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Prévia do material em texto

Eletrotermofototerapia
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Aline Azevedo Caniçais 
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Natalia Conti 
Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
• Introdução à Peelings Mecânicos;
• Microdermoabrasão;
• Peeling Ultrassônico;
• Introdução à Vacuoterapia.
• Proporcionar aos profi ssionais de estética um conhecimento mais amplo dos con-
ceitos, aplicabilidades e técnicas de aplicação desses tipos de terapias empregadas 
na estética;
• Trabalhar de forma correta e segura, além de equipamentos mais utilizados 
nos tratamentos.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
Introdução à Peelings Mecânicos
A palavra “peeling” possui origem inglesa decorrente do verbo “to peel”, que 
significa descamar, pelar, desprender, de forma controlada. É uma das técnicas 
mais utilizadas nos procedimentos estéticos e amplamente divulgada comercial-
mente. Isso porque, dependendo da profundidade e do tipo de Peeling, pode ser 
usado como tratamento principal, como coadjuvante ou até mesmo como forma 
de preparação do tecido para receber as outras terapias. Portanto, o profissional 
da área precisa dominar o conceito e todas as possíveis técnicas e interações que o 
grupo de “peelings” pode proporcionar.
Os peelings podem ser classificados de acordo com a profundidade em: superfi-
cial, médio e profundo. E para se conseguir essa renovação, são utilizados diversos 
meios: químicos, mecânicos e até mesmo pela luz. Entre os químicos temos os áci-
dos e agentes abrasivos; pela luz, os lasers de alta potência; e, entre os mecânicos, 
esfoliantes, cristais, lixas diamantadas e ultrassônico.
Nessa unidade iremos tratar dos peelings mecânicos relacionados a microder-
moabrasão (peeling de diamante e peeling de cristal) e ultrassônico.
Microdermoabrasão
Microdermoabrasão diz respeito a um conjunto de técnicas mecânicas que pro-
movem esfoliação/lixamento progressivo e controlado da pele, de modo não in-
vasivo/não cirúrgico. Com esses peelings é possível gerar uma esfoliação bem 
superficial até algo mais profundo. 
Possui inúmeras vantagens por não gerar interação química com o tecido, por 
poder ser utilizado em todos os fototipos de pele, poder ser realizado em qualquer 
época do ano, permitir interação/combinação com outros tipos de peeling e até 
mesmo pelo custo reduzido. A microdermoabrasão pode ser realizada por meio do 
Peeling de Diamante ou Peeling de Cristal. 
O Peeling de Diamante apresenta uma caneta com orifício e uma ponteira com 
lixa diamantada (em várias gramaturas), que conectamos em um equipamento de 
sucção controlada (vácuo). Já no Peeling de Cristal, há um sistema de vácuo asso-
ciado a um sistema de pulverização de cristais (óxido de alumínio) e diversos tipos 
de ponteiras que permitem maior ou menor evasão desses cristais sobre a pele. 
Independentemente da escolha do tipo de microdermoabrasão (diamante ou cristal), 
o tratamento possui inúmeras indicações devido aos efeitos fisiológicos que promove. 
Efeitos fisiológicos e indicações
Devido ao lixamento promovido no tecido, remove de forma seletiva e progres-
siva o estrato córneo, sem oferecer nenhum dano aos tecidos mais profundos. 
8
9
Assim, temos um afinamento da pele e diminuição da função de barreira. Essa fun-
ção é muito importante quando pensamos em aplicar produtos (ativos cosméticos) 
ou até mesmo utilizar alguma tecnologia (eletrotermofoterapia), pois a capa córnea 
funciona como barreira e resistência. Quando afinamos a pele, temos uma melhor 
permeação/penetração do que virá na sequência. 
Também estimulamos a renovação/regeneração celular e o crescimento epidér-
mico por meio da remoção do estrato córneo, melhorando a qualidade da pele. 
Induzimos uma reação inflamatória local de forma controlada de modo a estimular 
a matriz dérmica e reparação tecidual, incrementando a produção de colágeno.
