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1 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO......................................................................................................04 
 
1. ESTRUTURAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO..............................................05 
1.1 Anatomia do Sistema Digestório.....................................................................05 
1.2 Funções do Sistema Digestório.......................................................................06 
1.3 Processo da Digestão.....................................................................................06 
2. SECREÇÕES DO SISTEMA DIGESTÓRIO................................................10 
3. FUNÇÃO MOTORA DO ESTÔMAGO.....................................................................13 
3.1 Função de Armazenamento do Estômago......................................................14 
3.2 Mistura e Propulsão do Alimento no Estômago...............................................14 
3.3 Esvaziamento do Estômago............................................................................16 
 3.4 Fatores gástricos que promovem o esvaziamento...........................................16 
4. PERISTALTISMO........................................................................................17 
4.1 Função do Plexo Mioentérico no Peristaltismo................................................18 
4.2 Movimento Direcional das Ondas Peristálticas em Direção ao Ânus..............19 
4.3 Reflexo Peristáltico e “Lei do Intestino”............................................................19 
4.4 Peristaltismo no Intestino Delgado..................................................................20 
4.5 Controle do Peristaltismo por Sinais Nervosos e Hormonais...........................20 
4.6 Efeito Propulsivo dos Movimentos Segmentares............................................21 
4.7 Descarga Peristáltica......................................................................................21 
5. ANTIPERISTALTISMO...............................................................................22 
 5.1 Antiperistaltismo, o Prelúdio do Vômito...........................................................22 
 5.2 O Ato do Vômito...............................................................................................23 
6. MOVIMENTOS GASTROINTESTINAIS DE MISTURA...............................24 
 6.1 Ondas de mistura no estômago.......................................................................24 
 6.2 Contrações de Mistura (Contração Segmentares)...........................................24 
 6.3 Movimento de Mistura – Haustrações..............................................................25 
 6.4 Movimento Propulsivos – “Movimentos de Massa”..........................................25 
7. HÉRNIA HIATAL E PARAESOFÁGICA.....................................................26 
7.1 O que é Hérnia de Hiato..................................................................................26 
7.2 Tipos de Hérnia de Hiato.................................................................................26 
2 
 
7.3 Causas............................................................................................................27 
7.4 Fatores de risco...............................................................................................27 
7.5 Sintomas.........................................................................................................27 
7.6 Diagnósticos e Exames...................................................................................28 
 
 
CONCLUSÃO.......................................................................................................33 
 
REFERÊNCIAS....................................................................................................34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
INTRODUÇÃO 
 
Neste presente trabalho apresentaremos a Fisiologia Gastrintestinal, 
englobando as estruturas que compõem o Sistema Digestório e suas secreções, a 
função motora do estômago, o peristaltismo e antiperistaltismo, os movimentos 
gastrointestinais de mistura e, por fim, a hérnia hiatal e paraesofágica. 
O trato alimentar fornece ao organismo suprimento contínuo de água, eletrólitos 
e nutrientes. Para desempenhar essa função, é necessário (1) o movimento do 
alimento ao longo do tubo digestivo; (2) a secreção de sucos digestivos e a digestão 
do alimento; (3) a absorção dos produtos digestivos, da água e dos vários eletrólitos; 
(4) a circulação do sangue através dos órgãos gastrintestinais para transportar as 
substâncias absorvidas; e (5) o controle de todas essas funções pelo sistema nervoso 
e pelo sistema hormonal. 
Cada parte do aparelho digestivo está adaptada para desempenhar funções 
específicas: algumas estão adaptadas para a simples passagem do alimento, como o 
esôfago; outras, para o armazenamento do alimento, como o estômago; e outras, para 
a digestão e a absorção, como o intestino delgado. 
A seguir, trataremos dos principais pontos do Sistema Digestório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1 ESTRUTURAS QUE COMPÕEM O SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 1.1 Anatomia do Sistema Digestório 
 
O Sistema Digestório é composto por órgãos que atuam juntos para permitir a 
absorção da maior quantidade de nutrientes possível dos alimentos ingeridos. Ele é 
formado pelos seguintes órgãos: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino 
delgado, intestino grosso e ânus. Além disso, está ligado a glândulas que lançam 
sua secreção no interior do tubo digestório. São elas: glândulas salivares, pâncreas, 
fígado e vesícula biliar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
1.2 Funções do Sistema Digestório 
 
O Sistema Digestório realiza, em sequência, quatro funções: indigestão, 
digestão, absorção e egestão. 
 
Indigestão: É a entrada de alimento no tubo digestório feita através da boca. 
 
Digestão: Compreende os processos mecânicos e químicos. Os primeiros vão 
desintegrando o alimento ingerido em partículas menores. Os processos químicos 
agem sobre essas partículas, transformando-as em substâncias que podem penetrar 
nas células. 
 
Absorção: As substâncias resultantes da digestão podem ser absorvidas por células 
especializadas e, assim, serem utilizadas para os processos vitais. 
 
Egestão: Tudo o que foi absorvido no tubo digestório é eliminado sob a forma de 
fezes ou excrementos, por meio da chamada egestão. 
 
