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Elaboração de Projetos para Políticas Públicas

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1 
 
 
 
 
CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social 
DISCIPLINA: Oficina de Texto em Segurança Pública III 
CONTEUDISTAS: Ana Paula Sciammarella 
 Pedro Heitor Barros Geraldo 
 
 
AULA 1 
POLÍTICAS PÚBLICAS INDUZIDAS 
 
META 
Apresentar mecanismos para elaboração de projetos para atender editais no 
âmbito das políticas públicas induzidas pelas instituições públicas. Esses projetos 
servem para executar cursos de capacitação e aperfeiçoamento, avaliação de 
atividades, implementação de novos mecanismos de atendimento ou realização 
do trabalho. 
 
OBJETIVOS 
 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 
1. Identificar a elaboração de projetos como mecanismo de contribuição para 
políticas públicas. 
2. Compreender uma visão geral sobre o conteúdo de um projeto e elementos 
básicos para sua formulação. 
3. Identificar as demandas necessárias para a elaboração de projetos. 
4. Reconhecer um panorama geral sobre possíveis fontes de financiamento de 
projetos. 
CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA 
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
http://graduacao.cederj.edu.br/ava/course/view.php?id=1079
2 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
O curso de Oficina de Texto em Segurança Pública III tem por objetivo familiarizar 
os alunos com a produção de projetos a partir de programas de políticas públicas 
induzidas através de editais lançados pelas instituições públicas e privadas. As 
políticas públicas podem ser induzidas através de editais apresentados pelas 
secretarias, ministérios e outras instituições públicas e privadas com a finalidade 
de financiar projetos para cursos, implementação de novas práticas, avaliação das 
políticas atuais dentre outras finalidades. 
Os projetos visam atender editais como da Secretaria Nacional de Segurança 
Pública. Para termos uma dimensão melhor dessa questão, o Estado do Rio de 
Janeiro devolveu à SENASP R$ 3,1 milhões de reais em 2011, R$ 461,9 milhões 
em 2012 e R$ 4,14 milhões em 2013. Isso significa uma importante quantidade de 
financiamento que, por falta de capacitação profissional para elaborar, executar, 
avaliar e prestar contas dos projetos, são deixados de lado por estados e 
municípios. 
Essa aula tem a finalidade de familiarizar o aluno com a elaboração de projetos 
para atender esses editais e os elementos essenciais ao projeto. 
 
2. A ELABORAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS 
 
 
A criação dos direitos sociais pede uma mudança na postura do Estado. Antes, o 
que se esperava era que o Estado apenas deixasse de intervir em determinadas 
situações, ou seja, adotasse uma postura de abstenção. 
A emergência desses novos direitos sociais pede que o Estado passe a adotar 
uma postura mais pró ativa, oferecendo mecanismos de realização desses direitos 
que são assegurados por lei. Essa nova postura é característica das obrigações 
de fazer que surgem com os direitos sociais. 
 
Reclama-se, portanto, ações positivas, como a oferta de serviços públicos. Do 
ponto de vista dos agentes do Estado (governantes, legisladores e gestores
http://graduacao.cederj.edu.br/ava/course/view.php?id=1079
3 
públicos), a política pública tem um componente estratégico de ação, isto é, 
incorpora elementos sobre ação necessária e possível naquele momento 
determinado, naquele conjunto institucional e projeta-os para o futuro mais 
próximo. 
 
Há políticas cuja finalidade é a transformação das instituições e perduram por 
longo tempo – são as chamadas “políticas de Estado” – e/ou, há outras que se 
realizam como partes de um programa político específico elaborado por 
representantes políticos, cujo objetivo é indução de comportamentos em relação 
ao programa político - são as ditas “políticas de governo”. 
Esta classificação, porém, é apenas um passo para compreendermos a dimensão 
interventiva da política pública. 
 
No Brasil, as políticas públicas são ações do Estado que visam intervir sobre a 
organização das instituições do Estado e nas formas de distribuição de bens e 
direitos para os cidadãos. Isso se relaciona diretamente com a relação Estado e 
Sociedade. Compreender essa relação nos ajuda a caracterizar melhor o Estado. 
 
As políticas públicas nos mostram a diversidade de funções desempenhadas pelo 
Estado e o papel dos agentes públicos. Se pensarmos apenas em algumas 
funções do Estado, como: saúde, educação e segurança pública, podemos 
identificar uma série de políticas públicas que transformam a forma de prestação 
destes serviços públicos. Os Estados-membros e os municípios brasileiros ainda 
são responsáveis por uma série de serviços básicos e outros tantos criados para 
lidar com as diferentes realidades deste país. 
Assim, a diversificação da ação do Estado está diretamente ligada aos inúmeros 
agentes que fazem parte do Estado. 
4 
 
 
 
 
Figura 1.1: Como o Brasil é um país de dimensões continentais, apresenta 
grandes diferenças entre suas regiões, sobretudo no que diz respeito ao 
panorama sócio-econômico. Por isso, os agentes do Estado precisam adotar 
diferentes políticas públicas a fim de atender a essas diferentes demandas. 
Fonte: http://www.apolo11.com/mapas.php?mapa=politico 
 
