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Medicina Felina - Apostila

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revisar as principais dermatopatias parasitárias 
em gatos a fim de auxiliar os médicos veterinários na abordagem dessas doenças.
4. Esporotricose e suas implicações à saúde pública com vistas à 
ocorrência da doença no município de Belo Horizonte ............................46
Glendalesse Nunes Rocha de Faria Teixeira, Danielle Ferreira de Magalhães Soares, Kelly Moura Keller, 
Joana Angélica Macêdo Costa Silva4, Graziella Coelho Tavares Pais, Maria Helena Franco Morais
Tradicionalmente considerada uma doença negligenciada, a esporotricose felina vem 
ganhando evidência por alterações nos seus padrões epidemiológicos e por ter assumido 
proporções epidêmicas em alguns municípios do Brasil. Aspectos relevantes da doença 
são detalhados, bem como o início da investigação de sua difusão e propagação, para 
detecção de um possível surto dessa zoonose e definição de estratégias de controle no 
município de Belo Horizonte.
5. Hepatopatias em felinos ..............................................................................59
Manuela Bamberg Andrade, Raphael Mattoso Victor
O fígado é o órgão envolvido na complexa variedade de processos metabólicos e de 
, podendo ser acometido por doenças e disfunções de forma local ou detoxificação 
sistêmica. Os gatos apresentam um conjunto de enfermidades hepáticas cujos sinais 
clínicos são, na maioria das vezes, inespecíficos, o que pode determinar um diagnóstico 
tardio. Parâmetros clínicos, laboratoriais e histopatológicos devem ser conhecidos para 
determinação precoce da causa da afecção.
6. Manejo do paciente felino ...........................................................................70
Nathália von Ruckert Heleno, Tulio Alves Avelar
O acompanhamento regular do animal é importante para sua qualidade de vida. 
Gatos, por sua natureza predadora, escondem sinais de doenças e de dor. Além disso, o 
estresse vivenciado pelo felino, desde o transporte até a permanência no estabelecimento 
veterinário, faz com que muitos tutores acreditem que a experiência traumática é mais 
prejudicial para o gato do que a falta de cuidado médico. O despreparo no manejo de 
felinos também contribui para esse cenário. O objetivo do presente artigo é apresentar 
técnicas de abordagem no consultório e de internação visando melhorar a qualidade do 
atendimento ao paciente felino.
7. Nefrologia em felinos ..................................................................................88
Gabriela de Menezes Paz, Nathália das Graças Dornelles Coelho, Grazielle Amaro Siqueira de Sousa, Ma-
nuela Bamberg Andrade, Fernanda dos Santos Alves
A relevância dos rins no funcionamento dos processos fisiológicos é incontestável. O felino 
possui um número inferior de néfrons quando comparado as espécies canina e humana. 
Cerca de 50% a 60% dos gatos apresentarão alguma disfunção renal em algum momento 
da vida. A identificação precoce das nefropatias faz com que intervenções rápidas sejam 
instauradas retardando o progresso da grave doença.
8. Doenças do trato urinário inferior dos felinos..........................................103
Grazielle Amaro Siqueira De Sousa, Vítor Maia, Fernanda Dos Santos Alves, 
Gabriela De Menezes Paz, Manuela Bamberg Andrade, Nathalia Das Graças Dorneles Coelho
As doenças do trato urinário inferior dos felinos (DTUIF’s) compreendem diversas 
desordens que variam desde discretas disurias à possibilidade de óbito. São relacionados 
como fatores de risco: idade superior à 6 anos, sexo masculino, castração, obesidade, 
ingestão de água, pH urinário e estresse. Os gatos persas parecem apresentar 
predisposição genética. O presente artigo visa abordar as diversas causas, os sinais 
clínicos, o diagnóstico clinico e laboratorial desta importante afecção dos gatos 
domésticos.