1.3 Processo da Digestão 
 
Na boca, a qual é rodeada pelos lábios, são encontrados os dentes e a língua. 
Os dentes estão relacionados com a quebra de alimentos em partículas menores em 
um processo chamado de mastigação. A língua também é uma estrutura encontrada 
na boca e possui relevância no processo de digestão, uma vez que mistura o alimento 
triturado com a saliva e empurra-o para trás para que ocorra a deglutição. Além disso, 
é importante para a percepção de sabores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Ao ser deglutido, o bolo alimentar segue para a faringe, uma porção comum 
ao sistema digestório e respiratório. É essa estrutura musculosa que permite que 
respiremos pela boca. Logo após a faringe, encontramos o esôfago, um tubo longo 
de aproximadamente 25 centímetros, que atravessa o diafragma e liga-se ao 
estômago. Essa estrutura está situada atrás da traqueia e antes da coluna vertebral. 
A sua porção final funciona como um esfíncter, que se abre apenas com a chegada 
de uma onda peristáltica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estômago 
 
Depois do esôfago, temos o estômago, a porção mais dilatada do tubo 
digestivo. Esse órgão está localizado logo abaixo do diafragma e pode ser dividido em 
três partes básicas: o fundo, o corpo e a porção pilórica. 
O fundo é a parte superior do estômago e está mais deslocado para a 
esquerda. O corpo, por sua vez, é a porção centraldo órgão. Já a porção pilórica, é 
a região final que está situada antes do local de junção desse órgão com o duodeno. 
A abertura que liga o estômago ao esôfago recebe o nome de cárdia, enquanto 
a abertura que liga o estômago ao duodeno recebe o nome de piloro. 
 
7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intestino Delgado 
 
O intestino delgado inicia-se logo após o esfíncter pilórico e possui 
aproximadamente 6,5 m. Pode ser dividido em três partes: o duodeno, o jejuno e o 
íleo. É nesse local que ocorre a maior absorção de nutrientes, graças às 
especializações da mucosa: pregas circulares, vilosidades e microvilosidades. 
As pregas são dobras grandes e permanentes. Já as vilosidades, são 
pequenas projeções digitiformes. As microvilosidades, por sua vez, são projeções 
na superfície livre das células epiteliais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intestino Grosso 
 
Ligado ao intestino delgado, temos o intestino grosso, uma estrutura de 
aproximadamente 1,5 m de comprimento, que, diferentemente do intestino delgado, 
 
8 
 
não apresenta vilosidades e microvilosidades. Pode ser dividido em: ceco, cólon, 
reto e canal anal. 
No ceco, uma estrutura em forma de bolsa alongada, encontra-se o apêndice 
vermiforme, uma estrutura considerada por muitos pesquisadores como um órgão 
vestigial nos humanos. Após o ceco, há o cólon, que possui formato de U invertido e 
pode ser dividido em cólon ascendente, transversal, descendente e sigmoide. Por 
fim, temos o reto, que termina no ânus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
2 SECREÇÕES DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
Em todo o sistema digestório é secretado algumas substâncias líquidas que 
auxiliam em algum processo do sistema. Existem as secreções de saliva, gástrica, 
pancreática, biliar e intestinal. 
A secreção de saliva é formada nas glândulas salivares, sendo um fluido de 
muco, íons, substâncias serosas e podendo ter enzimas em algumas espécies. O 
estimulo nervoso que estimula a secreção da saliva pode vir do simpático e do 
parassimpático. 
Do simpático, vai secretar uma saliva com muita proteína e mucina, e do 
parassimpático, faz um aumento da secreção da saliva, transformando-a em 
isotônica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A secreção gástrica é formada no 
estômago e é composta por muco, HCL, 
pepsinogênio, gastrina e fator intrínseco. 
Cada região do estômago é responsável por 
secretar determinados tipos de substâncias. 
 A glândula gástrica é formada pelas 
células secretoras e o espaço no seu interior é 
chamado de fossa gástrica. 
Para as glândulas secretarem, elas 
precisam ser estimuladas por acetilcolina, 
 
10 
 
gastrina, histamina e sistema nervoso. A acetilcolina estimula as células parietais, 
células principais e células G. A gastrina estimula as células parietais e é liberada por 
distensão do estômago. 
Existem também 3 fases de estímulo para a secreção, sendo elas a fase 
cefálica, com o estimulo do estomago pelo nervo vago; fase gástrica, com a 
presença do alimento liberando gastrina e estimulo vagal; e fase intestinal, com a 
presença de alimento no duodeno, estimulando a secreção de gastrina duodenal. 
O pâncreas é formado por glândulas acinosas que secretam o sulco 
pancreático. O sulco pancreático é formado por água, eletrólitos/íons e enzimas, 
sendo isotônico. 
O bicarbonato é o íon mais secretado e o mais funcional, pois atua na 
diminuição da acidez do quimo por HCL e deixa o PH no estado ótimo para a ação 
das enzimas. 
A principal enzima é a tripsina por ser a ativadora das pró-enzimas e possui um 
limitador para que não faça a digestão do próprio pâncreas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A bile é secretada no fígado e armazenada na vesícula biliar, passando pelo 
ducto biliar e esfíncter de Oddi para ser liberada. A bile é formada por ácidos biliares 
primários, ácidos conjugados com taurina e glicina, HCO3-, Cl- e água. O suco 
 