 
Aparentemente tratamos o Estado como uma estrutura homogênea, onde suas 
instituições estão organizadas e articuladas como um sistema. Imaginando que 
exista um consenso sobre suas funções e que todos agissem e tomassem 
decisões em prol dos objetivos estabelecidos pela lei, as inúmeras decisões nos 
permitiriam refletir sobre os tipos de regimes e os tipos de Estados a partir destas 
ações. Esta concepção, no entanto, não seria realista. 
http://www.apolo11.com/mapas.php?mapa=politico
5 
Aliás, esta é uma concepção tipicamente normativa sobre a sociedade e o papel 
do Estado. As abordagens normativas, previstas nas leis e normas estatais, 
usadas recorrentemente para explicar e propor diretivas para o Estado, 
consideram que seus agentes são racionais e suas ações são determinadas 
sempre pelas finalidades por elas explicitadas. Todavia, diferentes abordagens 
empíricas, ou seja, voltadas para a realidade prática, para a forma com isso elas 
acontecem na realidade, têm demonstrado a complexidade das relações entre 
Estado/agentes e os cidadãos, como você pode notar nas diferentes disciplinas do 
Curso de Tecnólogo em Segurança Pública e Social. 
 
Estes estudos se preocupam com a vida cotidiana e os diferentes interesses que 
orientam os agentes do Estado na relação com os cidadãos. 
Não é possível imaginar que o Estado com um grande número de agentes seja um 
todo homogêneo e que suas ações possuem um único tipo de racionalidade. 
Ao estudar as formas de exercício do poder, percebemos que o os agentes deste 
Estado burocrático desenvolvem formas particulares de conhecimento sobre o 
funcionamento da própria burocracia. Estes agentes se apropriam deste 
conhecimento e produzem formas distintas de tomadas de decisão através das 
práticas institucionais. 
Pensar sobre a ação do Estado é refletir sobre as ações dos diferentes agentes 
públicos e atores políticos na sociedade e sobre as formas de tomada de decisão 
que eles realizam. 
As políticas públicas são o resultado destas ações, consensuais ou conflituosas, 
entre os agentes públicos e a sociedade. Através das políticas públicas, podemos 
compreender como se caracterizam os Estados. 
 
Ao refletir sobre as políticas públicas, podemos compreender como as decisões 
foram tomadas pelos agentes e, consequentemente, entender o regime político de 
tomada das decisões. Isto significa que se uma decisão for sempre tomada por um 
agente, estamos diante de um regime centralizador e pouco democrático, ao 
passo que, se a tomada de decisão resultar de uma deliberação coletiva — não 
6 
necessariamente consensual — estamos diante de um regime descentralizado e 
democrático. Desta forma, a análise de políticas públicas se refere ao queos 
Estados efetivamente estão fazendo em relação à realização dos objetivos das 
instituições. 
 
As políticas públicas são frequentemente associadas aos problemas sociais. 
Elaborar, implementar e executar uma política pública destina-se a corrigir 
problemas da ou na sociedade. É assim com exemplos muito conhecidos no 
Brasil, seja com a questão das cotas raciais nas universidades públicas (que se 
destina a reparação de uma injustiça histórica para aumentar a presença de 
negros nas universidades); seja com o “Bolsa Família” (cujo objetivo de oferecer 
uma renda às pessoas pobres é o de retirá-los da linha de pobreza). 
 
Entretanto, as políticas públicas não são simplesmente soluções do Estado para 
os problemas da sociedade, como se pode imaginar. Se levarmos em 
consideração as políticas fiscais do governo federal, a maior parte delas ocorre 
por meio de edição de decretos do Presidente da República, como o aumento de 
alíquotas de impostos, como o imposto sobre produtos industrializados (IPI), cujo 
objetivo pode não ser somente o aumento da arrecadação pelo Estado, mas 
também o incentivo para a compra de produtos e o consequente aquecimento da 
economia. 
 
As diferentes políticas apontam para os diferentes atores que podem se envolver 
na elaboração, implementação e execução das políticas públicas. Além disto, 
evidencia os diferentes espaços de disputa destas políticas, que ocorre entre as 
diferentes instituições do estado e sua relação com a sociedade civil 
 
Por exemplo, as agências reguladoras, responsáveis pela fiscalização de 
determinados serviços públicos (como, por exemplo, a ANATEL, que fiscaliza os 
serviços de telecomunicações), realizam audiências públicas que permitem a 
7 
participação dos cidadãos, embora na realidade (ou na prática), haja um pequeno 
número de pessoas participando. 
 
Isto é bastante diferente das políticas que dependem de decisões dos agentes 
políticos do poder executivo, como: os prefeitos, governadores e o presidente. 
Assim, como aquelas que derivam diretamente das leis promulgadas pelas 
Câmaras municipais, as Assembléias legislativas ou o Congresso Nacional, onde 
os partidos políticos e os grupos de pressão da sociedade civil (a mídia, as 
organizações não-governamentais e os sindicatos) negociam constantemente. 
Esta abordagem nos mostra a grande variedade de ações do Estado 
desempenhadas pelos agentes públicos que podem ser caracterizadas enquanto 
políticas públicas. Isto permite a compreensão que, na realidade, as políticas 
públicas são representações de problemas sociais e de formas de soluções a 
estes problemas. 
Os atores envolvidos na criação e implementação destas políticas cumprem um 
papel crucial na orientação destas ações que acabam por dar sentido às próprias 
instituições. 
 
