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PODER EXECUTIVO

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Constitucional
Poder Executivo
	
· Funções do Poder Executivo:
a) Funções Típicas: É a função executiva, que abrange atividades de Chefia de Governo, Chefia de Estado e de Chefia da Administração Pública. Trata-se do poder responsável por impulsionar e dirigir a ação estatal no plano interno e internacional. Divide-se em:
1. Função de Governo: Atribuições de decisão política.
2. Função Administrativa: Atribuições relacionadas à prestação de serviço público. 
b) Funções Atípicas:
1. Função Legislativa: Edição de MP e de Decreto autônomo;
2. Função de julgamento: No contencioso administrativo (Exemplo: Julgamento de PAD). 
MAJORITARIAMENTE, ENTENDE-SE QUE O PODER EXECUTIVO NÃO POSSUI FUNÇÃO JURISDICIONAL, PORQUE NENHUMA DE SUAS DECISÕES FAZEM COISA JULGADA MATERIAL, NO SISTEMA DE JURISDIÇÃO ADOTADO PELO BRASIL.
· Presidencialismo x Parlamentarismo:
a) Distinção:
1. Sistema de Governo: É o modo como se dá a relação entre os poderes. Parlamentarismo e Presidencialismo;
2. Forma de Governo: Monarquia e República;
3. Forma de Estado: Unitário e Federação.
	PRESIDENCIALISMO
	PARLAMENTARISMO
	Chefia do Poder Executivo é unipessoal/monocrática.
	A chefia do Poder Executivo é dual.
	O presidente da república é o chefe de estado (representação internacional) e de governo (direção de políticas públicas e chefia da administração pública).
	Na realidade monarquista tem-se:
Rei = Chefe de Estado
1º Ministro = Chefe de Governo
Motivo pelo qual é dual
	Inexistência de vínculo entre executivo e legislativo.
	Interdependência entre Executivo e Legislativo. O 1º Ministro e seu gabinete são membros do parlamento e são por ele nomeados.
	Mandato por tempo determinado.
	Mandato por prazo indeterminado. O governo se mantém enquanto tiver apoio do parlamento, caso perca esse apoio, poderá ser destituído pelo parlamento.
Sistematizando a realidade brasileira:
	Forma de Estado
	Federação
	Regime Político
	Democracia
	Forma de Governo
	República
	Sistema de Governo
	Presidencialismo
· Investidura e Posse:
a) Requisitos constitucionais:
· Ser brasileiro nato;
· Possuir alistamento eleitoral;
· Estar em pleno gozo dos direitos políticos;
· Ter mais de 35 anos de idade (até a data da posse);
· Não se enquadrar em quaisquer das hipóteses de inelegibilidade previstas da CF;
· Possuir filiação partidária.
b) Sistema de eleição: É feita pelo sistema majoritário de 2 turnos, no qual é considerado eleito o candidato que obtiver maioria absoluta dos votos válidos. Há dois sistemas majoritários:
1. Majoritário puro/simples: É eleito por maioria simples. É utilizado para eleição de senador e Prefeito de Município com até 200.000 eleitores.
2. Majoritário de dois turnos: É eleito por maioria absoluta dos votos válidos. Utilizado na eleição de Presidente, governador e prefeito de município com 200.000 ou mais eleitores. 
c) Eleição: 
1. Momento de realização: Será realizada no ano anterior ao término do manto presidencial vigente no:
· 1º Turno: 1º Domingo de Outubro;
· 2º Turno[footnoteRef:1]: Último Domingo de Outubro. [1: No 2º Turno, considera-se eleito o candidato com maioria dos votos válidos. ] 
2. Eleição: A eleição do presidente importa na eleição do vice-presidente com ele inscrito. Será considerado eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos (não conta brancos e nulos). Não obtida a maioria absoluta no 1º turno, serão convocados a concorrer em 2º turno os 02 candidatos mais votados. 
· Empate: Preferência ao mais idoso para disputar o 2º turno;
· Desistência, morte ou impedimento legal[footnoteRef:2]: O terceiro colocado irá para o 2º turno[footnoteRef:3]. [2: Se o candidato desistir, morrer ou ficar impedido, seu vice também é “excluído” da eleição. ] [3: Havendo empate, dá preferência ao candidato mais idoso. ] 
d) Posse: Tanto o presidente quanto o vice-presidente tomam posse em sessão conjunta do Congresso Nacional, em 01/01, prestando compromisso de manter, defender e cumprir a CRFB, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
1. Ausência injustificada na posse: Decorridos 10 dias da data da posse, salvo motivo de força maior, se o Presidente ou vice-presidente não tiver assumido o cargo, este será declarado vago (art. 78, § único). Neste cenário, abrem-se as seguintes opções, a depender de quem falta e se tem ou não motivo de força maior: 
· Presidente E vice-presidente não comparecem dentro de 10 dias, sem motivo de força maior: Será declarada a vacância dos dois cargos e novas eleições diretas serão realizadas. 
· PRESIDENTE não comparece, sem motivo de força maior: O vice-presidente assume o cargo de Presidente e exerce o mandato inteiro sem vice. 
· VICE-PRESIDENTE não comparece, sem motivo de força maior: Presidente exerce o mandato sem vice.
· Presidente da república E vice-presidente não comparecem, com motivo de força maior: A posse será adiada para que, cessado o motivo de força maior, eles possam assumir o cargo.
· PRESIDENTE não comparece, com motivo de força maior: O vice-presidente toma posse e assume, interinamente, o cargo de Presidente, até que o presidente assuma o cargo.
· VICE-PRESIDENTE não comparece, com motivo de força maior: O presidente toma posse e governa sem vice até que este tome posse. 
· Impedimento e vacância: 
a) Conceito:
1. Impedimento: São os afastamentos temporários. Neste caso, haverá substituição pelo vice-presidente. 
2. Vacância: É o afastamento definitivo. Neste caso, há a sucessão pelo vice-presidente. 
b) Hipóteses de vacância:
· Não comparecimento dentro de 10 dias da data fixada para a posse, salvo motivo de força maior;
· Morte, renúncia perda ou suspensão dos direitos políticos ou da perda da nacionalidade brasileira;
· Condenação por crime de responsabilidade, ou por crime comum, mediante decisão do Senado Federal ou do STF, respectivamente;
Crime de responsabilidade: Perde o cargo e fica inabilitado por 08 anos de exercer a função pública.
· Ausência do país por mais de 15 dias sem autorização do Congresso Nacional: Aplica-se por simetria aos governadores se a Constituição do Estado prevê. Todavia, a previsão deve ser esta (autorização para sair por mais de 15 dias), não podendo fixar a necessidade de autorização do legislativo para qualquer prazo. 
c) Substituição presidencial: Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais.
d) Sucessão presidencial: Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
A ordem é:
1º Vice-presidente[footnoteRef:4] [4: APENAS O VICE-PRESIDENTE PODERÁ SUCEDER DE FORMA DEFINITIVA.] 
2º Presidente da Câmara dos Deputados;
3º Presidente do Senado Federal;
4º Presidente do STF.
Nota-se que todos os cargos são de brasileiros natos. 
e) Vacância dos cargos de Presidente e vice-presidente:
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.
1. Vacância nos 02 primeiros anos do mandato: Nova eleição direta 90 dias depois da vacância da 2ª vaga. 
2. Vacância nos 02 últimos anos do mandato: Eleição indireta pelo Congresso Nacional 30 dias depois da última vaga. 
Em ambos os casos o sucessor completa o mandato, sendo denominado de mandato tampão.
· Dupla vacância