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Direito Constitucional

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1. Constitucionalismo: Origem e Evolução: 
1.1 Esboço das primeiras constituições 
- primeiras conquistas formais na Inglaterra em 1215 
- a magna carta não se tratava de uma constituição, mas sim de um pacto entre o rei joão 
sem terra e seus súditos 
- nesse pacto, o rei se comprometia a respeitar o direito à vida, à liberdade, à propriedade 
e à um julgamento justo 
- o objetivo dos súditos era garantir seus direitos, não mudar o modelo de estado 
- muitos outros acordos foram assinados entre os súditos e os reis da Inglaterra, como o 
Petition Rights, onde os súditos pediram novos direitos, e o Bill of Rights, onde o rei 
declarou direitos 
1.2 Constitucionalismo moderno 
- as verdadeiras concepções constitucionalistas surgiram na França no século XVIII. Não 
apenas garantindo direitos individuais, mas mudando o modelo de estado 
- de Estado Absoluto para Estado Moderno 
- seu principal ideólogo foi Barão de Montesquieu, que defendia o Estado dividido em: 
Legislativo, que criava as leis; Executivo, que aplicava as leis; Judiciário, que resolvia os 
conflitos resultantes tanto da criação quanto da aplicação 
- os 3 órgãos eram independentes, porem deveriam controlar a função do outro. 
Montesquieu deu a isso o nome de Sistema de Freios e Contrapesos 
1.3 Primeiras constituições 
- a primeira constituição que adotou o novo modelo foi o EUA, em 1787 
- depois foi a França, em 1791 
- essas duas tornaram-se modelos para várias constituições, inclusive na Europa 
1.4 Neoconstitucionalismo 
- neoconstitucionalismo surgiu após a II guerra como resposta ao nazismo 
- também como resposta ao positivismo exagerado da Alemanha, na qual o dirigente do 
país era autorizado a cumprir o que constasse na constituição 
- pregou a relativização dos dogmas constitucionais 
- as constituições deixariam de ser apenas um conjunto de normas jurídicas positivadas 
para serem também um conjunto de valores humanos 
- pregou e ainda prega: consolidação da democracia e criação do estado de direito; 
proteção e defesa da dignidade humana; repudio a qualquer discriminação e preconceito; 
solução pacifica de conflitos. Para isto, foi criada a ONU, que promulgou a Declaração de 
direitos humanos 
 
 
2. Direito Constitucional: 
2.1 Conceito 
- é o ramo do direito publico que estuda os princípios estruturadores do Estado e 
garantidores dos direitos fundamentais das pessoas. É o tronco do ordenamento jurídico 
do Estado do qual nascem todos os ramos do direito, publico ou privado. 
2.2 Principios Universais e Fundamentais 
- Principio do Estado Democratico de Direito: só existe estado democrático de direito onde 
existe liberdade e justiça social. Esse principio encontra fundamento nos direitos 
individuais, políticos e sociais. 
Estado democrático garante apenas os direitos individuais e políticos 
Estado de direito garante também os direitos sociais, não bastando que os direitos estejam 
previstos na constituição, mas precisam ser efetivamente implantados pelos poderes 
públicos 
Direitos sociais ativos estão previstos na constituição e são efetivados 
Passivos estão previstos na constituição mas não são efetivados 
- Principio da Supremacia da Constituição: proclama que a constituição é a lei suprema. 
Nenhuma outra lei ou nenhum outro governo podem contrariar sua aplicação nem limitá-
la, se isto ocorrer, o Estado não será democrático. Para que isto não ocorra, os Estados 
Democraticos tem um órgão de controle de constitucionalidade das leis. No Brasil, o STF. 
Ao redor do mundo, a Suprema corte 
- Principio da Tripartição do Poder: os 3 órgãos. Só existe Estado democrático se a 
constituição for a lei suprema e só existe independência entre os poderes se o estado for 
democrático 
2.3 Divisão 
- Direito Constitucional Geral (teoria): tem por objeto de estudo as teorias constitucionais, 
estejam essas sendo aplicadas ou não. Suas teorias não têm fronteiras no espaço, porque 
embora suas teorias tenham sido criadas num determinado espaço, expandiram-se e 
universalizaram-se; e nem no tempo, porque embora criadas em determinado tempo, 
permaneceram ao longo do tempo e chegaram a atualidade 
- Direito Constitucional Positivo (norma): estuda o direito constitucional existente em cada 
estado e em determinada época. Estudo concreto, atualizado e sistematizado. Tem 
fronteiras no espaço porque limita-se a estudar apenas as normas de cada Estado isolado; 
e no tempo porque se ocupa apenas das normas vigentes em determinada época 
- Direito Constitucional Comparado: dois objetos de estudo: faz um estudo comparativo 
entre duas ou mais teorias gerais, aplicadas ou não na constituição; faz uma analise 
comparativa entre duas ou mais constituições, vigentes ou revogadas de um mesmo 
estado ou diferente, buscando identificar as semelhanças e as diferenças, avanços e 
retrocessos. Busca o aperfeiçoamento do DCP. Não é considerada uma terceira 
modalidade. 
 
