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Aula 3- Direito Empresarial - Aula 05 _ Passei Direto

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 Art. 901. Fica validamente desonerado o devedor que paga título de crédito ao 
legítimo portador, no vencimento, sem oposição, salvo se agiu de má-fé. 
 
 Parágrafo único. Pagando, pode o devedor exigir do credor, além da entrega do 
título, quitação regular. 
 
 O título que configura venda a prazo pode, tão-logo vença, ser exigido. O 
 pagamento quando efetuado implica a extinção da obrigação que o título 
carrega consigo. 
 
 Assim, o pagamento pelo devedor desobriga todos aqueles que da relação 
 cambial tiveram parte. A exceção é a existência de má-fé por parte de quem 
paga. 
 
 E mais, uma vez efetuado o pagamento do título, pode o devedor exigir que o 
credor lhe entregue o título de volta. 
 
 Art. 902. Não é o credor obrigado a receber o pagamento antes do vencimento 
 do título, e aquele que o paga, antes do vencimento, fica responsável pela 
validade do pagamento. 
 
§ 1o No vencimento, não pode o credor recusar pagamento, ainda que parcial. 
 
 § No caso de pagamento parcial, em que se não opera a tradição do título, 2o
além da quitação em separado, outra deverá ser firmada no próprio título. 
 
Antes do vencimento, não precisa o credor aceitar o pagamento. Se o devedor o 
 fizer, e o fizer incorretamente, fica responsável pela validade do pagamento. 
 Afinal, como diz o brocardo jurídico, quem paga mal paga duas vezes. 
 
 Todavia, no vencimento, querendo o devedor fazer pagamento, ainda que 
parcial, não pode o credor recusar. 
 
 Se o pagamento for parcial, o título não é entregue ao devedor. Nesta hipótese, 
 deve ser feita uma quitação em separado, para ficar de posse do devedor, e, 
também, uma no próprio título, provando a quitação. 
 
 Vistas estas principais considerações gerais sobre os títulos de crédito, 
 passemos a falar sobre os títulos em espécie. 
 
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LETRA DE CÂMBIO 
 
 Inicialmente, estudaremos a letra de câmbio. Ela é o título de crédito mais 
antigo. Contudo, a letra de câmbio é título que aqui, em nosso país, se encontra 
em franco . desuso
 
A seguir, um modelo de letra de câmbio: 
 
Fonte: http://www.segundoprotestosbc.com.br/sbc/img_up/letracambio.jpg 
 
 Suponha-se que Alberto deve uma quantia X a Carlos, e que Breno deve uma 
 quantia X a Alberto. Uma solução viável para Alberto é emitir uma letra de 
 câmbio, figurando como sacador, contra Breno (sacado), que passará a dever 
 a quantia perante Carlos (tomador). 
 
 Embora neste exemplo três pessoas tenham existido, pode ocorrer de na nota 
 promissória sacador e tomador ou beneficiário serem a mesma pessoa. 
 
 Um dos motivos que torna a letra de câmbio um título de difícil utilidade prática 
é que depende ela do , do devedor. aceite do sacado
 
 No caso, enquanto Breno não aceitasse as condições de pagar a quantia para 
 Carlos não poderia ser de forma alguma responsabilizado nesta obrigação. 
 
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 A letra de câmbio é regulada pela Lei Uniforme de Genebra e, uma vez emitida, 
 não nasce de imediato a obrigação cambial, sendo necessário que o sacador a 
entregue ao sacado, a fim de que a . Nasce a partir daí a obrigação. aceite
 
 Todavia, o aceite, por parte do sacado, é . Reprise-se: facultativo o aceite é 
 facultativo! Eis o grande motivo de essa figura cambial ser de raríssima 
utilização no dia-a-dia. 
 
São requisitos da letra de câmbio, segundo a Lei Uniforme de Genebra: 
 
Art. 1º - A letra contém: 
 
 1 - A palavra "letra" inserta no próprio texto do título é expressa na língua 
empregada 
para a redação desse título; 
2 - O mandato puro e simples de pagar uma quantia determinada; 
3 - O nome daquele que deve pagar (sacado); 
4 - A época do pagamento; 
5 - A indicação do lugar em que se deve efetuar o pagamento; 
6 - O nome da pessoa a quem ou a ordem de quem deve ser paga; 
7 - A indicação da data em que, e do lugar onde a letra é passada; 
8 - A assinatura de quem passa a letra (sacador). 
 
 A letra em que se não indique a época do pagamento entende-se pagável à 
vista (LUG, art. 2º). 
 
 Na falta de indicação especial, o lugar designado ao lado do nome do sacado 
 considera-se como sendo o lugar do pagamento e, ao mesmo tempo, o lugar do 
 domicílio do sacado (LUG, art. 2º). A letra pode ser pagável no domicílio de 
 terceiro, quer na localidade onde o sacado tem o seu domicílio, quer noutra 
localidade (LUG, art. 4º). 
 
 A letra sem indicação do lugar onde foi passada considera-se como tendo-o sido 
no lugar designado, ao lado do nome do sacador (LUG, art. 2º). 
 
 Toda a letra de câmbio, mesmo que não envolva expressamente a cláusula a 
 ordem, é transmissível por via de endosso (LUG, art. 11º). Quando o sacador 
 tiver inserido na letra as palavras "não a ordem", ou uma expressão 
 equivalente, a letra só é transmissível pela forma e com os efeitos de uma 
cessão ordinária de créditos (LUG, art. 11º). 
 
 Ainda sobre o endosso da letra, a lei uniforme de genebra prescreve o seguinte: 
 
 Art. 12 - O endosso deve ser puro e simples. Qualquer condição a que ele seja 
subordinado considera-se como não escrita. 
O endosso parcial é nulo. 
O endosso ao portador vale como endosso em branco. 
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 Como já frisamos, a letra de câmbio necessita de aceite. A letra pode ser 
 apresentada, até o vencimento, ao aceite do sacado, no seu domicílio , pelo 
portador ou até por um simples detentor (LUG, art. 21). 
 
 O aceite é escrito na própria letra. Exprime-se pela palavra "aceite" ou 
 qualquer outra palavra equivalente; . Vale o aceite é assinado pelo sacado
 como aceite a simples assinatura do sacado aposta na parte anterior da letra 
(LUG, art. 25). 
 
 O aceite é puro e simples, mas o sacado pode limitá-lo a uma parte da 
importância sacada (LUG, art. 26).