Análise crítica das técnicas de microdermoabrasão por jateamento e lixamento: Revisão de 
Literatura, disponível em: https://goo.gl/6JQTuo Ex
pl
or
Tendo em vista todos esses efeitos e interação com o tecido, a microdermoabra-
são é indicada no tratamento de:
• Cicatrizes de acne;
• Irregularidades da textura da pele;
• Clareamento das camadas mais superficiais da epiderme;
• Envelhecimento facial (prevenção e tratamento) - rugas superficiais, linhas de expressão;
• Óstios dilatados e microcomedões;
• Estrias;
• Cicatrizes atróficas;
• Preparo da pele para outros procedimentos.
Peeling de Diamante
O peeling de diamante é realizado por meio de uma caneta com diversas pon-
teiras diamantadas de diferentes granulometrias, e em seu centro há um orifício 
para sucção. Comumente encontramos ponteiras de 75, 100 e 150 micras e o li-
xamento é inversamente proporcional ao número, ou seja, 75 é a mais abrasiva e 
a de 150 a menos abrasiva.
Essa caneta é conectada a um equi-
pamento gerador de pressão negati-
va (vácuo), fazendo com que a pele 
seja suavemente sugada na direção da 
ponteira e, então, o profissional rea-
liza um arraste/lixamento na pele por 
meio de movimentos controlados e 
bem executados. Figura 1 – Exemplo de um kit de peeling de diamante
Fonte: Divulgação
9
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
Existem alguns fatores que influenciam o procedimento, como: velocidade do mo-
vimento, escolha da ponteira, ajuste da pressão do equipamento, pressão exercida 
pelo profissional e quantidade de passadas na mesma área. 
Técnica de aplicação
Antes de iniciar a aplicação é necessário o preparo do paciente. Como se trata 
de um procedimento indolor, não requer anestesia tópica; em seguida, realizar lim-
peza da pele com produto escolhido.
Deve-se, então, determinar a profundidade de esfoliação/ nível de abrasividade 
pretendido com a escolha da ponteira (75, 100 ou 150 micras). Em seguida, regu-
lar a intensidade do equipamento de vácuo (cada pele deve ter a pressão ajustada 
de maneira individual). Também determinar o número de passadas na área tratada 
(nesse caso, deve ser de acordo com a resposta do tecido, buscando sempre uma 
hiperemia/eritema). 
Realizar um teste em outra região (exemplo:região de antebraço) antes da re-
gião escolhida. 
Com a realização da técnica, algumas recomendações são importantes: come-
çar sempre com diamantes finos e pouca pressão de vácuo, aumentar gradativa-
mente; é mais confortável para o paciente um número maior de passadas com 
pontas finas do que poucas passadas com pontas grossas; ao trocar uma ponta fina 
por uma grossa, diminuir a intensidade de vácuo; tencionar a pele com a mão livre 
para aplicar; as áreas com rugas, cicatrizes e hiperpigmentação, tratar depois de 
finalizada a esfoliação geral; orientar cuidado com exposição solar.
Cada sessão dura aproximadamente entre 5 e 15 minutos. O número de sessões 
é variável, em geral de 4 a 10 separadas por intervalos de 1 a 3 semanas. Já na 
primeira sessão fica uma sensação de suavidade na pele, porém os resultados ficam 
mais visíveis a partir da terceira sessão e recomendam-se sessões de manutenção 
de acordo com o tipo de pele. 
Região facial
A fim de trabalhar toda a região de forma homogênea, preconiza-se a aplicação 
em três sentidos: horizontal, vertical e diagonal, com uma passada em cada sentido.
Iniciar pela região frontal (região mais sensível); girar a cabeça e fazer a boche-
cha, o lábio superior e inferior deste lado; girar a cabeça e repetir na outra hemi-
face; diminuir o vácuo e tratar o pescoço; diminuir ainda mais o vácuo e tratar a 
região peri orbital. 
Movimentos a serem realizados na técnica, disponível em: https://goo.gl/paKEvf
Ex
pl
or
10
11
Figura 2
Fonte: Divulgação
Região corporal
Toda técnica exposta acima pode ser realizada também em região dorsal, colo, 
dorso de mãos, braços, conforme necessidade terapêutica. 
No tratamento das estrias, a técnica depende do tipo de estria (rubras ou albas) 
e, no caso das albas, pode ser um pouco mais agressivo.