Na década de 90, com a reforma do Estado, buscou-se racionalizar as políticas 
públicas num projeto de modernização. Porém, associado a essa mudança havia 
um projeto de tomar o Estado como regulador de ações da própria sociedade. 
Numa sociedade marcada pela hierarquia e desigualdade entre os cidadãos, essa 
proposta apenas reforçou a abstenção do Estado em relação às questões sociais. 
 
Boxe de curiosidade 
 
Você já leu o texto “A reforma do Estado nos anos 90”, de Luiz Carlos Bresser 
Pereira (1998)? Nele, o autor procura explicar e justificar as diferentes medidas 
adotadas nas reformas administrativas durante a década de 90 no Brasil. 
Ele aponta que havia quatro problemas para serem enfrentados por esta reforma: 
um problema econômico-político, relativo à delimitação do tamanho do Estado; 
8 
outro relativo ao papel regulador do Estado; um econômico-administrativo 
concernente à recuperação da capacidade financeira e administrativa de 
implementar as decisões políticas tomadas pelo governo; e um político, que diz 
respeito ao aumento da capacidade política do governo de intermediar interesses, 
garantir legitimidade, e governar. 
 
 
A política pública é o resultado de diversos processos de identificação de 
problemas; definição de prioridades e recursos (humanos e financeiros); 
articulação coletiva de interesses; discussão sobre diferentes pontos de vista 
sobre os significados dos problemas; implementação de ações concertadas entre 
instituições estatais; e interação com atores da Sociedade. 
Há uma estreita relação entre o direito e as políticas públicas. Os processos de 
tomada de decisão dentro do Estado se orientam (ou deveriam se orientar) pelas 
normas jurídicas. 
O direito administrativo — aquelas normas que regulam as relações entre Estado 
e a sociedade — é a linguagem do Estado. Elas podem ser tão específicas, 
quanto são os objetivos e âmbitos de atuação de nossas instituições. 
A implementação das políticas públicas sempre se transformam em regras de 
direito administrativo, seja por lei, ou decreto. 
Theodor J. Lowi (1972) afirma que as políticas públicas correspondem sempre a 
regras de direito. 
 
Elas se estabelecem, inicialmente, a partir da conformação pelo Legislativo, 
através de normas e atos tendentes à realização de um objetivo determinado, 
mobilizando, desta forma, o Poder Executivo para sua execução. 
9 
 
 
 
Fonte: http://www.freeimages.com/photo/854750 - Carlos Eduardo Livino 
Figura 1.2: As políticas públicas devem ser articuladas entre poderes legislativo e 
executivo. Esses poderes são ilustrados por essa imagem da Praça dos Três 
poderes em Brasília, onde se encontra o poder legislativo, representado pela 
Câmara dos Deputados e Senado Federal e o Poder Executivo (Presidência da 
República) 
 
Essas ações são realizadas em diferentes níveis governamentais e podem ser 
dirigidas para as áreas de: saúde, educação, segurança, transportes, energia, ou 
qualquer outro campo da administração pública. 
 
O governo organiza essas políticas, através de um conjunto variado de objetivos, 
que se organizam em: programas, planos, projetos e atividades. 
 
As políticas públicas possuem um conjunto variado de objetivos, por isso, 
costumam ser dividas em Programas específicos, como por exemplo, o Programa 
de Saúde da Família, ou mesmo, o Programa Nacional de Segurança Pública com 
Cidadania (PRONASCI), do qual falaremos mais adiante. Esses e outros 
programas, em razão da sua complexidade e diversidade de ações, costumam ser 
subdivididos em PROJETOS, que podem ser elaborados e executados pelo 
próprio governo ou por ele demandados. 
http://www.freeimages.com/photo/854750
10 
 
Fonte: http://portal.mj.gov.br/pronasci/data/Pages/MJF4F53AB1PTBRNN.htm 
Figura 1.3: Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania 
(PRONASCI) 
 
BOXE EXPLICATIVO 
PRONASCI – O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania 
(PRONASCI), desenvolvido pelo Ministério da Justiça, marca uma iniciativa inédita 
no enfrentamento à criminalidade no país. 
O projeto articula políticas de segurança com ações sociais; prioriza a prevenção e 
busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de 
ordenamento social e segurança pública. Além dos profissionais de segurança 
pública, o PRONASCI tem também, como público-alvo, jovens de 15 a 24 anos à 
beira da criminalidade, que se encontram ou já estiveram em conflito com a lei; 
presos ou egressos do sistema prisional; e ainda os reservistas, passíveis de 
serem atraídos pelo crime organizado em função do aprendizado em manejo de 
armas adquirido durante o serviço militar. 
http://portal.mj.gov.br/pronasci/data/Pages/MJF4F53AB1PTBRNN.htm
11 
Uma das estratégias utilizadas pelos governos tem sido o estímulo à elaboração 
de projetos que se insiram nesses grandes programas. Isso tem sido feito através 
de editais públicos que convocam instituições governamentais e não 
governamentais para apresentação de proposta que possam dar concretude aos 
programas formulados. 
 
