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Análise das Demonstrações
Financeiras
Aula 5 - Análise por Quocientes – Quocientes de
Estrutura Patrimonial
INTRODUÇÃO
Para o exame da situação econômico-�nanceira de uma companhia a �m de avaliar a sua capacidade e qualidade em
relação à liquidez, ao endividamento, à lucratividade e à rentabilidade, o analista de balaços utiliza-se da Análise por
Índices (Quocientes).
A Análise por Índices estabelece relações entre contas das demonstrações �nanceiras que permitem elaborar uma
visão macro da empresa.
Os índices utilizados, para análise da estrutura patrimonial, utilizam-se da relação entre as fontes de �nanciamento
próprio com de terceiros. Desta maneira, pode-se evidenciar a dependência da entidade em relação aos recursos com
terceiros.
Portanto, o diagnóstico, na detecção de pontos fortes e falhas, quanto à estrutura patrimonial é fundamental, tanto para
os usuários internos, por exemplo, os gestores que podem corrigir as falhas e aproveitar as oportunidades, como
também para os usuários externos, credores e investidores que podem avaliar a segurança oferecida pela empresa aos
capitais de terceiros conforme a sua política de obtenção de recursos.
OBJETIVOS
Identi�car a participação de capitais de terceiros.
Reconhecer a composição do endividamento.
Analisar a imobilização do patrimônio líquido e dos recursos não correntes.
QUOCIENTES DE ESTRUTURA PATRIMONIAL
A Análise dos Quocientes de Estrutura de Capitais ou também chamado Indicadores de Endividamento proporciona a
evidenciação do grau de endividamento da empresa em função dos recursos de terceiros investidos no Patrimônio. O
índice é obtido pela proporção entre os Capitais Próprios e os Capitais de Terceiros dos valores extraídos do Balanço
Patrimonial.
No confronto entre Capitais Próprios e de Terceiros, pode-se constar a maior proporção de investimentos na empresa.
Atenção
, Nota-se uma situação satisfatória quando a fonte de �nanciamento é essencialmente de Capitais Próprios, entretanto, quando os
investimentos forem realizados por sua maioria por Capitais de Terceiros, percebe-se que há um endividamento, e que a empresa
irá remunerar esses Capitais de Terceiros.
A partir dos quadros 1 e 2, pode-se extrair os índices da Estrutura de Capitais:
Quadro 1 — Balanço Patrimonial da Raia Drogasil S.A. — Ativo
Fonte: A autora, 2017.
Quadro 2 — Balanço Patrimonial da Raia Drogasil S.A. — Passivo
Fonte: A autora, 2017.
PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS
O índice de endividamento indica o quanto a empresa possui de dívidas com relação a terceiros (passivo circulante +
passivo não circulante) por cada real de recursos próprios (patrimônio líquido) investidos. Este índice revela a
dependência que a empresa possui em relação a terceiros para a tomada de decisões �nanceiras e o respectivo risco a
que está submetida.
Comentário
, Interpretação: quanto menor, melhor. Quanto menor for o endividamento, menor o risco que a empresa proporcionará a terceiros.
No entanto, deve-se considerar a qualidade da dívida, ou seja, o prazo de vencimento, a taxa de juros, o risco da moeda e outros
inerentes ao negócio.
Outro aspecto relevante a considerar, na análise do endividamento, é a média do setor que a empresa pertence, pois
pode-se analisar a normalidade do endividamento quanto operacionalidade da empresa, como também, é possível
detectar um elevado nível de endividamento em períodos sucessivos como indicador no risco de falência.
Pela análise da Participação de Capitais de Terceiros da Droga Raia, seguem os cálculos dos índices:
Comentário
, Interpretação: o índice é inferior a 1, ou seja, indica o excesso de Capitais Próprios sobre os Capitais de Terceiros, deste modo,
veri�ca-se que a empresa possui liberdade �nanceira no processo decisório., , Veri�ca-se um crescimento de 2015 e 2016 das
dívidas com terceiros para cada $1,00 de recursos próprios. Desta forma, pode-se a�rmar que a dependência da entidade em
relação a terceiros teve um incremento, assim como o risco.
COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO
A composição do endividamento corresponde à proporção entre as Obrigações de Curto Prazo e as Obrigações Totais.
Este índice revela a qualidade do passivo da empresa quanto aos prazos, ou seja, o quanto da dívida total (passivo
circulante + passivo não circulante) com terceiros é exigível no curto prazo (passivo circulante). Ou seja, quanto menor,
melhor.
Saiba Mais
, A NBC TG 26 (R4) – Apresentação das Demonstrações �nanceiras aborda:, , O ativo deve ser classi�cado como circulante quando
satis�zer qualquer dos seguintes critérios:, , (a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no
decurso normal do ciclo operacional da entidade;
(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;
(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço; ou
(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme de�nido na NBC TG 03), a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se
encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço., , Todos os demais ativos devem ser classi�cados como
não circulante.
De modo geral, as empresas procuram �nanciar o Ativo Não Circulante com recursos de longo prazo, assim como, o
Ativo Circulante com recursos de curto prazo, pois tende a obter maior espaço de tempo para a gestão das dívidas sem
comprometer o seu �nanceiro com surpresas do negócio (uma crise, por exemplo) e, com isso, ser obrigada a tomar
atitudes desfavoráveis como:
  Queima de estoque com preços abaixo do valor de venda.
  Descontos elevados para o recebimento de clientes.
  Outras fontes de recursos imediatos para honrar os compromissos atuais com remuneração onerosa para
empresa.
Pela análise da Composição do Endividamento da Droga Raia, seguem os cálculos dos índices:
Comentário
, Interpretação: quanto menores os níveis de endividamento no curto prazo, maiores os prazos para liquidação das dívidas, ou seja,
melhor situação �nanceira e menor risco., , Veri�ca-se que a empresa obteve índices elevados de endividamento que vencem no
curto prazo, portanto, deve-se ter atenção na gestão dos recursos imediatos para pagamentos das dívidas.
IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O índice de Imobilização do Patrimônio Líquido demonstra o quanto do Ativo Imobilizado é �nanciado pelo Patrimônio
Líquido, sendo assim, evidencia-se a dependência de aporte de recursos de terceiros para manutenção dos negócios
que demandam por ativos �xos. Mais uma vez, quanto menor, melhor.
Pela análise da Imobilização do Patrimônio Líquido da Droga Raia, seguem os cálculos dos índices:
Uma adequada administração de recursos de uma empresa pressupõe que os prazos de realizações das aplicações
sejam coerentes com os prazos de exigibilidades das fontes. Sendo assim, é comum a�rmar que o Ativo Imobilizado
deve ser �nanciado pelo Patrimônio Líquido (recursos permanentes na empresa) ou por �nanciamentos de longo prazo.
Fonte: Onchira Wongsiri / Shutterstock
No caso da Droga Raia, observa-se que o índice se manteve constante em 2016, em relação a 2015, e que a política de
fontes próprias é utilizada para aplicações no Ativo Fixo.
Fonte da Imagem:
O ideal é que a empresa utilize a menor parcela possível de seus recursos próprios para investimentos em ativos de
baixa liquidez (imobilizado, investimentos e intangível), deste modo, haverá sobra de recursos para investir em Ativos
Circulantes e consequentemente diminuir a dependência de terceiros para manter as atividades cotidianas.
No entanto, o analista deve levar em consideração os índices do setor, como também, avaliar os processos de
investimentos em expansão, relocalização ou modernização de seus ativos.
IMOBILIZAÇÃO DE RECURSOS NÃO CORRENTES
Este índice revela a parcela de recursos de longo prazo aplicados nos grupos de ativos de menor liquidez. Quanto
menor, melhor.
Recomenda-se que o Patrimônio Líquido seja o su�ciente para �nanciar os ativos de baixa liquidez (imobilizado,
investimento e intangível) e mantenha uma folga �nanceira para