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Bronquiolite - Resumo + Questões

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a suspensão da administração de líquidos e/ou alimentos pela via oral é 
mandatória. Frequências respiratórias > 60 a 70 irpm, principalmente na vigência de obstrução nasal, 
aumentam o risco de aspiração para o trato respiratório, usando – nesses casos - a via parenteral. 
Fisioterapia Respiratória 
o Sob a ótica da evidência, as técnicas de fisioterapia respiratória não são recomendadas. 
Oxigênio 
o A administração de oxigênio deve sempre ser considerada no tratamento dos pacientes 
hospitalizados com bronquiolite. Deve ser aquecido e umidificado, devendo ser preferencialmente 
administrado por cânula nasal, sendo essa suplementação monitorada pela oximetria de pulso (satO2). 
✓ A saturação de oxigênio nunca deve ser analisada de maneira isolada, devendo ser 
interpretada em associação com as manifestações clínicas presentes. 
Broncodilatadores (alfa e beta-adrenérgicos) 
o Embora ainda sejam as drogas mais frequentemente prescritas para pacientes portadores de BVA, seus 
reais benefícios carecem de evidências científicas. Não se pode desconsiderar que alguns pacientes 
parecem demonstrar benefício com a utilização da terapêutica, sendo assim podemos inicialmente 
prescrevê-lo e, com base na resposta do paciente, avaliar a continuação do seu uso (teste terapêutico). 
Adrenalina inalatória 
o É outra medicação frequentemente administrada para pacientes portadores de BVA, mas que não há 
recomendação. 
Sob a ótica de evidência, tanto broncodilatadores (beta-adrenérgicos) quanto a adrenalina (propriedades alfa e 
beta-adrenérgicas) têm forte recomendação para que não sejam utilizados como rotina na BVA. 
 
 
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Solução salina hipertônica 
o Estudos em pacientes com fibrose cística sugerem que a 
utilização de soluções salinas hipertônicas administradas por via 
inalatória melhora o clearance mucociliar de lactentes portadores 
de BVA. Segundo estudos, é capaz de reduzir significativamente 
tanto a taxa de admissão quanto a duração da hospitalização. 
Sendo assim, sob o ponto de vista da evidência, a solução 
salina hipertônica tem recomendações para sua utilização, 
embora essas sejam fracas. 
Corticosteroides 
o As bases lógicas para sua utilização estão relacionadas a uma 
possível importância da inflamação na gênese do processo. 
Apesar do uso frequente e dos seus potenciais benefícios teóricos, 
os corticoides sistêmicos não têm demonstrado eficácia no 
tratamento da BVA, sendo, por isso, contraindicados. 
Suporte ventilatório 
o A necessidade de ventilação mecânica pode oscilar entre os 
pacientes internados. Os maiores candidatos são lactentes < 3 
meses, pacientes com displasia broncopulmonar, pacientes 
desnutridos, portadores de síndrome de Down, cardiopatias 
congênitas e aqueles que adquiriram bronquiolite intra-hospitalar. 
 
 
 
 
PREVENÇÃO 
o Imunização passiva (palivizumabe) 
O palivizumabe é um anticorpo monoclonal capaz de prevenir formas graves da 
doença. É administrado na posologia de 15 mg/kg, via intramuscular (IM), uma vez 
por mês, durante o período de sazonalidade do VSR previsto na comunidade. A 
primeira dose deve ser administrada um mês antes do início da estação do vírus e 
as demais aplicações subsequentes devem ser administradas durante este período, 
até o máximo de cinco doses. 
O Ministério da Saúde disponibiliza o palivizumabe para bebês que respondem aos seguintes critérios: 
➔ Prematuros até 28 semanas e 6 dias de idade gestacional, desde que menores de um ano de idade. 
➔ Crianças portadoras de cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada até o 
segundo ano de vida. 
➔ Crianças portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade, independente da idade gestacional, 
até o segundo ano de vida. 
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por sua vez, recomenda que a profilaxia inclua ainda bebês 
prematuros nascidos entre 29 e 31 semanas e 6 dias de idade gestacional, baseado em diversas evidências que 
demonstram que este é também um grupo vulnerável para desenvolver formas graves da infecção, especialmente 
nos primeiros 6 meses de vida. 
 