11 
 
biliar é formado nos hepatócitos e caem nos canalículos da bile até chegar na vesícula 
biliar. 
No intestino, a secreção pode ser estimulada por estímulo do nervo vago, 
hormonal, local, com secretina e 
colecistocinina. 
Existem 2 tipos de glândulas, sendo elas a 
de Brunner, na mucosa do início do duodeno; e 
a de Lieberkuhn, entre as vilosidades intestinais 
que liberam liquido extracelular. 
No epitélio das mucosas do intestino 
delgado, as células possuem e secretam mais 
enzimas. No intestino grosso, as células 
decretam mais muco e fluidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 - Brunner 
Figura 2 - Lieberkuhn 
 
12 
 
3 FUNÇÃO MOTORA DO ESTÔMAGO 
 
As funções motoras do estômago são divididas em três: 
 
I. Armazenamento de grande quantidade de alimento, até que possa ser 
processada no duodeno e no trato intestinal inferior. 
II. Mistura desse alimento com secreções gástricas, até formar mistura 
semilíquida, denominada quimo. 
III. Esvaziamento lento do quimo gástrico para o intestino delgado, com 
velocidade adequada para a digestão e a absorção eficientes pelo intestino 
delgado. 
 
O estômago pode ser dividido em duas partes principais, do ponto de vista 
fisiológico: 
 
1) Porção “oral”, que compreende cerca dos primeiros dois terços do corpo. 
2) Porção “caudal”, incluindo o restante do corpo e o antro. 
 
 
 
 
13 
 
3.1 Função de Armazenamento do Estômago 
 
Conforme o alimento penetra no estômago, formam-se círculos concêntricos 
na porção oral, de modo que o alimento, recém introduzido, situa-se mais próximo da 
abertura esofágica, enquanto o alimento que está no estômago há mais tempo 
localiza-se mais próximo da parede gástrica. Em condições normais, quando o 
alimento penetra no estômago, um “reflexo vagovagal”, do estômago para o tronco 
cerebral, e, a seguir, de volta ao estômago, reduz o tônus na parede muscular do 
corpo do estômago, de modo que a parede se distende progressivamente para fora, 
acomodando quantidade cada vez maior de alimentos, até atingir um limite, no 
estômago totalmente relaxado, de 1,0 a 1,5 litro. A pressão no estômago permanece 
baixa, até se aproximar desse limite. 
 
 
 
3.2 Mistura e Propulsão do Alimento no Estômago 
 
Quando o estômago contém alimento, surgem ondas constritoras peristálticas 
fracas (ondas de mistura), na porção média da parede gástrica, que se movem em 
direção ao antro, ao longo da parede do estômago com frequência de cerca de uma 
a cada 15 a 20 segundos. Essas ondas são iniciadas pelo ritmo elétrico básico da 
parede gástrica que consiste em “ondas lentas” elétricas que ocorrem 
espontaneamente na parede do estômago. Na maioria das partes do trato 
 
14 
 
gastrintestinal, essas ondas não são fortes o suficiente para causar contrações, a não 
ser que possam desencadear potenciais de ação superpostos; entretanto, no 
estômago, seus picos positivos, frequentemente, elevam-se acima do limiar para a 
excitação do músculo liso da parede gástrica, mesmo na ausência de potenciais de 
ação. 
À medida que as ondas constritoras progridem do corpo do estômago para o 
antro, elas tornam-se mais intensas, e algumas tornam-se, na verdade, extremamente 
fortes, formando poderosos anéis constritores peristálticos, impulsionados pelos 
potenciais de ação, que forçam o conteúdo antral, sob pressão cada vez mais elevada, 
em direção ao piloro. 
Contudo, a abertura do piloro (pequena abertura que faz a comunicação entre 
o estômago e o duodeno) ainda é suficientemente pequena, para que apenas alguns 
mililitros, ou menos, do conteúdo antral sejam expelidos para o duodeno, a cada onda 
peristáltica. Além disso, à medida que cada uma dessas ondas peristálticas se 
aproxima do piloto, o próprio músculo pilórico se contrai, impedindo ainda mais o 
esvaziamento através do piloro. Após, a maior parte do conteúdo antral é impelido de 
volta, para cima, através doanel peristáltico, em direção ao corpo do estômago, e não 
através do piloro. Por conseguinte, o anel constritor peristáltico em movimento, 
combinado com essa ação de compressão para cima, denominada “retropulsão”, 
constitui mecanismo de mistura de suma importância para o estômago. 
 
Quimo: É formado no estômago, após o alimento ter sido misturado com as 
secreções gástricas é a mistura resultante, que passa para o intestino. O aspecto do 
quimo é de pasta ou semilíquido espesso e leitoso. 
 
Contrações de Fome: São contrações intensas que ocorre frequentemente 
quando o estômago permaneceu vazio por várias horas ou mais e são mais intensas 
em indivíduos jovens e sadios que apresentam alto grau de tônus gastrintestinal. 
Quando as contrações de fome ocorrem no estômago, o indivíduo, algumas 
vezes, experimenta sensação de dor leve na boca do estômago, conhecida como 
dores de fome. 
 
