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Clínica de Grandes Animais I Neonatologia · Importante entendes que para garantir que o neonato precisa fazer 3 coisas: ingerir colosto passado anticorpos para ele por aqui, liberar o mecônio, ter o corte do cordão umbilical e a limpeza desse local. Tudo isso pode, se não feito de maneirar adequadas, causas afecções nos neonatos. AFECÇÕES: Septicemia: É uma disseminação homogênea de micro organismos ou de seus subprodutos pelo organismo do animal, podendo causar sepse. Essa septicemia é muito causada quando os 3 processos acima não são feitos de maneira adequada, ou as vezes nem foi feito. A maioria das mortes de neonatos que ocorrem antes da primeira semana de vida, tem como causa uma septicemia. Pode ser causada por uma pré infecção in útero ou por inoculação oral, respiratória ou umbilical pós parto. Esse animal pode ter doenças multifatorias, que podem mudar os sintomas clínicos deste animal. Pode se transformar em uma pneumonia, colites, artrites e etc infecção generalizada para localizada. · Histórico: higiene inadequada nessa propriedade, propriedades com superpopulação vamos colher isso na anamnese, ou potros que tenham nascido de maneira prematura a gestação da égua é de 11 meses, 340 dias, mais ou menos 20 dias gestação normal de uma égua. De 320 a 360 dias eu tenho uma idade gestacional para a égua, se eu tiver um potro nascendo com menos de 320 dias, já posso considerar esse meu potrinho prematuro, esses potros estarão fragilizados facilitando esse processo de sepsemia. · Queixa principal: potro fraco, apático, só fica deitado, sem interesse em mamar. · Sintomas: O indivíduo realmente vai estar apático, letárgico, esse animal fica muito em decúbito lateral, hiporexo ou até anoréxico porque não consegue ficar em pé não mamando, febre, desidratação percebo a desidratação pela alteração nas mucosas, prega de pele pode estar aumentado (normal de 1 a 2 segundos, nesse caso, ele vai demorar mais), TPC aumentado, oligúria, ou urina mais concentrada mas é difícil perceber isso, porque isso requer uma observação constante, esse relato em frente ao proprietário muitas vezes acabamos não tendo, e enoftalmia (olhar fundo, quando os animais estão muito desidratados o globo ocular fica muito fundo, atrás do globo ocular tem um bulbo adiposo que amortece a posição do globo ocular, quando temos um processo de desidratação, esse bulbo desidrata causando esse olhar mais fundo), taquicardia, taquipneia, alterações em sistema como nos sons pulmonares, diarreia sintomas de outras doenças nos sistemas orgânicos. O individuo se apresenta transcurvo tecidos ósseos continuam nascendo, mas os tecidos moles estão ficando relaxados por falta de nutrientes, tem uma frouxidão articular, ele vai ter um catabolismo corpóreo bem evidente magro, pelame feio, cabeça maior do que deveria o crânio continua crescendo, enquanto o resto do corpo acaba não crescendo. Obs: essas condições são totalmente reversíveis, se eu voltar a alimentar esse meu animal e tratar a sepse, ele vai começar a ter mais nutrientes corpóreos, melhorando a forma corpórea, engordando, e voltando a crescer de forma regular. Obs 2: os dentes desse potro só nascem no 3, 4 dia pós nascimento, ajudando na hora da mamada para não machucar a égua também. Obs 3: esse meu animal vai ter um sintoma patognomônico: um sintoma característico de determinada doença, no caso da sepse, o olho do animal se apresenta amarelado hipópio acumulo de pus dentro do olho, quando eu tenho hipópio bilateral nos dois olhos isso imediatamente mostra para mim que esse animal tem sepse, porque as bactérias amam parasitar no globo ocular, sendo ótimo para o crescimento bacteriano, formando pus nesses olhos. Se isso causar aumento de pressão intraocular o animal vai sentir dor, se eu palpar sobre o globo ocular, se ele estiver muito firme, e chega a aumentar, me mostra que eu tenho um aumento de pressão intraocular, mostrando que meu animal se encontra com dor. Se for unilateral, pode ser um problema no determinado olho, agora se for bilateral, me mostra que tenho sepse sérica. esse animal apresenta hipópio e hifema (pode ser causado, por alguma pancada no olho, então não e considerado um sintoma patognomônico) sangue