 
 
Figura 1.4.: Plano Nacional de Redução de Homicídios: Umexemplo de 
Plano Governamental – Inserido no PRONASCI 
http://www.justica.gov.br/Acesso/acoes-e-programas/arquivos-anexos/arquivos- 
programa-2070/metas/objetivo-0834.pdf 
 
Boxe Saiba Mais 
Programa Bolsa Família 
 
É um programa de transferência direta de renda que 
beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema 
pobreza em todo o país. O Bolsa Família integra o 
Plano Brasil Sem Miséria, que tem como foco de 
http://www.justica.gov.br/Acesso/acoes-e-programas/arquivos-anexos/arquivos-
12 
atuação os milhões de brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 77 
mensais e está baseado na garantia de renda, inclusão produtiva e no acesso aos 
serviços públicos. 
 
O Bolsa Família possui três eixos principais: a transferência de renda promove o 
alívio imediato da pobreza; as condicionalidades reforçam o acesso a direitos 
sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social; e as ações e 
programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo 
que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade. 
 
Todos os meses, o governo federal deposita uma quantia para as famílias que 
fazem parte do programa. O saque é feito com cartão magnético, emitido 
preferencialmente em nome da mulher. O valor repassado depende do tamanho 
da família, da idade dos seus membros e da sua renda. Há benefícios específicos 
para famílias com crianças, jovens até 17 anos, gestantes e mães que 
amamentam. 
Imagem: http://www.caixa.gov.br/programas-sociais/bolsa-familia/Paginas/default.aspx 
 
 
3. O QUE É UM PROJETO? 
 
 
Segundo o dicionário, projeto é definido como: “o que se tem a intenção de fazer; 
desígnio; intento; plano de realizar qualquer coisa”. Aqui, consideramos que o 
projeto é algo definido como plano de ação. O projeto é a organização de um 
plano de ação com orientações explícitas acerca de sua justificativa, objetivos, 
metodologia de ação e um cronograma de execução da ação. 
O desafio é conseguir transformar as idéias em ações concretas, fazendo 
acontecer, na prática, aquilo que se idealizou. Tal com em um planejamento para 
de construção de um imóvel, por exemplo, um projeto também possui etapas para 
que sejam alcançados os resultados que desejamos. 
13 
Ampliando esta reflexão para uma perspectiva mais ampla, social e coletiva, é 
igualmente importante planejar as ações, pensar nos detalhes, nos prazos e nos 
responsáveis, para que, na hora de executá-lo, os recursos (financeiros, materiais 
e humanos) sejam otimizados e não haja desperdícios e desgaste das relações. 
Um projeto compreende a utilização coordenada de recursos humanos, 
financeiros e materiais dentro de um período de tempo para alcançar objetivos 
definidos. Elaborar um projeto é visualizar e fomentar todos os recursos 
necessários ao desenvolvimento de um conjunto de atividades a serem 
executadas, apresentando os objetivos, os meios que serão utilizados para atingi-
los, as fontes de financiamento e como os resultados serão avaliados. 
 
Segundo a Organização das Nações Unidas, projeto é “um empreendimento 
planejado que consiste num conjunto de atividades inter-relacionadas e 
coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos, observando limites de 
tempo e de orçamento” (PROCHONW, Schaffer, 1999 apud ONU, 1984). 
 
Os projetos podem apresentar as seguintes características: 
 possuem um início e um fim definidos; 
 são planejados, executados e controlados; 
 entregam produtos, serviços ou resultados exclusivos; 
 são desenvolvidos em etapas e continuam uma elaboração progressiva; 
 são realizados por uma equipe de pessoas definidas; 
 contam com recursos limitados. 
 
 
A partir desta definição podemos afirmar que o projeto possui um ciclo com 
algumas fases definidas. 
14 
 
 
 
 
 
BOXE EXPLICATIVO 
Embora a denominação “projetos” possa ser utilizada para distintas finalidades, 
aqui pretendemos trabalhar prioritariamente com projetos ligados a políticas 
públicas, ou seja, projetos que tenham esse caráter de “projetos públicos”, para 
atender as finalidades de programas e planos governamentais. 
 
 
Para o cumprimento de seus objetivos, os projetos necessitam de alocação de 
recursos financeiros, materiais e humanos. Sua elaboração e execução geram, 
ainda, compromissos institucionais e pessoais. Por isso, devem ser 
cuidadosamente planejados e sua execução precisa ser monitorada, para garantir 
os resultados almejados. 
 
Um projeto deve ser apresentado na forma de uma PROPOSTA. Trata-se de um 
documento de apresentação do projeto a uma agência financiadora que garantirá 
o suporte financeiro para que o projeto seja executado. Essa proposta deverá 
estar bem fundamentada, de modo que seja capaz de explicitar: os objetivos, 
como serão organizadas suas atividades e o uso dos recursos humanos e 
financeiros para o alcance dos resultados pretendidos. 
Os elementos que compõem o conjunto de itens a abordar em uma proposta de 
projeto podem variar significativamente em função das exigências das entidades 
financiadoras ou fomentadora de projetos. No entanto, existem alguns elementos 
básicos que devem estar contidos no desenho das propostas, que veremos mais 
adiante. 
15 
4. ETAPAS DA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO 
 
 
A elaboração do projeto se divide em várias etapas. 
 
