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SLIDE - GOLPE CIVIL-MILITAR DE 64 E GOVERNO CASTELO BRANCO (1964-1967)

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HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO
O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 64 E O GOVERNO CASTELO BRANCO (1964-1967)
Alexandre Alves
ESTRUTURA DE CONTEÚDO
Golpe Civil-Militar de 64 e o 
Governo Castelo Branco 
(1964-1967)
Governo Artur da Costa e 
Silva (67-69) e Emílio 
Garrastazu Médici (69-74)
Governo João Goulart -
Jango (1961-1964)
O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964
DA DERRUBADA DE JANGO A POSSE DE CASTELO BRANCO
INTRODUÇÃO
Antes de tratar do Golpe propriamente dito, precisamos relembrar, mesmo que
brevemente, alguns acontecimentos do Governo Goulart. Jango foi eleito vice-presidente do
Brasil em 1960, sendo o presidente eleito Jânio Quadros. Ambos tomaram posse em 1961
após a saída de Juscelino Kubistchek. Jânio governou de forma desastrosa, tomou medidas
de pouca importância e assumiu uma postura autônoma nas relações internacionais que
desagradou seu próprio partido. Em pouco tempo, o presidente conseguiu ficar isolado e
quase sem nenhum apoio. Nesse sentido, optou por renunciar, na expectativa de que os
setores conservadores não aceitassem a sua renúncia e ele poderia negociar maiores
poderes. Contudo, isso não acontece e sua saída é apenas aceita.
O GOVERNO JANGO
Inicia-se uma crise sucessória no Brasil, uma vez que Goulart visto como herdeiro
de Vargas e próximo demais das esquerdas, não era um nome muito bem recebido pelos
conservadores. Parte dos militares tentam barrar o retorno de Jango e parte defende sua
posse. Nesse momento, podemos dizer que as Forças Armadas já estavam divididas entre
Golpistas e Legalistas. Os primeiros defendiam um golpe na Constituição, materializado no
impedimento de Goulart. Os segundos defendiam o respeito a Carta Magna do Brasil e a
posse de Jango como presidente. O país ficou à beira de uma guerra civil, impedida de
acontecer pelo Ato Adicional à Constituição de 1946 que estabeleceu o parlamentarismo no
Brasil.
O GOVERNO JANGO
Jango inicia seu governo sem
poderes, dentro do regime parlamentar.
Coube ao Primeiro-Ministro Brochado da
Rocha antecipar o plebiscito previsto para
1965 para o ano de 1963. O resultado foi
claro, o povo queria o retorno do
presidencialismo. Ainda em 63, Jango
tomou posse, agora com poderes absolutos.
Goulart acirrou seus problemas com os
conservadores em 64 quando tentou por
meio de comícios pelo Brasil solicitar a
população que pressionasse o Congresso
pela aprovação das Reformas de Base,
incluindo a reforma agrária.
IMAGEM 01 - Foto oficial de João Belchior Marques Goulart como presidente do 
Brasil. Fonte: Governo Federal. Disponível em: https://www.gov.br/planalto/pt-
br/conheca-a-presidencia/acervo/galeria-de-presidentes/joao-belchior-marques-
goulart-1/view Acesso em 07 de fevereiro de 2021.
https://www.gov.br/planalto/pt-br/conheca-a-presidencia/acervo/galeria-de-presidentes/joao-belchior-marques-goulart-1/view
O GOVERNO JANGO
Outros eventos são marcantes nesse sentido, como a Revolta de Sargentos em
Brasília que chegou a prender oficiais e autoridades, a perda no Congresso da aprovação do
Estado de Sítio, a anistia concedida a marinheiros revoltosos e o discurso na Assembleia de
Sargentos no Automóvel Clube no Rio de Janeiro. Esses eventos, são entendidos pelas
Forças Armadas como quebra de hierarquia. Jango ao anistiar os marinheiros estaria
incentivando a quebra de um princípio quase sagrados para os militares. Além disso, o alto
escalão das Forças Armadas não recebeu bem o discurso do presidente no Rio de Janeiro.
O somatório desses eventos com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, evento que
levou milhares de pessoas às ruas em manifestação contra Jango. Essa marcha mostrou
para os setores golpistas que, em caso de golpe, eles teriam respaldo na população.
