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Asma - Resumo + Questões

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O montelucaste associado ao CI está incluído como outra opção de tratamento 
nas etapas II a IV da GINA. O montelucaste também pode ser adicionado à associação CI + LABA na 
tentativa de melhorar o controle da asma (etapa IV) e pode ser uma opção ao uso de SABA na asma 
induzida por exercício, sendo usado diariamente ou de forma intermitente. 
A dose recomendada para asmáticos de 2 a 5 anos de idade é de 4 mg; de 6 a 14 anos é de 5 mg; e ≥ 15 anos 
é de 10 mg, uma vez ao dia. 
SABA 
• SABA é indicado como opção de medicação de resgate em todas as etapas do tratamento da asma. O 
uso de SABA por demanda (sempre associado a CI) é eficaz no alívio imediato dos sintomas e na 
prevenção em curto prazo dos sintomas induzidos por exercício. 
• A frequência de uso de SABA é um dos parâmetros que definem qual tratamento de manutenção é o 
mais apropriado, e a redução do seu uso é uma das metas do tratamento da asma. 
 Nos últimos anos, o omalizumabe (anti-IgE), e mais recentemente, o tiotrópio (anticolinérgico) e o 
mepolizumabe (anti-IL-5) tornaram-se alternativas de tratamento para crianças de 6-11 anos com asma grave. 
• O anti-IgE é importante para pacientes atópicos e, de preferência, deve ser usado em pacientes > 6 anos. 
 
• Etapa I: sempre que for necessário, usar SABA e associar CI, durante o período de sintomas. 
• Etapa II: o tratamento preferencial é com CI contínuo em doses baixas. 
• Etapa III: tratamento com CI em doses moderadas ou CI em doses baixas associado a LABA. 
• Etapa IV: pacientes sem controle da doença na etapa III devem manter o tratamento de controle e ser 
encaminhados para um especialista, que irá avaliar a necessidade de aumentar a dose do CI e/ou associar 
tiotrópio. 
• Etapa V: tiotrópio, omalizumabe e mepolizumabe são opções para essa etapa, conforme a avaliação 
fenotípica da asma e a experiência clínica do especialista. 
o Após muitos anos como primeira opção, o uso de corticoide oral (CO) em doses baixas tornou-
se a última opção para associação nessa etapa do tratamento. 
▪ O uso prolongado de CO pode causar efeitos adversos graves, entre eles, retardo do 
crescimento em crianças, glaucoma, catarata, diabetes mellitus, osteoporose, infecções 
e bloqueio do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. 
▪ Algumas estratégias, como o uso do CO em baixas doses e/ou em dias alternados 
podem minimizar esses riscos. 
 
➔ Estudos mostram que o uso regular de CI na infância causa uma redução transitória da velocidade de 
crescimento e parece resultar em uma pequena redução na estatura final, mas os seus benefícios no controle 
da asma superam os potenciais efeitos adversos no crescimento. 
 
 
 
 
 
ESCOLHA DOS DISPOSITIVOS INALATÓRIOS 
DE ACORDO COM A IDADE 
FAIXA ETÁRIA DISPOSITIVOS 
< 4 anos Inalador pressurizado dosimetrado 
(IP) + espaçador com máscara facial 
4 a 6 anos IP + espaçador com bocal 
≥ 6 anos IP + espaçador com bocal ou Inalador 
de pó seco (IPo) 
Adultos IP ou IPo 
 
 
 
Tratamento da crise asmática 
• As crises devem ser tratadas com SABA, repetindo - se necessário - a mesma dose a cada 20 min. Se usar 
mais de 6 jatos de salbutamol nas 2 primeiras horas, pode-se associar anticolinérgico (brometo de 
ipratrópio). 
• O uso de CO nas crises não é recomendado de rotina, devendo ser restrito às crises com necessidade de 
atendimento de urgência. Nesses casos, priorizar doses baixas e o menor número de dias possível (1-2 mg/kg 
por dia de prednisona/prednisolona por 3-5 dias). 
A asma grave é definida como aquela que permanece não controlada com o tratamento máximo otimizado ou 
que necessita desse tratamento para evitar que a doença se torne não controlada, apesar da supressão ou 
minimização dos fatores que pioram o controle da asma. O tratamento máximo significa o uso de doses altas 
de CI e de um 2° medicamento de controle no ano anterior ou o uso de CO em ≥ 50% dos dias no ano anterior. 
Imunização 
No Brasil, a vacinação contra influenza está indicada para pacientes com asma, uma vez que o vírus está 
associado a maior morbidade nesses pacientes. Asmáticos são mais susceptíveis à infecção pneumocócica, 
especialmente aqueles com asma grave 
Plano de ação 
O plano de ação deve ser dividido em quatro tópicos: 
• tratamento da asma controlada no dia a dia; 
• quando, como e por quanto tempo usar a medicação de resgate e aumentar o tratamento de controle; 
• quando usar CO; e 
• quando procurar auxílio médico de emergência ou urgência. 
 