 
 
15 
 
3.3 Esvaziamento do Estômago 
 
O esvaziamento gástrico é promovido pelas intensas contrações peristálticas 
do antro (Porção inferior (perto do intestino delgado), onde o alimento é misturado 
com o suco gástrico). Ao mesmo tempo, o esvaziamento é dificultado por graus 
variáveis de resistência à passagem do quimo no piloro. 
 
Bomba Pilórica: São as contrações peristálticas antrais intensas durante o 
esvaziamento gástrico que além de produzirem a mistura no estômago, também 
exercem ação bombeadora. 
 
A abertura distal do estômago é o piloro. Nessa região, a espessura do músculo 
circular torna-se 50 a 100% maior do que nas porções iniciais do antro gástrico, 
permanecendo em ligeira contração tônica quase todo tempo. Por conseguinte, o 
músculo circular pilórico é denominado esfíncter pilórico. 
O grau de constrição do piloro pode aumentar, ou diminuir, sob a influência e 
do duodeno. 
A velocidade de esvaziamento do estômago é regulada por sinais provenientes 
do estômago e do duodeno. Entretanto, o duodeno fornece, sem dúvida alguma, o 
mais potente dos sinais controlando, sempre, o esvaziamento do quimo no duodeno, 
com velocidade que não ultrapassa a da digestão e da absorção do quimo no intestino 
delgado. 
 
3.4 Fatores gástricos que promovem o esvaziamento 
 
Ocorre que a dilatação da parede estomacal desencadeia reflexos mioentéricos 
locais que acentuam bastante a atividade da bomba pilórica, e ao mesmo tempo, 
inibem o piloro. 
A distensão da parede estomacal e a presença de determinados tipos de 
alimentos no estômago, particularmente produtos da digestão da carne, provocam a 
liberação de um hormônio chamada gastrina pela mucosa antral. 
Este hormônio tem efeitos potentes de secreção de suco gástrico altamente 
ácido pelas glândulas estomacais. A gastrina tem ainda efeitos estimulantes, de 
 
16 
 
brandos a moderados, nas funções motoras no corpo do estômago. O mais 
importante, a gastrina parece intensificar a atividade da bomba pilórica. Assim, é muito 
provável que também promova o esvaziamento estomacal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
4 PERISTALTISMO 
 
Ocorrem dois tipos de movimentos no trato gastrintestinal: (1) movimentos 
propulsivos, que impelem o alimento ao longo do tudo digestivo, com velocidade 
apropriada para que ocorram digestão e absorção; e (2) movimentos de mistura, 
que mantêm o conteúdo intestinal constantemente misturados. 
O movimento propulsivo básico do trato gastrintestinal é o peristaltismo. 
Aparece um anel contrátil em torno do intestino e, a seguir, move-se para diante; esse 
movimento é análogo ao de colocar os dedos ao redor de um tubo distendido, 
apertando-os e deslizando-os para a frente, ao longo do tubo. Qualquer material que 
estiver à frente do anel contrátil é movido para diante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O peristaltismo é propriedade inerente de muitos tubos de músculo liso sincicial; 
a estimulação em qualquer ponto produz o aparecimento de anel contrátil no músculo 
circular do intestino, que, a seguir, se propaga ao longo do tubo. Dessa maneira, 
ocorre peristaltismo no trato gastrintestinal, nos ductos biliares, em outros ductos 
glandulares no organismo, nos ureteres e em muitos outros tubos de músculo liso do 
organismo. 
A distensão do intestino constitui o estímulo habitual para o peristaltismo. Isto 
é, quando grande quantidade de alimento se acumula em qualquer ponto do intestino, 
o estiramento da parede intestinal estimula o sistema nervoso entérico a contrair a 
parede intestinal 2 a 3 centímetros acima desse ponto, e surge anel contrátil que 
desencadeia o movimento peristáltico. Outros estímulos passíveis de desencadear o 
peristaltismo incluem irritação química, ou física, do revestimento epitelial do intestino. 
 
18 
 
Além disso, muitos dos sinais nervosos parassimpáticos para o intestino 
desencadeiam forte peristaltismo. 
 
4.1 Função do Plexo Mioentérico no Peristaltismo 
 
 O peristaltismo só ocorre fracamente, ou nem ocorre, em qualquer porção do 
trato gastrintestinal na ausência congênita do plexo mioentérico. Além disso, 
apresenta-se muito deprimido ou totalmente bloqueado, em todo o intestino, quando 
o indivíduo é tratado com atropina para paralisar as terminações nervosas colinérgicas 
do plexo mioentérico. Por conseguinte, o peristaltismo efetivo exige a presença do 
plexo mioentérico ativo. 
 
4.2 Movimento Direcional das Ondas Peristálticas em Direção ao Ânus 
 
Teoricamente, pode ocorrer peristaltismo em ambas as direções, a partir do 
ponto estimulado; todavia, em condições normais, ele desaparece rapidamente na 
direção oral, enquanto prossegue por distância considerável na direção anal. A causa 
exata dessa transmissão direcional do peristaltismo nunca foi estabelecida, apesar de 
resultar, provavelmente, do fato de o próprio plexo mioentérico ser “polarizado” na 
direção anal, o que pode ser explicado da maneira que se segue. 
 