 
Existem algumas perguntas que precisamos fazer quando pensamos na 
elaboração de projetos de natureza “pública”. 
Refiro-me aos primeiros questionamentos que precisamos realizar quando nos 
mobilizamos em torno da elaboração de um projeto. Observe: 
 
 Existe um problema a ser resolvido? 
 
 
 Existe uma demanda a ser suprida? 
 
 
 Qual é esse problema ou demanda? 
 
 
 Podemos contribuir como indivíduos ou instituição para o alcance de algum 
objetivo ou meta prevista em algum programa ou plano de governo? 
 
 Temos idéias que possam contribuir para execução de alguma política 
pública? 
 
 Existe um projeto a ser elaborado? 
 
 
 O que mobilizou, inicialmente, a elaboração do projeto? 
 
 
Se a resposta para algumas dessas perguntas for positiva será preciso realizar 
uma reunião para fazermos o que chamamos de braisntorming - uma 
TEMPESTADE DE IDÉIAS. 
16 
Esse momento da “tempestade de ideias” tem como objetivo gerar, 
espontaneamente, tantas ideias quanto forem possíveis num período limitado de 
tempo, sobre um tema ou problema específico. Os participantes devem externar 
suas ideias sobre o tema, por mais absurdas que possam parecer, sem receio de 
crítica ou julgamento. 
 
Nesta etapa é importante observar que: 
 
 
 as pessoas devem externar suas ideias de maneira clara e rápida; 
 nenhuma ideia deve ser objeto de crítica ou julgamento; 
 qualquer tipo de ideia deve ser estimulada, mesmo as que pareçam 
exageradas; 
 deve haver estímulo para que novas ideias se apóiem em outras já 
apresentadas; 
 
Esse é o momento de ESTIMULAR A CRIATIVIDADE dos envolvidos na 
elaboração do projeto. As ideias geradas nessa etapa serão posteriormente 
aperfeiçoadas. 
 
O ciclo de um projeto é determinado pelo tipo de temática que ele aborda e por 
suas características específicas, compreendendo um conjunto de etapas que 
estão diretamente associadas às suas necessidades técnicas. Contudo, é possível 
afirmar que, de um modo geral, o ciclo básico de um projeto (dos quais aqui nos 
propusemos a tratar) abrange pelo menos as seguintes fases: 
17 
 
 
 
 
 
FASES DESCRIÇÃO 
Fase de identificação/ 
Diagnóstico 
Diagnóstico da situação-problema; reconhecimento do(s) 
problema(s) a enfrentar com o projeto. Em algumas situações 
específicas, pode incluir o exame preliminar da viabilidade 
política e técnica da ideia de realizar o projeto. 
Fase de elaboração Definição das atividades a executar, montagem do plano de 
trabalho, definição dos indicadores de monitoramento e 
avaliação, determinação dos custos necessáriosà execução 
do projeto. 
Fase de implementação Fase em que se realizam concretamente as atividades 
planejadas para a produção dos resultados e, por 
consequência, o alcance dos objetivos do projeto, resultados 
18 
 esperados pelo projeto. 
Fase de monitoramento e 
avaliação: 
O monitoramento de um projeto é a observação regular e 
sistemática do desenvolvimento das atividades, que devem 
ser comparadas com o que foi planejado. Isso envolve o uso 
dos recursos e análise da progressiva produção dos 
resultados. Acompanhamento da evolução dos trabalhos 
periodicamente (avaliação mensal). 
A execução do monitoramento do projeto está relacionada a 
indicadores operacionais que evidenciam a realização das 
atividades e a provisão dos recursos, tendo por fonte de 
informações e meios de verificação, o orçamento e o 
cronograma de execução do projeto. 
 
 5. FONTES DE FINANCIAMENTO 
 
 
Um importante aspecto relativo aos projetos é o tipo de apoio financeiro que eles 
receberão. É preciso pensar que tipo de apoio o seu projeto precisa e entender 
como funcionam essas fontes de recursos. O apoio a projetos geralmente está 
associado a alguma linha programática, como: 
 saúde, 
 educação, 
 gênero, 
 jovem, 
 desenvolvimento socioambiental, 
 água, 
 segurança, 
 geração de renda 
 etc. 
19 
Os programas, em geral, atendem determinadas áreas geográficas e preocupam- 
se com determinados resultados e impactos. 
Em grande parte dos casos, o apoio se dá por meio de um edital, no qual uma 
proposta de projeto é encaminhada para concorrência. 
Neste caso, o projeto deve ser escrito seguindo um roteiro ou formulário 
disponibilizado pela chamada (edital) e encaminhado dentro do prazo 
estabelecido. Em outros casos, o financiador está sempre aberto ao recebimento 
de propostas, de maneira geral. 
 