 
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1. São fatores de risco para aquisição de Bronquiolite Viral Aguda, EXCETO: 
a) Época endêmica – principalmente primavera e verão 
b) Menores de 1 ano de idade – principalmente menores de 6 meses 
c) Aleitamento artificial 
d) Condição habitacional desfavorável 
 
2. Uma lactente com dois meses de vida, sem antecedentes mórbidos, apresenta coriza e tosse há cinco 
dias, “chiado” há dois dias, com piora progressiva, e um pico febril de 37,9 °C no terceiro dia do quadro. 
Chegou ao setor de emergência pediátrica hidratada, taquidispneica, acianótica, com tempo de 
enchimento capilar de dois segundos, frequência respiratória de 64 ipm e saturação de oxigênio de 90% 
em ar ambiente. Apresenta, também, tiragem discreta subcostal e intercostal, além de sibilância bilateral 
e tempo expiratório prolongado. A mãe refere dificuldade da criança em se alimentar devido à dispneia. 
Além de internação e oxigenoterapia, a melhor alternativa nesse caso hipotético seria 
a) Jejum e hidratação endovenosa com soro de manutenção no volume basal, sódio de 
3mEq/kg/dia e potássio de 2,5mEq/kg/dia 
b) Inalações com β2 agonista e ipratrópio 
c) Corticosteroide endovenoso 
d) Dieta por sonda nasogástrica 
e) Corticosteroide por via inalatória 
 
3. Criança de 8 meses, previamente hígida, há 2 dias com tosse, coriza e febre (38°C), é levada ao pronto 
atendimento com história de, neste dia, estar apresentando cansaço e piora progressiva do desconforto 
respiratório, o que está dificultando as mamadas. Ao exame físico, está taquidispneica, com frequência 
respiratória de 56 ipm, presença de tiragem intercostal e subdiafragmática. Ausculta pulmonar com 
roncos e sibilos difusos. Restante do exame físico sem alterações. Saturação de 91% em ar ambiente. 
De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicial deve ser 
a) Solicitar radiografia de tórax 
b) Realizar inalação com fenoterol e corticoide oral 
c) Prescrever inalação com soro fisiológico, hidratação parenteral e oxigenioterapia 
d) Prescrever inalação com fenoterol associado a brometo de ipratrópio e penicilina cristalina 
e) Realizar inalação com adrenalina, corticoide parenteral e oxigenioterapia 
 
4. Lactente de cinco meses de idade, gênero feminino, previamente saudável, nasceu com 3.200g de peso, 
está em aleitamento materno exclusivo. Mãe relata que, há dois dias, apresenta febre baixa, tosse leve 
e certa dificuldade respiratória. Ao exame, está levemente hipocorada, acianótica, ativa, tiragem 
intercostal leve e presença de sibilos inspiratórios e expiratórios em ambos os hemitórax. Demais 
aparelhos sem alterações. Nega casos de atopia da família. Em relação ao diagnóstico mais provável, é 
CORRETO afirmar: 
a) Está sempre indicado uso de corticosteroides 
b) Na maioria desses casos, a radiografia de tórax mostra condensações pulmonares bilaterais 
c) O melhor preditor isolado para a avaliação inicial da severidade do quadro é a saturação do 
oxigênio 
d) Está sempre indicado uso de broncodilatador de ação rápida 
 
 
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5. Paciente de 9 meses de idade, sexo masculino, foi trazido ao pronto-
socorro com queixa de tosse, coriza e chiado há 3 dias, com piora há um 
dia. Mãe refere baixa aceitação alimentar associado ao quadro. Nascido 
de parto normal, de termo, sem intercorrências neonatais. Exame físico: 
Regular estado geral, afebril, corado, desidratado de algum grau. 
Frequência cardíaca: 140 batimentos/minuto; Frequência respiratória: 70 
movimentos/minuto, Saturação em ar ambiente: 89%. Coração: Bulhas 
rítmicas normofonéticas, sem sopros. Pulmões: murmúrio vesicular 
presente, bilateralmente, com sibilos difusos, retração de fúrcula e 
subdiafragmática. Foi realizada radiografia de tórax, reproduzida a 
seguir: (VER IMAGEM). Qual é a principal hipótese diagnóstica e a 
conduta adequada para o caso?