no globo ocular, os dois casos são reversíveis, se tratarmos esse indivíduo, tratando a sepse, o organismo consegue limpar esse olho, deixando ele bastante translucido, voltando a enxergar nessa foto o animal não consegue enxergar não fazer movimento brusco, pega dois dedos fechados, aproximo do globo ocular e começo a abrir esses dedos, se o animal se afastar, ele vai estar enxergando, se ele não se mexer, mostra que o animal não esta enxergando. · Exames complementares: faço hemograma tendo uma leucocitose normal para neonato normal de 10 mil a 12 mil células por micro litro, se eu tiver a mais que isso, pode me mostrar uma afecção importante. Vejo a concentração de proteína total e fibrinogênio proteína produzida no fígado porque em respostar inflamatórias severas nos equinos, essa taxa de fibrinogênio é muito descartada na circulação hiperfibrinogênio o fibrinogênio é um repercursor da fibrina, o organismo tenta isolar essa afecção, por isso é comum em equinos que tem um processo infeccioso, o fibrinogênio sérico aumentar, porque o organismo está tentando isolar essa infecção capa fibrinogênica em volta da lesão, formando um abcesso muitas vezes. Faço a taxa glicêmica, porque esses animais ficam hipoglicemicos valores menores que 90 mg/dl esses animais não estão mamando, não tendo glicose suficiente no organismo, causando a hipoglicemia. · Tratamento: primeira base do tratamento etiologia/ segunda base do tratamento sintomas. Eu trataria esse animal com antibiótico de amplo aspecto intramuscular e de 24 em 24 horas, o tempo de tratamento vai depender da gravidade da sepse do meu animal, antipirético para febre, fluidoterapia porque ele está desidratado, anti inflamatório porque as bactérias circulantes causam um processo inflamatório no organismo, se meu animal apresentar dor, eu dou um analgésico também a maioria dos anti inflamatórios usados nos equinos são analgésicos também. O plasma hiperimune é ótimo porque eu darei anticorpos e ajudarei em questão a hidratação desse animal, ele substitui o colostro, mesmo não sabendo se o animal tomou ou não esse colostro, não vai fazer mal eu dar esse plasma, a tendência vai ser só ajudar. Posso fazer um equilíbrio térmico com lâmpadas antigas, para melhorar a temperatura desse animal. Obs: em neonatos eu costumo dar 5 mg/kg, e em adultos 10 mg/kg, mas dependendo da sepse do neonato, e do grau, eu posso usar 10mg/kg. Obs2: se eu não tiver uma boa resposta do antibiótico em 3 dias, continua piorando e a febre aumenta, eu mudo de antibiótico. Obs 3: caso eu tenha uma ruptura do globo ocular, vou ter um abscesso nesse olho, então eu nunca vou pegar uma cultura para fazer um antibiograma, principalmente desse globo ocular. Isoeritrólise neonatal: doença anêmica porque o filhote ingeriu no colostro anticorpos que lutam contra a hemácia do seu organismo posso ter rupturas na placenta ou umbigo, a mãe recebe hemácias do feto e por ser diferente do da mãe, ela reconhece esse sangue como diferente do dela, produzindo anticorpos contra essas hemácias, a hora que esse feto nascer, na hora que ele tomar o colostro, esses anticorpos contra essas hemácias do potro são mamadas pelo potrinho, vai ser processado no intestino, causando uma hemólise intravascular nesse filhote, gerando uma anemia. É raro, ocorre em 1 a 2% dos neonatos. · Descrição: potro nasceu bem e logo depois de umas horas ele se apresentou apático e com mucosas amarelados, ele está entrando na anemia por hemólise intravascular. · Sintomas: no exame físico percebemos mucosa pálida e ictericícas ela fica amarelada por conta da presença da bilirrubina, quando eu tenho hemólise, tenho a liberação de hemoglobina sendo processada pelo fígado e desnaturada, se tornando bilirrubina indireta que vai parar na circulação, causandoessa mucosa amarela. Vou ter taquicardia compensando a anemia, taquipneia, himoglobinúria descarte da hemoglobina na urina, urina vai se apresentar amarronzada, de cor castanha. mucosa pálida com um fundo amarelado. · Tratamento: suspende a amamentação de colostro da mãe, começo a dar outro colostro espero 72 horas para essa mãe descartar esse colostro, e começar a produção de leite comum, eu deixo esse filhote com a mãe mas não deixo ele mamar dela, depois de 3 dias não