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Relações Étnico-raciais Cultura Afro-brasileira e Indígena

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Relações Étnico-raciais: Cultura Afro-brasileira e Indígena
Culturas afro-brasileira e indígena na sociedade brasileira contemporânea
· Reconhecer as influências africanas e indígenas na constituição da cultura brasileira.
· Analisar as representações dos africanos e indígenas na literatura brasileira.
· Compreender estratégias de desconstrução de estereótipos e preconceitos em relação a africanos e indígenas no Brasil contemporâneo.
Colonialismo na África: a escravidão e o tráfico de escravos
· Relacionar os diferentes tipos de escravidão que ocorreram na África.
· Analisar as relações entre a expansão marítima portuguesa e os contatos estabelecidos com o Congo.
· Discutir o papel do catolicismo no processo de colonização das diferentes regiões africanas.
A África e os africanos antes da chegada dos europeus: reinos, povos e culturas
· Identificar as características sociais dos povos que habitavam o cinturão do Sahel.
· Reconhecer as relações políticas e econômicas na constituição das sociedades sahelianas.
· Relacionar as características dos diferentes povos da África Centro-Ocidental e Oriental.
O imperialismo e a África contemporânea
· Analisar o imperialismo no continente africano.
· Descrever as diferentes lutas e resistências no processo de descolonização da África.
· Identificar os desafios da realidade política e social da África contemporânea.
A Escravidão no Brasil: Indígena e Africana
· Identificar os impactos históricos e econômicos da colonização portuguesa no Brasil.
· Analisar as diferentes relações estabelecidas entre portugueses e indígenas no Brasil.
· Descrever a origem do tráfico de escravos africanos no Brasil.
Relações étnico-raciais e diversidade no ambiente escolar
· Identificar as manifestações cotidianas de racismo na sociedade e, particularmente, na escola.
· Reconhecer a diversidade como construção histórica, social, cultural e política das diferenças.
· Definir o papel da escola no combate às situações de racismo e discriminação racial.
Combate ao Racismo e Discriminação
· Reconhecer as transformações em torno do conceito de raça e sua relação com a classificação de grupos humanos.
· Identificar formas de racismo presentes nos dados das pesquisas sobre violência, educação e mercado de trabalho.
· Descrever as duas correntes abordadas por Moreira (2016a, 2016b) que debatem em torno da questão das cotas raciais.
Racismo e Formação das Identidades Étnicas
· Reconhecer o processo de formação da identidade e da autoimagem
pessoal, que ocorre durante a fase estudantil.
· Identificar os desafios da formação da identidade étnica para indivíduos
de etnias que são minoritárias em um dado contexto social.
· Discutir o posicionamento do professor diante de racismo e de
injúria racial.
Relações étnico-raciais no Brasil
· Identificar as desigualdades históricas sociais e raciais na educação brasileira.
· Relacionar políticas e práticas de superação do racismo e da desigualdade racial na educação.
· Reconhecer o debate sobre inclusão, diversidade e equidade na educação.
Somos Realmente Diferentes?
· Analisar criticamente o predomínio histórico de uma homogeneização cultural e sua influência nos currículos escolares.
· Reconhecer a necessidade da promoção de um currículo aberto a todas as identidades sociais e manifestações culturais da vida cotidiana.
· Construir um currículo culturalmente heterogêneo e sem os prejuízos do racismo, da xenofobia e do preconceito.
Educação e Teoria Racial Crítica
· Identificar as raízes da Teoria Racial Crítica.
· Explicar as várias formas de se enxergar o racismo.
· Comparar os mitos existentes acerca da TRC.
Relações étnico-raciais, ensino de História e Culturas Afro-brasileira, Africana e Indígena
· Reconhecer a importância das matrizes indígena, europeia e africana na formação histórica e cultural do Brasil.
· Analisar o histórico das Leis ns. 10.639/2003 e 11.645/2008.
· Identificar as possibilidades de trabalho acerca das culturas afro-brasileira, africana e indígena por meio do ensino de História.
Direitos étnicos-culturais dos povos indígenas
· Descrever os efeitos da guerra para a constituição dos direitos
​​​​​​​étnico-culturais dos povos indígenas.
· Explicar a relação do território e da floresta com a cosmopolítica
​​​​​​​dos povos ameríndios.
· Analisar a demarcação das terras indígenas como pilar existencial desses povos.
O Direito e a Proteção às Minorias: Afro-brasileiros e Indígenas
· Identificar a necessidade de proteção às minorias.
· Explicar como se dá a identificação dos afro-brasileiros e indígenas como minorias.
· Reconhecer os princípios que regulam a proteção às minorias.
Cultura e multiculturalismo
· Identificar o homem enquanto ser cultural.
· Explicar a relação e a distinção entre cultura e tradição.
· Apresentar a diversidade e pluralidade cultural brasileira: cultura afro-brasileira, indígena e de imigrantes dos diversos continentes.
Desigualdades sociorraciais e políticas públicas
· Identificar as desigualdades sociorraciais presentes na história do Brasil.
· Apontar políticas públicas brasileiras para afrodescendentes, indígenas, mulheres e minorias diversas.
· Discutir acerca do alcance das políticas públicas de enfrentamento às desigualdades no Brasil.
Avaliação errei 2
. As Leis n.° 10.639/2003 e n.° 11.645/2008 criaram as bases para uma educação antirracista no espaço escolar. Considerando o conteúdo dessas leis, qual alternativa se encaixa na proposta educacional dessa legislação?
O conteúdo programático a que se referem as leis incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, enfatizando as contribuições igualitárias de portugueses, indígenas e africanos na formação da sociedade nacional. O enfoque do ensino deverá ser na cooperação pacífica e histórica entre esses grupos, resgatando as suas contribuições nos campos social, político e econômico pertinentes à história brasileira.
Os conteúdos referentes à história e à cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, com atividades exclusivas para os componentes curriculares de educação artística, literatura e história brasileira. O enfoque do ensino deverá ser no âmbito da produção literária e das artes, resgatando as contribuições musicais, artísticas e literárias pertinentes à contribuição multicultural dos grupos sociais que formaram o Brasil.
A Lei n.° 11.645/2008 é resultado de um longo processo histórico de lutas e demandas de diversos movimentos sociais, especialmente o Movimento Negro, que por décadas buscou inserir o estudo da história da África, dos africanos e dos seus descendentes no currículo escolar brasileiro. A importância simbólica da Lei é ampliada na forma de marco legal, pois essa alteração na legislação ocasionou também a substituição e a anulação do conteúdo da antiga lei, a Lei n.° 10.639/2003.
No art. 26 A, fica estabelecido que "Nos estabelecimentos de ensino infantil, fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena", afirmando, assim, a importância de a educação antirracista ser ministrada em todos os níveis da educação básica, preparando alunos ao longo da sua vida escolar para lidarem com as diferenças e compreenderem a riqueza da formação étnica e cultural em um país mestiço como o Brasil.
O conteúdo programático a que se referem essas leis incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira a partir desses dois grupos étnicos, tais como: o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil.
2. Considere o trecho a seguir: "A língua de que usam, toda pela costa, é uma [...] Carece de três letras, convém a saber, não se acha nela F,nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei: e desta maneira vivem desordenadamente." Qual alternativa melhor explicita o simbolismo empregado nessa obra?
Ao afirmar que os indígenas não tinham essas letras no seu vocabulário, fica evidente a visão que os portugueses construíram sobre a organização social da população nativa, possibilitando o reconhecimento deles como iguais.
O autor era um linguista e a sua contribuição foi de suma importância para a valorização da cultura tupi dos povos indígenas, auxiliando os portugueses na conquista do território e posterior expulsão dos holandeses.