Tratamento das estrias, disponível em: https://goo.gl/bxNWh3
Ex
pl
or
Peeling de Cristal
A esfoliação/abrasão do peeling de cristal é realizada por meio de um jateamento 
de óxido de alumínio de forma direta na pele promovido por um equipamento que gera 
pressão positiva sobre a superfície cutânea, numa velocidade controlada pelo terapeu-
ta. O equipamento gera, na mesma ponteira e de maneira simultânea, uma pressão 
negativa (sucção) para que os resquícios de cristais e o estrato córneo sejam sugados e 
armazenados em um recipiente. As indústrias fabricantes dos equipamentos disponibi-
lizam alguns formatos de ponteiras que devem ser conectadas nas mangueiras; e cada 
formato permite maior ou menor jateamento de cristais. Por isso o peeling de cristal 
pode ser superficial ou profundo, variando de acordo com a intensidade de lixamento.
Existem alguns fatores que influenciam o procedimento, como: velocidade do 
movimento, escolha da ponteira, ajuste da pressão do equipamento, pressão exer-
cida pelo profissional e quantidade de passadas na mesma área. 
 
Figura 3 – Exemplos de aplicador e ponteiras do equipamento
Fonte: Adaptado de Divulgação
11
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
Técnica de aplicação
Antes de iniciar a aplicação é necessário o preparo do paciente. Como se trata 
de um procedimento indolor, não requer anestesia tópica; em seguida, realizar lim-
peza da pele com produto escolhido.
Deve-se, então, determinar a profundidade de esfoliação/nível de abrasividade 
pretendido com a escolha da ponteira. Em seguida, regular a intensidade do equi-
pamento de vácuo (cada pele deve ter a pressão ajustada de maneira individual). 
Também determinar o número de passadas na área tratada (nesse caso, deve ser 
de acordo com a resposta do tecido, buscando-se sempre uma hiperemia/eritema). 
Realizar um teste em outra região (exemplo: região de antebraço) antes da re-
gião escolhida. 
A fim de trabalhar toda a região de forma homogênea, preconiza-se a aplicação 
em três sentidos: horizontal, vertical e diagonal, com uma passada em cada sentido.
Iniciar pela região frontal (região mais sensível); girar a cabeça e fazer a boche-
cha, o lábio superior e inferior deste lado; girar a cabeça e repetir na outra hemi-
face; diminuir o vácuo e tratar o pescoço; diminuir ainda mais o vácuo e tratar a 
região peri orbital.
O procedimento pode ser realizado também em áreas corporais, assim como o 
Peeling de Diamante. 
Movimentos a serem realizados na técnica, disponível em: https://goo.gl/paKEvf
Ex
pl
or
Peeling Ultrassônico
O Peeling Ultrassônico consiste em um transdutor (espátula) que contém cristais 
piezoelétricos em seu interior, e produzem microvibrações; essas são transferidas à 
pele do paciente quando a espátula entra em contato com o tecido. Essa energia 
é gerada em uma frequência de 27KHz (ou seja, 27 mil por segundo), por isso é 
chamado “ultrassônico”. 
Figura 4 – Espátula ultrassônica
Fonte: Adaptado de Divulgação
12
13
Para que a energia seja transmitida ao tecido, é necessário o uso de meio con-
dutor à base de água. 
Com isso, temos produção de calor e microvibração no tecido aplicado, gerando 
uma série de efeitos fisiológicos.
Piezoeletricidade é a capacidade que alguns materiais têm de transformar energia elétrica 
em energia mecânica e vice-versa. O termo “piezoeletricidade” provém do grego “piezein”, 
que signifi ca apertar/pressionar.
Ex
pl
or
Efeitos fi siológicos e indicações
A energia mecânica (microvibração em alta frequência) gera atrito no tecido, que 
produz calor local. Essa combinação favorece efeitos como: 
• Emulsiona e remove o sebo da pele e é eficaz no tratamento da acne;
• Prepara a pele para procedimentos sequenciais;
• Aumenta a capacidade de absorção da pele (por aumento da permeabilidade 
da membrana);
• Refresca, renova e regenera a pele;
• Oxigena e hidrata a pele;
• Remove impurezas e células mortas;
• Ativa a microcirculação;
• Favorece drenagem de edemas;
• Melhora o tônus da pele (devido ao efeito mecânico que ativa os fibroblastos).
