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Obstetrícia e fertilidade em bovinos

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artificial
15. Infertilidade no ~ouro, 129
15. 1. Considerações gerais
15.2. Métodos de investigação
15.3. Perda ou falta de libido
Tratamento para baixa libido
15.4. Impotência associada à libido normal
15.5. Impotência associada à falha na protrusão do pênis
15.6. Impotência associada à falha na introdução
15.7. Introdução sem ejaculação
15.8. Redução ou falha da fertilização
Leitura complementar, 134
Índice Remissivo, 135
x
PREFACIO
Este livro tem a finalidade primária de servir como fonte ime-
diata de referências e informações para estudantes de Veterinária,
cirurgiões veterinários e demais pessoas da área. Não pretendemos
ter escrito minucioso tratado sobre o assunto; por isso o interes-
se pela brevidade tornou inevitável certo dogmatismo.
Há extensa e rica literatura sobre reprodução de bovinos e lista
extensa pode ser encontrada no final do livro pela qual estimula-
mos o leitor à leitura de outras posições e filosofias.
Meu interesse inicial pelo assunto foi estimulado desde minha
infância, quando passava vários dias auxiliando meu tio com seu
rebanho de gado Shorthorns, e mantido pelos ensinamentos do emé-
rito professor Geoffrey Arthur, do Royal Veterinary College. A am-
bos, minha sincera gratidão. Agradeço aos autores de todos os li-
vros e artigos que tenho lido e aos meus colegas veterinários, espe-
cialmente aos membros da Sociedade para o Estudo da Reprodução
Animal com os quais muito tenho aprendido.
Finalmente, desejo agradecer à Srta. Barbara Robertson pelo
paciente trabalho de datilografia, ao Sr. David Gunn por providen-
ciar as fotografias e ao Sr. John Sutton que, como editor da cole-
ção, tem esboçado comentários e críticas e corrigido minha redação.
DAVID NOAKES
XI
Seção 1
FÊMEA
1 - ANIMAL NAO-GESTANTE NORMAL
1.1 Puberdade
Por ocasião do nascimento, o ovário da recém-nascida contém
acima de 150.000 folículos primordiais. Alguns folículos crescem
no período pré-púbere, mas eles sofrem atresia enquanto relativa-
mente imaturos.
A puberdade ocorre, com o estabelecimento da atividade cícli-
ca ovariana regular, entre 7 e 18 meses de idade e é muito de-
pendente das novilhas atingirem peso acima do limiar de 50% e
35% do peso corporal do adulto em rebanhos de corte e leite res-
pectivamente.
1.2 Fatores que influenciam o início da puberdade
. Genótipo.
. Estado nutricional. A subalimentação influencia negativamente a
taxa de crescimento.
. Clima. O início da puberdade é mais precoce em climas tropicais
do que nos temperados.
. Doenças. Elas retardam particularmente a taxa de crescimento.
A razão para o ovário não ciclarantes da puberdade é devida
à deficiência da secreção ou liberação dos hormônios do hipotála-
mo/hipófise anterior, necessários para o crescimento folicular. Po-
de também ser devida à falha da resposta ovariana.
1.3 Atividade êÍclica ovariana
A vaca é poliéstrica com ciclos periódicos a cada 21 dias em
média (variação de 17-24); o intervalo entre ciclos é referido como
intervalo interestro. A atividade cíclica está ausente antes do início
da puberdade, durante a gestação e por um curto período após o
parto (vide seção 5.1.).
3
1.4 Estágios do ciclo estral
A única fase claramente definida é a do estro, quando a vaca
ou' novilha aceita a monta do touro; dura 15 horas em média
(variação de 2-30 horas). A ovulação ocorre cerca de 15 horas após
o fim do estro.
O restante do ciclo pode ser dividido em proestro, metaestro
e diestro, mas não estão claramente definidos.
. Proestro é a fase que precede o estro, quando há crescimento
folicular e regressão do corpo lúteo e o sistema genital está perden-
do a influência do hormônio progesterona. Existem alguns sinais
comportamentais que indicam a proximidade do estro, como aumen-
to da freqüência de tentativas de montar outras vacas.
. Metaestro é Q p~ríodo após o final do estro quando o folículo
amadurece, ovula e o corpo lúteo começa a desenvolver.
. Diestro é a fase na qual o corpo lúteo é a estrutura dominante.