4.3 Reflexo Peristáltico e “Lei do Intestino” 
 
Quando um segmento do trato intestinal é excitado por distensão e, por 
conseguinte, inicia o peristaltismo, o anel contrátil que provoca esse peristaltismo 
normalmente surge no lado oral do segmento distendido e desloca-se em direção a 
esse segmento, empurrando o conteúdo intestinal na direção anal por 5 a 10 
centímetros, antes de desaparecer. Ao mesmo tempo, o intestino, algumas vezes, se 
relaxa por vários centímetros distalmente em direção ao ânus, fenômeno esse 
denominado “relaxamento receptivo”, permitindo, assim, que o alimento seja propelido 
mais facilmente na direção anal do que na direção oral. 
Esse padrão complexo não é observado na ausência do plexo mioentérico. Por 
conseguinte, o complexo é denominado reflexo mioentérico, ou complexo peristáltico. 
 
19 
 
O reflexo peristáltico, juntamente com a direção anal do movimento do peristaltismo, 
é denominado “lei do intestino”. 
 
4.4 Peristaltismo no Intestino Delgado 
 
O quimo é propelido ao longo do intestino delgado por ondas peristálticas. 
Essas ondas podem ocorrer em qualquer parte do intestino delgado e deslocam-se 
na direção anal, com velocidade de 0,5 a 2,0 cm/s, sendo muito mais rápidas no 
intestino proximal e bem mais lentas na porção terminal do intestino. Em condições 
normais, são muito fracas e desaparecem, habitualmente, após percurso de apenas 
3 a 5 centímetros, muito raramente além de 10 centímetros, de modo que o movimento 
do quimo é muito lento, tão lento a ponto de o movimento efetivo, ao longo do intestino 
delgado, ser, normalmente, de apenas 1 cm/min em média. Isso significa que são 
necessárias 3 a 5 horas para a passagem do quimo do piloro para a válvula ileocecal. 
 
4.5 Controle do Peristaltismo por Sinais Nervosos e Hormonais 
 
A atividade peristáltica do intestino delgado aumenta acentuadamente depois 
de uma refeição. Esse aumento é causado, em parte, pela chegada do quimo ao 
duodeno, mas também,pelo denominado reflexo gastroentérico, que é desencadeado 
pela distensão do estômago e conduzido, principalmente, pelo plexo mioentérico do 
estômago ao longo da parede do intestino delgado. 
Além dos sinais nervosos que afetam o peristaltismo do intestino delgado, ele 
também é afetado por diversos fatores hormonais. Esses hormônios incluem a 
gastrina, a CCK, a insulina e a serotonina, que potencializam a motilidade intestinal e 
que são secretadas durante as várias fases do processamento do alimento. Por outro 
lado, a secretina e o glucagon inibem a motilidade do intestino delgado. A importância 
quantitativa de cada um desses fatores hormonais no controle da motilidade ainda é 
questionável. 
A função das ondas peristálticas no intestino delgado não consiste, apenas, em 
causar a propulsão do quimo em direção à válvula ileocecal, mas também em espalhar 
o quimo sobre a mucosa intestinal. Quando o quimo proveniente do intestino provoca 
distensão inicial da porção proximal do intestino, as ondas peristálticas 
 
20 
 
desencadeadas começam, imediatamente, a espalhar o quimo ao longo do intestino; 
esse processo intensifica-se à medida que quantidade adicional de quimo penetra no 
duodeno. Ao atingir a válvula ileocecal, o quimo é, algumas vezes, bloqueado durante 
várias horas, até que o indivíduo faça outra refeição, quando o reflexo gastroileal 
intensifica o peristaltismo no íleo e força o quimo remanescente através da válvula 
ileocecal para o ceco. 
 
4.6 Efeito Propulsivo dos Movimentos Segmentares 
 
Os movimentos de segmentação, apesar de terem duração de apenas poucos 
segundos, quase sempre seguem percurso de 1 centímetro ou mais, em direção anal, 
e ajudam a propelir o alimento ao longo do intestino. Por conseguinte, a diferença 
entre o movimento segmentar e os movimentos peristálticos, não é tão grande quanto 
se poderia pressupor a separá-los nessas duas classificações. 
 
4.7 Descarga Peristáltica 
 
Apesar de o peristaltismo, no intestino delgado ser normalmente muito fraco, a 
intensa irritação da mucosa intestinal, como a que ocorre em alguns casos graves de 
diarreia infecciosa, pode causar peristaltismo forte e rápido, denominado descarga 
peristáltica. Essa descarga é iniciada, em parte, por reflexos nervosos que envolvem 
o sistema nervoso autonômico e o tronco cerebral e, em parte, por aumento intrínseco 
dos reflexos do plexo mioentérico na própria parede intestinal. As poderosas 
contrações peristálticas percorrem longas distâncias pelo intestino delgado em poucos 
minutos, empurrando o conteúdo do intestino para o cólon e, dessa maneira, aliviando 
o intestino delgado do quimo irritativo ou do excesso de distensão. 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
5 ANTIPERISTALTISMO 
 
O vômito é o meio pelo qual o trato 
gastrintestinal superior se livra de seu conteúdo 
quando quase toda parte do trato gastrintestinal 
superior é submetida a irritação excessiva, 
distensão ou, até mesmo, excitação. O excesso de 
distensão, ou de irritação, do duodeno constitui 
estímulo particularmente forte para a ocorrência de vômito. 
Os impulsos são transmitidos por aferentes vagais e simpáticos até o centro do 
vômito bilateral no bulbo, situado próximo ao trato solitário, no nível do núcleo motor 
dorsal do vago. A seguir, ocorrem reações motoras automáticas, apropriadas para 
desencadear o ato do vômito. Os impulsos motores que, realmente, causam vômitos 
são transmitidos do centro do vômito através do 5º, 7º, 9º, 10º e 12º pares cranianos, 
até o trato gastrintestinal superior, e através dos nervos espinhais até o diafragma e 
os músculos abdominais. 
 