Os projetos com os quais pretendemos aqui trabalhar, de maneira geral, 
obedecem ao modelo de chamada via editais, que delimitam e direcionam o tipo 
de projetos que pretendem apoiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Público 
Governo Governos estaduais, 
municipais, Ministérios, 
doações de apreensão da 
Receita Federal. 
Agências 
Governamentais 
Agência Nacional de 
Águas, Agência Nacional 
de Energia Elétrica, 
Agência Nacional de 
Saúde Suplementar. 
Fundos do Meio Ambiente, de 
Direitos Humanos, de 
Direitos Difusos, 
estaduais de Meio 
Ambiente, Fundo 
Amazônia. 
20 
 
 
 
 
 
 
 
Agência internacionais 
Empresas públicas Petrobrás, Eletrobrás, 
Companhias de 
abastecimento de água, 
Companhias de 
eletricidade, bancos 
Organismos 
especializados da 
Organização das Nações 
Unidas - ONU 
ONU Habitat, ONU 
Mulheres, Programa das 
Nações Unidas para o 
Desenvolvimento 
(PNUD), Organização 
para a Alimentação e 
Agricultura (FAO), 
Programa das Nações 
Unidas para o Meio 
Ambiente (PNUMA). 
Fundações internacionais Fundação Ford, 
Fundação Heinrich Boll, 
etc... 
Embaixadas Dos diversos países 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Iniciativa Privada 
Organizações Não 
Governamentais 
ELAS 
 
Fundo de Investimento 
Social 
Empresas privadas Diversas empresas por 
meio de ações de 
responsabilidade 
socioambiental, de 
compensação ambiental 
ou de ajustamento de 
conduta. 
21 
 Institutos / Fundações Coordenadoria 
Ecumênica de Serviço 
(CESE), Fundo Brasileiro 
para a Biodiversidade 
(Funbio), Instituto Ethos, 
Fundo DEMA, Instituto 
Unibanco, Grupo de 
Institutos, Fundações e 
Empresas (GIFE), BM&F 
Bovespa. 
Pessoas Físicas Doações 
 
BOXE MULTIMÍDIA 
Crowdfunding 
Atualmente uma ferramenta para 
captação de recursos que vem 
ganhando espaço é o 
financiamento coletivo, ou 
Crowdfunding. Este tipo de 
financiamento faz uso do ambiente 
virtual da internet para difundir uma 
ideia e angariar apoiadores para as diversas causas. Existem diversos sites 
especializados em financiamento coletivo, onde você pode divulgar a sua ideia. 
Em geral funciona assim: primeiro, a causa deve ser bem definida: o que vai fazer, 
onde, quais o resultados e quanto custará. Faz-se um vídeo ou um texto bem 
explicativo respondendo a essas questões, com um pedido de apoio, geralmente 
colocando uma “recompensa” aos apoiadores. 
Alguns sites demandam uma aprovação antes que haja a divulgação da causa. 
Nessas páginas, é necessário colocar o valor pretendido e por quanto tempo a 
chamada ficará aberta. Caso não seja possível levantar o recurso até a data 
22 
estipulada, o recurso é devolvido às pessoas que apoiaram. Caso atinja a meta, a 
“recompensa” prometida é dada aos apoiadores. 
Para saber mais, acesse: http://mapadocrowdfunding.tumblr.com 
 
 
 6. ELEMENTOS BÁSICOS DO PROJETO 
 
 
O roteiro básico dos tópicos que conformam uma proposta de projeto costuma 
apresentar as seguintes informações: identificação do projeto e do proponente e 
apresentação do projeto. 
 
Tais blocos de informações usualmente contemplam os seguintes itens: 
 
 
1) Identificação do Projeto O título do projeto deve indicar de maneira 
sintética a ideia central do projeto. Se possível ele 
deve apresentar o local/instituição onde será 
realizado. 
 
2) Apresentação do 
proponente / executor 
Quem está apresentando o projeto deverá 
apresentar as informações básicas sobre o 
proponente como nome, endereço completo, forma 
jurídica, representante legal, coordenador do 
projeto. Deve-se, ainda, apresentar uma descrição 
sucinta dos trabalhos realizados pela instituição, 
principais resultados e conquistas realizadas. 
Demonstrar a experiência e a aptidão da instituição 
em desenvolver trabalhos semelhantes ao 
proposto, se houver. Além disso, é importante 
mencionar todos os parceiros do projeto, 
destacando se algum participará da execução. 
 