CORTICOIDES 
INALATÓRIOS 
Fluticasona 
Budesonida 
Beclometasona 
Mometasona 
CORTICOIDES ORAIS 
Prednisona 
Prednisolona 
Deflazacort 
 
 
 
 
 
 
 
 
β2 LONGA AÇÃO (LABA) 
Formoterol (dupla ação) 
Salmeterol 
β2 CURTA AÇÃO (SABA) 
Salbutamol 
Fenoterol 
ANTICOLINÉRGICO 
Brometo de ipratrópio 
ANTILEUCOTRIENO 
Montelucaste 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRISE ASMÁTICA 
A exacerbação é um episódio agudo ou subagudo de progressiva dificuldade respiratória com tosse, sibilância 
e dor ou desconforto torácico ou combinação de todos esses sintomas, acompanhada por diminuição ao fluxo 
expiratório, que pode ser quantificado por medidas de função pulmonar e ou de O2. 
A crise aguda de asma ou exacerbação aguda da asma é um evento que requer imediata ação tanto por parte do 
paciente (ou responsável) quanto por parte do médico, de modo a evitar desfechos como hospitalização, 
internação em UTI e até óbito. Para que seu tratamento inicie o mais rápido possível é importante que 
classifiquemos essa crise em leve/moderada, grave ou muito grave, pois assim definiremos a melhor conduta. 
 
Na emergência, uma dica prática é atentar inicial e primeiramente para a saturação de oxigênio, pois – assim – 
conseguiremos classificar de forma rápida. No entanto, não podemos esquecer de associar à quadro clínico, que 
é soberana, uma vez que o aparelho de oximetria pode, por exemplo, estar com defeito. 
O paciente deve ser avaliado (FR, FC, satO2) antes do tratamento broncodilatador inicial, iniciando a 
administração de O2 se estiver indicada. Iniciar então o β2 e fazer nova administração 15-20 min depois (1-2 
puffs por inalador dosimetrado com espaçador ou nebulização; podendo chegar a 2-4 puffs ou mais, a critério 
médico e sob monitorização cardiorrespiratória contínua, enquanto for necessária). 
Sinais, sintomas e evolução clínica também devem ser monitorados por todo o tempo que o paciente estiver na 
emergência. Os casos com sinais de piora e progressão da crise durante 4 h de tratamento na sala de emergência 
devem ser avaliados quanto à necessidade de hospitalização ou encaminhamento à UTI 
 
 
 
 
➔ Outras terapias disponíveis na UTI incluem infusões intravenosas de sulfato de magnésio, metilxantina e 
mistura hélio-oxigênio. 
A falta de resposta ao tratamento pode causar deterioração e desenvolvimento de insuficiência respiratória, 
necessitando o paciente de intubação e suporte ventilatório. 
INDICAÇÃO DE UTI 
Hipercapnia, acidose ou hipoxemia 
Níveis elevados de lactato sérico 
Hipotensão arterial ou arritmias 
PFE < 30% do valor previsto 
➔ SatO2 < 92% = Internação 
➔ Sem sinais de gravidade + SatO2 > 95% + 
VEF1 ≥ 70% do valor previsto = Alta 
 
IOT em urgência = quetamina 
 
MANEJO DA CRISE AGUDA NA SALA DE EMERGÊNCIA 
• Medicação de resgate por via inalatória: 
o Sat O2 > 94-95 %. 
o O2 sob a forma de máscara ou cateter. 
o Nebulização com β2 adrenérgico: 
▪ Fenoterol ou Salbutamol: 3 nebulizações (uma a cada 15-30 min) com salbutamol gotas ou 
fenoterol gotas, terbutalina gotas, não ultrapassando 10 gotas. 
• Monitorar: frequências respiratória e cardíaca e a saturação de O2. 
 
• Se SatO2 > 91 e < 94%: O2 sob a forma de máscara ou cateter, além de β2 adrenérgico, esteroide e 
anticolinérgico. 
• No caso de não haver melhora, administrar β2 adrenérgico intermitente de hora em hora ou a cada 2 h ou 
continuamente e associar