cinza. Uma vez que somos 
feitos principalmente de gordura e de água, tem muito hidrogênio para se detectar! 
A densidade desses prótons nos nossos tecidos está relacionada à magnitude do sinal, ou seja densidade 
aumentada significa sinal aumentado. 
• Grande intensidade de sinal é representada em branco 
• Moderada densidade de sinal, em cinza 
• Baixa intensidade de sinal, em preto. 
Quando uma estrutura é mais clara do que deveria ser dizemos que ela é hiperintensa. Se ela for mais 
escura, então é hipointensa. 
 
Anterior 
(frente) 
Lado direito do 
paciente
 
 
Anterior 
(frente) Posterior 
(trás) 
Lado esquerdo 
do paciente
 
 
Anterior 
(frente) 
 
https://www.kenhub.com/pt/library/ensino/rm-principios-basicos
 
 
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• A densidade de prótons está aumentada em alguns tipos de lesões, como edema, infecção, inflamação, 
desmielinização, hemorragia, alguns tumores e cistos. 
• Em outros tipos, ela está reduzida, como no tecido cicatricial, calcificação, alguns tumores, formação 
de membranas e cápsulas. 
 
Usamos a palavra densidade para TC e intensidade para RM 
Não misturar esses termos nas provas! 
 
A RM não utiliza radiação, pode ser feita com contraste e qualquer plano do corpo pode ser 
analisado. 
Apesar de parecer o método de imagem perfeito, tem algumas 
desvantagens: 
• A RM demora mais que a TC e pode ser desconfortável para 
algumas pessoas, já que a máquina é muito barulhenta e 
requer que a pessoa fique dentro de um tubo estreito 
(problemático para pessoas com claustrofobia). 
• Além disso, a RM é absolutamente contraindicada em 
pacientes com implantes de metal, devido à intensidade do 
campo magnético criado. 
Com todas as suas propriedades, salvo contraindicações, a RM é a melhor técnica de imagem para