Diagnóstico e Caracterização 
do problema ou demanda 
 
A elaboração de um estudo analítico da situação- 
problema presente, capaz de organizar as 
informações que permitirão conhecer e descrever 
as características do problema a ser trabalhado no 
http://mapadocrowdfunding.tumblr.com/
23 
 projeto. Para tanto, é preciso observar que a 
caracterização do problema a enfrentar também 
deve contemplar a explicitação da rede de causas, 
efeitos e condições que o cercam, isto é, da 
situação- problema presente. É importante lembrar 
que nesse momento é preciso caracterizar e 
compreender a situação-problema para poder 
identificar claramente qual o âmbito possível de 
atuação. É importante destacar que o projeto é 
uma resposta a um determinado problema 
identificado. Neste aspecto é importante 
apresentar o problema central do projeto, ou seja, 
qual a questão ou situação que motivou a sua 
elaboração. A clara formulação da questão central 
do projeto é importante para o seu planejamento e 
execução. 
Público alvo: Identificação do(s) público(s) ao qual o projeto se 
destina, informando quantidade de pessoas que 
será direta e indiretamente atingida. Compreende 
o conjunto de pessoas que se pretende atender 
com a execução do projeto, em relação ao qual 
serão avaliados os resultados. 
Justificativa 
(POR QUE?) 
A justificativa apresenta o porquê é importante 
realizar o projeto. A justificativa deve apresentar 
respostas as questões: Por que executar o 
projeto? Por que ele deve ser aprovado e 
implementado? Qual a relevância desse 
problema/questão? Qual o alcance do projeto 
diante do problema que será /foi abordado? Quais 
os benefícios a serem alcançados? 
O texto deve demonstrar a relevância de executar 
o projeto e responder por que e para que executá- 
lo. 
Objetivo Geral É a indicação dos resultados que se pretende 
24 
(O QUE ?) alcançar; são os benefícios que projeto irá 
promover. O objetivo geral corresponde ao produto 
final do projeto. Deve contemplar os resultados e a 
situação esperada ao final da execução da 
proposta, por isso sua descrição deve ser clarae 
realista. O objetivo geral do projeto, no nosso caso, 
estará sempre relacionado à promoção de 
mudanças estruturais, relacionadas com o objetivo 
de um programa governamental, ou mesmo como 
um objetivo de alta hierarquia de uma organização 
que apoie financeiramente a concepção de 
projetos que contribuam para a transformação 
positiva de uma situação por ela visualizada em 
caráter amplo. 
Objetivos Específicos Compreende todos os demais objetivos periféricos 
que serão atingidos e que beneficiarão o público 
alvo e são decorrentes das atividades ou ações 
desenvolvidas no projeto. Deve ser entendido 
como uma formulação que defina o que 
especificamente se pretende alcançar com o 
projeto exclusivamente em função das atividades 
implementadas por ele. Configuram como ações 
que contribuirão para alcance e para 
complementar o objetivo geral. 
Metodologia: Neste campo faz-se necessário descrever, de 
maneira clara e definida, as formas e técnicas que 
serão utilizadas para implementar o projeto. Neste 
item o projeto deve apresentar como o projeto vai 
atingir os objetivos; como serão executadas e 
coordenadas as atividades. O item deve, ainda, 
descrever a maneira como as principais atividades 
25 
 do projeto serão implementadas, abordando os 
procedimentos mais relevantes, as técnicas e os 
instrumentos a serem neles empregados. 
METAS Compreende uma definição precisa dos objetivos 
específicos do projeto e constitui uma forma de 
descrever os resultados esperados a partir das 
intervenções realizadas. As metas devem 
quantificar os resultados esperados, 
estabelecendo prazos para a sua realização. Desta 
forma, quanto melhor descrita e dimensionada for 
apresentada uma meta, mais fácil será definir os 
indicadores que irão permitir evidenciar o seu 
alcance. Para cada objetivo específico é 
apresentada uma ou mais metas. Contudo, nem 
todas as instituições financiadoras exigem a 
descrição de objetivos específicos e metas 
separadamente. As metas equivalem às etapas 
necessárias à obtenção dos resultados esperados, 
as quais levarão à consecução do objetivo do 
projeto. As metas, por definição, devem ser: 
mensuráveis: refletir a quantidade a ser atingida; 
específicas: remeter-se a questões específicas e 
não genéricas; 
temporais: indicar um prazo para a sua realização; 
alcançáveis: factíveis, realizáveis; 
significativas: guardar correlação entre os 
resultados a serem obtidos e o problema a ser 
solucionado ou minimizado. 
Cronograma 
(QUANDO?) 
O cronograma é a disposição gráfica do tempo em 
que as atividades/ações serão realizadas, 
permitindo uma visualização da sequência em que 
26 
 acontecerão. Neste sentido, o cronograma 
responde a pergunta O cronograma situa no tempo 
as ações ou procedimentos necessários para a 
realização do projeto? Deve ser apresentado em 
forma de tabela, por itens e não em texto. 
Orçamento Previsão dos recursos financeiros necessários 
para desenvolver cada uma das atividades 
previstas, os quais podem ser determinados em 
função de um conjunto de categorias de despesa. 
Tem sido consensual a utilização das seguintes 
categorias: material de consumo; custos 
administrativos; custos de pessoal; serviços de 
terceiros; equipamentos e material permanente; 
obras e instalações; passagens e diárias. 
O desenvolvimento dessa tarefa acaba por 
consolidar uma memória de cálculo que costuma 
ser bastante útil no momento em que é necessário 
promover ajustes financeiros no projeto. Por fim, é 
preciso consolidar as estimativas por categoria de 
custo, de modo a gerar o orçamento do projeto. 
 