5.1 Antiperistaltismo, o Prelúdio do Vômito 
 
 Nos estágios iniciais de irritação gastrintestinal excessiva, ou de 
hiperdistensão, começa a surgir o antiperistaltismo, frequentemente dentro de vários 
minutos antes da ocorrência do vômito. O antiperistaltismo pode começar nas partes 
inferiores do trato intestinal, como o íleo, e a onda antiperistáltica percorre de volta o 
intestino, com velocidade de 2 a 3 cm/segundo; na verdade, esse processo pode 
empurrar grande parte do conteúdo intestinal de volta ao duodeno e ao estômago em 
3 a 5 minutos. A seguir, quando essas porções superiores do trato gastrintestinal, 
sobretudo o duodeno, ficam francamente distendidas, essa distensão passa a 
constituir o fator desencadeador que inicia o verdadeiro ato do vômito. 
No início do vômito, ocorrem fortes contrações intrínsecas, tanto no duodeno 
quanto no estômago, juntamente com o relaxamento parcial do esfíncter esofágico 
inferior, permitindo que o vômito se desloque para o esôfago. A partir daí, ocorre ato 
específico do vômito, envolvendo os músculos abdominais, que expele o material para 
o exterior. 
 
22 
 
5.2 O Ato do Vômito 
 
Quando o centro do vômito foi estimulado o suficiente, e começou o ato do 
vômito propriamente dito, os primeiros efeitos consistem em (1) respiração profunda, 
(2) elevação do osso hióide e da laringe para manter aberto o esfíncter esofágico 
superior, (3) fechamento da glote e (4) elevação do patalo mole, para fechar as fossas 
nasais posteriores. A seguir, surge forte contração do diafragma para baixo, 
juntamente com contração simultânea de toda a musculatura da parede abdominal. 
Isso comprime o estômago entre o diafragma e os músculos abdominais, elevando a 
pressão intragástrica para níveis altos. Por fim, o esfíncter esofágico inferior relaxa-se 
por completo, permitindo a expulsão do conteúdo gástrico pelo esôfago. 
Por conseguinte, o ato do vômito resulta da ação compressiva dos músculos 
do abdome associada à abertura dos esfíncteres esofágicos, de modo que o conteúdo 
gástrico possa ser expelido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 MOVIMENTOS GASTROINTESTINAIS DE MISTURA 
 
6.1 Ondas de mistura no estômago 
 
Quando o estômago contém alimento, surgem ondas constritoras peristálticas 
fracas, denominadas ondas de mistura, na porção média da parede gástrica, que se 
movem em direção ao antro, ao longa da parede do estômago. A medida que as ondas 
constritoras progridem do corpo do estoma para o antro, elas tornam-se mais intensas, 
e algumas tornam-se, na verdade, extremamente fortes, formando poderosos anéis 
constritores peristálticos. Toda vez que uma onda peristáltica passa pela parede do 
antro em direção ao piloro, ela penetra profundamente no conteúdo alimentar do antro, 
à medida que cada uma dessas ondas peristálticas se aproxima do piloro, o próprio 
se contrai, impedindo ainda mais o esvaziamento. Por conseguinte, a maior parte do 
conteúdo antral é impelido de volta, para cima, em uma ação denominada 
“retropulsão”, constituindo o mecanismo de mistura de suma importância para o 
estômago. 
 
6.2 Contrações de Mistura (Contração Segmentares) 
 
 Quando uma porção do intestino delgado é distendida pelo quimo, o 
estiramento da parede intestinal desencadeia contrações concêntricas localizadas. As 
contrações causam 
“segmentação” do intestino 
delgado. Em outras palavras, 
dividem o intestino em segmentos 
espaçados, dando-lhe o aspecto 
de fileira de salsichas. As 
contrações segmentares são 
capazes de fragmentar o quimo 
cerca de duas a três vezes por minuto, promovendo, dessa maneira, a mistura 
progressiva das partículas alimentares com as secreções do intestino delgado. 
 
 
 
 
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6.3 Movimento de Mistura – Haustrações 
 
Haustrações são movimentos de constrição circulares no intestino grosso que 
viram o material fecal, assim todo o material fecal é gradualmente exposto as paredes 
intestinais, e o liquido e as substancias dissolvidas tem absorção progressiva, até que 
apenas 80 a 200 milímetros de fez sejam expelidos diariamente. 
 
