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Coleta seletiva uma proposta para o desenvolvimento sustentável de Pirambu

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COLETA SELETIVA: UMA PROPOSTA PARA O DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL DE PIRAMBU 
 
Aline Carolina SILVA(1); Janaína NOGUEIRA(2); Ana Patrícia Barretto CASADO(3) 
(1) Acadêmica do Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia de Sergipe. Rua Massaranduba, 371 ap 303 Edf. Arenito Ponto Novo – Aracaju/SE . 
CEP 49047-230 e-mail: alinecarol87@gmail.com 
(2) Acadêmica do Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia de Sergipe. Rua Dr. Luciano Siqueira, 234 ap 302 Edf. Eridane Suíça- Aracaju/SE 
CEP 49050-250 e-mail: janaina77@gmail.com 
(3) Professora do Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia de Sergipe. Av. Augusto Franco, 3500, casa 43 Ponto Novo- Aracaju/SE 
CEP 490970-670 e-mail: apb_casado@hotmail.com 
 
RESUMO 
A discussão sobre o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos urbanos se insere entre as principais 
preocupações mundiais. Neste panorama, junto a outros modelos de gestão, surge a proposta de gestão 
integrada e sustentável dos resíduos sólidos urbanos (GISRSU). A coleta seletiva é um elemento 
fundamental desse sistema de gestão. Nesse contexto, Pirambu foi a cidade escolhida para o 
desenvolvimento do presente estudo que teve como objetivo principal apontar a importância da coleta 
seletiva como alternativa para o desenvolvimento sustentável do município. Do ponto de vista da sua 
natureza, a pesquisa foi aplicada, quanto aos objetivos pode ser classificada como exploratória e quanto aos 
procedimentos técnicos, tratou-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo. Através dos dados levantados e 
resultados obtidos, observou-se que a coleta seletiva pode apresentar potencial de reduzir o volume de 
materiais destinados a disposição final, proporcionar a economia de recursos naturais, sensibilizar 
ambientalmente a sociedade, aumentar a vida útil dos aterros sanitários, gerar renda de forma segura para 
muitas famílias. 
 
 
Palavras-chave: resíduos sólidos, sustentabilidade, coleta seletiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
Os resíduos sólidos (RS) são um dos grandes problemas da atualidade, provocando impactos sócio-
econômicos e ambientais. A solução para os problemas gerados por esses resíduos pode ser considerada um 
dos maiores desafios enfrentados pelas autoridades públicas. Franco (1990) explica que essa problemática 
teve como ponto de partida o crescimento das cidades e a mudança no ritmo e padrão de consumo, 
acarretando uma geração cada vez maior e diversificada de resíduos, o que acaba por tornar mais caro e 
complexo o tratamento a ser dado a este problema. 
Ao Gerenciar os RS de forma adequada, evita-se ou minimiza-se os problemas à saúde e à poluição 
ambiental, além de manter as características estéticas da cidade e do bem estar para a população, e 
conseqüentemente contribui para um desenvolvimento sustentável (ROLIM, 2000 apud DALTRO FILHO et 
al, 2008). Nesse contexto a coleta seletiva (sistema de recolhimento dos resíduos recicláveis e reutilizáveis 
previamente separados seletivamente, conforme sua constituição) faz parte do plano de gestão integrada de 
resíduos sólidos de um município. 
A coleta seletiva de materiais que podem ser reciclados ou reaproveitados, deixando, portanto, de ir para os 
aterros, lixões, lotes vagos, estradas, rios, entre outros, é apontada unanimemente como um pilar importante 
da gestão adequada dos resíduos sólidos urbanos e ponto fundamental para a contribuição do 
desenvolvimento sustentável de uma localidade. 
De maneira geral, os municípios sergipanos apresentam um gerenciamento inadequado dos resíduos sólidos, 
comprometendo a sadia qualidade de vida da comunidade e do meio ambiente. Esses municípios apresentam 
notáveis deficiências de saneamento ambiental, principalmente na área de resíduos sólidos urbanos (RSU). 
São muitos os problemas a serem resolvidos em toda a cadeia que compõe o sistema dos RSU de Sergipe. As 
soluções sustentáveis devem ser encontradas, principalmente na escala municipal. Dentre os diversos 
problemas, a disposição final inadequada dos resíduos sólidos em lixões a céu aberto, além de produzir uma 
paisagem degradada e com altos níveis de contaminação e de riscos ambientais, descumpre a legislação e não 
apresenta sustentabilidade. Existem problemas também no âmbito das formas de tratamento de RSU e nos 
programas de coleta seletiva. 
O município de Pirambu está inserido nesse contexto da problemática ambiental oriunda da gestão indevida 
dos RSU, agravada pela crescente demanda turística no município. Por essa razão, Pirambu foi a cidade 
escolhida para o desenvolvimento do presente estudo que teve como objetivo principal apontar a coleta 
seletiva(elemento fundamental do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos) como uma alternativa 
para a busca do desenvolvimento sustentável do referido município. 
2. REFERÊNCIAL TEÓRICO 
Segundo a ABNT (2004), define-se Resíduos Sólidos, como: “Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, 
que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de 
varrição”. Ficam inclusos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles 
gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição bem como determinados líquidos cujas 
particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam 
para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face de melhor tecnologia disponível. 
A Lei da Política Estadual de Gestão de Resíduos Sólidos do Estado de Sergipe – Lei nº 5.857/2006 
(SERGIPE, 2006), define Resíduos Sólidos como: “qualquer material, substância ou objeto descartado, que 
se apresente nos estados sólidos, semi-sólidos, incluindo os particulados, resultantes de atividades humanas e 
animais, ou decorrentes de fenômenos naturais”. 
Como resíduos sólidos urbanos ou “lixo urbano pode-se entender os resíduos coletados pelo serviço de coleta 
regular da municipalidade, incluindo-se o resíduo domiciliar, de varrição e comercial, os quais podem ser 
encaminhados para disposição final em aterro sanitário” (BRINGHENTI, 2004, p. 3). 
O estado de limpeza de uma comunidade reflete, sem dúvida, o grau de civilização de seus habitantes e a 
eficiência e seriedade dos administradores locais. Silva (2000), explica que a falta de limpeza gera, 
inevitavelmente, diversos malefícios do ponto de vista sanitário. Do ponto de vista econômico, são 
decorrentes de um sistema precário de limpeza pública, a desvalorização dos terrenos e prédios localizados 
nas proximidades das áreas com acúmulo de lixo. Além disso, ocorrem ainda problemas como: gastos 
freqüentes com a limpeza de rios e galerias de águas pluviais; reflexos negativos no turismo da região; falta 
de estímulo à fixação de novos habitantes e de novos empreendimentos comerciais e industriais; e problemas 
operacionais relacionados à ausência de critérios para a disposição do lixo no solo. 
Uma mudança nessa situação requer a implantação de um sistema de gestão integrada de resíduos sólidos 
adequado e adaptado à realidade de cada localidade. O plano de gestão integrada de resíduos sólidos é um 
instrumento básico para conceber, implementar e administrar sistemas de limpeza pública, contemplando os 
aspectos operacionais, legislação, administrativos, fiscalização e controle, financeiros, informação e 
comunicação, inserção social dos catadores e educação ambiental Monteiro (2001). 
O Brasil conta com o Programa de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos (PGIRSU), sendo 
pioneiro na América do Sul, que prevê a concessão de incentivos fiscais e financeiros às instituições que 
promovam a reutilização e a reciclagem de resíduos sólidos. Esse programa possui como objetivos: a 
organização dos catadores visando à emancipação econômica desses

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