faz diferença se ele voltar a mamãe da mãe porque o intestino desse potro não absorve mais essas imunoglobulinas da mãe, por ele ter uma anemia eu faço uma transfusão sanguínea pega de qualquer outro animal da propriedade, menos da mãe, posso dar antibiótico porque muitas vezes por conta da anemia, esse indivíduo tem uma grande chance de sepse por conta da sua fragilidade corpórea. Se eu não tiver um banco de outros colostros, posso dar o plasma hiperimune. Obs: nos equinos minha fluidoterapia é ringer lactato, e sempre faço glicose também, principalmente nessas duas doenças. PARTO: Fase 1 do parto: apresentação aminiótica na vagina. Fase 2 do parto: principal fase do nascimento, saco amniótico preservado ainda, tem contrações, começo a ver uns membros projetados do potro, causa constantemente levantada, a égua normalmente já fica em posição de proteção do filhote, deita e levanta não importa se ela vai parir de pé ou deitada, essa fase demora de 20 a 40 minutos, não precisa ficar ajudando se o parto estiver indo bem. Filhote ao sair da vagina, vai romper o saco amniótico contínuo na fase 2, esse processo é importante para liberação de hormônios para a égua, e liberação de corticoides para o filhote. (Parto até uma hora é aceitável e normal para os equinos). Fase 3 do parto: Égua está separada do neonato, ele já nasceu, expulsão da placenta de 30 a 1 hora pós nascimento desse potrinho apenas a partir de 2 horas depois do nascimento, se ela não eliminar essa placenta, consigo pensar em retenção de placenta, mas antes disso é normal ela não liberar. Ruminantes: Neonatologia · 3Q da colostragem: quantidade, qualidade quão rápido adm eu preciso dar um volume de 10 a 15% do peso vivo de colostro, preciso de um colostro com uma qualidade boa, então ele precisa ter uma alta densidade, quanto mais rápido eu fizer a administração do colostro dentro de 6 a 8 horas, melhor. O cordão umbilical desse meu animal é composto de: artéria umbilical, veia umbilical e úraco umbilical. Vou avaliar pela palpação, o certo seria eles estarem com uma espessura da caneta bic, se eu sentir a espessura de um canetão, mostra que algum vaso está inflamado. Começo a palpar cranial e caudal, porque as veias têm ligação com o fígado onfaloflebite, uma doença da veia umbilical. Se eu palpar e sentir o espessamento do cordão caudalmente, pode ser do úraco ou artéria onfaloarterite, onfalouraquite. Se todas estruturas estiverem inflamadas, teremos panvasculite. Quando não sabemos a estrutura acometida, chamamos de onfalite região do umbigo inflamado. O úraco quando o animal nasce e evolui, não serve mais de nada, porque ele vai urinar pela uretra. Como eu diferencio uma onfalouraquite e onfaloarterite? Se eu tenho um problema no úraco eu vou ter gotejamento por esse úraco ele deveria estar urinando pela uretra porque depois que esse animal nasce, esse úraco fica afuncional. 1. Onfaloflebite: vemos aumento de volume do cordão umbilical, processo inflamatório que acomete a veia do cordão umbilical do bezerro, pode conter abcesso ou não, podendo interferir e causar problemas no fígado desse animal também. 2. Onfalouraquíte: se direciona a bexiga o úraco, vejo aumento de volume caudal e gotejamento de urina vemos os cristais de urina nos pelinhos desse animal, passo o ultrassom na região de bexiga e observo líquido preto e um monte de pontinho branco colônia bacteriana mostrando que ele apresenta uma cistite. 3. Onfaloarterite: processo inflamatório na artéria do umbigo, vejo a bexiga e vejo se apresenta cistite. Fatores predisponentes: não tem imunidade esse bezerro, ele pode não beber o colostro de maneira adequada por asfixia neonatal por exemplo falha na transferência da imunidade passiva, cura incorreta desse iodo com centração muito forte ou muito fraca, ponto de rupturas esse umbigo precisa ter pelo menos uns 3 dedinhos embaixo do bezerrinho, navel sucking baias coletivas, o bezerro mama no amiguinho, mama orelha, testículo, umbigo, e a partir desse momento de sucção, ele pode causar processo inflamatório no umbigo do amiguinho. Sinais clínicos: aumento de volume na região umbilical, sensibilidade, dor, anorexia por conta dessa dor, animal pode apresentar febre, ele muda muito a postura arqueamento dorso, se for