6.4 Movimento Propulsivos – “Movimentos de Massa” 
 
O movimento de massa é um tipo modificado do peristaltismo, caracterizado 
pela seguinte sequência de eventos: em primeirolugar, surge um anel constritor, em 
resposta a um ponto de distensão, ou irritação, no cólon, geralmente no cólon 
transverso. A seguir, os 20 centímetros ou mais, do cólon distal à constrição perdem 
rapidamente as haustrações e tem contração como um todo, forçando o material fecal 
desse segmento a se deslocar em massa ao longo do cólon. Essa contração 
desenvolve, progressivamente, mais força durante cerca de 30 segundos e, a seguir 
ocorre relaxamento nos 2 a 3 minutos seguintes. Quando forçam a massa de fezes 
para o reto, manifesta-se o desejo de defecação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 HÉRNIA HIATAL E PARAESOFÁGICA 
 
7.1 O que é Hérnia de Hiato? 
 
A hérnia de hiato é uma doença em que uma parte do estômago se projeta para 
dentro do tórax por meio de uma abertura no diafragma, chamada hiato diafragmático. 
O diafragma é a camada de músculo que separa o tórax do abdômen. Esse músculo 
é utilizado na respiração. 
 
 
7.2 Tipos de Hérnia de Hiato 
 
Hérnia de hiato por deslizamento: A área de junção entre o esôfago e o estômago, 
e também uma parte do próprio estômago, projetam-se para cima do diafragma. 
Hérnia de hiato paraesofágica: Parte do estômago é empurrada para cima do 
diafragma, situando-se ao lado do esôfago. 
 
 
 
 
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7.3 Causas 
 
Ainda não estão claras as razões 
que levam uma pessoa a desenvolver 
hérnia de hiato, mas cientistas acreditam 
que este problema possa ser resultado de 
um enfraquecimento da musculatura, que 
permite que parte do estômago passe 
através do hiato do diafragma para o tórax. 
Tudo indica que a pressão sobre o 
estômago possa contribuir para a formação de hérnia de hiato. 
O diafragma é um grande músculo em forma de cúpula que separa a caixa 
torácica do abdômen. Normalmente, o conteúdo do esôfago passa para o estômago 
por meio de uma abertura no diafragma, chamado hiato. As hérnias de hiato ocorrem 
quando o tecido muscular em torno desta abertura fica fraco, e a parte superior do 
estômago protrai – se através do diafragma para dentro da cavidade torácica. 
 
7.4 Fatores de risco 
 
Hérnia de hiato é mais comum em pessoas acima dos 50 anos de idade e em 
pessoas com obesidade ou com excesso de peso, mas pode ocorrer em qualquer 
idade e em indivíduos magros. 
 
7.5 Sintomas 
 
A hérnia de hiato, em geral, causa uma perda de força da musculatura da 
passagem do esôfago para o estômago, causando o refluxo, que é o retorno do 
conteúdo do estômago para o esôfago, e é a causa mais comum de refluxo 
gastresofágico. 
As hérnias de hiato pequenas, geralmente não causam nenhum sinal ou 
sintoma. Já as grandes, podem causar uma série deles: 
- Azia, que costuma piorar quando a pessoa deita ou se curva para frente; 
- Arrotos; 
 
27 
 
- Dificuldade para engolir; 
- Fadiga; 
- Dor no peito. 
 
Na verdade, a hérnia de hiato, por si só, causa sintomas somente quando muito 
volumosas, podendo dificultar a passagem do alimento pelo esôfago, ou pela 
compressão dos pulmões pelo estômago no interior do tórax, nas grandes hérnias. A 
dor e o desconforto são normalmente causados pelo refluxo de ácido gástrico, ar ou 
bile. O refluxo ocorre mais facilmente quando a pessoa tem a hérnia de hiato, embora 
essa não seja a única causa do refluxo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.6 Diagnósticos e Exames 
 
Buscando ajuda médica 
Procure um médico se os sintomas indicarem um possível desenvolvimento de 
uma hérnia de hiato. 
Procure também um médico se você tiver uma hérnia de hiato e os sintomas 
se agravarem ou não desaparecerem com o tratamento, ou, ainda, se surgirem novos 
sintomas. 
 
Na consulta médica 
Marque uma consulta com um gastroenterologista. No consultório, descreva 
todos os seus sintomas detalhadamente, se os tiver, e esclareça todas as suas 
 
28 
 
dúvidas sobre eles e sobre as possíveis causas subjacentes. O médico poderá, 
também, lhe fazer algumas perguntas para conseguir entender o caso com mais 
exatidão e, assim, fazer o diagnóstico. 
 
Diagnóstico 
 
A hérnia de hiato é frequentemente descoberta durante um exame de rotina ou 
procedimento para determinar a causa da azia ou de dor no peito ou dor abdominal. 
Tais testes ou procedimentos incluem: 
- Raio X do trato digestivo superior; 
- Endoscopia para examinar o interior do trato digestivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento 
 
