A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Impacto da industrialização da produção de medicamentos na profissão farmacêutica

Pré-visualização | Página 1 de 1

Nome: Maria Larissa Galdêncio de Oliveira. 
Atividade de Introdução a Ciências Farmacêuticas (ICF) sobre o impacto 
da industrialização da produção de medicamentos na profissão 
farmacêutica. 
 
⇾ O impacto que a industrialização da produção de medicamentos originou na 
profissão farmacêutica. 
O texto "Boticas, indústrias farmacêuticas e grupos de pesquisas em plantas 
medicinais" de autoria de Tania Maria Fernandes, faz uma análise reflexiva 
sobre o impacto que a industrialização da produção de medicamentos originou 
na profissão farmacêutica. 
Precipuamente, com o surgimento da indústria farmacêutica são observadas a 
evasão das boticas e a desarranjo do setor produtivo, no Brasil, consolidando-
se a propagação da pesquisa científica no âmbito de produtos naturais e 
plantas medicinais. 
As boticas, tiveram um relevante papel na produção e difusão institucional das 
práticas e conhecimentos terapêuticos no Brasil, tendo sido trazidas para o 
País principalmente por cirurgiões-barbeiros, boticários, jesuítas e também 
mascates, durante o período colonial. 
Em 1640, as boticas foram autorizadas a atuar como setor comercial, com isso 
esses estabelecimentos começaram a ser ampliados numerosamente. A 
simplicidade que era para abrir esse tipo de comércio, acarretou em 
consequências como a fiscalização do comércio de drogas e a prática dos 
boticários. 
No início do século XIX, as boticas começaram a dar espaço para as farmácias 
e pequenas indústrias. As farmácias manipulavam receitas médicas e 
comercializavam fármacos industrializados. Já as pequenas indústrias 
realizavam novas técnicas e fórmulas medicamentosas, através do 
procedimento industrial de produtividade. Os boticários, nesse cenário, foram 
substituídos pelos farmacêuticos. 
O andamento da propagação da indústria farmacêutica a partir da manipulação 
de produtos naturais ocorreu mundialmente. A partir de 1940, o Brasil passou a 
ter uma grande dependência pelos países que estavam com a industrialização 
avançada, nas fórmulas de medicamentos e no material destinado a produção 
de produtos terapêuticos. A passividade governamental e a carência de 
inovações nacionais não possibilitaram a manutenção produtiva e comercial da 
área farmacêutica, tornando as indústrias nacionais defasadas e obsoletas. 
No âmbito da Segunda Guerra Mundial, o processamento industrial elevou o 
crescimento da indústria americana e corrompeu o campo industrial europeu. 
Devido as necessidades da guerra, surgiram novos produtos, consolidaram-se 
empresas de grande porte internacional, havendo uma expansão industrial 
farmacêutica mundial. 
Ao longo do século XX, com o aprimoramento das técnicas de produtividade de 
substâncias sintéticas, passaram então, a conquistar o mercado internacional 
de medicamentos, pelo motivo principal de ter sua produção em larga escala, 
ao contrário do que ocorria com as plantas naturais e medicinais. 
O redirecionamento do profissional para outras áreas de atuação se deu a 
partir das novas tecnologias de produção de fármacos, da obsolescência do 
curso de farmácia e do favorecimento da formação de profissionais 
especializados. Essa nova configuração de um perfil profissional, passou a 
desconhecer a composição e os princípios de manipulação do medicamento, 
bastando apenas ter conhecimentos sobre a ação terapêutica do composto. 
Por fim, percebe-se um processo de desnacionalização, onde as indústrias 
farmacêuticas brasileiras foram substituídas por indústrias químico-
farmacêuticas multinacionais, incorporando tecnologia aprimorada e estruturas 
econômico-financeiras de porte mundial bem como a valorização do 
farmacêutico propagandista.