problemas no uraco eu posso observar eliminação de urina e aglutinação dos pelos. Depois de um tempo quando a doença esta crônica, continuamos com o aumento de volume, umbigo com consistência dura por conta da fibrose, já que não tenho mais inflamação aguda. Caso eu não trate esse animal vou ter bacteremia e septicemia, essa bactéria pode ir pra bexiga, fígado, cair na corrente sanguínea indo para qualquer sistema artrite, pneumonia, tendo um agravamento e circunstância bem crítica, causando morte desse animal. Diagnostico: se tivermos um anel bem fechadinho, é um conteúdo de inflamação, não uma hérnia anel herniario, ele tem que ir fechando, com o passar do tempo se esse anel permanecer aberto, eu terei vísceras, intestino, rúmen causando extravasamento, vou empurrando com o meu dedo, tudo isso vai entrando de volta saindo do saco umbilical, confirmando que é uma hérnia umbilical UMA CONSEQUENCIA DA ONFALITE É HERNIA UMBILICAL, prestar atenção nisso, nesse caso seria uma hérnia umbilical adquirida. Vou fazer uma inspeção direta, indireta raio X e ultrassom, vejo espessamento dos vasos, palpação direta vou ter uma consistência flutuante, terei sensibilidade se for no caso agudo mostrando bastante dor, e palpação indireta por sonda. Tratamento: No caso de inflamações totalmente externas, onde eu não vou ter órgãos acometidos, posso ter um simples abcesso, eu limpo com solução fisiológica e iodo antes de drenar, eu vou drenar e limpar esse abcesso, lavar, coloco atadura de crepe depois, tenho que trocar todo dia (usamos seringa e agulha calibrosa, caso seja pus mesmo, eu uso o bisturi cortando e drenando todo esse conteúdo a fonte de infecção se encontra nesse abcessos) o prognostico é ótimo nesses casos, só uso antibiótico caso o meu animal esteja muito prostrado. Caso eu tenha inflamação interna, normalmente eu entro com cirurgia, e caso eu tenha abcessos em órgãos, terei dificuldade de fazer os antibióticos reagirem nesses órgãos, o prognostico não e tão bom neste caso. Poliartrite: Pode ser uma consequência da infecção desse umbigo, onde essa bactéria vai por via sistêmica para outros locais, no caso dessa doença, se encontra na artrite do animal, vou ver aumento de volume nas articulações principalmente na cárpica, sempre avaliar o umbigo junto também. Diarréias: Metade das causas de mortes de bezerros, são as diarreias. Tratamos como uma síndrome, não como uma simples doença. · Conceito: pode ser caracterizado por causas infecciosas, é um desarranjo onde eu perco muita água nas minhas fezes, temos que tomar mais cuidado porque no caso dos ruminantes, principalmente os bovinos, isso muda bastante de acordo com a dieta desse animal também, eles já perdem mais água nas fezes do que outros seres. · Mecanismos: tenho 3 possibilidades 1. Hipersecreção osmótica: causas não infecciosas, problemas de manejo falha na administração do colostro, mal descongelado, frio, contaminado, leite azedo, com mastite, mudança de dieta, erros de oferta altura certa, volume e temperatura correto, problemas com o principio ativo sucedanio, são proteínas de leite vegetal fazendo com que alguns animais acabem não se adaptando. Não preciso entrar com o antibiótico. Vou fazer correção do manejo nesse caso apenas, vou usar protetores de mucosanesse caso caulim, carvão ativado e pectina, no caso do enterex já vem tudo isso junto, uso probióticos também por via oral, e faço a correção alimentar. 2. Hipersecreção ativa secretória: causas bacterianas. Consigo classificar qual agente é por cultura de fezes, mas muitas vezes criamos boas suspeitas de acordo com o tempo de vida do animal e aspecto das fezes. Essas bactérias produzem toxinas no intestino, causando essa liberação ativa de água aumento da secreção nas fezes. Causa zoonose. Uso antibiótico 3. Redução da absorção e reabsorção: ligada a vírus (rota e coronavirus) e protozoários (criptospiroidose e eimeriose). Eles causam alterações nas vilosidades intestinais, uma atrofia desses vilos e como consequência tenho diminuição da área de reabsorção de água, tenho uma ação direta nas vilosidades intestinais. Uso vacinação aqui que pega rotavírus, corona e e.coli, vacino a vaca no pré parto, para esses anticorpos maternais serem ofertados para o filhote pelo colostro.