E ainda apresenta vantagens como baixo custo operacional; pode ser aplicado 
em todos os tipos de pele, inclusive as mais delicadas (como em pacientes com 
Rosácea, em pós-operatórios, em acne ativa e até em gestantes); é indolor e limpa 
rapidamente a pele.
Técnica de aplicação
Antes de iniciar a aplicação, é necessário o preparo do paciente. Como se trata 
de um procedimento indolor, não requer anestesia tópica; em seguida, realizar lim-
peza da pele com produto escolhido.
Para aplicação da espátula, é necessário manter a pele umedecida durante todo 
o tempo de tratamento com auxílio de uma gaze com água, soro fisiológico ou até 
mesmo um emoliente. 
Existem duas formas de aplicação, que devem ser escolhidas de acordo com o 
objetivo terapêutico:
13
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
• Espátula a 45º: posicionar a espátula a uma angulação de 45º da pele e reali-
zar movimentos de deslizamento e contínuos por toda a região de tratamento. 
Essa técnica é utilizada principalmente com o objetivo de renovação celular. 
• Dorso da espátula: inverte-se a posição da espátula e, então, o deslizamento 
é feito com a parte plana da mesma. Nessa técnica costumamos utilizar cos-
méticos base água com ativos para que a absorção do mesmo seja favorecida. 
Figura 5 – Espátula a 45º
Fonte: Acervo do Conteudista
Figura 6
Fonte: Acervo do Conteudista
As variações de intensidade do peeling ultrassônico devem ser de acordo com o 
objetivo terapêutico e a sensibilidade do paciente. 
Figura 7
Fonte: Divulgação
Importante!
A pele deve se manter umedecida durante todo o tempo de tratamento; deve-se limpar 
a espátula em intervalos regulares; realizar adequada aplicação da técnica para que não 
haja concentração de energia em algum ponto da espátula para que não cause descon-
forto ao paciente.
Importante!
14
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Contraindicações
• Lesões de acne e pústulas;
• Lesões herpéticas: lesões vesículo-bolhosas provocadas por vírus (Herpes ví-
rus hominis HVH);
• Fragilidade capilar;
• Psoríase;
• Dermatites;
• Diabetes Mellitus;
• Eczema;
• Lupus eritematoso;
• Câncer de pele;
• Lesõesvasculares. 
Introdução à Vacuoterapia
A massagem mecânica realizada com sucção (pressão negativa), muito conhe-
cida no meio estético como vacuoterapia, endermologia ou dermotonia consiste 
na realização de uma massagem com um equipamento de pressão negativa (que 
pode ser contínua ou pulsada), por meio de aplicadores, denominados manípulos 
ou ventosas (vários modelos e formatos). É destinada a inúmeros procedimentos 
estéticos e terapêuticos corporais e faciais.
Existem indícios de que desde a antiguidade, egípcios, gregos, chineses e japo-
neses já faziam o uso de ventosas com finalidade terapêutica, porém, nesse caso, 
sem o uso de equipamento que controlasse a pressão, mas com artifícios como o 
fogo, por exemplo. 
Na França, uma técnica de massagem 
mecânica criada na década de 70 por 
Louis Paul Guitay começou a ser utilizada 
no alívio de dores musculares, relaxamento 
e tratamento de cicatrizes decorrentes de 
queimaduras. Após isso, a técnica foi di-
fundida e modificada para ser utilizada em 
tratamentos estéticos faciais e corporais 
com inúmeros benefícios. 
A técnica utiliza equipamentos com 
pressão negativa controlada, promovendo 
uma mobilização profunda da pele e do 
tecido subcutâneo, com intuito de simular 
Figura 8
Fonte: Divulgação
15
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
os efeitos de uma massagem manual. A massagem profunda, quando realizada 
com ventosas em formato de roletes, promove uma dobra na pele, denominada 
“palper-roler” (palpar-rolar), permitindo, desta forma, um massageamento profun-
do aliado a um incremento na circulação sanguínea.
