A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
141 pág.
MANUALDEPRÁTICAPENAL2ª FASEdo Examede Ordem

Pré-visualização | Página 1 de 45

MANUAL DE PRÁTICA PENAL
2ª fase do Exame de Ordem
1ª EDIÇÃO 1I. COMO IDENTIFICAR A PEÇA CABÍVEL
�
�
�
Principais peças
Teses de defesa
Provas passadas resolvidas, passo a passo
MANUAL DE
PRÁTICA
PENAL
2ª FASE
do Exame de Ordem
1ª EDIÇÃO
SOBRE NÓS
No começo, éramos menos de dez.
Após a alegria da aprovação, convidamos mais alguns 
amigos. Aprovados, trouxeram os amigos dos amigos.
Desde então, o ciclo se repete. No início, conhecíamos 
os aprovados pelos nomes. Hoje, não sabemos dizer 
quantas são as histórias de sucesso.
Este manual foi escrito para que você, querido leitor, 
em breve, esteja do lado de cá, ajudando as futuras 
gerações após a sua aprovação.
Até o dia da vitória, conte com o nosso apoio.
O seu sucesso é imprescindível para que a nossa 
corrente jamais acabe.
Assinado,
Apenas um elo.
SOBRE A 1ª EDIÇÃO
Comentamos todas as provas passadas, peças e ques-
tões. No entanto, em razão de um orçamento aperta-
do – não temos patrocinadores -, tivemos um limite de 
cem páginas para a primeira edição. De coração partido, 
tivemos de escolher quais peças estariam na primeira 
edição. Optamos por uma de cada, e mais de uma das 
principais. As questões, infelizmente, ficaram de fora.
Todavia, com este manual, o leitor tem o suficiente 
para a aprovação na segunda fase do Exame de Ordem. 
Apesar da limitação de páginas, conseguimos abordar o 
que há de mais importante na preparação.
Muita atenção às teses de defesa cobradas nas provas 
passadas. A FGV é repetitiva no que pede. Há mais de 
dois mil anos, Sun Tzu já dizia: conheces teu inimigo e co-
nhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, 
cem vezes será vitorioso. Quem conhece as provas pas-
sadas do Exame de Ordem está mais próximo da apro-
vação. Por esse motivo, fizemos um levantamento de 
tudo o que já caiu como tese de defesa (ou acusação).
Também fizemos um resumo ensinando quais são as 
principais peças de prática penal. Embora, em um pri-
meiro momento, a maior preocupação do examinando 
diga respeito à identificação da peça cabível, você, lei-
tor, perceberá que o reconhecimento da peça a ser feita 
é tarefa fácil. Isso porque as peças não se confundem. 
Cada uma tem um momento processual específico e 
um objetivo a ser buscado.
Por fim, a cereja do bolo: como resolver as provas passa-
das do Exame de Ordem, passo a passo. Consideramos 
a parte mais importante deste manual. Ao longo desses 
anos, descobrimos alguns erros sempre presentes nas 
provas de quem fez as edições passadas do Exame de 
Ordem. Para que isso não volte a ocorrer, atenção às 
dicas trazidas nos comentários, a cada trecho dos mo-
delos elaborados.
3
A ESCOLHA DO 
VADE-MÉCUM
Para a solução das provas passadas, decidimos uti-
lizar apenas o vade-mécum, afinal, o leitor não terá 
o Google ou outras facilidades na segunda fase do 
Exame de Ordem. O nosso escolhido foi o da Editora RT, 
10ª edição, de 2018, para a OAB e concursos – aquele 
das carinhas.
Entretanto, a escolha não foi por acaso. Como ninguém 
gosta de sofrer por não encontrar um determinado as-
sunto no vade-mécum, fizemos um levantamento das 
principais publicações do mercado. O procedimento foi 
o seguinte: fizemos o sorteio de algumas provas pas-
sadas e, com os enunciados impressos, procuramos as 
livrarias mais próximas de nossas casas. Por lá, havia os 
seguintes vade-mécuns:
Vade-Mécum OAB - Saraiva - 16ª edição - 2018.
Vade-Mécum Penal - Saraiva - 2ª edição - 2018.
Vade-Mécum Penal - JusPodivm - 3ª edição - 2018.
Vade-Mécum OAB e Concursos - RT - 10ª edição - 2018.
Vade-Mécum Universitário - Rideel - 24ª edição - 2018.
Vade-Mécum Blog Exame de Ordem - Rideel - 2018.
Vade-Mécum Concursos/OAB - Método - 5ª edição - 2018.