Ao afirmar que os indígenas não tinham essas letras no seu vocabulário, fica evidente a visão que os portugueses construíram sobre a organização social da população nativa, impossibilitando o reconhecimento deles como iguais.
Esse pensamento insere os portugueses na lógica da expansão ultramarina europeia e na percepção dos nativos como grupos humanos que deveriam ser convertidos para a glória da Santa Igreja durante a Reconquista.
Esse pensamento insere os portugueses na lógica da expansão ultramarina europeia e na percepção dos nativos como grupos humanos incapazes de serem convertidos, mas que deveriam ser eliminados, em oposição à Doutrina pregada pela Santa Igreja durante a Reconquista.
3. As potências industrializadas da Europa iniciaram, a partir de 1870, um processo de expansão colonial em diferentes regiões, especialmente na África e na Ásia, em busca de investimentos mais lucrativos, novas fontes de matérias-primas e mercados consumidores para os seus produtos. Sobre o processo da construção dos impérios europeus na África, analise assinale a alternativa correta.
As potências europeias dividiram o território africano durante o Congresso de Berlim, onde representantes de quatorze potências organizaram, entre o final de 1884 e o início de 1885, a Conferência de Berlim, em que foram definidas as regras de ocupação do território africano.
O processo de construção dos impérios na África buscou levar em consideração a soberania dos povos africanos, preservando seus governantes e mantendo as leis locais, para evitar confrontos com as populações nativas.
Durante o processo de expansão, os países mais beneficiados foram Portugal e Espanha, que já dominavam várias regiões da costa africana desde o século XV, quando iniciaram a expansão marítima.
Os europeus estavam imbuídos de uma missão civilizadora, um esforço no sentido de instruir e promover as populações africanas. Os franceses e os britânicos buscavam levar às populações nativas os progressos industriais alcançados na Europa.
Muito diferente da conquista durante a expansão na Ásia, que ocorreu de modo violento e invasivo, incluindo a resistência dos povos nativos, a expansão imperialista na África foi apática, sem a existência de oposição a ela.
4. A ONU, fundada em 1945, defendia o princípio de autodeterminação dos povos e recomendava a utilização de meios pacíficos para alcançar a emancipação das colônias. Apesar disso, nem todos os processos de independência na África entre as décadas de 1960 e 1970 aconteceram de forma pacífica. Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir: 
I) A liderança progressista na França aprovou em 1958 a criação da Comunidade Francesa, que concedia maior autonomia às suas colônias, mantendo certos privilégios, como o controle da economia e a defesa dos territórios. A partir disso, a África Ocidental Francesa foi, aos poucos, declarando suas independências.
 II) A maior parte das independências nas colônias francesas teve que optar pela luta armada, porém na Argélia a proporção foi maior, devido à sua importância econômica, responsável pelo abastecimento agrícola e petroleiro francês. A guerra contra a França cessou somente após a criação da Frente de Libertação Nacional da Argélia (FLN). 
III) Dentre as independências das colônias britânicas uma das que se destaca é o Quênia, devido às grandes mobilizações populares que ficaram conhecidas como Revolta dos Mau-Mau. Porém, mesmo com as manifestações, a independência do Quênia se deu de forma pacífica por meio de um programa de conciliação nacional. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Apenas a I.
Apenas a II.
I e II.
I e III.
II e III.
5. Entre 1880 e 1914, as grandes potências capitalistas dominaram a maior parte das terras do planeta. Com isso, foi inaugurada uma nova fase do desenvolvimento capitalista, chamada imperialismo ou neocolonialismo (novo colonialismo), para diferenciá-la da expansão colonial iniciada no século XV, na época das grandes navegações. Sobre os fatores que impulsionaram o imperialismo, é correto afirmar:
Destaca-se como principal fator que impulsionou o imperialismo a questão religiosa. Os europeus, principalmente franceses e britânicos, se empenharam em converter os africanos ao protestantismo, que estava perdendo fiéis após o fortalecimento da Igreja Católica em países como a França e a Alemanha.
Foram fatores econômicos, políticos, sociais e culturais. O imperialismo foi uma saída encontrada pelos países que viviam uma crise que enfraqueceu os mercados e a confiança nos governos e fortaleceu os conflitos sociais e o sentimento de missão civilizatória.
O fator político foi muito importante no processo de expansão, pois as potências europeias buscavam expandir a democracia aos povos africanos, que estavam organizados em pequenos reinos. Já como fator cultural destaca-se o empenho dos europeus em levar aos africanos as práticas artísticas desenvolvidas na Europa.
As potências europeias necessitavam de parcerias industriais para abastecer o mercado europeu, pois a produção europeia não foi capaz de acompanhar o crescimento populacional. A falta de produtos no mercado europeu começou a gerar problemas sociais, que foram resolvidos com o intercâmbio de produtos vindos da África.
A expansão imperialista foi possível graças às trocas culturais realizadas com os povos africanos. O intercâmbio cultural era evidente na influência que os europeus passaram a exercer nos africanos, principalmente no aspecto político, uma vez que os africanos aderiram, pouco a pouco, ao modelo republicano de governo.
6. A literatura é uma forma de ficção que não tem como objetivo retratar a realidade, entretanto, apesar dessa condição, serve como uma forma de compreender o imaginário de determinada época ou sociedade. Autores brasileiros criaram representações sobre negros e índios que expressam mais a visão e o entendimento dos primeiros do que necessariamente a realidade deles. Sobre as formas como esses grupos aparecem nas obras literárias, assinale a alternativa correta:
A população indígena foi abordada por autores como José de Alencar, Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias. Nesse tipo de literatura, valores como coragem, compaixão e nobreza são relacionados aos indígenas tanto do passado como na época em que a obra foi escrita.
Gonçalves Dias faz parte da poesia denominada indianista; é autor de obras como I-Juca-Pirama e Canção do Tamoio e criou representações sobre os indígenas, nas quais valorizava o caráter guerreiro desses povos, silenciando outras formas de manifestação cultural e psicológica.
A escravidão foi constantemente denunciada na literatura nacional. Autores como Joaquim Manuel de Macedo foram abolicionistas fervorosos e denunciaram os males que a escravidão trazia para a sociedade, colocando-se ao lado dos escravizados.
Castro Alves, considerado o "escritor dos escravos", foi o responsável por denunciar as condições desumanas do tráfico transatlântico de escravos em Navio Negreiro e também publicou o romance Pai contra Mãe, no qual a violência da escravidão era amenizada.
Machado de Assis e Castro Alves refletem as formas como a literatura funcionou como denúncia ao sistema escravista. O primeiro publicou Pai contra Mãe e o segundo, Navio Negreiro, ambas as obras apresentam a violência do sistema escravista e como a população escravizada é afetada diretamente pelo regime.
7. Gilberto Freyre foi um dos principaissociólogos brasileiros da geração de 1930. Em seu livro Casa-Grande & Senzala, define a noção de "democracia racial", descrevendo as relações construídas historicamente no Brasil, as quais deram origem a um povo mestiço. Analise as alternativas a seguir e assinale a que define corretamente o pensamento de Gilberto Freyre a respeito desse conceito:
Para Gilberto Freyre, a democracia racial é a garantia de acesso à democracia e aos direitos políticos para toda a população, independentemente da cor de pele e da origem étnica ou social.
Descrições de inúmeras relações amorosas entre senhores e escravos – negros e indígenas, que contribuíram para a miscigenação do Brasil, eliminando, assim, as diferenças étnicas e anulando o racismo.
Nessa visão, as relações amorosas aumentariam a violência entre senhores brancos e escravos negros, tornando o Brasil um país com forte presença de preconceito racial.