Efeitos Fisiológicos e Indicações
A massagem mecânica simula a massagem manual ou a drenagem linfática, de 
acordo com a técnica escolhida e, então, temos a produção dos seguintes efeitos:
• Reflexo: relacionado aos receptores sensoriais e mecânicos existentes nos 
tecidos. As terminações nervosas são estimuladas pelas manobras, exercen-
do um efeito benéfico indireto (reflexo) sobre outras regiões. Essa conexão 
é possível devido a uma conexão do trajeto reflexo que envolve o sistema 
nervoso autônomo;
• Liberação de aderências teciduais: o principal efeito da massagem mecâni-
ca é promover a distensão do tecido e da fáscia adjacente. Com isso promove-
mos liberação de aderências; 
• Aumento da circulação sanguínea e melhora do retorno venoso: a micro-
circulação local é ativada por um efeito reflexo, que causa a vasodilatação das 
arteríolas superficiais. Com isso temos aumento de nutrição tecidual e oxige-
nação local. Se os movimentos realizados com as ventosas forem realizados de 
distal para proximal, também há uma facilitação do retorno venoso;
• Redução de edema: ocorre devido à facilitação do fluxo linfático e, conse-
quentemente, à drenagem do fluido intersticial, removendo metabólitos dos 
tecidos. A drenagem linfática estimula o peristaltismo dos coletores linfáticos, 
por se tratar de uma aplicação rítmica, suave, lenta e precisa; aumenta a ca-
pacidade de transporte do sistema linfático; previne a formação de fibroses; 
estimula o sistema nervoso parassimpático gerando analgesia nas estruturas 
tratadas; melhora a resposta defensivo-imunitária e aumenta a reabsorção do 
edema. A massagem por pressão negativa atua sobre as massas líquidas in-
tersticiais, facilitando a reabsorção pela via venosa, transferindo-as para a cir-
culação central; 
• Redução da fadiga e dores musculares: o efeito de deslizamento da ven-
tosa no tecido (estímulo mecânico) promove o que chamamos de “teoria 
das comportas” que, associado ao estímulo circulatório, promove redução 
da dor (analgesia);
• Reestruturação do tecido conjuntivo: aumento da deposição das fibras de 
colágeno, elastina, entre outros subprodutos, por estimular mecanicamente os 
fibroblastos (mecanotransdução do sinal);
• Redução da espessura do tecido adiposo.
16
17
Portanto, as indicações da massagem mecânica são bastante variadas, podendo 
atender protocolos de tratamento de patologias como: 
• Fibroedema gelóide;
• Adiposidades localizadas;
• Drenagem linfática;
• Fibrose;
• Cicatrizes aderentes;
• Recuperação da fadiga muscular;
• Melhora do contorno corporal;
• Tratamentos que se beneficiam da melhora do fluxo sanguíneo e linfático, me-
lhora da nutrição celular e eliminação de detritos metabólicos;
• Aumento da maleabilidade e restruturação do tecido conjuntivo (flacidez de pele).
“Teoria das comportas” é o nome que damos ao efeito momentâneo produzido por corrente 
elétrica terapêutica ou estímulo mecânico no tecido que, por subir ao sistema nervoso cen-
tral por vias mais rápidas que a da dor, promove uma analgesia local. 
Ex
pl
or
Técnica de Avaliação Específi ca
Antes de iniciar a aplicação da técnica, é necessária a realização da avaliação do 
tecido a ser tratado, para que “zonas de congestão e alteradas” sejam detectadas. 
A avaliação chamada de “palpar-rolar” consiste em uma manobra dividida em três 
etapas: formação da prega cutânea, massagem (deslizamento) e relaxamento da prega.
A formação da prega cutânea é realizada colocando-se os polegares numa mes-
ma linha enquanto os outros dedos deslizam trazendo o tecido cutâneo sobre os 
polegares que se “enterram” sob a prega formada. A avaliação da prega cutânea 
se faz pelas polpas dos dedos em movimentos de fricção, massageando a prega, 
alternando entre a mão esquerda e direita. Quando existe alteração no tecido, a 
prega não consegue ser mantida ao longo do trajeto do tecido. 
Após essa avaliação, inicia-se a aplicação da técnica.
Figura 9
Fonte: Divulgação
17
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
Técnicas de Aplicação
Após a localização da alteração, se faz necessária a aplicação da técnica para 
buscar a normalização do tecido. Então, a zona alterada deve ser massageada até 
que se forme uma hiperemia, um amaciamento dos tecidos e uma diminuição da 
resposta dolorosa. Para tal, é realizada a terapia por depressomassagem ou depres-
sodrenagem linfática. 
