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Direito Tributário II

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ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 
- Atividade infralegal formada pelo conjunto de providências e pela expedição de atos 
administrativos que instrumentalizam a Fazenda Pública a promover a fiscalização, praticar 
atos tendentes a deflagrar a cobrança executiva, além de disciplinar a edição de certidões 
comprobatórias da situação fiscal do suj. passivo. 
 
Inovações da EC 42/2003 (art. 37, XXII CF) – 
As Administrações tributárias U/E/DF/M são atividades essenciais ao funcionamento do 
Estado; 
- Recursos prioritários para realizar atividades específicas; 
- Atuação de forma integrada, mediante convênio, no compartilhamento de informações 
fiscais, perante a União, Estados/DF e Municípios. 
 
• Orienta o Suj. Passivo; 
• Fiscaliza; 
• Arrecada tributos; 
• Treina servidores (analista tributários e auditores). 
 
FISCALIZAÇÃO (arts. 194 a 200 CTN): 
PODERES DA FISCALIZAÇÃO: 
• Legislação relativa à fiscalização aplica-se a todas às pessoas, naturais ou jurídicas, 
contribuintes ou não, inclusive as que gozem de imunidades. 
• A CF permite (art. 145 § 1º) o ingresso da Administração na intimidade do contribuinte 
(respeitado as garantias individuais). 
• As disposições do Art. 195 afasta qualquer disposição limitativa para fins de exames de livros, 
arquivos, documentos, papéis, etc. 
SÚMULA 439 STF – Estão sujeitos à fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros 
comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da investigação. 
• Art. 197 CTN – atribui a autoridades fiscais poder de REQUISITAR as pessoas elencadas no 
dispositivo informações relativas a bens, negócios ou atividades. Excetuando os profissionais 
que por dever de ofício devem guardar sigilo. 
• Art. 200 CTN – REQUISITAR força policial. 
 
DEVERES DAS AUTORIDADES FISCAIS: 
• Art. 196 CTN - Dever de documentar o início do procedimento. (TIF – termo de início de 
fiscalização). 
• Art. 198 CTN - Manter sigilo das informações, sob pena de responsabilidade administrativa, 
criminal e cível. Os §§ 1º e 2º, estabelecem exceções, mantendo-se quanto às pessoas que 
recebam as informações concedidas pela Administração. Quanto ao § 3º prevê situações que 
não se sujeitam ao sigilo. 
- Crítica doutrinária – cobrança indireta. 
• Art. 199 CTN – Colaboração recíproca entre os Entes - Permuta de informações SIGILOSAS. 
- Norma de eficácia limitada. 
- Parágrafo único – permuta informações sigilosas entre nações. 
 
DÍVIDA ATIVA: É o crédito público não extinto, notadamente por pagamento, e não afetado 
por nenhuma causa de suspensão de exigibilidade, integrado ao cadastro identificado pelo 
mesmo nome mediante ato administrativo próprio denominado de inscrição. 
• Previsão legal - Art. 39 lei 4320/64 (tributária e não-tributária). 
• ELEMENTOS da dívida ativa tributária: 
1º - haver crédito de natureza tributária; 
2º - haver inadimplemento do devedor, pelo descumprimento da obrigação no prazo fixado 
para pagamento; 
3º - haver inscrição do crédito no registro próprio, após apurada sua liquidez e certeza 
• Objetivo da Inscrição na Dívida Ativa – Possibilitar a emissão da CDA e a Execução Fiscal. 
• Competência para proceder com a inscrição: 
- Federal – Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (Dec. Lei 147/67). 
- Estadual e Municipal – Procuradorias. 
• Requisitos da CDA – Art. 202 CTN 
Art. 202. O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente, 
indicará obrigatoriamente: 
I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis, bem como, sempre que possível, 
o domicílio ou a residência de um e de outros; 
II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos; 
III - a origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição da lei em que 
seja fundado; 
IV - a data em que foi inscrita; 
V - sendo caso, o número do processo administrativo de que se originar o crédito. 
Parágrafo único. A certidão conterá, além dos requisitos deste artigo, a indicação do livro e da 
folha da inscrição. 
Súmula 392 STJ - A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a 
prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, 
vedada a modificação do sujeito passivo da execução. 
• A CDA constitui título extrajudicial e tem efeito de prova pré-constituída (art 585 VII CPC). 
 
CERTIDÕES NEGATIVAS: art 205 ao 208 
• Instrumento apto a comprovar a inexistência de débito de um contribuinte perante uma 
Fazenda Pública. 
• O prazo fixado no CTN para expedição da Certidão é de 10 dias. 
• ATENÇÃO!!! para o Entendimento STJ (REsp 1.042.585-RJ). (art. 32 § 10, lei 8212/91) 
Art. 206 CTN - Certidões POSITIVAS com efeitos de negativas. 
Art. 208 CTN – responsabilidade PESSOAL do funcionário que expedir certidão com erro para a 
Fazenda Pública decorrente de dolo ou fraude. 
- Crítica por parte da doutrina quanto ao tipo de responsabilidade. 
 
IMPOSTOS 
- união: 
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: 
I - importação de produtos estrangeiros; 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; 
III - renda e proventos de qualquer natureza; 
IV - produtos industrializados; 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; 
VI - propriedade territorial rural; 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. 
§ 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em 
lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V. 
§ 2º O imposto previsto no inciso III: 
I - será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, 
na forma da lei; 
§ 3º O imposto previsto no inciso IV: 
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto; 
II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o 
montante cobrado nas anteriores; 
III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. 
IV - terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do 
imposto, na forma da lei. 
§ 4º O imposto previsto no inciso VI do capu t: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 42, de 19.12.2003) 
I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de 
propriedades improdutivas; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) 
II - não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o 
proprietário que não possua outro imóvel; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 
19.12.2003) 
III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde 
que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) (Regulamento) 
§ 5º O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, sujeita-se 
exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do "caput" deste artigo, devido 
na operação de origem; a alíquota mínima será de um por cento, assegurada a transferência do 
montante da arrecadação nos seguintes termos: (Vide Emenda Constitucional nº 3, de 
1993) 
I - trinta por cento para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem; 
II - setenta por cento para o Município de origem. 
Art. 154. A União poderá instituir: 
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam 
não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta 
Constituição; 
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou 
não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as 
causas de sua criação. 
 
- estado/DF: 
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos