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ATENDIMENTO-PRÉ-HOSPITALAR-TRANSPORTE-E-CLASSIFICAÇÃO-DE-RISCOS-DIAGRAMADA

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Atendimento Pré-Hospita-
lar, transporte e Classifica-
ção de Riscos 
 
 02 
 
 
 
1. Atendimento Pré-Hospitalar Móvel e Fixo 4 
 
2. Triagem de Vítimas do Trauma 10 
Método START 11 
 
3. Tipos de Transportes 14 
Transporte Intra-Hospitalar 15 
Transporte Inter-Hospitalar 16 
Normatização do Transporte de Pacientes 18 
 
4. Protocolo de Atendimento Introdutório 
no Pronto-Socorro 24 
 
5. Protocolo de Manchester 31 
 
6. Referências Bibliográficas 40 
 
 
 03 
 
 
 
 
 
 4 
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR E CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS 
1. Atendimento Pré-Hospitalar Móvel e Fixo 
 
 
Fonte: Paulista Enfermagem1 
 
e acordo com Freire (2019), as 
Unidades Pré-Hospitalares de 
Urgência representam uma estru-
tura intermediária entre o hospital e 
o setor de atenção básica, a base de 
acesso a esses serviços é o acolhi-
mento através da avaliação e classi-
ficação de risco, um tipo de tecnolo-
gia que pode determinar a priori-
dade do atendimento esperado. Es-
sas unidades estão preparadas para 
prestar um atendimento adequado 
em urgências e emergências. Os ser-
viços de urgência e emergência exi-
gem atuação firme e eficaz dos pro-
fissionais de enfermagem. Devido 
aos acidentes de trânsito, violência e 
 
1 Retirado em https//www.paulistaenfermagem.com.br 
doenças de diversas causas (princi-
palmente doenças cardiovascula-
res), o número de atendimentos de 
emergência e urgência no país está 
aumentando, logo, uma assistência 
profissional e rápida é necessária 
com urgência no Brasil, a esses paci-
entes com traumas e doenças súbi-
tas ainda no local do ocorrido. O 
atendimento pré-hospitalar, móvel 
ou fixo, baseia-se no fato de poder 
tratar lesões e traumas sem causar 
sequelas graves a partir do apoio 
imediato à vítima. 
O serviço de atendimento pré-
hospitalar é uma importante ligação 
entre os diversos níveis de atenção 
D 
 
 
5 
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR E CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS 
do SUS. A atuação do enfermeiro 
está relacionada, mas não se limi-
tando, à assistência direta ao paci-
ente crítico em risco de morte. Nesse 
sistema, além de prestar assistência 
às vítimas em situações de emergên-
cia, os enfermeiros também reali-
zam atividades educativas como ins-
trutores, participam da revisão de 
convênios de atendimento, redigem 
materiais didáticos e cooperam com 
equipes multidisciplinares em caso 
de desastre e acidentes graves, além 
de ser o responsável pela liderança e 
coordenação das equipes relaciona-
das (MORAES, 2010). 
Segundo o Grupo de Resgate e 
Atenção as Urgências e Emergências 
- GRU (2015), o SAMU é uma forte 
representação na rede de saúde, por 
se tratar de um serviço organizado 
por uma visão centrada no médico, 
embora tenha diferentes categorias 
profissionais e precisa ser enquadra-
do nesse plano, pois desempenham 
um papel importante na relação do 
serviço. Sua função é criar e modifi-
car o caminho lógico adotado pelo 
serviço de saúde no sistema de sa-
úde, e mudar a ideia de que os paci-
entes precisam ir ao médico ou mar-
car uma consulta por conta própria. 
Ao mudar a ordem estabelecida para 
atender às necessidades dos usuá-
rios, e conduzindo-o aos serviços fi-
xos, ele estabelece uma outra relação 
com usuários e profissionais que não 
podem recusá-lo. Portanto, uma das 
habilidades importantes para o 
exercício da prática de enfermagem 
no atendimento pré-hospitalar é a 
capacidade de raciocínio clínico 
para a tomada de decisão e a capaci-
dade de implementar medidas de in-
tervenção rapidamente. 
Segundo autores como Iuamo-
to, Imakuma e Jacomo (2016), a en-
fermagem desempenha um papel 
importante na gestão no SAMU/ 
APH e demais atividades que fogem 
ao âmbito da assistência ao usuário. 
A categoria também participa no en-
sino em serviço intersetorial e na ca-
pacitação do atendimento direto às 
emergências, tais como: guardas 
municipais, fiscais de trânsito, pro-
fessores de escolas e outros. O enfer-
meiro é responsável por prestar as-
sistência, que visa ressuscitar e esta-
bilizar o paciente no local da ocor-
rência e antes da transferência para 
o atendimento fixo. Sendo assim, o 
papel do enfermeiro de atendimento 
pré-hospitalar móvel na área pú-
blica, pode ser caracterizado por 
avaliar as necessidades das vítimas, 
determinar prioridades, tomar as 
medidas de intervenção necessárias 
e realizar reavaliações contínuas du-
rante a remoção e o transporte defi-
nitivo. Ele se divide em diversos pro-
cessos de trabalho, como cuidado, 
assistência, administração, gerên-
cia, pesquisa e ensino. No âmbito 
 
 
6 
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR E CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS 
das suas tarefas no atendimento 
pré-hospitalar móvel, o enfermeiro 
tem a função de formular protocolos 
internos de atendimento, que preci-
sam ser desenvolvidos e organizados 
baseados em uma rápida avaliação, 
agilidade das técnicas para estabili-
dade das condições respiratórias, 
circulatórias e hemodinâmicas com 
o menor tempo empregado, eficiên-
cia, qualidade e minimização dos er-
ros. 
O serviço móvel de atendi-
mento pré-hospitalar, visa chegar o 
mais rápido possível à vítima, depois 
de um acidente grave ou algum tipo 
de problema relacionado à saúde, 
que causa sofrimento, sequela ou até 
mesmo a morte do paciente. Tem a 
função de atender e transportar as 
vítimas até os serviços de saúde. As 
unidades de atendimento pré-hospi-
talar móvel, tem a função de atender 
problemas como: parada cardiorres-
piratória, dificuldade respiratória 
severa, convulsões, lesões por aci-
dentes de trânsito e quedas, queima-
duras, afogamentos, agressões, cho-
ques elétricos, além de outras situa-
ções envolvendo risco de vida imi-
nente (NAEMT, 2016). 
De acordo com Sueoka (2019), 
seguindo o modelo francês da polí-
tica nacional de urgências e emer-
gência, os enfermeiros foram inseri-
dos APH móvel. Desde então, enfer-
meiros e equipes móveis de atendi-
mento pré-hospitalar participam em 
diversos ambientes, com espaço fí-
sico limitado e em situações limites 
de tempo da vítima e cena. Essas si-
tuações destacam a necessidade de 
tomar decisões imediatas com base 
em protocolos, conhecimento e ava-
liações rápidas. Para o enfermeiro é 
satisfatório atuar na unidade móvel 
de atendimento pré-hospitalar, pois 
trabalha diretamente na assistência 
de pacientes que são vítimas de al-
gum acidente ou urgência relacio-
nada a alguma doença. Ele enxerga 
oportunidades para desempenhar as 
funções práticas de enfermagem e 
usar o conhecimento técnico-cientí-
fico de sua formação, o que não 
acontece em outros serviços que de-
sempenham na rede, ocupando mui-
tas vezes funções administrativas. 
Para os autores Góis, Brígido e 
Menezes (2019), os serviços de aten-
dimento móvel são um local privile-
giado para estabelecer relações de 
poder, refletindo a individualidade e 
o conflito intrínseco ao trabalho de 
uma equipe profissional que desen-
volve suas práticas dentro dos es-
treitos limites das relações com ou-
tros profissionais e outros níveis de 
atenção. Os pontos positivo do tra-
balho de atendimento móvel, são: 
 Dinamismo do serviço - fluxo 
de trabalho de acordo com a 
 
 
 
7 
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR E CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS 
demanda e a imprevisibilidade 
no cotidiano de trabalho; 
 Resolutividade - diz respeito à 
imediata resposta dada à soli-
citação dos usuários, seja por 
orientação telefônica ou pelo 
envio do transporte de acordo 
com a necessidade; 
 Visão geral da rede de atenção 
- elo dinâmico da rede de aten-
ção à saúde, função facilmente 
reconhecida pelos funcioná-
rios que estão diariamente em 
contato com os pontos fixos da 
rede de serviços de saúde e 
com a população; 
 Oportunidade de exercerem 
funções assistenciais. 
 
De acordo com Moraes (2010), 
os achados, a colisão

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