 
3. Poder Constituinte 
3.1 Titularidade 
- No Estado Democrático: pertence ao povo, do qual todo o poder emana. Porem, o povo é 
titular indireto, que elege seus representantes a uma assembleia nacional, e é esta que 
escreve a constituição em nome do povo, sendo democrática e legitima 
- No Estado Autocratico: pertence ao Estado, que o exerce diretamente sem a participação 
do povo, elaborando a constituição de acordo com a vontade ditatorial, imposta ao povo. 
É outorgada e ilegítima 
3.2 Espécies 
- Poder Constituinte Originário: poder de elaborar uma constituição através da vontade do 
povo ou do governo autoritário. É o poder politico supremo do Estado dotado de 
capacidade para organizar, criar seus poderes chamados constituídos e estabelecer as 
competências de seus órgãos 
É convocado em 4 hipoteses: 
1. Logo após a criação de um novo estado 
2. Após a implantação de um regime ditatorial substituindo um democrático 
3. Consequência da queda de ditadura com a restauração da democracia 
4. Necessidade de alteração profunda no sistema jurídico, econômico e social, mesmo 
não mudando o modelo de Estado 
No Brasil, já foi convocado 7 vezes 
3.3 Características 
- Inicial: marca o surgimento de uma nova constituição; cria um novo modelo de Estado; 
cria todos os poderes chamados constituídos, inclusive o poder capaz de reformar a 
constituição; a nova constituição revoga toda a legislação anterior que lhe seja contraria 
- Incondicionada: não obedece a formulas preestabelecidas; não se submete ao conjunto 
de normas anteriores, inclusive clausulas pétreas; não se submete a comandos 
internacionais 
- Ilimitada: pode mudar toda estrutura politica, jurídica, econômica e social do Estado 
existente. Apesar disso, sofre pressões que acabam por limitar sua atuação, como pressão 
da própria constituição anterior e acordos internacionais; grupos empresariais e 
corporações sindicais; religiosa; fatores ideológicos 
3.4 Poder Reformador 
- Poder Reformador: órgão legislativo do Estado dotado da competência que lhe foi 
atribuída pelo PCO para emendar ou reformar a constituição. A expressão Poder 
Constituinte Derivado é contraditório, pois o órgão capaz de reformar a constituição é o 
Legislativo, que é um poder constituído, e um poder não pode ser constituído e 
constituinte ao mesmo tempo 
3.5 Características 
- Posterior: só pode atuar após o encerramento dos trabalhos do PCO. Só poderá dar inicio 
à reformas da constituição após um tempo mínimo determinado pelo PCO, normalmente 5 
anos depois do inicio da vigência da nova constituição 
- Condicionado: sua existência depende da vontade do PCO 
- Limitado: só poderá ser exercido em estrita obediência às exigências impostas pelo PCO 
3.6 Limitações impostas ao poder reformador 
- Limitações ou exigências processuais: dizem respeito aos procedimentos especiais e 
exclusivos impostos pelo PCO para apresentação, analise e aprovação das propostas de 
emenda 
NO BRASIL: 
Só poderão apresentar