Indígenas, africanos e portugueses contribuíram de forma igual para a formação cultural do Brasil, fenômeno denominado por Gilberto Freyre como democracia racial.
Reconhecimento da existência de racismo no Brasil, mas essa situação seria diminuída ao longo do tempo, pois a miscigenação eliminaria totalmente as diferenças.
8. Buscando expressar critérios raciais de diferença entre os grupos humanos e, em certa medida, uma justificativa para o processo de colonização e extermínio das populações nativas da América, os europeus criaram dois modelos de explicação do comportamento da população indígena, as noções de "bom selvagem" e "mau selvagem". Considere as implicações presentes em tais aspectos e indique a resposta correta:
Não existia diferença entre "bom selvagem" e "mau selvagem", pois ambos refletiam características reais da população indígena. O termo selvagem não mostra um juízo de valor, fazendo referência apenas ao ambiente em que viviam, a selva.
A diferença existente entre os indivíduos correspondia, exclusivamente, à religião, pois os nativos considerados "maus selvagens" eram aqueles que negavam os preceitos religiosos presentes no cristianismo, como o batismo, a salvação pela fé e a crença em um messias.
Os "maus selvagens" foram os indígenas que adotaram os costumes dos europeus, como roupas ocidentais e religião de base cristã, auxiliando na colonização europeia. Devido a essa atitude, foram considerados como traidores por outras tribos, dando origem ao nome "mau selvagem".
Os "bons selvagens" foram os indígenas que se mantiveram fiéis aos costumes nativos, mantendo a sua tradição e enfrentando os invasores europeus. Por essa razão, o indivíduo que se manteve fiel à sua tradição foi considerado um "bom selvagem".
Foi uma definição criada pelos europeus para explicar o posicionamento dos indígenas em relação aos colonizadores europeus, em que o "bom selvagem" seria aquele que contribuiu com a colonização, aceitando a cultura exterior, e o "mau selvagem" aquele que manteve a sua prática tradicional, virando inimigo.
9. Após a Segunda Guerra Mundial, teve início o processo de descolonização da África, envolvendo uma série de lutas pela libertação dos povos africanos. A guerra enfraqueceu os países europeus que se envolveram no conflito e serviu para demonstrar que as potências imperiais não eram invencíveis. Sobre esse contexto, analise as afirmativas a seguir. 
I) Após as independências africanas, todos os novos países adotaram regimes democráticos e o modelo estadunidense. 
II) O processo de independência das colônias portuguesas na África ocorreu de forma pacífica. 
III) Durante a descolonização africana, a União Soviética e os Estados Unidos tinham interesse em ampliar suas áreas de influência nos novos países que surgiam. 
IV) Os líderes dos movimentos africanos de independência eram, em sua maioria, intelectuais formados nas universidades das metrópoles europeias, preparados para se tornarem administradores coloniais.
 V) As etnias e os credos religiosos não tiveram importância no processo de independência das colônias africanas. Estão corretas as afirmativas:
Apenas a I, II e III estão corretas.
Apenas a II, III e IV estão corretas.
Apenas a II, IV e V estão corretas.
Apenas a III e IV estão corretas.
Apenas a I e V estão corretas.
10. Em 1975, várias manifestações foram realizadas na África do Sul em protesto contra as mortes e prisões de estudantes durante o Levante de Soweto, iniciado no dia 16 de junho de 1975. Nesse dia, uma marcha de estudantes contra o sistema de ensino opressor do apartheid teve como desfecho a morte de 25 crianças e adolescentes, baleados pela polícia. Atualmente, o dia 16 de junho é feriado no país. A data, chamada de Youth Day (dia da juventude), celebra a juventude e a luta pela liberdade. Leia as afirmativas abaixo e assinale a que melhor define o que foi o apartheid.