9. Obesidade felina ........................................................................................117
Dimitri Bassalo de Assis, Stephanie Karoline Pereira Passos, Marina França de Oliveira Pelegrino, 
Adriane Pimenta da Costa Val Bicalho
A obesidade é tida atualmente como uma afecção que não se restringe apenas à espécie 
humana. Cerca de 30% a 40% dos gatos podem ser considerados com sobrepeso ou 
obesos. As consequências da obesidade são preocupantes. O clínico necessita de métodos 
confiáveis que possibilitem diagnosticar precocemente o aumento de percentual de 
gordura corporal ou estimar o quão acima do peso ideal o paciente encontra-se. Neste 
trabalho, destaca-se o uso do Índice de Massa Corporal Felina e do escore visual para 
o fim supraproposto, bem como destaque de achados laboratoriais relevantes em felinos 
com sobrepeso.
91. Acupuntura na Medicina Felina
Maria Lopes Corrêa
Médica Veterinária 
- CRMV/RJ 11710
1. Acupuntura na 
Medicina Felina
bigstockphoto.com
Práticas da 
medicina veterinária 
complementaroferecem 
uma abordagem 
integral do paciente, 
buscando manutenção 
da saúde do indivíduo 
em equilíbrio com o 
meio do qual é parte.
1. Introdução
As práticas de me-
dicina veterinária com-
plementar (MVC) ofe-
recem uma abordagem 
integral do paciente, 
buscando a manuten-
ção da saúdedo indiví-
duo em equilíbrio com 
o meio do qual é parte1. 
São técnicas terapêuticas conservativas 
e pouco invasivas, pois estimulam 
o organismo a ativar mecanismos 
intrínsecos para alcançar a homeostase. 
As MVCs oferecem abordagem integral 
do paciente primordial-
mente curativa, cujo foco 
terapêutico é o contro-
le das causas de base do 
processo de doença2,3.
Em termos gerais, 
MVCs sãoempíricas e 
carreiam aspectos fi-
losóficos relacionados 
ao contexto histórico 
e social nos quais sur-
giram.Dentre essas, a medicina vete-
rinária tradicional chinesa (MVTC) 
corresponde a um conjunto de práticas 
médicas difundidas mundialmente, al-
10 Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia, nº 82 - dezembro de 2016
cançando aplicação na clínica médica e 
em estudos científicos. Especificamente 
no âmbito da medicina felina, registros 
milenares evidenciam a participação de 
animais dessa espécie no cenário socio-
cultural da China antiga, sugerindo que, 
sobretudo a partir da dinastia Han (206 
a.C a 220 d.C), o felino passou a ser do-
mesticado, incitando a aplicaçãode téc-
nicas de MVTC na medicina felina4,5. 
Há estudos evolucionistas sugerindoa 
existência de linhagem chinesa de an-
cestrais dos felinos domésticos atuais, 
Felis silvestris bieti o gato chinês das 
montanhas, fato que contribui para 
consolidar a compreensão de que indi-
víduos da espécie eram frequentemente 
presentes nas comunidades milenares 6. 
2. Abordagem do paciente 
felino pela MVTC
2.1. Exame clínico
Desde a avaliação clínica, elabora-
ção do diagnóstico até a prescrição da 
estratégia terapêutica, o paciente é ca-
racterizado dentro do paradigma Yin e 
Yang com dados levantados a partir da 
interpretação de sinais clínicos em as-
pectos fisiopatológicos e da atividade-
mental e cognitiva5,7,8.
A reconhecida sensibilidade psicos-
somática felina às alterações domeio é 
claramente interpretada à luz da MVTC, 
considerando-se queas denominadas-
causas internas de doenças, também co-
nhecidos como fatores emocionais, po-
dem desencadear processos de doenças 
físicas. Sinteticamente, o desequilíbrio 
emocional altera o fluxo deenergia por 
meio dos canais que percorrem todo o 
corpo e prejudica sua disponibilização 
aos órgãos e vísceras, os chamados zang 
fu8,9.
Sendo assim, a avaliação da con-
dição mental é fundamental para o 
diagnóstico pela MVTC,sobretudo na 
abordagem dos felinos. Oadequado 
levantamento de dados da anamnese 
requer especial participação dos res-
ponsáveis para a cuidadosa coleta de 
informações, e discernimento técnico 
veterinário para interpreta-las1.
A etapa do exame físico da MVTC 
aborda o paciente de forma semelhante 
à veterinária