Depressomassagem
A depressomassagem é o nome dado à aplicação da vacuoterapia/massagem 
mecânica de forma contínua ou pulsada, com regulação da pressão, para des-
congestionar os tecidos estimulando as zonas alteradas. A massagem deve ser 
realizada de forma sinérgica. A depressomassagem é realizada de duas formas 
distintas e complementares:
• Depressomassagem Pulsada (DMP): o tratamento é realizado com uma fre-
quência de sucção seguida de relaxamento. A DMP realiza um bombeamento 
da microcirculação agindo sobre o mecanismo da ação reflexa, alterando a 
zona alterada. Geralmente é a primeira manobra que realizamos no tecido 
após a avaliação e também a última, para fechar a técnica. 
• Depressomassagem Contínua (DPC): massagem aplicada sobre toda a su-
perfície alterada. Inicialmente a pressão é suave, sendo aumentada gradati-
vamente, respeitando a sensibilidade do paciente e o tecido (se estiver mais 
flácido, realizamos manobras curtas e rápidas; se aderido, realizando momen-
tos mais lentos e longos). O sentido de aplicação corresponde ao objetivo tera-
pêutico desejado: traços longitudinais apresentam efeitos predominantemente 
circulatórios; traços transversais têm efeito descontraturante e os movimentos 
circulares realizam um amaciamento das zonas de fibrose e descongestiona o 
tecido profundo.
Nos tratamentos faciais, o sentido de aplicação se modifica, devendo ser tra-
balhado em três sentidos: horizontal, vertical, e diagonal, realizando-se algumas 
passadas em cada sentido até a hiperemia.
Figura 10 – Exemplo de aplicação corporal
Fonte: Acervo do Conteudista
Figura 11 – Exemplo de aplicação facial
Fonte: Acervo do Conteudista
18
19
Depressodrenagem linfática
A depressodrenagem linfática é uma depressomassagem mais suave, realizada 
no sentido dos coletores linfáticos, estimulando a reabsorção dos líquidos corporais. 
A depressodrenagem linfática é um prolongamento natural da depressomassa-
gem, mas com uma pressão mais suave, equivalente a 30mmHg, não ultrapassan-
do 60mmHg, realizada em três tempos: 
• Depressomassagem pulsada sobre a região dos linfonodos (manobra de abertura);
• Depressomassagem contínua sobre todos os trajetos linfáticos na direção da 
ação clássica de reabsorção da linfa;
• Depressomassagem pulsada sobre a região dos linfonodos (manobra de fechamento). 
Pressões Utilizadas
As pressões são utilizadas de acordo com o objetivo terapêutico: 
• Método fraco: depressodrenagem linfática (até 60mmHg);
• Método médio: depressomassagem nos tecidos moles (100 a 300mmHg);
• Método forte: depressomassagem nos tecidos fibrosados (300 a 550mmHg).
Figura 12
Fonte: Divulgação
Contraindicações
• Tumores cutâneos;
• Gravidez;
• Dermatoses;
• Fragilidade capilar;
• Cardiopatia descompensada;
• Portadores de marca-passos cardíacos;
• Trombose e tromboflebites.
19
UNIDADE Peelings Mecânicos e Vacuoterapia
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Eletroterapia explicada- principios e prática 
LOW, A.; REED, J.; WARD, R. Eletroterapia explicada- principios e prática. 4 ed. 
RJ: Elsevier, 2009. 14 ex.
Fisioterapia dermatofuncional
GUIRRO, E; GUIRRO, R. Fisioterapia dermatofuncional. 3. ed. São Paulo: Manole, 
2010. 14 ex. 
 Vídeos
Beauty Dermo – Guia de vacuoterapia e microdermoabrasão
https://youtu.be/_y3aMBLZ5vs 
20
21
Referências
ABDEL-LATIF, A. M.; ELBENDARY, A. S. Treatment of striae distensae with 
microdermabrasion: a clinical and molecular study. JEWDS, v. 5, p. 24-30, 2008.
ADCOCK, D. et al. Analysis of the effects of deep mechanical massage in the 
porcine model. Plastic and reconstructive surgery, v. 108, n. 1, p. 233-240, 2001.
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