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ESTUDO DE CASO FISIOLOGIA HUMANA

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UNINGÁ- Centro Universitário 
Atividade Estudo de caso 
Acadêmica: 
Curso: Farmácia 
Disciplina: Fisiologia humana 
 
J.P é uma senhora de 70 anos que chegou ao médico com queixas de não estar 
sentindo-se bem, além disso, a quantidade de urina estaria reduzida. Ao realizar 
algumas avaliações constatou-se que: a pressão da J.P estava elevada a 118 
mmHg. Por conta dos dados iniciais a senhora foi submetida a exames para 
detecção de hipertensão. No exames foi possível observas: pressão sanguínea 
elevada, filtração glomerular (é a primeira etapa na formação da urina nos rins) 
reduzida, com isso há suspeita de uma doença renal vascular. A angiografia renal 
(exame radiográfico dos vasos sanguíneos renais) revelou o estreitamento 
(estenose) de 90% da artéria renal direita. O exame para avaliar a quantidade de 
renina plasmática mostrou elevação da renina, sendo mais elevado na veia renal 
direita do que na veia renal esquerda. Com esses resultados, foi possível observar 
que esta paciente possui estenose da artéria renal direita que é o estreitamento 
(constrição) da artéria renal direita, o que pode impedir a corrente sanguínea de 
irrigar o rim direito adequadamente. Por conta disso, a diminuição da corrente 
sanguínea no rim fez com que o filtrado glomerular e a quantidade de urina diminui-
se. A pressão arterial elevada é secundária a corrente sanguínea renal reduzida, 
pois o rim direito “pensa” que a pressão arterial esta baixa e assim impulsiona a 
liberação de aldosterona, o que é resultado da elevação de renina plasmática na 
veia renal direita. 
Responda: 
1. Como a renina eleva a concentração de aldosterona? 
R- Sabe-se que a renina é uma enzima que tem como função a regulação da 
entrada e saída de sangue no glomérulo (unidade funcional dos rins), com um 
consequente aumento ou diminuição da pressão arterial. A renina é liberada pelos 
rins quando ocorre uma queda da pressão arterial, uma diminuição na concentração 
de sódio ou um aumento na concentração de potássio. A renina quebra a proteína 
sanguínea angiotensinogênio para formar a angiotensina I, que então é convertida 
por uma segunda enzima angiotensina II. Esta por sua vez provoca a constrição dos 
vasos sanguíneos e estimula a produção de aldosterona que aumenta a absorção 
de sódio e, ao mesmo tempo, aumenta a secreção de potássio pelas células 
epiteliares tubulares renais. 
 
2. Por que a aldosterona eleva a pressão arterial? 
R- A aldosterona promove uma conservação dos íons sódio no líquido extracelular e 
uma excreção de íons potássio na urina. O efeito final é uma elevação da pressão 
arterial e a manutenção dos níveis normais de sódio e potássio. Há, assim, aumento 
da pressão arterial, o que estimula a secreção de aldosterona. Esta, por 
sua vez, provoca o aumento da reabsorção de sódio pelos rins e, ao 
mesmo tempo, aumenta a secreção de potássio pelas células epiteliares 
tubular es renais. 
 
3. Para a redução da pressão arterial, os médicos decidiram tratar a paciente 
com inibidor da ECA (enzima conversora de angiotensina). Porque? 
 R- A paciente J.P de 70 anos foi tratada com a inibição da ECA (enzima conversora 
de angiotensina), pois esta bloqueia os efeitos de um hormônio produzido 
naturalmente pelos rins designada por angiotensina II. Ao bloquear o efeito da 
angiotensina II, os inibidores da ECA provocam o relaxamento dos vasos 
sanguíneos, reduzindo a pressão arterial, o que significa que o coração não precisa 
se esforçar tanto para impelir o sangue pelo corpo. 
 
REFERÊNCIAS 
RENINA. Disponível em: Renina - Produção da Renina - Sistema Renina e Angiotensina 
(emforma.net). Acesso em 05 de jan. 2020. 
https://www.emforma.net/15130-renina
https://www.emforma.net/15130-renina