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Unidade 4
Gestão de Projetos
Carlos Lobo
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Sumário
Unidade 4
Metodologias de gestão de projetos ............................................................ 5
Seção 1
Métodos ágeis ...................................................................................... 7
Seção 2
Metodologias de gestão de projetos: gestão por processos .........19
Seção 3
Ferramentas de gestão de projetos .................................................32
Unidade 4
Carlos Lobo
Metodologias de gestão de projetos
Convite ao estudo
Caro aluno, você já parou para pensar no tempo necessário para se 
desenvolver e lançar um produto no mercado? Antigamente um carro levava 
quatro anos para ser lançado. Quando a Toyota lançou seu carro híbrido, 
consumindo gasolina e eletricidade, batizado de Prius, em 1999, ela o fez 
em dois anos, o que foi considerado um recorde para a época. Claro que 
dois anos ainda podem ser considerados muito tempo... E, na maioria dos 
segmentos de negócios, dois anos pode ser mesmo uma eternidade! Dada a 
complexidade de um carro e a tecnologia desenvolvida para tornar o modelo 
híbrido uma realidade de mercado, dois anos foi um bom tempo.
Mas pense no seu celular ou em algum app que você use regular-
mente. Quanto tempo leva até aparecer uma versão melhor? Ou um 
produto substituto?
Pense no caso dos supermercados e nas compras on-line de alimentos. 
Os grandes supermercados criaram sistemas logísticos e CDs específicos 
para entregar em domicílio as compras que seus clientes fazem pela internet, 
diretamente em seus sites. A implementação destas soluções deve ter levado 
tempo e consumido um investimento relevantes. Mesmo assim, a disponibi-
lidade de produtos para venda via site dificilmente passou dos 90%. Ou seja, 
eventualmente o produto que o cliente gostaria de comprar estava em falta. 
Agora apareceram diversos serviços como o Rappi ou o Meumercadoemcasa 
que entregam, na sua casa, o produto que você busca no supermercado ou 
em qualquer loja cadastrada. A possibilidade de você encontrar o produto 
desejado é claramente maior e o custo da operação da Rappi é evidente-
mente menor!
Esse tipo de empresa somente faz sucesso se o desenvolvimento, o lança-
mento e o crescimento de mercado forem rápidos! Caso contrário a ideia 
pode ser copiada e aprimorada pelos concorrentes. As barreiras de entrada 
normalmente são inexistentes. Como fazer isso?
A resposta passa por ter um desenvolvimento de projetos muito rápido. 
Usando a expressão correta... ÁGIL. 
Vamos começar nossa jornada pelo Scrum, que é o método ágil mais 
usado no mundo. Ele surgiu nos anos 1990 como uma estrutura para a gestão 
de projetos, que vai desde a organização até o controle do projeto, buscando 
entregar o máximo valor para o cliente. O Design Thinking é uma abordagem 
prática voltada para a solução de problemas complexos no desenvolvimento 
de produtos e serviços, agindo com base na sinergia gerada pelo trabalho 
em equipe. Já o Design Sprint, metodologia ágil desenvolvida pela Google 
Ventures, é uma excelente ferramenta para validar uma ideia em pouco tempo 
e com poucos recursos. A metodologia do Design Sprint pode ser utilizada 
por startups que estejam começando e cujas ideias ainda não estejam claras.
Por fim veremos o Produto Mínimo Viável (Minimum Viable Product 
- MVP), que é a versão simplificada de um produto final, normalmente 
utilizado por startups. A partir dela, o empreendedor oferece o mínimo de 
funcionalidades com o objetivo de testar o encaixe do produto no mercado.
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Seção 1
Métodos ágeis
Diálogo aberto
Olá, aluno. Nesta seção iremos estudar metodologias modernas de gestão 
de projetos. Considere que você é consultor da área de gestão e foi apresen-
tado a um cliente muito especial. Trata-se de uma empresa – startup – que 
apresentou desempenho bastante aquém do esperado, já que chegou a ser 
considerada o próximo unicórnio brasileiro, ou seja, empresa avaliada em 
mais de US$ 1 Bi. Veja, a seguir, o gráfico com o faturamento mensal e a 
quantidade de clientes dessa startup.
Figura 4.1 | Gráfico faturamento mensal x quantidade de clientes
Fonte: elaborada pelo autor.
A empresa vende inteligência de marketing para empresas do segmento 
varejista. Ou seja, com base no cadastro de clientes fiéis e nos históricos 
de compras, a empresa sugere promoções e ofertas personalizadas para a 
carteira de cada cliente. O NPS da empresa, calculado segundo a Figura 4.2, 
aponta para 60%.
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Figura 4.2 | Diagrama NPS
Fonte: elaborada pelo autor.
Segundo a classificação do NPS, 60% é considerado um desempenho de 
qualidade. Acima de 85% atinge-se um patamar considerado de excelência. 
Entretanto, os fundadores da empresa estão interessados em saber o que fazer 
para aperfeiçoar o seu desempenho e atingir a meta de torná-la o próximo 
unicórnio brasileiro.
Depois de entender os principais indicadores da empresa, você buscou 
entender também a estrutura interna dela e como seus processos estavam 
organizados. Fundamentalmente a empresa estava estruturada de forma 
funcional, com diretorias Comercial, CRC, Modelagem e Campanhas, TI, 
RH e Finanças. TI e Finanças estavam com o mesmo diretor. As demais áreas 
tinham seus próprios diretores respondendo diretamente para o CEO. 
A Figura 4.3, a seguir, exemplifica esse modelo de organização.
Figura 4.3 | Modelo de organização
Fonte: elaborada pelo autor.
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Naturalmente, para facilitar a gestão das áreas, cada diretoria tem um 
scorecard de indicadores que facilitam a gestão e o controle do trabalho. 
Normalmente os indicadores operacionais são bons.
Você agora precisa apresentar uma recomendação para os fundadores da 
empresa. Que caminho adotar? Que tipo de mudança será necessária?
Bons estudos!
Não pode faltar
Nesta seção estudaremos as novas metodologias de gestão de projetos, 
que são conhecidas como metodologias ágeis. A mais conhecida é o Scrum, 
uma ferramenta estrutural para gestão de projetos baseada no experimento, 
sendo, além disso, interativa e incremental. 
Esta metodologia foi utilizada nos primórdios para desenvolvimento de 
software, entretanto agora é utilizada em todos os setores do mercado. 
Essa metodologia está baseada em alguns valores conforme mostrado na 
Figura 4.4.
Figura 4.4 | Valores do Scrum
Fonte: elaborada pelo autor.
Além dos valores, o Scrum também está apoiado na teoria empírica de 
controle de processo, que se divide em três pilares:
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• Transparência – os requisitos para concluir um produto devem ser 
compartilhados com todos os seus responsáveis. É importante que 
todos tenham o mesmo entendimento sobre eles.
• Inspeção – o time deve inspecionar o progresso, pois assim é possível 
detectar qualquer variação indesejada. Porém, é importante que essa 
inspeção não seja tão frequente a ponto de atrapalhar o objetivo 
do time.
• Adaptação – caso seja identificado que algo fugiu do planejado e que 
o resultado está sendo prejudicado,

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