Os objetivos do tratamento da hérnia de hiato são o alívio dos sintomas e a 
prevenção de possíveis complicações. 
A redução do refluxo de conteúdo estomacal para o esôfago (refluxo 
gastresofágico) aliviará a dor. Podem ser prescritos medicamentos para azia, 
remédios que neutralizam a acidez estomacal, diminuam a produção de ácido ou 
aceleram o esvaziamento do estômago. Não há medicamentos capazes de fortalecer 
ou restabelecer a força normal do esfíncter ou do diafragma. 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em alguns casos, a cirurgia talvez seja necessária. A cirurgia é geralmente 
reservada para situações em que os sintomas são muito intensivos, quando a hérnia 
é muito grande, com risco de comprimir as estruturas do tórax (hérnias maiores que 5 
cm) e para pessoas que não obtiveram sucesso no tratamento com medicamentos 
para aliviar a azia e refluxo ácido. Cirurgia de reparação de hérnia hiatal é 
frequentemente combinada com cirurgia para a doença do refluxo gastresofágico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Medicamentos 
 
Os medicamentos mais usados para o tratamento de hérnia de hiato são os 
que bloqueiam a secreção ácida do estômago, o que são chamadas procinéticos, que 
 
30 
 
aceleram o esvaziamento do estômago e antiácidos que neutralizam a acidez do 
estômago momentaneamente. 
Lembrando que os medicamentos apenas amenizam ou controlam os 
sintomas, mas a fraqueza da musculatura não melhora com remédios, apenas o 
tratamento cirúrgico irá restabelecer a anatomia e a força muscular nestes casos. 
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu 
caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca 
as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do 
medicamento sem consultar um médico antes e se tomá-lo mais de uma vez ou em 
quantidades muitos maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Convivendo/Prognóstico 
 
Algumas medidas secundárias podem ajudar a reduzir os sintomas da hérnia 
de hiato, como: 
- Evitar refeições fartas ou pesadas que facilitem a ocorrência de azia ou refluxo; 
- Não se deitar ou se curvar imediatamente após uma refeição; 
- Perder peso e não fumar; 
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas; 
- Não comer logo antes de deitar. 
Se essas medidas não funcionarem para controlar os sintomas da hérnia de 
hiato ou se surgirem complicações, talvez seja realmente necessário realizar um 
reparo cirúrgico da hérnia. 
 
 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complicações possíveis 
 
Hérnia de hiato não tratada pode levar a complicações graves de saúde, como: 
- Aspiração pulmonar; 
- Sangramento lento e anemia devido à deficiência de ferro (causado, geralmente, por 
uma hérnia grande); 
- Estrangulamento (obstrução) da hérnia. 
 
Hérnia de hiato, tem cura? 
 
A maioria dos sintomas da hérnia de hiato é aliviada com tratamento e o 
problema costuma ser sempre resolvido sem maiores dificuldades. Se a terapia 
medicamentosa não resolve de imediata, a reparação cirúrgica também costuma ser 
bem sucedida. 
 
Prevenção 
 
O controle de alguns fatores de risco pode evitar hérnia de hiato, como manter 
um peso saudável e evitar a obesidade, não fumar, não beber álcool excessivamente 
e praticar exercícios físicos com regularidade. 
 
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CONCLUSÃO 
 
Neste presente trabalho foram apresentados alguns conceitos e aspectos do 
Sistema Gastrintestinal e sua Fisiologia, abordandosuas estruturas, funções, 
movimentos e funcionamento. 
Os seres humanos, para manterem as atividades do organismo em bom 
funcionamento, precisam de nutrientes. Para construir novos tecidos e realizar a 
manutenção dos tecidos danificados, necessitam extrair energias vindas da ingestão 
de alimentos. A transformação desses alimentos em compostos mais simples, isto é, 
em moléculas suficientemente pequenas para penetrarem em nossas células e serem 
absorvidas pelo nosso organismo, é realizada pelo Sistema Digestório. 
Sendo assim, podemos resumir as funções desse Sistema em quatro tópicos: 
 
1. Aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas, ditas alimentares, 
que asseguram a manutenção de seus processos vitais; 
 
2. Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares 
ingeridas (proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas 
adequadas para serem absorvidas pelo intestino; 
 
3. Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para 
os capilares sanguíneos da mucosa do intestino; 
 
4. Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos 
juntamente com restos de células descamadas da parte do trato 
gastrointestinal e substâncias secretadas na luz do intestino. 
 
 
 
 
 
 
 
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 REFERÊNCIAS 
 
Guyton & Hall. Tratado de Fisiologia Médica: 10. ed. São Paulo: Editora, Guanabara 
Koogan, 2002. 
 
LIPPERT, Lynn S. Cinesiologia Clínica e Anatomia. Rio de Janeiro: 6ª ed, 2018. 
SOBOTTA. Atlas de Anatomia Humana, volume 1: anatomia geral e sistema 
muscular. Rio de Janeiro, 24ª ed, 2018. 
Anatomia Fácil: Disponível em: 
http://anatomiafacil.com.br/006-articulacao-do-joelho/ 
Clínica Mayo: Disponível em: 
Alexandre Sakano, gastrocirurgião da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo. 
 
Aula de Anatomia: Disponível em: 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-digestorio/ 
 
Info Escola: Disponível em: 
https://www.infoescola.com/anatomia-humana/sistema-digestorio/ 
 
Toda Biologia: Disponível em: 
https://www.todabiologia.com/anatomia/sistema_digestorio.htm 
 
 
 
http://anatomiafacil.com.br/006-articulacao-do-joelho/
https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-digestorio/
https://www.infoescola.com/anatomia-humana/sistema-digestorio/
https://www.todabiologia.com/anatomia/sistema_digestorio.htm

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