O apartheid foi um regime burocrático instalado na África do Sul durante o século XX que limitava o acesso dos negros aos cargos públicos. Os postos do alto comando do Estado eram destinados aos brancos. Os negros só tinham acesso aos cargos de menor importância e desde que fossem formados por universidades britânicas.
O conjunto de leis conhecido como apartheid estabelecia regras de convivência entre brancos e negros em toda a África britânica. A partir dessa legislação, os negros foram considerados cidadãos, podendo exercer o direito de voto, mas não podiam concorrer aos cargos legislativos e executivos.
Regime de segregação racial que vigorou na África do Sul, entre 1948 e 1994. O apartheid era um conjunto de leis que separavam brancos e não brancos nos espaços públicos, nos meios de transporte e nas escolas e proibia casamentos entre brancos e negros. Os negros não podiam participar das eleições, tampouco concorrer a cargos públicos.
Os britânicos criaram um conjunto de normas, conhecido como apartheid, que foi imposto aos sul-africanos, impedindo-os de exercerem seus direitos políticos. Apesar disso, a fiscalização britânica não era tão rigorosa e, em algumas regiões, os africanos chegavam a ocupar cargos administrativos.
O apartheid era um código de leis que determinava a criação de escolas e universidades para a formação dos sul-africanos, tanto brancos como negros. Essas escolas e universidade, no entanto, não aceitavam os estudantes negros, que, para garantirem seu direito de estudar, tinham que entrar na justiça.
Avaliação Final – Acertei todas 
1. Marque a opção correta, considerando os conceitos e relações existentes entre cultura e tradição:
Os termos cultura e tradição possuem usos semelhantes na linguagem falada.
Ao tratar do ser humano como ser cultural, verificamos que o conceito de tradição é mais importante que o de cultura.
A palavra cultura não possui nenhuma relação com o cuidado na construção e tratamento do plantio.
A palavra tradição é mais dinâmica do que parece à primeira vista. Traditio, em latim, é a ação de entregar, de transmitir algo a alguém, de confiar algo valioso a outra pessoa.
Elementos da tradição, como formas de se vestir, não podem integrar a cultura.
2. Nas primeiras décadas do Brasil colônia, o país estava em processo de organização econômica e civil. Os portugueses, que já tinham experiências consolidadas em colônias tropicais como Índia e África, trataram de estabelecer um sistema de exploração que seria considerado a experiência mais significativa até então já praticada por eles. Segundo o autor, qual era a base financeira desse sistema? ​​​​​​​
Nas primeiras décadas do Brasil colônia, devido ao intenso comércio marítimo, os portugueses adotaram o comércio como base financeira.
A experiência trazida pelos portugueses permitiu o cultivo de plantas úteis alimentares que foram transplantadas com êxito para o meio agrícola. Assim sendo, os primeiros anos da colônia tiveram a agricultura como base financeira.
A elevada demanda de mão de obra acabou tornando o comércio de escravos a base financeira da sociedade brasileira da época.
Devido à riqueza mineral encontrada no Brasil, os primeiros anos tiveram a exportação de minérios como base financeira.Pela vivência com a cultura indígena, os colonizadores acabaram adotando o escambo como base financeira.
3. Considerando a formação, diversidade e pluralidade da cultura no Brasil, assinale a alternativa correta:
A constituição da pluralidade cultural no Brasil fez parte de um processo histórico pacífico.
A população do continente africano chegou, em sua totalidade, voluntariamente ao Brasil.
A Constituição Federal de 1988 não faz nenhuma referência ao respeito às diferentes manifestações culturais.
Pode-se afirmar que a população do Brasil e sua diversidade é formada por indígenas, europeus, negros africanos e afro-brasileiros.
O Brasil é um país formado principalmente pela matriz cultural europeia.
4. Diversas ciências se ocupam do estudo do homem enquanto ser cultural, suas manifestações, distinções, comportamentos e interações. Sobre o tema, marque a alternativa correta.