Resolvemos as provas selecionadas com cada um dos 
vade-mécuns da lista, e o da RT demonstrou ser o me-
lhor, com as remissões mais úteis. Tivemos a impressão 
de que os organizadores fizeram um levantamento das 
primeiras provas da FGV ao elaborá-lo. Contudo, mes-
mo no escolhido, encontramos alguns problemas.
4
Enquanto elaborávamos este texto, a Rideel passou 
a oferecer o vade-mécum missioneiro, do professor 
Nidal. Tivemos a oportunidade de conversar com ele a 
respeito da publicação e, aparentemente, é melhor do 
que o da RT, utilizado neste manual – mas, como ain-
da não está disponível, não o adotamos, por enquan-
to. A JusPodivm também lançou um novo vade-mécum 
para a OAB. Pela descrição trazida no site, parece trazer 
algumas novidades, mas não tivemos como analisá-lo. 
Talvez, em uma próxima edição do manual.
Portanto, a nossa conclusão, por enquanto, é a seguin-
te: dos vade-mécuns analisados, o da Editora RT é, sem 
dúvida alguma, o melhor do mercado. Exceto em um 
momento ou outro, não tivemos dificuldade para resol-
ver as provas passadas com ele. Todavia, pelas informa-
ções dadas pelo professor Nidal, o vade-mécum por ele 
lançado será o melhor para o XXVII Exame de Ordem, 
pois solucionou – segundo ele - problemas graves dos 
demais vade-mécuns, a exemplo da falta de um índice 
remissivo nas Súmulas do STF e do STJ.
5
Em todas as provas, alguns erros se repetem em nos-
so grupo de estudos. Para que o leitor não repita esses 
mesmos erros, os dez mandamentos da segunda fase 
do Exame de Ordem:
1º. Mencione o juízo, a comarca ou o Estado do enun-
ciado: se o enunciado disser que o processo está tra-
mitando na 1ª Vara Criminal da Comarca de Vila Bela 
da Santíssima Trindade/MT, qualquer peça deverá ser 
a ela endereçada, com todos esses dados, e não à 1ª 
Vara Criminal da Comarca ... ou XXX.
2º. Não corrija a incompetência no endereçamento: 
se o processo está correndo em uma vara da Justiça 
Estadual, mas a competência é da Justiça Federal, en-
derece a peça ao juízo incompetente e, como tese, sus-
tente a incompetência. Se, no exemplo, a peça estiver 
endereçada à Justiça Federal, o juiz federal não saberá 
o que fazer com a sua petição, afinal, não há nenhum 
processo com ele.
3º. Não faça uma peça desorganizada: imagine ter de 
corrigir dezenas ou centenas de peças. Em algum mo-
mento, o examinador ficará cansado e não empreende-
rá muito esforço para entender a sua resposta. Em con-
sequência, quem fizer uma peça desorganizada sofrerá, 
provavelmente, prejuízos à nota por erro de correção. 
Facilite a vida do examinador e evite erros de correção 
em sua peça.
4º. Não faça hieróglifos em sua peça: embora a tia 
do jardim de infância se esforçasse para entender gar-
ranchos, não espere a mesma postura do examinador. 
Perdemos as contas das histórias de reprovação por 
não ter o examinador compreendido o que o examinan-
do quis dizer.
OS ERROS MAIS COMUNS 
NO EXAME DE ORDEM
6
5º. Não escreva com outras palavras o que está escrito 
na lei, em Súmula ou no enunciado: o Exame de Ordem 
não é o ambiente para momentos de criatividade. Se 
a lei fala em diminuição, diga diminuição em sua peça, 
e não em redução ou outro sinônimo. Entenda: o exa-
minador utilizará no gabarito as mesmas palavras da 
fundamentação por ele adotada. Não há como pontu-
ar sinônimos. Em uma prova passada, um examinando 
decidiu substituir exclusão da ilicitude por extinção da 
ilicitude. O motivo: não repetir o que diz a lei para não 
parecer que simplesmente copiou o que está no vade-
-mécum. A consequência: recebeu zero no quesito. No 
entanto, no Exame de Ordem, o que se pontua é exata-
mente o uso das mesmas palavras da lei, ou Súmula ou 
do próprio enunciado do problema.
6º. Fale tudo em duplicidade: este erro é clássico quan-
do o assunto é reprovação. Em algumas peças (ex.: me-
moriais), o gabarito da FGV tem uma peculiaridade: 
tudo o que é dito no do direito também é pontuado no 
do pedido¸ em duplicidade. Se houver um quesito para 
a absolvição no do direito, outro igual estará no do pe-
dido.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.