O GOVERNO JANGO
IMAGEM 02 - Marcha da Família com Deus pela Liberdade em São Paulo. Fonte: Folha de São Paulo. Disponível em: 
https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/20963-marcha-da-familia-com-deus-pela-liberdade Acesso em 07 de fevereiro de 2021
https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/20963-marcha-da-familia-com-deus-pela-liberdade
O INÍCIO DO GOLPE
Em 31 de março de 1964 o golpe foi iniciado, Olímpio Mourão Filho iniciou uma
marcha de militares em Minas Gerais com destino ao Rio de Janeiro com apoio do
Governador mineiro Magalhães Pinto. Esse movimento contou ainda com a participação do
II Exército sob comando do General Amauri Kruel. Kruel era amigo de Jango, e eles
chegaram a se comunicar por telefone durante o andamento do golpe. Porém, ambos
tinham convicções muito fortes para que abandonassem suas bases. Jango sabia do perigo
desse movimento e que poderia se desencadear no Brasil uma guerra civil. Goulart sabia
ainda da presença no litoral brasileiro de embarcações americanas que dariam respaldo aos
golpistas no caso de confronto. Jango era horrorizado com a possibilidade do
derramamento de sangue e sempre optou por medidas e atitudes que evitassem ao máximo
o confronto.
O INÍCIO DO GOLPE
Carlos Lacerda sabia do andamento do golpe e se entrincheirou na sede do
Governo do Estado esperando um ataque da parte da Marinha Legalista. Contudo o ataque
não veio. Na verdade, a resistência não foi acionada. Como sabemos, muitos grupos
estavam preparados, talvez não treinados, para um conflito armado. Mas o start de
resistência não veio. Goulart conseguiu evitar que essa ordem não fosse acionada, pois para
ele, o conflito traria uma grande quantidade de mortes, o que ele não admitiria jamais. Com
a notícia da saída do presidente do Rio de Janeiro, Lacerda liberou as forças golpistas que
tomaram prédios, espancaram estudantes e depredaram sindicatos.
O GOLPE DE 64
Jango voou do Rio de Janeiro para
Brasília e da capital federal voou para Porto
Alegre. Leonel Brizola ainda tentou organizar
uma resistência armada, mas sem apoio do
presidente isso não era possível e a
resistência, como já mencionado nesse
texto, não ocorreu. Os militares do
movimento ainda tentaram diversas vezes
através de contato com o presidente fazer
um acordo no qual ele repudiaria o
comunismo, romperia com a Central Geral
dos Trabalhadores, reprimiria as greves e
negociaria com os rebelados. Jango, porém,
não aceitou esse papel.
IMAGEM 03 - Tropas se deslocam durante o Movimento de 1964. Fonte: 
Memorial da democracia. Disponível em: 
http://memorialdademocracia.com.br/card/golpe-de-1964 Acesso em 04 de 
fevereiro de 2021.
http://memorialdademocracia.com.br/card/golpe-de-1964
O GOLPE DE 64
Apesar de Goulart ainda estar presente em território nacional, foi declarado vaga a
presidência da república e Ranieri Mazzilli foi convocado a assumir, uma vez que ele era o
primeiro na linha sucessória. O Supremo Tribunal Federal deu aval ao golpe, seu presidente,
Álvaro Ribeiro da Costa foi ao Congresso assistir a posse de Mazzilli como presidente.
Jango, por sua vez, partiu de Porto Alegre para o Uruguai onde se exiliou. Apesar de
carregar a faixa, Mazzilli já não era mais o presidente.
O ATO INSTITUCIONAL 01
O Movimento que tomou o poder se autointitulou de Revolução. Eles iniciaram o
processo que alteraria as bases das instituições democráticas no Brasil. Nesse sentido, o
poder de fato era exercido via Atos Institucionais, decretos-leis que eram baixados
conforme o interesse do movimento. O primeiro deles, o AI 1 estabeleceu dentre outras
medidas, a realização de eleições indiretas para presidência da república. O vencedor
deveria ocupar o cargo até 1966, quando passaria a faixa para um presidente
democraticamente eleito. Inicialmente, não era objetivo daqueles militares ocupar a
presidência por tantos anos e mais adiante veremos como isso ocorreu.
A VITÓRIA DE CASTELO BRANCO
As eleições deram vitória quase unanime ao General Humberto de Alencar Castelo
Branco. O general era um homem muito bem visto pelas Forças Armadas e por civis que
estiveram envolvidos no Golpe. O novo presidente era de um seleto grupo de militares
intelectualizados chamado de Sorbonne, em