No curso da fase de elaboração do projeto, um instrumento muito útil para quem 
está desenvolvendo os seus elementos constitutivos é defini-los segundo o 
conceito de estrutura lógica. 
Essa metodologia de elaboração de projeto induz à exposição clara dos objetivos 
e ao estabelecimento das relações de causa e efeito entre as atividades a serem 
executadas e as metas a serem alcançadas, o que facilita tanto a elaboração 
quanto a compreensão do projeto. 
27 
Segundo essa metodologia, o ponto de partida para se definir a contribuição 
específica de um projeto para a solução de um determinado problema diz respeito à 
adoção de duas hipóteses: 
A primeira presume que, se determinadas atividades são implementadas, com elas 
serão alcançadas certas metas. 
Uma segunda hipótese supõe que, se essas metas forem alcançadas, então 
ocorrerão determinadas mudanças e o objetivo do projeto será atingido. 
 
Por fim, presume-se que, se essas mudanças ocorrerem, o projeto estará 
contribuindo para que seja alcançado um objetivo mais amplo, usualmente 
denominado como objetivo geral. 
Essa cadeia de hipóteses que constitui a estrutura lógica do projeto, interliga as 
atividades a serem implementadas ao seu objetivo, e fornece um suporte conceitual 
para a aferição do progresso alcançado pelo projeto durante o cumprimento de seu 
ciclo. 
 
7. CONCLUSÃO 
 
 
Como vimos anteriormente, a elaboração dos projetos que foram aqui tratados, está 
inserida em uma proposta maior, de realização de Políticas Públicas 
governamentais. 
Apresentamos, anteriormente, as várias formas e mecanismos para obtenção de 
apoio financeiro para a realização de projetos. Aqui, nos enfocaremos em 
compreender como funcionam esses apoios por parte do governo, com objetivo de 
realizar políticas públicas, que estejam inseridas em Programas e Planos 
governamentais. Esses planos induzem políticas e, por consequência, a elaboração 
de projetos capazes de produzir os objetivos neles previstos. 
 
É importante, quando da elaboração dos projetos, observar que quem irá analisá-lo 
não conhece, necessariamente, a realidade de onde o projeto será implementado. 
Por isso, é muito importante explicitar a ideia de maneira clara, com dados que 
apoiem a proposta e com o conteúdo adequado aos requisitos mínimos, que 
apresentamos anteriormente, para que a proposta demonstre coerência e real 
28 
possibilidade de realização. Daí a importância de elaborar um bom projeto. 
 
Há que se ter em mente que é preciso criatividade na elaboração de um projeto. 
Pensar o futuro pressupõe imaginar a transformação e tudo o que será necessário 
para que essa mudança ocorra. Neste sentido, deve-se somar a essa criatividade 
a capacidade de reconhecer os elementos e características fundamentais que 
devem estar contidos em um projeto, tal com as que apresentamos nesta aula. 
Esses elementos poderão, sem dúvidas, norteá-los no momento de colocar a 
criatividade “no papel” 
 
Além disso, será importante compreendermos as orientações do edital com muita 
atenção, como veremos na próxima aula. O edital é o documento com as linhas 
gerais do financiamento, valor máximo, prazos e regras. O financiador quer apoiar 
ações relacionadas a alguma temática ou frente de atuação. 
 
RESUMO 
Em resumo, nessa aula aprendemos que as políticas públicas podem ser 
induzidas por programas por meio de editais nos quais os agentes estatais 
respondem organizando seus recursos humanos e financeiros segundo suas 
possibilidades e necessidades locais. É neste contexto, que os governos 
provocam ou induzem a elaboração de um projeto para a execução de políticas 
públicas. 
 
 
 
O projeto é a organização de um plano de ação com orientações explícitas acerca 
de sua justificativa, objetivos, metodologia de ação e um cronograma de execução 
da ação. 
UM PROGRAMA É UM CONJUNTO DE PROJETOS QUE PERSEGUEM OS MESMOS 
OBJETIVOS. 
29 
O projeto se apresenta através de uma proposta, que é um documento que 
apresenta uma ação planejada, com objetivos claros e alcançáveis. Na proposta 
se apresentam as atividades que serão realizadas dentro de um espaço de tempo 
e com uma quantidade limitada de recursos (humanos, materiais e financeiros). 
Em geral, os apoiadores possuem roteiros ouformulários próprios para envio das 
propostas. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
KISIL, Rosana – Elaboração de Projetos e Propostas para Organizações da 
Sociedade Civil. São Paulo. Global, 2001. (Coleção Gestão e sustentabilidade). 
 
KISIL, Rosana. Elaboração de Projetos e Propostas para Organizações da 
Sociedade Civil. São Paulo. Global, 2001. 
 
KISIL, Rosana. Manual de Elaboração de Projetos e Propostas. Universidade de 
São Paulo, l995. 
 
LAKATOS, Eva M ; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de 
Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1991. 
 
LOWI, T. J. Four Systems of Policy, Politics, and Choice. Public Administration 
Review, v. 32, n. 4, p. 298–310, 1 jul. 1972. 
 
BRESSER PEREIRA, B. A reforma do estado dos anos 90: lógica e mecanismos 
de controle. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 45, p. 49–95, jan. 1998. 
 
LEITURAS RECOMENDADAS 
 
ÁVILA, Célia M. Gestão de projetos sociais: Avaliação de Projetos Sociais. 
3a ed. rev. – São Paulo: AAPCS – Associação de Apoio ao Programa 
Capacitação Solidária, 2001. – (Coleção gestores sociais).