A Antropologia, a Sociologia e a Psicologia são as únicas ciências que se ocupam do estudo do homem enquanto ser cultural.
O direito como manifestação de uma cultura e sociedade não se modifica ao longo do tempo.
Antropologia Cultural é a área que estuda as características que distinguem as condutas dos seres humanos e sua cultura.
O Direito não pode estudar o homem como ser cultural, pois as normas jurídicas são estanques.
No campo de estudo da Antropologia, há uma área que se ocupa dos estudos das manifestações culturais dos seres humanos: a Antropologia Física.
5. O processo de contato entre nativos e colonizadores desencadeou uma cultura sexual entre homens brancos e mulheres índias. Essa miscigenação mostrou-se importantíssima para o plano de povoamento da colônia brasileira. Esse processo de formação social acabaria resultando naquilo que os historiadores chamam de:​​​​​​​
Sociedade Mestiça.
Sociedade Híbrida.
Sociedade Mulata.
Sociedade Mescla.
Sociedade Mista.
6. Em relação aos aspectos culturais em interface com o campo do Direito, é correto afirmar que:
O costume não é considerado uma fonte do Direito, pois este se baseia apenas na lei.
Cada povo tem sua peculiaridade, mas o Direito deve ser uma regra geral para todos.
O Direito não pode se modificar à medida que a sociedade e o homem também são modificados, pois isso geraria uma situação de insegurança jurídica.
Dentre os principais fatores que concorrem para a evolução do Direito, apenas os políticos podem ser considerados.
Os fatores culturais e da tradição estão relacionados à evolução do Direito, bem como à suas fontes.
7. O texto descreve o relato de um viajante europeu após sua estadia no Brasil. O autor desferiu duras críticas aos habitantes que eram fruto da miscigenação das raças que aqui se encontraram. Segundo ele, esse processo de mistura acabara por eliminar as melhores características encontradas no branco, no índio e no negro. Essa visão eurocêntrica tem criado uma imagem do país que, apesar de não representar de forma fidedigna toda a complexidade de uma sociedade multicultural como a nossa, tornou-se parte do imaginário que representa o Brasil. Conforme descrito no texto, qual é a imagem que o Brasil acaba passando no exterior? ​​​​​​​
A imagem de paraíso sexual, do futebol, das praias e da justiça.
A imagem de país do futebol, do carnaval, das praias e do emprego.
A imagem de paraíso sexual, do futebol, das praias, do carnaval e da desmoralização política.
A imagem de país do carnaval, do trabalho, das praias, de paraíso sexual e da desmoralização política.
Nenhuma das alternativas.
8. Candau (2003) afirma que a apologia à mestiçagem é uma das formas de dissimulação usada para amenizar as situações de desigualdades se utilizando da justificativa de que o cruzamento de diferentes raças possibilitou a ascensão social do negro mestiço, mulato. A partir dessa percepção da autora, como ela define esse processo?​​​​​​​
Mito da democracia racial.
Mito da justiça racial.
Mito da evolução racial.
Processo de fusão racial.
Processo de democratização racial.
9. A sociedade machista brasileira, que determina um padrão cultural, social e dominante a ser seguido, é responsável pela criação desses estereótipos de gênero que afligem em grande parte as mulheres. Essa discriminação se acentua quando é formado o seguinte segmento:
Mulheres idosas.
Mulheres trabalhadoras.
Mulheres negras.
Mulheres brancas.
Mulheres índias.
10. Em relação à compreensão do homem como ser cultural, podemos afirmar que:
O homem nasce como ser cultural e não se modifica ao longo da vida.
A cultura é o que distingue o ser humano dos demais seres.
O desenvolvimento da cultura e do homem como ser cultural se dá, eminentemente, por meio do nascimento.
O ser humano é cultural, pois há uma comunicação que é biológica.
A cultura é o que iguala os homens aos demais seres vivos.

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