Seu efeito é exercido p~lo hormônio progesterona.
1.5 Modificações ovarianas durante o ciclo estral
Com o início da puberdade há considerável crescimento e de-
senvolvimento dos folículos no ovário. Ondas de crescimento fo-
licular ocorrem ao longo de todo o ciclo estral; entretanto, é so-
mente durante o estro e logo após, que um ou mais folículos so-
frem crescimento rápido, amadurecem e ovulam. O folículo de
Graaf maduro parece como ilustrado na Figura 1.la: tem entre 2
e 2,5cm de diâmetro. .Outros folículos freqüentemente crescem de
1,2 a 1,5cm de diâmetro antes de regredirem e tornarem-se atrési-
coso ~ muito comum se identificar tais folículos em associação com
corpos lúteos maduros.
Na ovulação o folículo se rompe através de abertura na túnica
albugínea, a qual cobre completamente a superfície do ovário. O
oócito (ovo) é liberado enquanto rodeado por massa de células -
cumulus oophorus (Fig. 1.lb) - e é colhido pelas fímbrias da tuba
uterina (oviduto) adjacente ao ovário onde ocorreu a ovulação.
A cavidade anteriormente ocupada pelo folículo rompido é ra-
pidamente invadida pelas células da granulosa e da teca, as quais
4
Teca externa
Teca interna
Células da granulosa
Oócito
Cumulus
oophorus
(a)
o Corona radiata (fragmentos de
- ~o....o.. o.. o..o......0.0.... ...00.0
células do cumulus oophorusl
Membrana vitelina<-
000.000. Zona Pelúcida
(bl
Fig. 1.1.
(a) Estrutura do foliculo de Graaf. (b) Oócito após a ovulação.
(Diagrama (a) reproduzido de Hunter R.F.H. (1982) Physiology and
Technology of Reproduction in Female Domestic Animals. Academic
Press, London.)
se tornam células luteínicas e formam o corpo lúteo (CL). Este é
inteiramente formado cerca de 7 dias após a ovulação e persiste
neste estado por volta de 17 dias, quando começa a regredir.
A Figura 1.2. ilustra as alterações no tamanho dos folículos e
do corpo lúteo durante o ciclo estral.
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Corpo lúteo
22
Fig. 1.2.
Crescimento e regressão dos folículos e corpo lúteo durante o
ciclo estral.
1.6 Hormônios produzidos pelos ovários
o folículo de Graaf em desenvolvimento produz 17{3-estradiol
e dois outros hormônios que são metabólitos, isto é, estrona e es-
trio!. O corpo lúteo produz progesterona, que é o hormônio-chave
e controla a atividade cíclica ovariana na vaca.
1.7 Modificações hormonais durante o ciclo estral
A função ovariana é controlada principalmente pela secreção
dos hormônios folículo estimulante (FSH) e luteinizante (LH) da
glândula pituitária anterior. Estes, por sua vez, são liberados se-
gundo a ação de um polipeptídeo produzido pelo hipotálamo e
transportado à hipófise anterior pela circulação portal hipofisária.
Este é referido como fator liberado r do hormônio luteinizante
(LHRH) ou hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), sendo
verdadeiro que na vaca uma única substância é responsável pela
liberação de FSH e LH.
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o FSH é responsável pelo crescimento inicial dos folículos.
O LH causa a maturação final, ovulação e também estimula a for-
mação e manutenção do corpo lúteo (efeito luteotrófico). Estes dois
hormônios são liberados em ondas em torno do período de estro,
ocorrendo a ovulação 24-32 horas após a onda combinada de
FSHjLH.
O crescimento e maturação folicular resultam num aumento da
produção de estrógenaos, especialmente o 17f3-estradiol, com o pico
de produção ocorrendo no início do estro. Isto estimula o eixo hipo-
talâmico-hipofisário a liberar onda de LH necessária para a matu-
ração folicular e ovulação. Um 2.° pico menor de estradiol ocorre
6 dias após o estro, sendo seu significado desconhecido.
O corpo lúteo, formado pelas células luteinizadas da granulosa
e da teca produz progesterona. Esta se eleva dos níveis basais 3
a 4 dias após o estro, alcançando valores máximos em cerca de
8 dias, persistindo por 16-17 dias antes de decair até alcançar ní-
veis basais na época do próximo estro. A. Prolactina,

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